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quarta-feira, dezembro 24, 2014

SYNERGY - “Eletronic Realizations For Rock Orchestra” - 1975


Muito bem, hoje dia 24 de dezembro, véspera do Natal, foi feito a mim um pedido a respeito deste álbum que agora com muito gosto, trago para o blog, o Synergy, com o álbum “Eletronic Realizations For Rock Orchestra”, lançado em 1975.

Sou obrigado a confessar que este pedido feito por um internauta, o “Eustáquio”, transformou-se em um presente de Natal para mim, pois não conhecia este fantástico projeto que teve início na segunda metade da década de setenta, portanto nada mais justo do que agora eu dividi-lo com todos os amigos e frequentadores deste espaço.

O Synergy é um projeto de música eletrônica de “Lawrence Roger 'Larry' Fast”, um americano de New Jersey, formado em História, Ciências da Computação, estudioso de piano e violino e que por obra do destino, acabou por ter um encontro mágico com Rick Wakeman que o possibilitou a trabalhar com o Yes, mais precisamente na produção musical de “Tales From Topographic Oceans”, vejam vocês.

O cidadão com um currículo como este já chega marcando presença e isto está latente neste álbum de estreia, pois como é um trabalho solitário, tanto na composição dos arranjos, bem como em sua execução, que um é primor, o credencia a estar a lado a lado com grandes nomes da música eletrônica em total pé de igualdade.

A música eletrônica não é de fácil aceitação, pois exige do ouvinte um apurado senso musical, portanto fica difícil a tarefa de fazê-la compreensível e esta capacidade no mundo da música ficou restrita a poucos músicos e bandas, como o Tangerine Dream, Vangelis, Jean Michel Jarre, Fonya e alguns outros e agora para mim o Synergy também.

Para os amantes da música instrumental eletrônica e dos sintetizadores, este álbum está perfeito, pois há uma avalanche de sintetizadores que se entrelaçam em rebuscados enredos futuristas espaciais, criando a atmosfera e o cenário perfeito para se viajar sem sair do lugar, levando-se em conta que são músicas absolutamente agradáveis de escutar e que poderiam figurar como trilha sonora de qualquer filme de ficção científica.

Não vou me atrever a fazer comentários mais profundos sobre este trabalho, pois além de não conhecer o músico com propriedade, escutei apenas umas duas ou três vezes este álbum que aparentemente mostra-se muito consistente, com sofisticados e complexos arranjos muito bem estruturados, portanto apenas como mais um divulgador deste trabalho que tem um transito muito grande na blogosfera, convido a todos a escutar este álbum que tem tudo para agradar a gregos e troianos.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!


Musicians
Larry Fast -  synthesizer, electronics, moog

Tracks:
01. Legacy (10:10)
02. Slaughter on Tenth Avenue (11:50)
03. Synergy (5:28)
04. Relay Breakdown (6:24)
05. Warriors (12:51)









FELIZ NATAL - 2014

sábado, novembro 01, 2014

SOLARIS - "Marsbéli Krónikák II (Martian Chronicles II)" - 2014

Conforme já havia comentado na resenha anterior, simplesmente postar por postar, perdeu a graça para mim e só algo que realmente valha a pena pode me tirar do exílio e eu confesso que estou sempre na torcida para que isso aconteça.

Graças a Deus isso acabou por acontecer, por obra de uma das bandas de rock progressivo que eu mais admiro o “Solaris”.

Produziram uma lindíssima continuação para as “Crônicas Marcianas”, intitulada originariamente de “Marsbéli Krónikák II” em pleno século vinte um, com todos os requintes e grandeza que o rock Húngaro sempre oferece.

Apenas para recordar, “Marsbéli Krónikák” foi lançada pelo Solaris no ano de 1984 e assombrou o que restava do mundo do rock progressivo que a esta época já era considerado como uma música do passado, uma vez que havia sido engolida por diversos movimentos musicais passageiros.

Attila Kollár
A chama musical para esta banda continuava acesa e por conta de iniciativas como esta, o rock progressivo continua tão vivo hoje como foi em seu auge nos anos setenta, inclusive influenciando outros movimentos musicais.

Trinta anos depois, praticamente com a mesma formação e com alguns convidados especiais, o Solaris está de volta, tendo que enfrentar seu maior desafio e audaciosamente fazer uma continuação digna para uma peça tão complexa e sofisticada como “Marsbéli Krónikák”.

Esta continuidade é o equivalente a voltar ao passado, escutando a música do presente, ou seja, não tem aquela sensação de “naftalina” no ar, pois como de costume na música do Solaris, o que impera é o esmero musical, constituído de intrincados enredos que vão se associando uns aos outros, criando cenários absolutamente espaciais que fatalmente nos levam a uma viagem musical.

Róbert Erdész
Para quem já conhece o Solaris, fazer qualquer comentário sobre a qualidade performática de seus músicos e chover no molhado, entretanto eu não posso me furtar do direito de enaltecer mais uma vez estes músicos, pois o tempo só os deixou-os mais virtuoses do que foram no passado.

Attila Kollár, um mestre em sua flauta transversa, a manuseia como se Rick Wakeman estivesse frente ao seu Moog de “estimação”, mais parecendo que os dois conversam quando estão em ação, o mesmo acontecendo com Attila e sua flauta.

Róbert Erdész continua brilhante à frente de seus teclados, com a mesma serenidade e maestria, dosando na medida certa suas intervenções que costuram os demais instrumentos dando unidade à música.

Csaba Bógdan
Csaba Bógdan é outro músico que o tempo lhe foi favorável e sua guitarra continua tão afiada como uma espada de um samurai, pois são golpes cortantes e contundentes que saem de suas cordas nos momentos em que está solando.

Compondo a cozinha da banda, Lázló Gömör, Attila Seres e Ferenc Raus, simplesmente dão estrutura e o suporte necessário à formação da espinha dorsal da banda, tornando as coisas muito simples de serem conduzidas, dada a qualidade musical aderida que todos possuem.

Assim como Pink Floyd está aproveitando algumas gravações antigas para seu tão esperado álbum “Endless River”, o Solaris também usou do mesmo artifício, pois István Cziglán e Tamás Pócs configuram nos créditos como “archive's records”, o que não é problema algum, pois não compromete a qualidade do trabalho.

Diversos músicos foram convidados para participar deste trabalho e dentre eles temos, Tamás Erdész, Balázs Szendőfi, Péter Gerendás, Ferenc Muck, Zuzsa Ulmann, Edina Mókus Szirtes e Tünde Krasznai, dividindo-se entre os vocais, violino, sax, baixo e guitarras para complementar o elenco de músicos.

Finalizando, não esperem de “Marsbéli Krónikák II”, aquela chuva de sintetizadores frenéticos que desde os primeiros acordes já se faziam presentes, entretanto, é possível esperar uma viagem musical e espacial para vislumbrar paisagens mentais advindas do equilíbrio obtido pela maturidade musical da banda que adequou sabiamente a continuação das suas “Crônicas Marcianas” para os dias de hoje.

RECOMENDADÍSSIMO!!!!

SOLARIS:
Attila Kollár - flute, percussion, whistle
Róbert Erdész - keyboards
Csaba Bogdán - guitars
László Gömör - drums, percussion
Attila Seres - bass
Ferenc Raus - drums


Archive's records:
István Cziglán - guitars
Tamás Pócs - bass 


Guest Musicians:
Tamás Erdész - guitars
Balázs Szendőfi - bass
Péter Gerendás - guitars
Ferenc Muck - sax
Zsuzsa Ulmann - vocals
Edina Mókus Szirtes - vocals, violin
Tünde Krasznai - vocals


Tracks:
01. Martian Chronicles II Suite (22:26)
      a/ 1st Movement (6:12)
      b/ 2-6th Movement (12:44)
      c/ 7th Movement 3:30
02. Voices from the Past/ movement 1st (2:05)
03. Voices from the Past /movement 2nd (5:33)
04. The World without us (4:03)
05. Pride of Human insect (3:04)
06. Impossible, 'We are Impossibility in an impossible Universe' Ray Bradbury (4:12)
07. Alien (4:03)


quarta-feira, agosto 06, 2014

ELOY - "Live in Stuttgart" - 1998

Estimulado por um múltiplo pedido feito por um leitor do blog para repostar alguns álbuns do Eloy, eu estava à procura dos referidos álbuns, acabei me deparando com o bootleg que estava perdido no meio de tantos álbuns, intitulado “Live in Stuttgart”, fruto de uma apresentação acorrida em dezembro de 1998.

Neste mesmo ano era lançado o álbum de estúdio “Oceans 2 – The Answer”, que botava um fim em um hiato de uns quatro anos longe dos estúdios, desde o lançamento do álbum, “The Tides Return Forever” acontecido em 1994.

Portanto o bootleg, "Live in Stuttgart", nos trás quase na integra o álbum de estúdio do momento, bem como ainda nos brinda com músicas extraídas dos álbuns, “Ra”, “The Tides Return Forever”; “Time to Turn”; “Metromania”; “Planets”; “Colours”; “Oceans” e “Down”, ou seja, tem música suficiente para agradar a Gregos e Troianos.

Frank Bornemann que de bobo não tem nada, como sempre está muito bem acompanhado, contando com a presença de Michael Gerlach nos teclados, Klaus-Peter Matziol no baixo e Bodo Schopf na bateria e percussão, fora os músicos convidados que sempre complementam a banda.

O Eloy como já foi dito inúmeras vezes aqui no blog, tem um surpreendente histórico de superação pelas constantes mudanças de músicos, praticamente acontecendo em todos os álbuns de estúdio, mas o interessante é que uma coisa não muda em sua trajetória que é a qualidade de seus álbuns, nas várias fases musicais que a banda passou ao longo de quatro décadas de trabalho quase que ininterrupto.

Logicamente o ponto notável deste fenômeno está diretamente associado à existência de uma das figuras mais carismáticas e marcantes do mundo do rock, Frank Bornemann, um músico incansável na busca da perfeição, que há bem da verdade nunca teve o merecido reconhecimento internacional por seus feitos e por sua complexa obra, talvez acontecendo por conta de uma fraca atuação na divulgação de seus trabalhos. 

Então, fica mais uma vez o convite a todos para se deliciarem com mais uma demonstração de amor à música feita pelo Eloy e principalmente pelo figuraça do Frank Bornemann e para o internauta que solicitou os álbuns, em breve serão disponibilizados na área de comentários desta resenha.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

ELOY 
Frank Bornemann - vocal e guitarra
Michael Gerlach - teclado e vocal de apoio
Klaus-Peter Matziol - baixo
Bodo Schopf - bateria e percussão

Tracks:
CD1
01 - Betwenn Future and Past
02 - Paralysed Civilisations
03 - Ro Setau;
04 - The Apocalipse
05- Awakening of Conseiousness
06- Generation of Innocense
07- Voyager of the Future Race
CD2
01 - Follow the Light
02 - Time to Turn
03 - All Life is One
04 - Mysterious Monolith
05 - Drum Solo
06 - Silhouette
07 - The Sung Song
08 - The Answer
CD3
01 - Poseidon's Creations
02 - The Tides Return Forever


quinta-feira, agosto 15, 2013

ELOY - "Live in Koblenz" - 1982

Em abril de 1982, acontecia na bucólica cidade de Koblenz, Alemanha, mais uma apresentação do Eloy, provavelmente na turnê de divulgação do álbum “Planets” onde já era possível ouvir quase que a totalidade do álbum, “Time to Turn”, um dos álbuns mais legendários e emblemáticos do rock progressivo dos anos oitenta, que seria lançado no mês de agosto daquele mesmo ano, gerando este bootleg, “Live in Koblenz”.

Falar de Eloy é no mínimo falar de Frank Bornemann, possuidor de uma mente genial, o cérebro e a espinha dorsal de uma das melhores bandas de rock progressivo de todos os tempos, sendo ele uma figura incrivelmente carismática e que ao longo de toda a trajetória da banda, soube manter ao seu lado, músicos de primeiríssima categoria e como é sabido por todos, não foram poucos, pois praticamente a cada álbum de estúdio, uma nova formação era criada.

O grande diferencial do Eloy em relação às demais bandas do mesmo segmento musical, fora o fato da existência de Frank Bornemann, é a capacidade de recuperação, frente às mudanças de músicos, que como já havia dito anteriormente foram muitas, chegando a um total de quinze músicos ao longo de quatro décadas de dedicação ao rock progressivo.

Koblenz
O mais interessante é que isto aconteceu sem que  fosse levado em conta os modismos musicais que foram surgindo no curso da história, o que de per si,  mostra a perseverança de Frank prova o valor do trabalho feito pela banda em todas as fases de sua extensa discografia,  que está em torno de uns vinte álbuns de estúdio. 

Mesmo com esse tipo de problema, que de certo ponto é muito grave, pois não basta a origem e a essência da música ser boa, pois tem que haver um entrosamento muito sólido entre os músicos, para absorver a demanda que este tipo de música exige e isto é um fato inegável e incontestável quando o assunto é o rock progressivo e com publico também, que fatalmente vai criando um vínculo com os músicos de sua preferência, portanto, o entra e sai de músicos que caracterizou vida da banda é um fato preocupante.

Frank Bornemann
Entretanto, ao contrário do que seria o esperado para uma situação tão caótica como esta, a música produzida pelo Eloy, independentemente do direcionamento dado por Frank Bornemann que esteve à frente dos caminhos que a banda se submeteu, manteve uma uniformidade musical incrível, só possível acredito eu, com o apoio total e irrestrito dos músicos que pela banda passaram.

Se por exemplo, levarmos em conta que houve cinco tecladistas diferentes na banda e que para este tipo de música, o teclado é fundamental, pois cria uma identidade entre a banda e o seu público, pelo modo de se executar e pelo tipo de equipamento usado e mesmo assim a atração pela banda não diminui, isto é um mérito que não podemos nos esquecer. 

Para esta apresentação, o Eloy teve em seu elenco, Klaus Peter Matziol, Hannes Folberth, Hannes Arkona, Fritz Randow, e o apoio de duas backing vocals, Amy e Romy para completar o grupo.

Com a exceção das músicas, "Behind The Walls Of Imagination" e "Magic Mirrors", as demais músicas do álbum, “Time to Turn”, estão dividindo o espaço com músicas dos álbuns “Planets”, “Oceans” e “Colours”, outros grandes álbuns da discografia da banda.

Em geral não há muito mistério ou maiores novidades em se tratando do Eloy, pois o esperado é sempre uma explosão de talento, virtuosismos não exacerbados, com um consequente encantamento pelo show, portanto, não resta mais nada se não, recomendar o álbum por tudo o que ele representa.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Eloy:
Frank Bornemann - guitar, vocal
Klaus-Peter Matziol - bass
Hannes Arkona - guitar
Hannes Folberth - keyboards
Fritz Randow - drums

Amy - backing vocals
Romy - backing vocals


Tracks:
CD01:
01. On The Verge Of Darkening Lights 11:49
02. Mysterious Monolith 8:14
03. Queen Of The Night 5:19
04. Sphinx 10:36
05. Through A Somber Galaxy 11:06
06. Time To Turn 5:05
07. End Of An Odyssey 10:15
08. The Flash 5:45
09. Say, Is It Really True ? 6:00
CD02:
01. Illuminations > drum solo 15:52
02. Horizons > (band intro) 5:49
03. Child Migration 6:46
03. Silhouette 4:39
04. Poseidon's Creation 10:29


LINK

quarta-feira, maio 15, 2013

ELOY - "Live At The Marquee" - 1984

Os mantenedores de blogs, direcionados para a música, seja ela qual for, certamente estão encontrando dificuldade em manter seus blogs em atividade com certa dignidade por falta de material novo, que tenha um mínimo de qualidade para que valha a pena resenhar algo a respeito e eu incluo este blog nesta mesma situação, agravada talvez até por conta de uma predominância maior para a vertente progressiva do rock, o que certamente trás alguns complicadores extras. 

Com as devidas proporções, chega a ser um trabalho quase arqueológico em tentar descobrir antigas gravações de shows, ou “b’sides” não aproveitados de gravações de estúdio, que acabaram ficando perdidos por anos a fio em alguma prateleira da indústria fonográfica, mas que por obra e graça de algum “iluminado”, acaba sendo compartilhado na rede. 

Insistentemente tenho procurado por novas bandas ou trabalhos mais recentes de antigas bandas, mas os resultados destas pesquisas se têm mostrado quase sempre infrutíferos por diversas razões, que vão da baixa qualidade musical de bandas mais contemporâneas ou mesmo de novos trabalhos de bandas mais antigas que já chegam com “cheiro de mofo”, portanto, só escavando muito fundo para trazer alguma “novidade” proveniente do passado. 

Com este espírito desbravador e depois de muito fuçar a rede como um cão sabujo, acabei me deparando com o bootleg, “Live At the Marquee” do Eloy, datado de maio de 1984, com músicas provenientes dos álbuns, Oceans, Colours, Planets, Performance, Time to Turn e o álbum, Metromania, talvez o primeiro álbum, “progmetal” da história do rock, por conta de suas pesadas guitarras em um cenário progressivo. 

Com uma discografia de origem bem diversificada até então, este pequeno show dá uma mostra do que se escutava por fora das tendências musicais predominantes do início dos anos oitenta, colocando este tipo de música em um cenário underground, porém, viva, aliás, muito viva até hoje. 

As músicas deste bootleg mostram a transição de cenários entre o progressivo clássico e um novo progressivo, mais brando, mais comedido, porém, em algumas músicas, dosado com uma pitada de “Metal”, que em paralelo com a “New Wave”, o "Punk Rock" e a “Dance Music”, dava sinais que tinha vindo para ficar, pois não era uma vertente passageira como estas que citei, portanto, como a história não leva desaforos para a casa e não deixa ninguém mentir, o “Metal” está presente no mundo da música até hoje. 

Esta afirmação, está registrada no álbum, “Metromania”, porém, curiosamente no álbum seguinte, “Ra”, quatro anos depois de seu antecessor, um novo portal se abriu, e o progressivo clássico voltou à vida do Eloy, graças à coragem e a genialidade de Frank Bornemann. 

A formação da banda praticamente a cada álbum de estúdio, teve um elenco de músicos diferentes, mas isso nunca foi um problema para Frank Bornemann, que nesta apresentação contou com, Hannes Arkona, Klaus Peter Matziol, Hannes Folberth e Fritz Randow e como sempre mantiveram um patamar muito elevado na execução das músicas. 

Frank Bornemann é um sonhador, mas antes de tudo, um visionário, um músico de luz, com um talento criador inigualável, pois enfrentando todo o tipo de dificuldade, sempre deu o tom certo em seus trabalhos, independente de sua época de criação ou mesmo com quem estava dividindo a banda e neste bootleg, ele não fugiu aos padrões. 

O álbum mais recente de estúdio do Eloy que tenho notícia e que já foi postado aqui no blog, se chama, “Visionary” de 2009, mas mesmo tanto tempo depois de sua época de origem e com tantas mudanças estruturais sofridas ao longo das décadas, Frank Bornemann conseguiu manter acesa a chama da essência da banda que ilumina seus trabalhos. 

A qualidade de gravação não é das melhores, mas como é uma dificuldade muito grande em conseguir algum material do Eloy, que quando se consegue, considero este fato como irrelevante, preferindo me ater em seu conteúdo histórico, portanto, recomendo este bootleg. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Eloy:
Frank Bornemann
Klaus-Peter Matziol
Hannes Arkona
Fritz Randow
Hannes Folberth

Tracks:
01. Through A Somber Galaxy
02. On The Verge Of Darkening Lights
03. Hearbeat
04. Silhouette
05. Nightriders
06. End Of An Odyssey
07. Seeds Of Creation
08. Poseidon's Creation
09. Shadow And Light
10. Illuminations
11. Drum Solo
12. Fools


terça-feira, abril 10, 2012

ELOY - "Jubille Gardens" - 1984

Existem algumas bandas que são “mosca branca” quando se quer achar algum material fora de catálogo e o Eloy é uma delas, portanto quando surge alguma coisa a respeito, o melhor que se pode fazer é compartilhar, então, o bootleg, "Jubille Gardens", gravado em 27 de Maio de 1984 vem em um momento de total escassez. 

Apesar de o ano coincidir com lançamento do álbum “Metromania”, não acredito que este show faça parte de uma  possível “Metromania Tour”, pois só há uma única música deste álbum chamada “Nightriders”, o que não teria muito sentido, mas além deste álbum, tem músicas extraídas do “Time to Turn”; “Planets; “Performance” e “Colors”, que são os álbuns imediatamente anteriores, todos da década de oitenta. 

Mas na verdade o que mais importa é que todas as músicas fazem parte da obra do Eloy e principalmente por ter a presença de uma das figuras mais revolucionarias e geniais que a música contemporânea já teve, no caso, Frank Bornemann. 

E dele, eu sou um confesso, fã de carteirinha, pois mesmo seus trabalhos mais recentes como, “Oceans 2” de 1998 e “Visionary” de 2009, ainda guardam toda a magia contida nos álbuns do início da sua carreira, na década de setenta. 

Apesar de ser de conhecimento geral, que a banda passou por diversas formações, com um entra e sai de músicos, não custa lembrar que Frank Bornemann, além de mentor intelectual de praticamente todas as músicas produzidas, ainda administrou este problema com sua enorme capacidade visionária e com sua inteligência que parece não ter fim, para manter a banda com uma uniformidade musical praticamente impossível de ser mantida, perante tantas mudanças que aconteceram ao longo de quatro décadas. 


Por exemplo, este álbum, está com a sétima formação e ainda estavam no ano de 1984, com treze anos de estrada apenas e doze álbuns de estúdio, o que me leva a crer que conforme sua música foi evoluindo e de certa forma acompanhando as tendências de cada momento, senão ele teria sucumbido nos anos oitenta, ele promoveu esta série mudanças na estrutura da banda para manter-se vivo, alias, diga-se de passagem, vivo até hoje e encantando multidões. 

Por estes motivos e logicamente pelo legado deixado ao longo de mais de quarenta anos de música, totalmente voltada para o perfeccionismo absoluto, pois cada álbum registra o exato momento de uma época sem se preocupar em conseguir um espaço em alguma rádio FM, levando apenas em consideração a sua criatividade e a sua vontade de externar suas viajantes ideias, é o que me leva a estar sempre à caça de algum material inédito. 

Este bootleg foi postado primeiramente no blog, “Blog Stoned”, no dia 9 de abril de 2012, ou seja, há um dia, portanto, que a justiça seja feita em dar os créditos para quem conseguiu desenterrar esta preciosidade musical e principalmente por estar dividindo com todos nós que estamos sempre em busca de algo novo, mas que foi produzido no passado. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Eloy:
Frank Bornemann - guitar, vocals
Klaus-Peter Matziol - bass
Hannes Arkona - guitar
Fritz Randow - drums
Hannes Folberth - keyboards

Tracks:
01. Tunning - Intro -  0:46
02. Through A Somber Galaxy - 5:19
03. On The Verge Of Darkening Lights - 4:10
04. Point Of No Return - 5:44
05. Heartbeat - 6:05
06. Silhouette - 5:15
07. Nightriders - 5:10
08. End Of An Odyssey - 10:06
09. Illuminations - 5:34
10. Drum solo - 3:54
11. Fools - 5:05


"On The Verge Of Darkening Lights"

"Heartbeat"

"End Of An Odyssey"

domingo, dezembro 04, 2011

ELOY - "Burg Herzberg Festival" - 2011

Que satisfação poder postar um álbum do Eloy em uma apresentação tão recente e sentir que o tempo passou para todos nós, mas não para Frank Bornemann, que já está de cabelos brancos, mas tocando com a mesma vitalidade de quarenta anos atrás, com sua guitarra mais afiada do que nunca e com sua pitoresca voz praticamente preservada, nos remetendo aos grandes shows do passado em mais uma viagem cósmica que é marca registrada do Eloy. 

Este festival é ativo desde 1968 e é baseado nos preceitos do movimento hippie, mas hoje em dia, focados em mundo ecologicamente muito melhor, tendo como principal objetivo a “Paz & Amor” tão sonhada desde os primórdios do movimento, na década de setenta. 

Esta apresentação aconteceu no dia dezoito de julho do presente ano e foi gravado no “Burg Herzberg Festival”, mas infelizmente não consegui a ficha técnica deste bootleg, com os músicos que formaram o Eloy desta vez, pois outra característica marcante da banda, é o entra e sai de músicos.

Acredito que ele esteja baseado com a formação do último álbum de estúdio, “Visionary” de 2009, mas isto é apenas uma suposição e não tem o menor fundamento, portanto, se alguém souber o nome dos músicos que acompanharam Frank Bornemann neste show, por favor, me avisem para que eu possa complementar esta postagem, pois mesmo com a apresentação da banda na faixa quinze, fica muito difícil entender o que Frank Bornemann diz, pois o Alemão é uma língua muito complexa.

Independente de qualquer coisa e seja qual for a formação da banda desta vez, uma coisa é certa, é o Eloy que está se apresentando, com sua aura mágica e envolvente de sempre, pois sua sonoridade está mantida todos estes anos depois e que se faça justiça, por conta da genialidade de Frank Bornemann, um mestre no encantamento musical, uma lenda viva do rock progressivo da década de setenta e que até hoje consegue emocionar com sua música.  

O “set-list” não poderia ter sido mais eclético, pois tem música extraída de tudo quanto é álbum, como, “Time to Turn”, “Planets”, “The Tides Return Forever”; “Oceans”; “Silent Cries and Mighty Echoes”;  “Power and Passion” “Oceans 2”; “Down”; “Colors” e “Visionary”, ou seja, tem diversão garantida para todos, distribuídas nas vinte faixas musicais deste bootleg que com certeza vai agradar aos fãs da banda e amantes do rock progressivo em geral.

RECOMENDADÍSSIMO!!!!

Band:
Frank Bornemann (lead vocals, guitar)
Hannes Folberth (keyboards)
Michael Gerlach (keyboards)
Klaus-Peter Matziol (bass)
Bodo Schopf (drums, percussion)
Steve Mann (guitar)
Tina Lux (backing vocals)
Anke Renner (backing vocals)

Tracks:
01 Intro (Incomplete , Fades In) 01:01
02 Child Migration / Paralysed Civilization 13:26
03 Announcement 00:37
04 Mysterious Monolith 06:46
05 Age of Insanity 07:57
06 The Apocalypse 11:19
07 Silhouette 04:43
08 Poseidon's Creation 11:56
09 Time To Turn 04:22
10 Tuning 01:25
11 Sun Song 05:41
12 Illuminations 06:51
13 Follow the Light 08:14
14 Awakening of Consciousness 05:58
15 Band Introduction 02:18
16 The Tides Return Forever 07:08
17 Encore Break / Tuning 03:01
18 Ro Setau 08:08
19 Thoughts 01:24
20 Intermezzo 01:17
21 The Bells of Notre Dame 05:34
22 Outro 02:01

LINK

"Mysterious Monolith"

"The Apocalypse"

"Age of Insanity"

segunda-feira, julho 11, 2011

ELOY - "Colours" - 1980

“Colours”, é um nome sugestivo e muito bem colocado para uma capa extremamente psicodélica, que serviu de título para o décimo álbum de estúdio do Eloy, o laboratório de criação musical de Frank Bornemann, o gênio alemão do rock progressivo. 

Como de costume, a formação da banda mais uma vez sofreu algumas modificações em relação ao álbum anterior, “Silent Cries and Mighty Echoes”, mas isso para a banda nunca foi um problema, porque a rigor todos que passaram pela banda, sempre foram músicos de primeira linha e a espinha dorsal e alma do grupo, é o próprio Frank Bornemann. 


Este álbum para mim, marcou o início de outra etapa na vida musical do Eloy, pois os tempos já eram outros, começava a década de oitenta, período musical bem complicado, com novos conceitos musicais surgindo e tudo mais, mas mesmo assim, é um bom álbum, bom não, um excelente álbum, pois a música do Eloy, curiosamente evolui com o tempo, mas não perde suas características básicas, talvez por conta da insistência de Frank Bornemann e criar suas peças musicais, muito mais em função da arte propriamente dita do que por interesses comerciais. 


Mesmo quando Frank Bornemann faz apenas um “Feijão com Arroz” o que não é caso deste álbum, o resultado sempre é muito positivo, pois ele tem o dom da música correndo em suas veias, produzindo trabalhos elogiáveis ao longo de toda a sua carreira. 


As músicas de “Colors” ganharam uma nova sonoridade, bem apropriada aos novos tempos, mas permeada por orgãos e sintetizadores que garantem a atmosfera espacial que é acompanhada de perto pela guitarra de Frank Bornemann. 

A bem da verdade, “Colours” é o abre alas de dois excelentes álbuns, “Planets” de 1981 e “Time to Turn” de 1982, já postados anteriormente aqui ni blog e que são duas obras primas do rock feitas em sequência e que acabaram formando uma trilogia muito interessante e reveladora, pois fecham um ciclo muito produtivo e inovador do grupo, pois em meu entendimento a banda só se reencontraria com a música progressiva nativa em 1988 com lançamento de “Ra”, outra jóia feita pelo ourives musical Frank Bornemann. 

Resumo da ópera, para gostar do álbum, “Colours”, basta escutá-lo, pois nada mais é preciso para que este fenômeno aconteça, ou seja, o recomendo de olhos fechados e ouvidos muito abertos, sem medo de estar errando em meu conceito. 

ALTAMENTE RECOMENDADO !!!

Musicians:
Hannes Arkona / guitars
Frank Bornemann / vocals, guitars
Hannes Folberth / keyboards
Klaus-Peter Matziol / bass, vocals
Jim McGillivray / drums, percussion
Edna & Sabine / voices (1)

Tracks:
01. Horizons (3:20)
02. Illuminations (6:19)
03. Giant (6:05)
04. Impressions (3:06)
05. Child Migration (7:23)
06. Gallery (3:08)
07. Silhouette (6:57)
08. Sunset (3:15)
Bonus tracks on remaster (2005):
09. Wings Of Vision (4:14)
10. Silhouette (single edit) (3:30)

LINK
"Illuminations"


"Silhouette"


quarta-feira, abril 06, 2011

ELOY - "Live in Berlim" - 1974

Verificando o que poderia postar do Eloy, encontrei este álbum, "Live in Berlim", gravado em 1974 na Alemanha, que cobre uma importante fase da banda com os seus primeiros trabalhos que possuíam elementos musicais muito mais hard do que progressivos, o que de forma alguma não impediu o sucesso da banda. 

Esta apresentação cobre os álbuns, "Eloy", "Inside" e "Floating", a fase embrionária e metamórfica da banda onde é possível notar a transição conceitual de estilo que a banda passou em um curto espaço de tempo, pois com apenas quatro anos de existência, lançariam, "Power And The Passion", uma obra de arte sonora inigualável, sendo um dos melhores trabalhos que a banda produziu e mais especificamente, Frank Bornemann, que com este trabalho revela sua verdadeira vocação progressiva que apenas estava apenas encubada. 

Mas neste álbum, já é possível sentir a veia progressiva no grupo, principalmente nas músicas que são dos álbuns, "Inside" e "Floating", pela sua consistência temática e pelo uso mais presente dos teclados que criam sempre uma atmosfera de fundo especial, apesar de que a música "Isle of the Sun", do primeiro álbum, tem a presença marcante de um órgão Hammond que é uma viagem, lembrando a fase inicial do Deep Purple, que a época, já tinha seu mago dos teclados, o grande mestre, Jon Lord, uma figura legendária do rock e um dos melhores tecladistas de todos os tempos em meu conceito. 

Finalizando, "Live in Berlim", flagra uma apresentação do Eloy nos seus primórdios, com músicas já muito bem estruturadas e consistentes, que levam a marca do gênio, Frank Bornemann em todas as suas músicas, tanto por sua voz muito característica, por sua potente e afiada guitarra, bem como por sua genialidade como compositor e arranjador.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!         

Musicians:
Frank Bornemann - vocals and guitar
Manfred Wieczrok - organ and guitar
Luitjen Jansen - bass
Fritz Randow - drums

Tracks:
01 - Flying High
02 - On The Road
03 - Castle In The Air
04 - Isle of Sun
05 - Future City 
06 - Today 
07 - Daybreak
08 - Up And Down
09 - Madhouse


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"Isle of the Sun"

"Daybreak"

segunda-feira, março 28, 2011

ELOY - "Planets" - 1981

Este é um dos álbuns mais manjados da internet, "Planets", do Eloy, mas não seria por isso que eu o deixaria de fora aqui no blog  ou por qualquer outra alegação, pois é uma jóia rara de uma das bandas mais criativas do rock progressivo, mesmo provavelmente não sendo a mais famosa ou badalada, mas para mim ocupando o topo com os grandes nomes do rock que tão bem conhecemos. 

O que torna para mim tão atraente o trabalho do Eloy é o fato de praticamente haver uma mudança em seu elenco de músicos, o que normalmente é um grande problema para qualquer banda, para o Eloy funciona como um combustível, pois mesmo com o troca-troca de músicos, a qualidade do produto não é abalada, sua essência permanece a mesma, sempre, talvez pelo alto nível criativo de Frank Bornemann e também porque não dizer da escolha sempre acertada dos músicos que compõem a banda. 

Capa da edição Inglesa
Existem comentários a respeito desta fase do Eloy que seria um tanto comercial, mas considero que há controvérsia a respeito deste tema, uma vez que não tenho notícias deste ou outro álbum qualquer ter sido tocado maciçamente em rádios FM's ou mesmo ter conseguido estar no topo das paradas de sucesso na Europa ou nos EUA, o que para mim é um forte indício de que sua música continuou a mesma nesta época, ou seja, a banda produzia exatamente o que queria sem se preocupar em atender as exigências de gravadoras ou a pressões que as rádios FM's exercem sobre os artistas. 

Este álbum não traz sequer uma única música que seja dançante ou mesmo que só tenha uns três acordes acompanhados de uma letra medíocre que faça apologia ao nada, o que começava a ser uma das tendências para se fazer sucesso no início dos anos oitenta, a década da imbecilização musical, onde a tônica era o retrocesso e o dinossauros do rock eram aqueles que não embarcaram nesta onda furada. 

Ao contrário disto, "Planets" está recheado de letras e arranjos musicais de altíssimo nível, o que não chega a surpreender quando estamos falando de Frank Bornemann, uma figura legendária e ao mesmo tempo muito querida no meio musical, pois carrega consigo um carisma muito grande e por onda vai passando, uma legião de amigos vai formando. 

E como não poderia deixar de ser, este álbum é um convite permanente a sua audição, pois foi feito para a banda e não para um único músico, portanto é o tipo de álbum que dá oportunidade a todos de mostrar suas habilidades e neste caso, nomes bem conhecidos se fazem presentes neste projeto, basta dar uma conferida nos músicos que deles participaram. 

O destaque fica por conta do conjunto da obra, ou seja, de suas músicas, músicos e criadores. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!

Musicians:Hannes Arkona / guitars, keyboards
Frank Bornemann / vocals, guitars
Hannes Folberth / keyboards
Klaus-Peter Matziol / basses, vocals
Jim McGillivray / drums, percussion

Tracks:
1. Introduction (1:58)
2. On The Verge Of Darkening Lights (5:37)
3. Point Of No Return (5:45)
4. Mysterious Monolith (7:40)
5. Queen Of The Night (5:22)
6. At The Gates Of Dawn (4:17)
7. Sphinx (6:50)
8. Carried By Cosmic Winds (4:32)

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"Mysterious Monolith"

"At The Gates Of Dawn"

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

ELOY - "Time to Turn" - 1982

Mais espacial e cósmico do que de costume, o Eloy para nosso deleite no ano de 1982, nos brinda com o álbum "Time to Turn", obra prima do rock progressivo, uma das pérolas de uma banda, que mesmo que seja de um só, no caso o figuraça do Frank Bornemann, com muita categoria vem atravessando décadas, incansável na busca da sua perfeição musical e é claro está sempre muito bem acompanhado de exímios músicos que o auxiliam a manter a qualidade em cada álbum que produz. 

O cérebro, logicamente é de Frank Bornemann, porém sem membros para comandar e executar suas tarefas, de nada vale, portanto, um corpo atlético foi formado praticamente em cada álbum que produziu para dar vida a sua música  e neste não foi diferente. 

Apesar de ser um álbum mais que manjado na Internet, fiz questão de postá-lo, pois sempre vão faltar palavras para descrever este estupendo trabalho e muitos outros depois de mim, encontrarão mais argumentos a serem dirigidos a ele e seu mentor intelectual. 

Como disse logo de inicio, o álbum é cósmico, viajante, que provoca no bom sentido, alucinações que o levam a momentaneamente a fugir da realidade e entrar em uma nova dimensão flutuante que se situa na região dos sonhos e mesmo estando acordado, imagens desconexas se formam na mente em sintonia, proporcionando um bem estar incrível e tudo isto fruto do encantamento de uma manifestação artística que alguns poucos souberam aproveitar em sua totalidade. 

Na época de seu lançamento, o formato de mídia mais habitual eram os LP's, portanto temos um álbum, curto (o que é uma lástima), que para atender interesses comerciais de gravadoras não foi lançado como um álbum duplo, pois música suficiente para completar a mídia, Frank Bornemann teria em quantidade e qualidade suficiente, porém temos que nos contentar e aproveitar muito, mais esta demonstração de inspiração e talento de um músico sem igual.  

Musicians:
Hannes Arkona / guitars, keyboards, percussion 
Frank Bornemann / vocals, guitars
Hannes Folberth / keyboards
Klaus-Peter Matziol / bass, pedals
Fritz Randow / drums
Amy, Anna & Sabine / vocals

Tracks:
1. Through A Somber Galaxy 
2. Behind The Walls Of Imgination
3. Time To Turn
4. Magic Mirrors
5. End Of An Odyssey
6. The Flash
7. Say, Is It Really True
8. Wings Of Vision
9. Carried By Cosmic Winds


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"Time to Turn"

"End Of An Odyssey"

segunda-feira, janeiro 03, 2011

ELOY - "Live in Ananheim" - 1999

Tendo acabado as festas de fim de ano, com muito bacalhau, vinhos, champangne e tudo mais, vamos colocar logo lenha na fogueira e encerrar este período de muita preguiça e malemolência, característica de nós, Brazucas e ir direto ao que interessa, no caso a música.

Pensando no que postar para começar os trabalhos aqui no blog neste ano que se inicia, lembrei-me do Eloy, que é uma das bandas que mais gosto e para tanto, trago uma apresentação feita em 1999, “Live in Ananheim", que tinha como objetivo, divulgar seu último trabalho de estúdio, "Oceans 2", gravado em 1998 e que marcava o retorno da banda aos estúdios depois de alguns anos em silêncio. 

O que se pode esperar de um trabalho que leva a assinatura de Frank Bornemann, só o melhor e o que há de mais vanguardista para a música , pois mesmo com o passar dos tempos sua marca registrada, “o talento", continua presente em suas criações, adaptando-se aos novos movimentos musicais que cada vez mais são encurtados por fracas tendências que perdem o fôlego logo de cara, e com sua música, ele nos proporciona momentos sublimes que algumas décadas atrás eram mais fáceis de serem encontrados e apreciados.

Este bootleg está repleto de antigos sucessos da banda como, Time To Turn;Voyager Of The Future Race; The Sun-Song; The Tide Returns Forever e Poseidon's Creations, assim como as novas músicas do novo álbum, "Oceans 2", muito boas por sinal.

Como sempre digo, mãos a obra, download feito, diversão garantida, pois, "Live in Ananheim" é mais um convite de Frank Bornemann e sua trupe para mais uma viagem musical tendo como veiculo, seus rebuscados e intrincados arranjos musicais e letras que por algum tempo nos tiram da realidade para entrar em seu genial e louco mundo musical.
Musicians:
Frank Bornemann - vocal e guitarra
Michael Gerlach - teclado e vocal de apoio
Klaus-Peter Matziol - baixo
Bodo Schopf - bateria e percussão

Guest Musicians:
Steve Mann - guitarra
Susanne Schätzle - vocal de apoio
Tina Lux - vocal de apoio

Track Listening:
01. Between Future And Past - Paralyzed Civilization
02. Ro Setau
03. The Apocalypse
04. Awakening Of Consciousness - Reflections From The Spheres Beyond
05. Generation Of Innocence
06. Voyager Of The Future Race
07. Follow The Light
08. Time To Turn
09. All Life Is One
10. Mysterious Monolith - Drum Solo - Silhouette
11. Illuminations
12. The Sun-Song
13. The Answer 
14. The Tide Returns Forever
15. Poseidon's Creation

LINK

 
"Ro Setau"

"Poseidon's Creation - part I"

"Poseidon's Creation - part II"

terça-feira, novembro 30, 2010

ELOY - "Visionary" - 2009

O título deste álbum, "Visionary", faz jus ao seu criador Frank Bornemann, que sem dúvida alguma é um visionário que está sempre muito além de seu tempo nos surpreendendo a cada novo trabalho e o melhor de tudo é que ele não tem pressa, pois este álbum é lançado onze anos depois de "Oceans 2", apto a atrair a quem o escutá-lo uma única vez.

Neste trabalho, nós somos remetidos à fase áurea do rock progressivo, pois os conceitos mais fundamentais desta complicada vertente musical são resgatados e adaptados à nova realidade em que vivemos e ao mesmo tempo em que estes elementos do passado são utilizados a sensação é de escutar algo novo, sem o ranço de um saudosismo recuperador que às vezes nós mesmos buscamos por falta de novas opções musicais.

Frank Bornemann está como sempre esteve, irresistível em suas composições, sua guitarra está mais afiada que uma navalha e sua voz pouco mudou com tempo e como sempre, não se fez de rogado, montou a estrutura da banda da melhor forma possível, já que o Eloy praticamente a cada álbum tem uma nova formação, então um velho e conhecido parceiro, Klaus-Peter Matziol que teve a honra de participar da melhor fase da banda entre 1975 e 1980, reúne-se mais uma vez ao grupo e dá, sua fundamental contribuição.

Não bastasse isso, nos teclados, Michael Gerlach e Hannes Folberth dão um show à parte com seus sintetizadores e Bodo Schopf fazendo muito bem a sua parte na bateria e percussão, fecham o primeiro escalão da banda que ainda recebeu um reforço extra com músicos convidados que fecham o elenco que formou a banda para este álbum.

A música de abertura, "The Refuge" já indica o que se pode esperar de um álbum tão tardio, tão fora de sua época, a não ser uma gratissima surpresa, um álbum muito bom e que certamente agradará a que já está ou não familiarizado com a banda, tendo em vista que é um trabalho vigoroso com poucos momentos de tranquilidade, mas com muitos sintetizadores nervosos orquestrando o complexo enredo musical criado a partir da louca e genial mente de Frank Bornemann.

Gostaria apenas de destacar três musicas que me chamam muito a minha atenção, "Age of Insanity", "The Challenge" que é uma continuação para "Time to Turn" e "Age of Insanity", primeiramente por serem músicas com uma qualidade musical que há muito tempo eu não escutava e em um segundo plano, este de ordem pessoal, todas as vezes que as escuto, me lembro de situações vividas a mais de trinta anos atrás em que a trilha sonora fatalmente era algum álbum do Eloy ou alguma outra grande banda, pois naquela época era o que mais escutava, juntamente com Yes, ELP, Camel e Genesis, me proporcionando momentos de profunda alegria e bem estar que renovam a alma profundamente.

Musicians:
Frank Bornemann (lead vocals, guitar)
Michael Gerlach (keyboards)
Hannes Folberth (keyboards)
Klaus-Peter Matziol (bass)
Bodo Schopf (drums, percussion)

Guest Musician:
Anke Renner (vocals)
Tina Lux (vocals)
Volker Kuinke (flute)
Christof Littmann (keyboards and orchestrations)
Stephan Emig (percussion)


Track Listing:
01. The Refuge 4:54
02. The Secret 7:44
03. Age of Insanity 7:55
04. The Challenge (Time to Turn Part II) 6:43
05. Summernight Symphony 4:27
06. Mystery (The Secret Part II) 9:01
07. Thoughts 1:24

LINK.

"Age of Insanity"

"The Challenge (Time to Turn Part II)"

"Eloy The Making of Visionary"