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segunda-feira, junho 30, 2014

V. A. - "A Classic Rock Salute To The Doors - Light My Fire" - 2014

Eu não poderia imaginar que o “The Doors”, fosse tão cultuado por ilustres nomes do mundo rock, como Rick Wakeman, Keith Emerson, Tony Kaye, Patrick Moraz, Jordan Rudess, Geoff Downes, Steve Howe, Ian Gillan, Thijs van Leer, Billy Sherwood, Steve Hillage, Ken Hensley, Ted Turner, Roye Albrighton, Todd Rundgren, Joe Lynn Turner e mais uma penca de gente muito boa, que se traduzido em bandas, teríamos o Yes, ELP, Focus, Uriah Heep, Deep Purple, Rainbow, Asia, Dream Theater, Ambrosia, Gong, Wishbone Ash, Moody Blues e diversas outras bandas a fazer este tributo.

Esse fenômeno é muito fácil de explicar, pois este álbum tributo, intitulado, "A Classic Rock Salute To The Doors - Light My Fire", não é apenas uma reverencia ao “The Doors” de “Jim Morrison”, mas principalmente é uma justa homenagem a Ray Manzareck, o homem dos teclados da banda, que deixou sua marca registrada em músicas como “Light my fire”, “Riders On The Storm” e tantas outras e que veio falecer no ano passado.

Ele realmente é o “cara”, pois não é para qualquer um reunir tantos astros de peso da música a seu favor e, diga-se de passagem, que se as músicas já eram muito boas em sua origem, neste álbum ganharam um apelo extra pela presença de músicos tão ilustres e um tom de modernidade que naturalmente foi imposto pelos seus executores e arranjadores.

Descobri por acaso o álbum no Facebook com a música com a música “Light my fire”, que logo chamou a atenção pela introdução do órgão, muito caraterística da forma de tocar de Rick Wakeman, então começou a saga por busca de informação sobre a música e o álbum e no caso desta, tive a grata surpressa de acusar a presença de Ian Gillan e Steve Howe, portanto um triunvirato inesperado estava formado e “Light my fire” acabava de ganhar pelo menos mais uns quinhentos anos de vida, pois uma música tão brilhante em sua essência, uma vez mais foi lapidada e polida, se transformando em uma das mais preciosas gemas que o mundo rock já produziu.

Alguém poderia imaginar um Thijs van Leer (Focus) com Lou Gramm (Foreigner) executando, “Love me to Times” ou mesmo, “Riders On The Storm” tendo a frente, Tony Kaye e Joe Lynn Turner que deram um toque todo especial à música e esta meus amigos, é tônica em torno deste tributo, que a cada música revela uma combinação diferente de músicos, no mínimo inusitada e surpreendente, pois deu certo em todas elas.

As musicas escolhidas sem exceção são excelentes e os músicos que tiveram o privilégio de participar deste álbum, não pouparam esforços para fazer o melhor, portanto o resultado final não poderia ser outro, senão de um excelente álbum, longe dos caça niqueis do gênero, pois a química entre as músicas do “The Doors” e seus executores foi perfeita, proporcionando um equilíbrio total entre os músicos e as músicas.

Vale salientar que este álbum é mais uma inteligente iniciativa de Billy Sherwood que ultimamente tem se envolvido em diversos projetos musicais de sucesso e provavelmente este seja o seu mais ambicioso e de maior sucesso, portanto fica o convite a todos para escutarem este fabuloso álbum que tem tos os ingredientes para agradar a qualquer amante da boa música.

RECOMENDADÍSSIMO!!!!!

Tracks & Personnel:

01. L.A. Woman – Jimi Jamison (Survivor), Ted Turner (Wishbone Ash) e Patrick Moraz (Moody Blues)
02. Love Me Two Times – Lou Gramm (Foreigner), Thijs van Leer (Focus) e Larry Coryell
03. Roadhouse Blues – Leslie West (Mountain), Brian Auger e Rod Piazza
04. Love Her Madly – Mark Stein (Vanilla Fudge) e Mick Box (Uriah Heep)
05. Riders On The Storm – Joe Lynn Turner (Rainbow), Tony Kaye (Yes) e Steve Cropper (Booker T. & The M.G.’s)
06. The Crystal Ship – Edgar Winter e Chris Spedding
07. Intro (People Are Strange) – Keith Emerson, Jeff “Skunk” Baxter e Joel Druckman (John Fahey)
08. People Are Strange – David Johansen (New York Dolls) e Billy Sherwood (Yes)
09. Touch Me – Robert Gordon, Jordan Rudess (Dream Theater), Steve Morse (Deep Purple) e Nik Turner (Hawkwind)
10. The Soft Parade – Graham Bonnet (Rainbow), Christopher North (Ambrosia) e Steve Hillage (Gong)
11. Hello, I Love You – Ken Hensley (Uriah Heep) e Roye Albrighton (Nektar)
12. Spanish Caravan – Eric Martin (Mr. Big) e Elliot Easton (The Cars)
13. Alabama Song (Whiskey Bar) – Todd Rundgren and Geoff Downes (Yes / Asia) e Zoot Horn Rollo (Captain Beefheart)
14. Break On Through (To The Other Side) – Mark Farner (Grand Funk Railroad) e Chick Churchill (Ten Years After)
15. Light My Fire – Ian Gillan (Deep Purple), Rick Wakeman (Yes) e Steve Howe (Yes)
16. The End – Pat Travers e Jimmy Greenspoon (Three Dog Night)


 

sexta-feira, julho 12, 2013

DIA MUNDIAL DO ROCK - 2013


Dia treze de julho é considerado como o Dia Mundial do Rock e ele foi estabelecido à partir de uma iniciativa do músico, Bob Geldof, o criador da famosa música, "I don't like Mondays", que nesta data no ano de 1985, lançava a primeira edição do Live Aid, com um show simultâneo em dois países, a Inglaterra e os EUA, para levantar fundos para reduzir a fome na Etiópia.

Vinte anos depois, em 2005, o mesmo Bob Geldof, comandou e produziu o Live 8, com a presença de mais países e artistas, tendo como objetivo pressionar o grupo dos 8 países mais ricos do mundo a concederem o perdão financeiro das dívidas externas dos países mais pobres para tentar erradicar a fome e a miséria reinantes nestes países.

Vale lembrar que este segundo evento, proporcionou o que seria improvável de acontecer, a reunião do Pink Floyd, após mais de vinte anos de separação que contou com toda a sorte de brigas e confusões, mas que, por um curto e emocionante momento, conseguiu unir Roger Waters aos demais membros da banda, o que por si só para o mundo da música, foi algo incrível, um sonho aparentemente impossível de acontecer. Entretanto, eu não lembro se o objetivo principal deste evento em conseguir o tão esperado perdão financeiro foi atendido pelos líderes do G8.

Bob Geldof
Aproveitando esta data especial, apesar de que para a maioria das pessoas e para mim também, todo dia, é dia rock, resolvemos homenagear simultaneamente duas bandas, o “Queen” e o “Iron Maiden”, como os ícones comemorativos e "celebratórios" (essa eu roubei de Saramandaia) desta tão importante data.

Se alguém perguntasse qual ligação teriam estas duas bandas, facilmente eu responderia a esta pergunta e de maneira muito simples: “Nenhuma”, porém, meu amigo e Mestre Cervejeiro, Carlos, mais conhecido por "ANC. O Verdadeiro", pois existem algumas imitações baratas (trolls) espalhados pela rede, anda cobrando, aqui e em outros blogs postagens para o Iron Maiden e aproveito também a oportunidade para dedicar a resenha do Queen a um velho Lobo, mais conhecido pelo epíteto de "DEAD", um tanto biruta de vez em quando, mas principalmente um grande amigo, então meus camaradas, especialmente para vocês em nome da nossa amizade, o Queen e o Iron Maiden.

QUEEN - "At The BBC"

Como o Queen veio ao mundo primeiro, começaremos com um bootleg gravado em 1973, chamado, “Queen - At The BBC”, onde as músicas do primeiro álbum de nome homônimo à banda estão registradas, ou seja, o início de tudo, o momento mais visceral e primitivo da banda.

Foi muito fácil notar logo no primeiro álbum, o potencial musical de Fred Mercury, Roger Taylor, John Deacon e Brian May, que há pouquísimo tempo atrás foi merecidamente homenageado no blog   VALVULADO, mas o que talvez fosse difícil de se prever  é como e de que modo chegariam até onde realmente chegaram, ou seja, no topo, mas não foi nada fácil, pois foram décadas de total dedicação à música.

O Queen após todos esses anos e trabalhos publicados dispensa maiores ou menores comentários, entretanto, vale rememorar que eles são os criadores de álbuns absolutamente fantásticos, feitos em um período de uns treze anos seguidos de altíssima criatividade e a expectativa que se formava no intervalo de um álbum para outro era imensurável, pois o que mais eles poderiam fazer???


A satisfação em ter um álbum destes nas mão era tanta que em  uma ocasião, acho que quando do lançamento do  álbum, "News of The Worlds" eu cheguei ao cúmulo de pegar um ônibus, sair de Petrópolis e voltar para o Rio de Janeiro, somente para poder comprar logo o álbum, mesmo sabendo que ainda iria ficar umas duas semanas sem poder escutá-lo, pois onde estava hospedado de férias não tinha uma "vitrola" ou "pick-up", para os mais jovens, pois só o prazer em ter aquele álbum (LP) e começar logo a fuçar sua ficha técnica e as letras era o máximo.

Dentre estes álbuns, eu citaria sem medo algum, praticamente todos como, “Queen”, “Queen II”, “Sheer Heart Attack”, “A Nigth At the Opera”, “A Day At The Races”; “News Of The World”, “Jazz”; “The Game”; “Flash Gordon”; “Hot Space”; “The Works”; “A Kind Of Magic”, entretanto após este período a banda entrou em um natural declínio por conta de questões mercadológicas, mas muito provavelmente por conta do avançado estágio da grave doença que precocemente privou o mundo de uma das maiores vozes da música em todos os tempos, Fred Mercury.

Logicamente a discografia da banda não para por ai, levando se em conta, os demais álbuns de estúdios que não mencionei, álbuns "alive", compilações diversas, CDbox, milhares de tributos, DVD's, bootlegs e tudo mais, que complementam uma das mais perfeitas discografias já produzidas no universo do rock.

Incontestavelmente o Queen, marcou uma época e tem seu lugar garantido no Olimpo das grande bandas de rock por ter contribuído de forma tão marcante ao longo de vinte anos de trabalho que foram interrompidos prematuramente, abrindo uma lacuna na história da música e consequentemente deixando uma imensa massa de fãs órfãos de sua música que é única e inimitável, pois mais ninguém se atreveu a fazer algo semelhante.


IRON MAIDEN
O Iron Maiden entrou em minha vida muito cedo, pelas mãos de meu falecido pai, um velho escriba do jornal “O Globo”, que a época produzia resenhas para o meio literário e musical, portanto, recebia diariamente pilhas de livros e discos (LPs) e vez por outra eu era agraciado com alguma pérola e neste caso eu fui iniciado no mundo do Heavy Metal, com álbum, “The Number Of The Beast”, lançado em 1982, mesmo antes de chegar às lojas de discos e desde então, não saí mais deste mundo, apesar da minha declarada predileção pelo rock progressivo, mas fazer o quê ????, ninguém é perfeito e muito menos eu.

O Iron Maiden desde seus primórdios, ainda com Paul Di'Anno à frente dos vocais, naturalmente já se destacava no meio artístico musical e posteriormente com a entrada de Bruce Dickinson, a projeção da banda foi amplificada de tal forma que até hoje, os shows somente acontecem em estádios de futebol para poder conter a sua incontável legião de fãs.

Tentando descobrir mais sobre a banda, eu li que eles não tinham o hábito de se drogar e que este foi o motivo da saída de Paul Di'Anno, pois segundo relatos, ele estava se afogando em cocaína e não conseguia mais acompanhar o ritmo frenético de ensaios, gravações e  shows da banda, mas não tenho como afirmar se é verdade ou não, levando-se em conta que o ambiente da internet não é um meio acadêmico em que podemos confiar.

Era uma característica do Iron Maiden, criar álbuns conceituais, com temas centrais bem definidos, o que a diferenciava de outras bandas do mesmo gênero e dentre estes álbuns, podemos citar alguns como, “Piece of Mind”, “Powerslave” e “Somewhere In Time”, que vão muito além de álbuns de rock pesado, com toda uma envoltória de estudos, cenários imaginários e inovações tecnológicas onde até guitarras sintetizadas foram utilizadas no álbum, “Somewhere In Time”, em uma clara demonstração de personalidade e maturidade  profissional da banda.


No caso do Iron Maiden, foram escolhidos para esta homenagem, dois EP’s, promocionais de divulgação dos álbuns “Powerslave” e “Piece of Mind”, por uma razão bem especial, pois no primeiro EP, há uma referência ao Nektar com a música, “King Of Twilight”, extraida do álbum, "A Tab in The Ocean", lançado em novembro de 1972, dando mostras de que nem só de metal vivia o Iron Maiden.

No segundo EP, foi a vez do Jethro Tull ser homenageado, com uma versão metálica para a música, “Cross-Eyed Mary”, que segundo eu soube, Ian Anderson, havia ficado muito puto com esta profanação, mas se houve algum sacrilégio ou não, isso eu não posso afirmar, mas o que eu sei é que esta versão heavy metal da musica do Jethro Tull ficou sensacional e isto eu não posso negar.

Essas demonstrações de coragem do "Iron Maiden" em produzir esses "covers" de músicas de vertentes musicais tão distantes e tão distintas, acabaram por me estimular a uma ídéia de como seria o caminho inverso, com músicos do rock progressivo, fazendo um "Tributo", acrescentando alguns sintetizadores, Hammonds, Moogs e sua tradicional teatralidade à músicas como, "Children of the Damned"; "Run to the Hills"; "Revelations"; "Flight of Icarus"; "The Trooper"; "Rime of the Ancient Mariner"; “Alexander the Great", "Signal Of the Cross"; "The Clansman"; "Fars Of The Dark"; "Runs To The Hills" e tantas outras que facilmente virariam épicos progressivos, pois são músicas que tem origem e um DNA de altíssima qualidade.

Como convidados especiais, ficaria interessante ver algumas peças raras como, Keith Emerson, Steve Howe, Rick Wakeman, Carl Palmer, Chris Squire, Thijs Van Leer, Ian Anderson (só para se vingar), Jan Akkerman, Steve Hackett, Bill Brufford, Fish, Jon Anderson, Mark Kelly, Peter Trewavas….. nossa, é tanta gente boa para citar que eu vou parando por aqui, pois a música do Iron Maiden é extremamente rica para essa turminha ai de cima fazer a festa e alegria da moçada, no caso, nós.
   
 VIDA LONGA AO ROCK'N ROLL!!!!


TRACKS:

QUEEN AT THE BBC
01 - My Fairy King
02 - Keep Yourself Alive
03 - Doin' Alright
04 - Liar
05 - Ogre Battle
06 - Great King Rat
07 - Modern Times Rock 'N' Roll
08 - Son And Daughter

EP - IRON MAIDEN - ACES HIGH
01 Aces High
02 King Of Twilight
03 Number Of The Beast (Live)
04 Listen With Nicko (Part VI)

EP - IRON MAIDEN - THE TROOPER
01 The Trooper
02 Cross-Eyed Mary
03 Listen With Nicko (Part V)



QUEEN
    

IRON MAIDEN

BOB GELDOF

sexta-feira, julho 05, 2013

V. A. - “Who Are You - An All Star Tribute To Who” - 2012

Não é muito comum ouvir alguém dizer que não gosta da música do “The Who” ou mesmo ler alguma crítica que não tenha sido favorável a tudo que fizeram pelo rock, o que certamente já está mais que registrado nos anais da história da música e do rock.

Classificar o “The Who” como uma banda de rock disso ou daquilo, é pura besteira, pois eles são a essência do rock dos anos 60, uma das manifestações mais primitivas do rock’n roll, fruto da influência de astros da música como Ike Turner, Bill Halley, Chuck Barry, Elvis Presley e tantos outros e para complementar o “cast” de influências, também foram contemporâneos dos Beatles e dos Rolling Stones que de uma maneira ou de outra, mudaram o mundo, portanto bons fluidos é que não faltaram para o “The Who” ser uma banda tão querida.

Em geral quando aparece um disco tributo, em um primeiro momento eu fico um tanto de pé atrás com medo do que possa escutar, entretanto quando me deparei com “Who Are You - An All Star Tribute To Who”, gravado em 2012, eu fiz uma pesquisa para saber quem eram os músicos que fizeram essa homenagem, então, de posse da lista de músicos,  fiquei despreocupado, pois o título do álbum fez justiça aos convidados.

Realmente é um álbum tributo feito por um uma constelação de astros da música, como, Iggy Pop, Ted Turner, Joe Lynn Turner, Randy Bachman, Derek Sherinian, Jerry Goodman, Ginger Baker (olha só Dead), John Wetton, Todd Rundgren, Ian Paice, Carmine Appice, Rick Wakeman (quem diria) e tantos outros, portanto, não tem ninguém com pires na mão pedindo esmolas em cima de um tributo caça-níqueis, pois só tem músico consagrado mundialmente e muito dos quais ainda estão na ativa, portanto só podemos esperar pelo melhor neste álbum.

Não deve ter sido muito fácil fazer a seleção de músicas, pois o acervo musical do “The Who” parece não ter fim, mas o que importa é que elas foram muito bem escolhidas e o resultado final foi que todos esses clássicos ganharam uma nova “skin” sob a influência deste elenco estelar que doou tudo o que poderiam dar de melhor, como reconhecimento à inestimável obra do “The Who”.

Falando um pouquinho sobre as músicas, eu destacaria o arranjo de “Love Reign O'er Me” que se em sua forma original é simplesmente irresistível, nas mãos de Rick Wakeman ganhou um toque mágico a mais; “Won't Get Fooled Again” executada pelo Sweet também saiu ganhando nesta grande homenagem ao “The Who”, assim como as demais, talvez por conta da sábia miscigenação artística empregada na escolha dos músicos em cada música tenha sido um diferencial a mais ao tornar algo muito bom por natureza em algo muito bom e surpreendente.

Não é toda hora que se escuta uma música como, "Magic Bus", que tem ao mesmo tempo, Peter Noone (Herman’s Hermits), Peter Banks (Yes) e Ginger Baker (Cream) ou “Love Reign O'er Me”, Joe Elliot (Def Leppard), Rick Wakeman (Yes), Huw Lloyd-Langton (Hawkwind) e Carmine Appice (Vanilla Fudge) dividindo um mesmo estúdio de gravação e isto no fundo é impactante, pois são músicos vindo de vertentes musicais bem distintas, o que passa a ser um atrativo a mais, além das próprias músicas que inegavelmente são um eterno convite, portanto, ficam todos convidados a experimentar este álbum, que é uma garantia de divertimento.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Tracks:
01. Eminence Front - John Wetton (Asia) • K.K. Downing (Judas Priest) • Derek Sherinian (Dream Theater)
02. Baba O'Riley - Nektar • Jerry Goodman (Mahavishnu Orchestra)
03. I Can See For Miles - Mark Lindsay (Paul Revere & The Raiders) • Wayne Kramer (MC5)
04. Love Reign O'er Me - Joe Elliott (Def Leppard) • Rick Wakeman (Yes) • Huw Lloyd-Langton (Hawkwind) • Carmine Appice (Vanilla Fudge)
05. My Generation - Knox (The Vibrators) • Dave Davies (The Kinks) • Rat Scabies (The Damned)
06. The Kids Are Alright - The Raveonettes
07. Won't Get Fooled Again - Sweet
08. Anyway Anyhow Anywhere - Todd Rundgren • Carmine Appice (Vanilla Fudge)
09. I Can't Explain - Iggy Pop
10. Behind Blue Eyes - Pat Travers
11. Magic Bus - Peter Noone (Herman’s Hermits) • Peter Banks (Yes) • Ginger Baker (Cream)
12. Who Are You - Gretchen Wilson • Randy Bachman (Bachman-Turner Overdrive)
13. Pinball Wizard - Terry Reid • Mike Pinera (Blues Image) • Brad Gillis (Night Ranger)
14. Squeeze Box - John Wesley (Porcupine Tree) • David Cross (King Crimson)
15. Bargain - 38 Special • Ted Turner (Wishbone Ash) • Ian Paice (Deep Purple)
16. The Seeker - Joe Lynn Turner (Rainbow) • Leslie West (Mountain)


LINK


sexta-feira, outubro 15, 2010

ELO - "Out of the Blue" - 1977

Aproveitando o gancho deixado pelo meu amigo Lobo Solitário, o "The Boss" do blog SOM MUTANTE, que há alguns dias atrás havia postado talvez o melhor álbum do ELO, "Eldorado" com uma brilhante resenha que o acompanhava, não poderia perder a oportunidade de postar o álbum "Out of the Blue" que também merece um destaque.

O mais curioso disto tudo, é que eu já havia postado em junho deste ano o álbum "Eldorado", mas confesso que fui influenciado pela postagem do Lobo Solitário, pois desde então tenho escutado pelo menos uma vez ao dia este álbum que é imperdível, apesar de alguns acharem o ELO uma banda secundária, onde seus trabalhos são facilmente encontrados em sebos e etc..., que bom, pois para quem gosta, sempre haverá fartura de um material de valor inestimável e que ninguem consegue sequer, imitá-los atualmente.

Mas enfim, "Out of the Blue" é um álbum que gosto muito pela sua dinâmica e sofisticação para a época em que foi produzido, no final de 1977, tornando-se o maior sucesso comercial da banda, isto talvez pelas músicas de curta duração que conseguiram uma maior penetração nas rádios FM's, mas apesar disto, conseguiram manter padrão de qualidade que sempre acompanhou a banda e até mesmo pelo fato de não estar preso a um grande tema central, o que seria uma grande dificuldade em um momento em que havia uma tendência muito forte a músicas mais dançantes e menos pensantes.

Como é um álbum, digamos leve, descompromissado, mas ao mesmo tempo envolvente, com algumas baladinhas que davam um tremendo caldo lá na Floresta da Tijuca no Rio de Janeiro (só vai entender quem já passou por lá), com estes predicados, é fácil agradar a Gregos e Troianos e em especial eu não me atreveria a classificá-lo como um álbum de rock progressivo, mas simplesmente um álbum de rock, sem uma tribo específica, dada a cosmopolicidade musical que a ele foi empregada.

Destacar uma ou outra música seria injusto e deselegante de minha parte e não é rasgação de seda em cima do álbum, eu como já havia mencionado a alguns parágrafos acima, gosto muito deste trabalho, ele é super agradável do começo ao fim e se levarmos em conta que um dia ele foi um LP duplo e que era bem caro na época para adquiri-lo e mesmo assim teve um sucesso comercial incrível para a banda, eu não devo estar muito errado em não destacar alguma música, mas sim, destacá-lo como um todo, o que será muito mais justo.

Músicos:
Jeff Lynne - Vocais, guitarra, percussão.
Bev Bevan - Bateria, vocais.
Richard Tandy - Piano, teclado, sintetizador.
Kelly Groucutt - Baixo, vocais.
Mik Kaminski - Violino.
Melvyn Gale - Violoncelo, piano
Hugh McDowell - Violoncelo  

Track-list:
01. "Turn to Stone" 3:47
02. "It's Over" 4:08
03. "Sweet Talkin' Woman" 3:47
04. "Across the Border" 3:52
05. "Night In The City" 4:02
06. "Starlight" 4:30
07. "Jungle" 3:51
08. "Believe Me Now" 1:21
09. "Steppin' Out" 4:38
10. "Standin' in the Rain" 4:20
11. "Big Wheels" 5:10
12. "Summer and Lightning" 4:13
13. "Mr. Blue Sky" 5:05
14. "Sweet Is the Night" 3:26
15. "The Whale" 5:05
16. "Birmingham Blues" 4:21
17. "Wild West Hero" 4:40

LINK.

"Mr. Blue Sky"
"Turn to Stone"

segunda-feira, setembro 20, 2010

WOLF HOFFMANN - "Classical" - 1997

Guittarrista do primeiríssimo escalão do mundo rock, o alemão Wolf Hoffmann, membro desde 1976 da banda de speed metal Accept,   esbanja talento e criatividade em transformar conhecidas peças da música clássica em um rock de extremo bom gosto onde o seu virtuosimo não ultrapassa os limites da própria música no álbum intitulado "Classical", lançado em 1997.

Acredito que este álbum já tenha sido explorado por outros blogs, mas dada a sua beleza musical, não poderia deixar de fazer alguns comentários a mais, para destacar um dos álbuns que mais  me tem chamado a  atenção nos últimos tempos.

O talento e o poder de  de criação de Wolf Hoffann em transformar os difícieis arranjos originais,  foram suficientes para não deturpar estas célebres músicas que ganharam uma nova leitura, extremamente sofisticada e moderna.

Até os mais céticos com este tipo de trabalho tem que se curvar diante de tamanha maestria que sabiamente Wolf Hoffmann soube aplicar em composições de díficil execução e verdade seja dita, mexendo corajosamente  com  compositores  consagrados  da   música  clássica, como Bizet, Grieg, Tchaikovsky, Ravel, Beethoven, Smetana e Elgar,  um   feito  a meu ver, titânico, coisa  de  gênio, de gente que está muito, mas muito acima da média.

Para poder executar esta difícil tarefa, Wolf Hoffmann teria que estar muito bem  preparado e acompanhado, para tanto, ele reuniu nomes de peso do mundo do rock como, Larry Hall no piano, Peter Baltes e Mike Brignardello no baixo, Michael Cartellone na bateria e percussão e finalmente Al Kooper nos teclados para completar este time de feras que abrilhantaram mais ainda este álbum que em meu conceito é um clássico do rock, uma demonstração de habilidade e coragem, que merece todo o nosso respeito e admiração, deixando-o em uma condição de álbum altamente recomendado a quem simplesmente goste de música e tenho certeza que os amantes da música clássica não vão sentir-se ultrajados por esse incrível trabalho.


Track-list:
01. Prelude (Bizet)
02. In The Hall Of Mountain King (Grieg)
03. Habenera (Bizet)
04. Arabian Dance (Tchaikovsky)
05. The Moldau (Smetana)
06. Bolero (Ravel)
07. Blues For Elise (Beethoven)
08. Aragonaise (Bizet)
09. Solveig's Song (Grieg)
10. Western Sky (Hoffmann)
11. Pomp And Circumstance (Elgar)

LINK.

"Pomp And Circumstance"
"InThe Hall Of Mountain King"
"Blues For Elise"

terça-feira, agosto 03, 2010

SUPERTRAMP - "Crisis? What Crisis?" - 1975

Um bom exemplo de uma banda de rock progressivo pop, sem dúvida alguma é o Supertramp, que, aliás, de progressivo nunca teve nada (em meu conceito), o que de forma alguma é motivo para ser desmerecida, mas o que acredito é que seus músicos como são de primeiríssimo gabarito, todos eles sem exceção, cada um com seu talento, conseguem em conjunto dar uma roupagem muito sofisticada a uma música que é por natureza pop, conferir uma atmosfera que vai muito além de uns míseros acordes e pobres rifs de guitarra.

Eles realmente vão muito além disto e talvez como muitas vezes li e escutei de gente com um conhecimento bem mais rico que o meu sobre o mundo do rock, a banda seja merecedora deste rótulo, mas realmente o que importa é que eles são muito bons no que fazem e são capazes de agradar do netinho ao vovô e isto é o que vale.

Eu particularmente sempre gostei muito da banda e este álbum, "Crisis? What Crisis?" é um dos que gosto mais, por sua simplicidade, leveza e até pela falta de compromisso em explorar um tema com profundidade e complexidade que é a espinha dorsal do rock progressivo, logicamente associada ao virtuosismo individual de cada membro da banda que é condição básica para que se tenha sucesso no mundo do rock progressivo.

Neste caso os músicos do Supertramp fazem uso de suas habilidades musicais para criar belos momentos de descontração e entretenimento, difíceis de serem encontrados em outras bandas que tentam  fazer o gênero e sem cair em clichês típicos da  música propositadamente feita para as radios FM's, coisa que acabou acontecendo de forma natural, porque as diversas  músicas  do Supertramp que foram parar nas rádios e eram tocadas loucamente, realmente são muito boas e não há quem não bata o pezinho quando estão sendo tocadas, não importa a tribo da qual se faça parte.

Fazendo uma micro-biografia, pois uma biografia inteira é uma leitura muito cansativa, o Supertramp começou a ser delineado em 1969 na Inglaterra, lançando seu primeiro álbum em 1970 e hoje estão com uns vinte e quatro álbuns oficiais lançados entre estúdio, gravados ao vivo e coletâneas até 2005 e o álbum postado, "Crisis? What Crisis?" é o quinto da lista, lançado em 1975 e na época  contou com a sua melhor formação.

 
Músicos:
Roger Hodgson - vocais, guitarra e teclados;
Bob C. Benberg - bateria e percussão;
Dougie Thompson - baixo;
John Anthony Helliwell - instrumentos de sopro e vocais,
Richard Davies - vocal e teclados

Track-list:
01. Easy does It (2:17)
02. Sister Moonshine (5:15)
03. Ain't Nobody but me (5:12)
04. A Soapbox Opera (4:50)
05. Another man's woman (6:20)
06. Lady (5:24)
07. Poor Boy (5:08)
08. Just a Normal Day (3:59)
09. The Meaning (5:21)
10. Two of Us (3:29)

Este Link está originariamente disponível no blog Lágrima Psicodélica.  

Os vídeos abaixo não são oriundos das apresentações do Supertramp, mas fazem parte do projeto solo de Roger Hodgson que são mais que suficientes para dar água na boca.

"Easy does It"  and. "Sister Moonshine"
"A Soapbox Opera "

sexta-feira, maio 21, 2010

PROCOL HARUM - "Procol Harum" - 1967

Banda britânica de rock progressivo (???), o Procol Harum, tem sua carreira alavancada pelo sucesso de um compacto simples com a música "Whiter Shade Of Pale".

Sua primeira apresentação ao vivo é feita abrindo um show de Jimi Hendrix, levando a banda ao topo das paradas de sucesso da Inglaterra e EUA.

O compacto simples vira um LP e então a banda ganha vida própria, conquistando popularidade inclusive sobre bandas mais sofisticadas de rock progressivo.

Em 1977 é decretado o fim da banda, que por conta das diversas formações ao longo dos dez anos de carreira provocou desgastes de ordem comercial, fazendo que as vendas dos álbuns despencassem muito.

Em 1991 a banda tentou um "revival" voltando aos estúdios para gravar "Prodigal Stranger" que foi um fracasso de criticas e vendas.

Este álbum carrega em sua primeira faixa, a lindíssima "Whiter Shade Of Pale", que é facilmente reconhecida nos seus primeiros acordes. O álbum como um todo é muito bom, mas em meu conceito, longe de ser progressivo, o que de forma alguma tira o seu valor.

Banda:
Matthew Fisher - Orgão
Dave Knights - Baixo
Gary Brooker - Piano e vocal
BJ Wilson - Bateria
Robin Trower - Guitarra

Set-list:
1 A Whiter Shade of Pale 4:05
2 Conquistador 2:39
3 She Wandered Through the Garden Fence 3:25
4 Something Following Me 3:38
5 Mabel 1:53
6 Cerdes (Outside The Gates Of) 5:01
7 A Christmas Camel 4:49
8 Kaleidoscope 2:54
9 Salad Days (Are Here Again) 3:38
10 Good Captain Clack 1:31
11 Repent Walpurgis 5:02
Bonus tracks:
12 Lime Street Blues 2:59
13 Homburg 3:55
14 Monsieur Armand 2:23
15 Seem to Have the Blues All the Time

Link 1 e Link 2.
"Whiter Shade Of Pale"

domingo, maio 16, 2010

Cantor Ronnie James Dio morre aos 67 anos

Imagem de José Francisco/UOL

Ronnie James Dio, um dos principais nomes do heavy metal, morreu neste domingo, aos 67 anos. A morte do cantor foi confirmada por sua mulher e empresária.

Dio revelou que estava com câncer no estômago em novembro passado, pouco depois de encerrar uma turnê do grupo Heaven and Hell --formado por ex-integrantes do Black Sabbath.

"Meu coração está partido", escreveu Wendy Dio no site do cantor. "Muitos amigos e familiares puderam se despedir antes dele morrer em paz."

"Ronnie sabia o quanto era amado por todos", disse Wendy. "Agradecemos o amor e apoio que todos vocês nos deram...Saibam que ele os amava e que sua música viverá para sempre."

O cantor estava em tratamento em um hospital de Houston, de acordo com seu site. Apesar de passar pela sétima sessão de quimioterapia, Dio estava confiante em voltar aos palcos. No começo deste mês, o Heaven And Hell cancelou uma turnê que começaria em 13 de junho.

"Esperamos que todos entendam e gostaríamos de agradecer os fãs e colegas da indústria fonográfica pelo apoio neste momento", disse o cantor em comunicado na época. "Com o amor e apoio de vocês vamos seguir em frente e vencer. Haverá outras turnês, mais música, mais vida e mais mágica."

A banda Heaven And Hell é formada atualmente pelos ex-integrantes do Black Sabbath Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo), Vinnie Appice (bateria) e Ronnie James Dio (vocal). O Heaven And Hell, que esteve no Brasil em maio do ano passado, continua trabalhando na produção de um DVD em comemoração aos 30 anos de lançamento do disco "Heaven And Hell", do Black Sabbath.

Dio ganhou fama em 1975, primeiro como cantor do Rainbow, banda de heavy metal criada pelo guitarrista Ritchie Blackmore, ex-integrante do Deep Purple.

Dio substituiu o cantor Ozzy Osbourne do Black Sabbath em 1980, no disco "Heaven And Hell", considerado por muitos críticos um dos melhores discos de heavy metal de todos os tempos.

O cantor também fez sucesso em carreira solo com sua banda Dio. Entre seus sucessos solo estão "Rainbow In The Dark," "The Last In Line" e "Holy Diver".

Muitas de suas canções mais conhecidas falam da luta entre o bem e o mal, incluindo "Heaven And Hell". Ele também se aproximou do imaginário medieval em canções como "Neon Knights," "Killing The Dragon" e "Stargazer."

"Ele era uma das grandes vozes do heavy metal", disse o guitarrista do Twisted Sister Jay Jay French, cuja banda excursionou com Dio em 1983, e tocariam juntos em festivais na Europa neste verão europeu. "Ele era a melhor pessoa que você poderia conhecer."

Dio organizou o evento beneficente "Hear N'Aid", em 1986, para arrecadar dinheiro para combater a fome na África, influenciado pelo sucesso da campanha "We Are The World".
Fonte: UOL-16/05/2010
 
"Don't talk to strangers"
"Rainbow in the dark"

sexta-feira, maio 07, 2010

MIKE OLDFIELD - "Tubullar Bells" - 1973

O multi-instrumentista e compositor inglês Mike Oldfield, inicia sua brilhante trajetória na flor dos seus 17 anos com o álbum "Tubullar Bells, uma suíte de duas faixas, que em um futuro muito próximo viria a ser a trilha sonora de uns dos filmes mais polêmicos da história do cinema, "O Exorcista".

Mike Oldfield tem em seu currículo, nada menos que 27 álbuns gravados entre 1973 e 2008, começando sua carreira com o pé direito ao gravar "Tubullar Bells".

O reconhecimento internacional foi imediato, não só pela sua música, mas também pelo sucesso de bilheteria de "O Exorcista".

Fora o fato de ter composto a obra e com exceção de pouquíssimos instrumentos como, flauta, contrabaixo e bateria e vocais, todos os demais instrumentos foram tocados por ele.

Coisa de gênio, com talento e inspiração transbordando, conseguiu produzir uma das pérolas mais preciosas do rock.

Apesar de conter apenas duas faixas de longa duração, a música agrada demais a quem escuta, pois é extremante variada, muito rica em instrumentos proporcionando momentos de entretenimento muito intensos.

Aquele som do piano logo no inicio da música chega a dar arrepios, principalmente para quem assistiu ao filme.

Álbum que não pode faltar na coleção de quem goste de rock.

Set-list:

1. "Tubular Bells" (part 1) - 25:29
2. "Tubular Bells" (part 2) - 23:20

Link.
Trecho de "Tubullar Bells"

quarta-feira, maio 05, 2010

PATRICK MORAZ - "History of the I" - 1976

Na postagem que fiz para o álbum "Relayer" do Yes, havia mencionado sobre este álbum de Patrick Moraz que tem sua temática focada nos ritmos brasileiros.

Patrick Moraz teve uma participação muito importante na vida do Yes, pois em um momento muito difícil para a banda, com a saída de Rick Wakeman, ele tinha a difícil missão de substituir naquele momento talvez uma das figuras mais notórias do cenário progressivo.

Pois bem, Patrick Moraz saiu-se muito bem, aliás, bem até demais, o que possibilitou alavancar sua carreira solo e bem pouco tempo depois, proporcionar sua entrada para o Moody Blues em 1978 e permanecer na banda até 1992.

"History of I" é um álbum surpreendente, extremamente variado, riquíssimo em percussão, muito chegado a um jazz-rock, simplesmente divertido.

Em geral quando eu sinto que um álbum é "divertido", isto significa para mim, que é um álbum de fácil audição que pode agradar a muita gente.

Tem de tudo um pouco, vamos lá: baião, macumba, rock, jazz, música clássica e é bem possível que se identifique outros ritmos, dependendo de quem escuta.

Quase que em sua totalidade o álbum foi gravado no Brasil, com a participação de vários percussionistas brasileiros e vocais de apoio para finalmente ser remasterizado na Europa.

Set-List:
01. Impact (3:31)
02. Warmer Hands (3:31)
03. The Storm (0:52)
04. Cachaca (4:07)
05. Intermezzo (2:49)
06. Indoors (3:44)
07. Best Years of Our Lives (3:59)
08. Descent (1:43)
09. Incantation (Procession) (1:51)
10. Dancing Now (4:38)
11. Impressions (The Dream) (2:49)
12. Like a Child Is Disguise (4:05)
13. Rise and Fall (5:34)
14. Symphony in the Space (2:56)

NEW LINK
"The storm/Cachaça (Baião)"

domingo, maio 02, 2010

JON LORD - "As várias faces de um mago dos teclados"

De volta à rotina do blog, após uma semana bem atípica,  eu estava pensando quem eu poderia explorar com algum assunto interessante e lembrei de Jon Lord, gênio, louco e tecladista, já fez de tudo nesta vida.

Sempre acompanhado de seus maravilhosos Hammonds, o que não é para qualquer um, pois não é fácil ajustar todos aqueles registros e timbres que o instrumento oferece.  Sua atuação dentro e fora do Deep Purple com uma única palavra  podemos definir o seu trabalho: "impecável".

Compositor e músico digno de qualquer orquestra sinfônica, Jon Lord, já em 1969, realizava seu "Concerto for Group and Orchestra" e mostrava seu talento e gosto pela boa música.

Em especial, tem um álbum que eu gosto muito que é o "Before I forget", postado aí ao lado com destaque para a música "Bach on to This" que tem uma versão da Tocata e Fuga em Ré menor de Bach, que é demais.

Set_list:
01. Chance of a Feeling
02. Tender Babes
03. Hollywood Rock and roll
04. Bach on to This
05. Before I forget
06. Say It's all right
07. Burntwood
08. Where are You
09. Going Home
10. Pavane
11. Lady
12. For a Friend
13. Interview

Link 1 e Link 2 - Password: levente

Só para matar as saudades, abaixo uma pequena demonstração de Jon Lord nos tempos do Deep Purple.


Hoje em dia Jon Lord dedica-se aos seus projetos pessoais, faz apresentações esporádicas e, como sempre, surpreende. No vídeo abaixo, temos um "Sir Jon Lord" à frente de um piano acompanhando uma pequena orquestra tocando "Wuthering Heights" de Kate Bush na belíssima voz de Hayley Westenra. 

segunda-feira, abril 12, 2010

SCORPIONS - "O fim de uma super banda"

No fim de janeiro deste ano, tivemos a triste notícia do fim de um dos maiores símbolos do rock, o SCORPIONS.

A má notícia vale alguns minutos de reflexão, pois em média seus integrantes estão com uns 60 anos, o que de modo algum é um problema, muito pelo contrário, significa que estão em um nível de experiência e maturidade musical limitado apenas pela vontade de continuar tocando. Eles não têm que provar mais nada a ninguém, é só tocar e pronto.

Mas a vida de quem passa meses gravando em estúdios e depois põe o pé na estrada em turnês intermináveis, centenas de horas de vôo, com um custo altíssimo para a vida familiar, têm que saber a hora de parar.

Eles souberam e está chegando o momento para uma vida mais próxima a seus familiares. Quem sabe não vão fazer algumas aparições esporádicas e causar aquela confusão habitual que quando grandes nomes ressurgem do anonimato e mostram que ainda tem sangue nas veias suficiente para continuar tocando por muito tempo. Só futuro vai poder dizer.

Será uma saída em grande estilo, pois lançaram em 19 de março de deste ano o décimo oitavo álbum de estúdio chamado "Sting in the tail", que tem a participação especial de Tarja Turunen e vão fazer a última turnê mundial com duração de dois a três anos. Vamos torcer para que o Brasil esteja incluído nesta turnê para podermos dar um último adeus ao SCORPIONS. Adeus nada, a obra deles já se eternizou em nossas mentes e corações.

Não deve ter sido uma decisão muito fácil, pois eles têm plena consciência que têm uma verdadeira legião de fãs em todo o mundo. Vão deixar muitos órfãos, mas por outro lado, estarão abrindo as portas para novos talentos que vão tentar preencher um grande vazio na história da música que vai se formar com a saída deles da cena musical.

Tarefa muito difícil, mas não impossível, pois a Alemanha é sem dúvida alguma um berço da música mundial, pois vem contribuindo a alguns séculos com grandes nomes como "Ludwig van Beethoven"; "Kraftwerk"; "Eloy"; "Triunvirat", "Pell Mell"; "Ammon Düll"; "Can"; "Primal Fear"; "Blind Guardian"; "Passport" e tantos outros nomes, abrangendo todos os estilos musicais, variando da música clássica ao heavy metal, passando pelo hard rock, pop, krautrock, progressivo e jazz e não vai ser agora que eles vão falhar.

Para este último trabalho a formação da banda contou com Klaus Meine - vocal; Matthias Jabs - Guitarras; Rudolph Schenker - Guitarras; Pawel Maciwoda-Jastrzêbski - Baixo e James Kottak -bateria.
Set-list:
1. Raised On Rock
2. Sting In The Tail
3. Slave Me
4. The Good Die Young (feat. Tarja Turunen)
5. No Limit
6. Rock Zone
7. Lorelei
8. Turn You On
9. Let's Rock
10. SLY
11. Spirit Of Rock
12. The Best Is Yet To Come

Para fazer o download de "Sting in the tail" clique aqui. 

"The Good die young"
  

quinta-feira, abril 08, 2010

KLAATU - "Calling Occupants of Interplanetary Craft"

Surgido no Canadá no meio dos anos 70, o KLAATU já entra em cena causando muita confusão, pois a forma como tocavam, o tipo de música e principalmente o timbre de voz em algumas canções fizeram muitos acreditar em um álbum secreto dos Beatles.

Como não havia absolutamente uma linha sequer a respeito da ficha técnica do álbum, quem eram os integrantes, onde havia sido produzido a confusão estava armada fazendo que logo no primeiro trabalho  as vendas nos EUA e Europa fossem estratosféricas dada a semelhança de estilos.

Só que essa é uma história muito longa e complexa que envolve até a suposta morte de Paul MacCartney e a sua substituição por um sósia, podendo ser até objeto de uma futura postagem.

O Klaatu era apenas um trio formado por Terry Draper, Dee Long e John Woloschuk que deram conta do recado em todos os trabalhos produzidos. Foram cinco álbuns entre 1976 a 1981. Apenas por curiosidade a origem do nome KLAATU vem do filme "O dia que a Terra parou" que teve um remake bem recente com a participação de Keanu Reeves.

No primeiro trabalho que é "Est 3:47" de 1976, a música "Calling Occupants of Interplanetary Craft" chama muita atenção, tanto é que pouco tempo depois ela estava estourando em todas as paradas de sucesso com uma versão pop feita pelos CARPENTERS em 1977 com direito a clipe e tudo mais na voz aveludada de Karen Carpenter.

Set-list:
1. Calling Occupants Of Interplanetary Craft
2. California Jam
3. Anus Of Uranus
4. Sub-Rosa Subway
5. True Life Hero
6. Doctor Marvello
7. Sir Bodsworth Rugglesby III
8. Little Neutrino

Download
"Klaatu version" 
  
"Carpenters version"

terça-feira, abril 06, 2010

JEAN LUC PONTY - "Cosmic Messenger" - 1978

Jean Luc Ponty, nascido em setembro de 1942 em Avranches - França é compositor, músico violinista, teve seu primeiro trabalho editado em 1964, de um total de 29 álbuns sendo o último de 2007.

Já esteve ao lado de lendas do Jazz e do rock como Stephane Grapelli, John Maclouglin e Frank Zappa entre outros.

Sua inspiração jazzística é  principalmente impulsionada pelas obras  de Miles Davis e John Coltrane.

Fruto de uma família de músicos, Jean Luc Ponty aprendeu a tocar violino com o pai e piano com a mãe, teve forte formação clássica, pois estudou na "Conservatoire National Supérieur de Musique de Paris", formando-se aos dezesseis anos, obtendo o mais alto grau já concedido pela instituição.

Curiosamente Jean Luc Ponty enquanto ensaiava com a orquestra sinfônica "Concerts Lamoureux" onde atuou por três anos, dava seus primeiros passos rumo ao jazz-rock tocando em clubs e pubs nos arredores de Paris até as três da manhã quase que diariamente.

Falando especificamente de "Cosmic Messenger", pode se considerarque é um álbum muito fácil de ouvir, carismático pela sua simplicidade, com músicas não muito extensas, com harmonizações suaves entremeadas por momentos de grande excitação que deixam o ouvinte bem atento ao desenvolvimento das músicas.

Ele não vem só, nunca, sempre muito bem acompanhado de verdadeiras feras da música e para nete álbum estiveram ao seu lado Jamie Glaser e Joaquin Lievano (guitarras); Allan Zavod (teclados) Ralphe Armstrong (baixo) Casey Scheuerell (bateria e percussão). São músicos escolhidos a dedo por ele que não são meros coadjuvantes, mas sim parte integrante de sua extensa obra.

Set-list:
1.Cosmic Messenger [4:38]
2.The Art of Happiness [4:33]
3.Don't Let the World Pass You By [6:23]
4.I Only Feel Good With You [3:05]
5.Puppets' Dance [3:40]
6.Fake Paradise [5:41]
7.Ethereal Mood [4:03]
8.Egocentric Molecules [5:44]


"Cosmic Messenger"

sábado, março 27, 2010

RENATO RUSSO - "Ícone de uma geração estaria completando 50 anos hoje"

Hoje é um dia importante não só para o rock brasileiro, mas para todos os brasileiros, pois estaria completando 50 anos, Renato Russo, líder da Legião Urbana, compositor, poeta, baixista, mas principalmente um ícone de uma geração pós ditadura. Era a imagem da rebeldia, que por muito tempo foi reprimida pela era dos cassetetes.

Com letras diretas e sem meias palavras, músicas como "Geração Coca Cola"; "Faroeste Caboclo"; "Que Pais é esse" e "Perfeição" eram no mínimo uma trombada na cabeça de qualquer alienado.

Com certeza ele faz muita falta!!!

Mas hoje não deve ser um dia para ser lembrado com tristeza, mas um dia de reflexão para tudo que está acontecendo em nosso país, com falcatruas cometidas por Governo e Partidos de Oposição sendo reveladas quase que diariamente e ver que a obra deixada por Renato Russo não morre nunca.

Tudo o que está acontecendo agora, já estava previsto em suas músicas e o que ainda nem aconteceu também estará

Sua obra é eterna, o tempo encarrega-se de atualizá-la sempre que é necessário, pois ela foi fruto de uma mente visionária.

Renato Russo não está mais presente fisicamente entre nós, mas sempre estará presente no inconsciente coletivo de quem viveu a sua época e daqueles que vieram depois dela e curtem suas musicas até hoje.

Mas acredito que ele não esteja só neste momento, muito pelo contrário, está acompanhado de figurinhas como Cazuza, Cássia Eller, Vinicius de Morais, Raul Seixas, Elis Regina, Tom Jobim, Cartola, os birutas dos Mamonas Assassinas e muitos outros que se foram e que neste momento estão em algum "boteco do além" comemorando muito.

O "Ministério do Rock" adverte: Escutar este vídeo muito baixo faz mal a saúde!