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quarta-feira, outubro 05, 2011

PENDRAGON - "Concerto Maximo" - 2009

O Pendragon, mais uma vez surpreende e desta vez, com seu, “Concerto Maximo”, não promoveu apenas um simples show de rock, mas sim um “Concerto de Rock” inesquecível, um primor de trabalho e dedicação destes quatro músicos.

Sem muita pirotecnia ou firulas, mostraram uma evolução musical incrível, ai sim, dando um show de apresentação e de técnica instrumental, só faltando um Maestro com sua batuta, no caso, representado por Nick Barret e sua guitarra. 

E por falar em Nick Barrett, ele está simplesmente perfeito com a sua afinadíssima guitarra, fazendo solos irrepreensíveis e com uma continuidade de elementos musicais muito difícíceis de ser encontrados atualmente, colocando-o com um dos melhores, senão o melhor guitarrista do cenário Neoprog atual. 

Nick Barrett
Além de comandar sua guitarra, sua atuação na parte vocal, também evoluiu muito e está muito bem adequada ao contexto musical proposto, ou seja, Nick Barrett é um músico a ser respeitado e admirado por todos pelo seu trabalho e dedicação. 


Chamou muito a minha atenção, a atuação de Scott Higham com sua bateria, não só por sua apuradissima técnica e pegada bem forte, mas principalmente pela alegria e o bom humor latente quando está atuando, característica esta, que pode ser observada em outro grande baterista, Nicko Macbrain, do Iron Maiden, possuidor de uma excepcional técnica, sempre dá seu show à parte com muita irreverência. 

Scott Higham
Scott Higham é o quinto baterista que passa pelo Pendragom desde seus primórdios, no final da década de setenta, quando a banda ainda chamava-se “Zeus Pendragon” e não tinha ainda grande projeção, lançando seu primeiro álbum, “The Jewel”, somente em 1985, com o nome atual. 

O baixista, Peter Gee, marca o compasso das músicas com muita propriedade e imponência, o que facilita a vida de todos no palco de modo a preencher os vazios da atmosfera proposta pelo tema, criando a unidade musical que diferencia o trabalho do Pendragon das demais bandas do gênero. 

Clive Nolan
Clive Nolan, um velho conhecido, mestre nos teclados, sempre se apresentando de forma muito sóbria, sustenta com muita tranquilidade e destreza os criativos enredos que são uma marca registrada do Pendragon, bem como quando está atuando como solista. 

O set de músicas está muito rico e as músicas que mais se mostraram relevantes para mim, foram “Breaking the Spell” onde Nick Barrett gratuitamente dá uma áula de como se tocar uma guitarra, simplesmente fantástico (é só conferir no vídeo abaixo) e “Walls of Babylon”, “Sister Bluebird”, “The Voyager”, “Nostradamus” e “Masters of Illusion”, que realmente despontaram neste álbum, pelo menos para mim. 

Apenas para situar quem não conhece o Pendragon, ele é contemporâneo de bandas como, “Marillion”, “Pallas”, “Glass Hammer”, ”IQ” e tantas outras que surgiram no início da década de oitenta e que de algum modo, contribuiram para que o rock progresivo não fosse extinto. 

Aqui temos apenas o áudio, mas no Youtube há praticamente o vídeo de todas as músicas que estão originariamente no formato de DVD e logicamente agora aproveito para recomendar  a todos os amantes da boa música este “Concerto” que está o “Máximo”.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!!

The Band:
Nick Barrett / vocals, guitars, keyboard programming
Peter Gee / bass guitar
Clive Nolan / keyboards, backing vocals
Scott Higham / drums, backing vocals

Tracks:
01. Walls of Babylon
02. A Man of Nomadic Traits
03. Wishing Well
04. Eraserhead
05. Total Recall
06. Nostradamus
07. Learning Curve
08. Breaking the Spell
09. Sister Bluebird
10. Shadow
11. The Freak Show
12. The Voyager
13. It's Only Me
14. Masters of Illusion
15. King of the Castle
16. And We'll Go Hunting Deer
17. Queen of Hearts

LINK

"Breaking the Spell"

"Nostradamus"

"The Voyager"


domingo, março 27, 2011

PENDRAGON - "Live...At Last And More" - 2002

Têm uma banda desta leva mais recente do neoprog que eu particularmente dou muito valor, esta é o Pendragon, por fazer um trabalho muito criativo, consistente e com uma personalidade extremamente convincente, mas que obviamente em seu intimo devem ter se apoiado em alguma referencia do passado, pois é muito difícil negar a influência que as grandes bandas do rock progressivo provocam na atual geração.

Mas isto são apenas algumas conjecturas de uma cabeça quase branca que gosta de ir um pouco além da música e tentar entender o processo de criação de bandas como esta, que estão sempre surpreendendo com suas músicas e suas apresentações. 

Não basta saber tocar um instrumento ou simplesmente ter uma boa e potente voz, tem que haver uma sintonia pessoal e profissional muito grande dentro do grupo, o processo criativo depende da harmonia entre seus criadores, mesmo que o tema ou idéia tenha partido apenas de um só, pois o resultado final depende do talento de todos. 

E é exatamente este sentimento que sinto em relação ao Pendragon, suas peças musicais são tão trabalhadas como às das grandes bandas do rock progressivo dos anos setenta, porém a atmosfera percebida não faz parte do contexto cientista, ela representa uma sonoridade mais moderna, até pelo fato de disporem de equipamentos mais modernos com recursos sofisticados, mas que mesmo assim dependem do talento de seus executores. 

"Live...At Last And More" concentra as melhores composições da banda e é tipo de álbum que a cada música, têm o convite a escutá-lo ou assisti-lo (originariamente produzido em DVD), renovado com muita facilidade, pois a integração existente entre a música e a banda é impar, dá gosto em ouvir e posso imaginar a sensação da união das imagens ao áudio. 

Muitas vezes eu me arrependo de fazer comentários a respeito da atuação dos músicos em suas apresentações, pois considero que é apenas uma opinião pessoal e que muitas vezes vai de encontro a outras opiniões em sentido oposto e como o blog é público, isto muitas vezes traz algumas complicações, mas não posso me furtar em relação a este álbum, pois todos sem exceção têm uma marcante participação nesta fabulosa apresentação. 

Obviamente Nick Barret com sua afiada guitarra e seu meloso vocal, bem como Clive Nolan, que é considerado um mestre dos teclados da nova geração progressiva, comandaram o show e a todos que lá estiveram com uma hipnose profunda por mais de noventa minutos ao sabor do que há de melhor que uma música pode oferecer, uma viagem, com direito a ficar fora da realidade e entrar em uma nova dimensão , mesmo que por alguns instantes, mas que de alguma forma nos marcam de forma positiva, sempre com boas recordações destes raros momentos.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!! 

Musicians:
Nick Barrett / guitar, vocals
Peter Gee / bass
Clive Nolan / keyboards
Fudge Smith / drums

Tracks:
01. March Of The Torreadores (Intro) (0:43)
02. Nostradamus (3:03)
03. As Good As Gold (7:30)
04. Paintbox (7:34)
05. Breaking The Spell (8:19)
06. Guardian Of My Soul (12:58)
07. Back In The Spotlight (6:17)
08. The Last Man On Earth (14:35)
09. The Shadow (9:57)
10. Leviathan (6:43)
11. Masters Of Illusion (13:01)
12. The Last Waltz (Queen Of Hearts Part Three) (5:12)

LINK

"As Good As Gold"

"Breaking The Spell"

quarta-feira, novembro 17, 2010

PENDRAGON - "The Window of Life" - 1993

O Pendragon, assim como IQ e o Marillion, foram as bandas responsáveis pela sobrevida que o rock progressivo teve ao final dos anos setenta, pois com o fortalecimento do movimento Punk na Europa e principalmente na Inglaterra, o desgaste do movimento anterior era latente e estava em um momento agonizante.

O que se percebe na música do Pendragon, é que houve uma síntese e uma sinergia muito bem feita dos elementos musicais encontrados em bandas como, Pink Floyd, Genesis e Yes e fundidos em um só, sob uma química perfeita gerando um novo movimento, conhecido como Neoprogressivo ou coisa semelhante.

Mas no fundo, são os mesmos elementos encantadores e cativantes do passado sob uma nova ótica, mais moderna, que permitiu que as grandes bandas do início da década de setenta tivessem o seu devido reconhecimento e a oportunidade de continuar na ativa com algumas mudanças de ordem estrutural e filosóficas.

O álbum, "The Window of Life", de 1983 é um bom exemplo para esta teoria, tendo em vista a semelhança de enredos, timbres de instrumentos e arranjos musicais sinfônicos, sustentados por potentes sintetizadores e guitarras tocadas bem ao estilo de David Gilmor, mas sem aquela tendência a uma mera cópia, mas ao contrário disto, acompanhada do aperfeiçoamento do modo de tocar de um dos maiores guitarristas da humanidade.

A primeira faixa "The Walls Of Babylon" começa em um misto da introdução de "Shine on You Crazy Diamond" e "Watcher Of The Skies", simplesmente fantástica e as músicas, "Breaking The Spell", "The Last Man On Earth" e "Nostradamus", faço questão de destacar também, pois são peças musicais de grande valor que espelham o talento da banda em compor e executar suas músicas. 

Musicians:
Nick Barret: guitarra, vocal
Rick Carter: teclados
Fudge Smith: baterìa
Peter Gee: baixo
Simon Foster: armonica

Track-list:
1. The Walls Of Babylon
2. Ghosts
3. Breaking The Spell
4. The Last Man On Earth
    I. Skylight
    II. Paradise Road
5. Nostradamus (Stargazing)
6. Am I Really Losing You?

LINK.

"The Walls Of Babylon"

"Breaking The Spell"

sexta-feira, julho 23, 2010

PENDRAGON - "Acoustically Challenged" - 2002

Este álbum "Acoustically Challenged", constituido por apenas duas guitarras acústicas e um teclado, surpreende pela sua simplicidade, mas ao mesmo tempo como está carregado de fortes emoções, tendo em vista o talento de quem às executou, não dando aquela péssima impressão dos álbuns acústicos produzidos pela MTV.

Isto talvez ocorra, por estarmos nos referindo aos músicos do Pendragon, banda integrante da nova geração de grupos de rock progressivo que em muitos casos tem como fonte de inspiração os grandes nomes do passado, associados ao próprio talento e atualizados para atender a uma nova realidade musical que predomina atualmente no mundo do rock.

Este é álbum que pode facilmente agradar a aficionados ou não do rock progressivo, não só pelo formato de como foram rearranjadas as musicas apresentadas que em sua estrutura original tem certa complexidade, mas principalmente pela brilhante forma como os músicos às executaram, permitindo um bom momento de relaxamento e reflexão sobre algum tema, por conta da leveza deste trabalho.

O vídeo postado abaixo não corresponde a esta apresentação, mas está tão intimista quanto a este show, com Nick Barret descendo do pequeno palco para cantar junto à plateia. Vale a pena dar uma conferida.

Músicos:
Nick Barret: vocal e guitarra;
Clive Nolan: teclados e vocal
Peter Gee: guitarra

Track-list:
1. And We'll Go Hunting Deer
2. Fallen Dreams and Angels
3. Man of Nomadic Traits
4. World's End
5. Voyager
6. Alaska
7. Pursuit of Excellence
8. 2 Am
9. Dark Summer's Day
10. Unspoken Words

Link.

"2 AM"

terça-feira, maio 25, 2010

PENDRAGON - "The Masquerade Overture" - 1996

Há dois meses, eu fiz um rápido comentário sobre uma das músicas contidas no álbum "The Masquerade Overture" , mas contudo sem postá-lo na íntegra.

Eu havia dito o seguinte: "Banda de rock progressivo da Inglaterra, atuando desde 1978, o PENDRAGON faz com muita competência um progressivo muito agradável de escutar".

"Composto por Nick Barret nas guitarras e vocais, Clive Nolan nos teclados; Peter Gee no baixo e Joe Crabtree na bateria, sendo esta a formação atual desde 2006.

"Apesar de algumas trocas ao longo dos trinta e dois anos de existência a qualidade dos álbuns não sofreu sequelas perceptíveis. A música do vídeo abaixo está no álbum "The Mascarade Overture" de 1996, uma verdadeira obra prima".

Apenas complementando a postagem anterior, "The Masquerade Overture" é um álbum recomendadíssimo para quem gosta de rock progressivo (e até para quem não gosta) e verdade seja dita, não faltou coragem a banda em lançá-lo, pois levando-se em conta que é um álbum muito recente com apenas quatorze anos de existência, produzido totalmente fora de seu tempo, mas que de alguma forma nos remete diretamente aos gloriosos anos setenta, auge do movimento Progressive Rock, onde ganharam vida bandas como Genesis, Yes, Pink Floyd, ELP, Jethro Tull e várias outras, só com muita inspiração e competência é possível chegar a este nível de virtuosismo.

O Pendragon sem dúvida alguma pode ser colocado lado a lado com as grandes bandas do passado, pois talento em compor e competência em tocar, estão espelhados em seus álbuns ao longo de sua brilhante trajetória.

Set-list:
1 The Masquerade Overture
2 As Good as Gold
3 Paintbox
4 The Pursuit of Excellence
5 Guardian of my Soul
6 The Shadow
7 Masters of Illusion (Instrumental)
Link.

"As good as gold"
"Paintbox"

segunda-feira, março 15, 2010

PENDRAGON - "As good as gold"

Banda de rock progressivo da Inglaterra, atuando desde 1978, o PENDRAGON faz com muita competência um progressivo muito agradável de escutar. Composto por Nick Barret nas guitarras e vocais, Clive Nolan nos teclados; Peter Gee no baixo e Joe Crabtree na bateria, esta é a formação atual desde 2006.

Apesar de algumas trocas ao longo dos trinta e dois anos de existência a qualidade dos álbuns não sofreu seqüelas perceptíveis. A música do vídeo abaixo está no álbum "The Mascarade Overture" de 1996, uma verdadeira obra prima.


A home Page oficial do Pendragon está em: http://www.pendragon.mu/