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sexta-feira, novembro 07, 2014

PINK FLOYD - "The Endless River" - 2014


Amigos, ai está o tão esperado álbum do Pink Floyd, “The Endless River”, vinte anos depois de seu antecessor “The Division Bell” e por conta disto, não sei quanto tempo este link ficará ativo, portanto, sejam rápidos. 

Ainda não escutei o álbum e neste momento o objetivo é sua divulgação e disseminação, pois se trata do lançamento mais bombástico dos últimos tempos por razões obvias e que desde o anuncio de seu lançamento tem dividido opiniões.

Muito bem, eu sou da ala que acredita que qualquer coisa feita pelo Pink Floyd, mesmo que aproveitando material de sessões de outro álbum, fazendo um enxerto aqui e ali com novas harmonizações e solos, bem como adicionando vocais é melhor do que 95% de qualquer coisa que tenha sido lançada nos últimos vinte anos para esta vertente musical.

Por outro lado, teve um jornalista que graças a Deus eu não lembro o nome, que fez uma matéria descendo a lenha na banda, pelo anuncio do fim do grupo após este novo lançamento, uma vez que eles após a turnê de "The Division Bell" há vinte anos trás já o haviam feito e, portanto, eles não poderiam estar anunciando o fim de algo que já tinha acabado. 

Até da capa do álbum este energúmeno reclamou, mas acredito que este cidadão faça parte de uma minoria burra, dita intelectual, que não consegue enxergar um centímetro a frente do próprio umbigo, pois se esquece de que, não está se referindo a alguns jovens músicos tentando se lançar no mundo do rock, mas sim de alguns senhores em torno dos setenta anos, mais uma vez fazendo história, pois fazer dinheiro, eles já fizeram há algumas décadas atrás.

Este álbum com  certeza está  carregado de fortes emoções, pois  não  só marca o  anunciado fim da banda, mas principalmente faz uma uma justa e merecida homenagem a Rick Wright, que mesmo não estando mais conosco, tem a sua parcela de genialidade presente neste álbum.  

Os fãs da banda, que, diga-se de passagem, não param de crescer e a prova você encontra em
qualquer supermercado, pois seus álbuns continuam a venda em todo o planeta, com certeza estão na mesma ansiedade em que eu me encontro para poder ouvir este novo trabalho, portanto eu vou ficando por aqui.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Pink Floyd
David Gilmour – vocais, guitarra
Nick Mason – bateria, percussão
Richard Wright – teclado, piano (in memorian)


Guest Musicians
Sarah Brown – vocal de apoio
Guy Pratt – baixo
Louise Clare Marshall – vocal de apoio
Durga McBroom – vocal de apoio


Tracks:
01 – Side 1, Pt. 1 Things Left Unsaid
02 – Side 1, Pt. 2 It’s What We Do
03 – Side 1, Pt. 3 Ebb And Flow
04 – Side 2, Pt. 1 Sum
05 – Side 2, Pt. 2 Skins
06 – Side 2, Pt. 3 Unsung
07 – Side 2, Pt. 4 Anisina
08 – Side 3, Pt. 1 The Lost Art Of Conversation
09 – Side 3, Pt. 2 On Noodle Street
10 – Side 3, Pt. 3 Night Light
11 – Side 3, Pt. 4 Allons-Y (1)
12 – Side 3, Pt. 5 Autumn ’68
13 – Side 3, Pt. 6 Allons-Y (2)
14 – Side 3, Pt. 7 Talkin’ Hawkin’
15 – Side 4, Pt. 1 Calling
16 – Side 4, Pt. 2 Eyes To Pearls
17 – Side 4, Pt. 3 Surfacing
18 – Side 4, Pt. 4 Louder Than Words
19 – TBS9
20 – TBS14
21 – Nervana


LINK REMOVIDO PELOS FDP'S DA DMCA


domingo, novembro 24, 2013

PINK FLOYD - “ The Eye of Agamotto” - 1971

A procura pela boa música é constante e invariavelmente acabamos por tropeçar em algum material do Pink Floyd, que pela quantidade de álbuns e bootlegs existentes, se mostra uma fonte inesgotável de inspiração.

O bootleg the “The Eye Of Agamotto”, gravado em outubro de 1971, reflete a fase mais visceral da banda, onde os recursos tecnológicos ficavam em segundo plano, pois o talento individual dos músicos era mais que suficiente para poder materializar os sofisticados e complexos enredos contidos na música do Pink Floyd.

Quando digo, “sofisticados e complexos enredos”, logicamente estou me referindo às músicas, “Atom Heart Mother”, “Echoes”, “Embryo”, “Set The Controls For The Heart Of The Sun” e “A Saucerful Of Secrets”, todas, são pérolas do final da primeira grande fase musical do Pink Floyd. 

Muita gente me pergunta por que eu ainda insisto em publicar os trabalhos do Pink Floyd, pois não aguentam mais ver e/ou ouvir as mesmas músicas e etc. e tal, mas eu posso assegurar que a minha resposta tem sempre sido e sempre será a mesma: “o ineditismo”, que a banda consegue imprimir em suas músicas a cada audição, pois sempre a há uma nova nuance e um pequeno novo detalhe, muitas vezes escondido entre uma harmonização e outra, que para mim são muito claros e tem um propósito muito específico. Não basta ouvir, tem que escutar com atenção!

Esse fenômeno é a síntese da busca pela perfeição, talvez uma das mais importantes características que permeiam o trabalho da banda, que parece ser incansável nesta tarefa, pois apesar de todo o preciosismo, a impressão que eles passam é que nunca estão satisfeitos com o resultado.

O impressionante nesta história toda, é que este bom hábito, foi adquirido logo cedo, então é de se admirar que músicos tão jovens, logicamente, um bando de porras loucas, o que é totalmente natural, já tivessem assumindo para si, uma responsabilidade tão grande, demonstrando prematuramente um grau tão elevado de maturidade e preocupação com o que estavam fazendo e também com o seu público.

Todo sacrifício e dedicação tem seu custo, mas também tem suas recompensas, então, não é de se admirar o fato de que até hoje o Pink Floyd continuar a vender seus álbuns loucamente, beirando até mesmo o absurdo (no bom sentido), no caso do álbum The Dark Side Of The Moon, que continua a vender em média duzentas e cinquenta mil cópias anuais, depois de quarenta anos de seu lançamento, se tornando um verdadeiro fenômeno mercadológico sem precedentes da história fonográfica mundial.

A quantidade de novos fãs aumenta de geração em geração, independente de se tratar de uma música totalmente diferenciada, completamente fora de seu tempo, mas que de alguma forma, ainda atrai novos adeptos. 

O Pink Floyd hoje em dia está praticamente inativo, mas se dirigirmos as atenções para os mega shows de Roger Waters, é possível entender este fenômeno claramente, onde se observam plateias muito jovens, totalmente ensandecidas e hipnotizadas por um septuagenário que continua com o mesmo talento, com a mesma garra e com a mesma determinação de quando tinha vinte anos, provando a qualquer a um que a idade não é um problema e sim uma qualificação, basta ter vontade de seguir em frente.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Pink Floyd
Roger Water
David Gilmour
Nick Mason
Rick Wright


Tracks:
CD1
01 Careful With That Axe, Eugene 12.18
02 tuning 2.01
03 Fat Old Sun 15.31
04 Set The Controls 12.37
05 tuning 2.17
06 Atom Heart Mother 16.14
07 Embryo 12.41

CD2
01 tuning 2.35
02 Cymbaline 11.47
03 Echoes 28.41
04 tuning 0.49
05 A Saucerful Of Secrets 17.07
06 tuning 3.38
07 Blues 5.37


LINK 1
LINK 2

domingo, agosto 04, 2013

PINK FLOYD - "The Wall (Immersion Box Set)" - 2012

O Pink Floyd é um fenômeno musical sem precedentes na história da indústria fonográfica, tendo em vista a quantidade de álbuns tributos que não param de acontecer, remasterizações dos álbuns de estúdio e algumas “caixas especiais”, como a "The Wall (Immersion Box Set)", lançada em fevereiro de 2012.

Este Cdbox é composto por um conjunto de seis CD’s e um DVD, que inclui a versão da gravação original do duplo LP de 1979, “The Wall”, CD’s 1 e 2, a integra do álbum duplo, “Is There Anybody Out There? The Wall Live” de 1981, CD’s 4 e 5 e “The Wall - Work in Progress”, CD’s 5 e 6, com um raro material sobre o processo criativo até produto final.

Este Cdbox faz parte de uma série chamada, "Why Pink Floyd...?" onde outros álbuns como “The Dark Side of The Moon” e “Wish You Were Here” já tiveram merecidamente a sua participação neste grandioso projeto.


O DVD é um documentário, chamado “Behind the Wall”, que contem entrevistas, clips de algumas músicas e a narração de como tudo rolou nos bastidores de “The Wall”, não deixando dúvidas de quem foi o cérebro que articulou tudo o que conhecemos sobre esta obra, claro, Roger Waters.


Além dos CD’s e do DVD, acompanha também um belíssimo encarte, com mais de quarenta páginas cuidadosamente ilustradas com fotos dos shows na turnê The Wall, porta copos, uma réplica do ingresso da turnê, posters, uma bandeira de pano com o símbolo dos martelos, bolas de gude e toda uma sorte de brindes compõem este Cdbox.

Analisando o conjunto dos seis CD’s, o material principal e histórico para os fãs da banda está nos CD’s 5 e 6, pois existem gravações absolutamente inéditas do processo criativo, onde a predominância de Roger Waters está muito bem registrada, assim como as demos embrionárias das músicas "Run Like Hell" e "Comfortably Numb" feitas por David Gilmour, entretanto elas em nada se parecem com o produto final que foi para o álbum.

Finalizando, "The Wall (Immersion Box Set)" é uma celebração à música, às artes e um irrecusável convite para todos os fãs seguidores de longa data ou não, a conhecer intimamente um dos momentos mais importantes e cruciais que o Pink Floyd passou.

Além disso, com os relatos do vídeo e do texto do encarte é possível entender o porquê dos acontecimentos futuros que iriam abalar de forma definitiva a trajetória da banda, o que culminaria em um primeiro momento com a saída de Roger Waters do grupo e  por conseguinte, com as longas brigas judiciais envolvendo todos os músicos por conta da grife Pink Floyd.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Pink Floyd:
Roger Water
David Gilmour
Nick Mason
Rick Wright

Tracks:

CD 1 (The Wall)
1. In the Flesh?
2. The Thin Ice
3. Another Brick in the Wall Part 1
4. The Happiest Days of Our Lives
5. Another Brick in the Wall Part 2
6. Mother
7. Goodbye Blues Sky
8. Empty Spaces
9. Young Lust
10. One of My Turns
5. Don't Leave Me Now
6. Another Brick in the Wall Part 3
7. Goodbye Cruel World

CD 2 (The Wall)
1. Hey You
2. Is There Anybody Out There?
3. Nobody Home
4. Vera
5. Bring the Boys Back Home
6. Comfortably Numb
7. The Show Must Go On
8. In the Flesh!
9. Run Like Hell
10. Waiting for the Worms
11. Stop
12. The Trial
13. Outside the Wall

CD 3 (Is There Anybody Out There? The Wall Live 1980-81)
1. MC: Atmos
2. In the Flesh?
3. The Thin Ice
4. Another Brick in the Wall (Part 1)
5. The Happiest Days of Our Lives
6. Another Brick in the Wall (Part 2)
7. Mother
8. Goodbye Blue Sky
9. Empty Spaces
10. What Shall We Do Now?
11. Young Lust
12. One of My Turns
13. Don't Leave Me Now
14. Another Brick in the Wall (Part 3)
15. The Last Few Bricks
16. Goodbye Cruel World

CD 4 (Is There Anybody Out There? The Wall Live 1980-81)
1. Hey You
2. Is There Anybody Out There?
3. Nobody Home
4. Vera
5. Bring the Boys Back Home
6. Comfortably Numb
7. The Show Must Go On
8. MC: Atmos
9. In the Flesh
10. Run Like Hell
11. Waiting for the Worms
12. Stop
13. The Trial
14. Outside the Wall

CD 5 The Wall Work in Progress Part 1 - 1979
Programme 1, Excerpts from Roger Waters' Original Demo
1. Prelude (Vera Lynn)
2. Another Brick in the Wall, Part 2
3. Mother
4. Young Lust
5. Another Brick in the Wall, Part 2
6. Empty Spaces
7. Mother
8. Backs to the Wall
9. Don't Leave Me Now
10. Goodbye Blue Sky
11. Don't Leave Me Now
12. Another Brick in the Wall, Part 3
13. Goodbye Cruel Worl
14. Hey You
15. Is There Anybody Out There?
16. Vera
17. Bring the Boys Back Home
18. The Show Must Go On
19. Waiting for the Worms
20. Run Like Hell
21. The Trial
22. Outside the Wall

Programme 2, Roger Waters Original Demo And Band Demos
23. Prelude (Vera Lynn) - Roger Waters Original Demo
24. Another Brick in the Wall, Part 1 - Band Demo
25. The Thin Ice - Band Demo
26. Goodbye Blue Sky - Band Demo
27. Teacher, Teacher - Band Demo
28. Another Brick in the Wall, Part 2 - Band Demo
29. Empty Spaces - Band Demo
30. Young Lust - Band Demo
31. Mother - Band Demo
32. Don't Leave Me Now - Band Demo
33. Sexual Revolution - Band Demo
34. Another Brick in the Wall, Part 3 - Band Demo
35. Goodbye Cruel World - Band Demo

Programme 3, Band Demos
36. In the Flesh?
37. The Thin Ice
38. Another Brick in the Wall, Part 1
39. The Happiest Days of Our Lives
40. Another Brick in the Wall, Part 2
41. Mother

CD 6 The Wall Work in Progress Part 2 - 1979

Programme 1, Roger Waters Original Demos And Band Demos
1. Is There Anybody Out There? - Roger Waters Original Demo
2. Vera - Roger Waters Original Demo
3. Bring the Boys Back Home - Roger Waters Original Demo
4. Hey You - Band Demo
5. The Doctor (Comfortably Numb) - Band Demo
6. In the Flesh - Band Demo
7. Run Like Hell - Band Demo - 3:06
8. Waiting for the Worms - Band Demo
9. The Trial - Band Demo
10. The Show Must Go On - Band Demo
11. Outside the Wall - Band Demo
12. The Thin Ice Reprise - Band Demo

Programme 2, Band Demos
13. Outside the Wall
14. It's Never Too Late
15. The Doctor (Comfortably Numb)

Programme 3, Band Demos
16. One of My Turns
17. Don't Leave Me Now
18. Empty Spaces
19. Backs to the Wall
20. Another Brick In The Wall, Part 3
21. Goodbye Cruel World

Programme 4, David Gilmour Original Demos
22. Comfortably Numb
23. Run Like Hell



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domingo, março 17, 2013

The Dark Side Of The Moon - Os Bastidores da Obra Prima do Pink Floyd - 2005


A turma que gosta do Kansas já deve estar um tanto emputecida comigo, pois afinal de contas eu não posto algo da banda há muito tempo e já estava para soltar uma resenha sobre um bootleg muito bom deles, porém os fatos cotidianos vão acontecendo e se a gente não aproveita os ganchos, acaba perdendo a oportunidade de focar em algo importante. 

E que fato seria este, pois bem, “The Dark Side of the Moon - Os bastidores da obra prima do Pink Floyd”, Editora Zahar, um livro lindamente ilustrado, que conta de maneira precisa, tudo o que aconteceu anos antes do lançamento do álbum mais emblemático da face da terra, escrito por John Harris, jornalista, escritor e colaborador das publicações especializadas em rock como a Rolling Stones, Mojo, Q e NME. 

John Harris para escrever este livro, não se fez de rogado e com um farto material histórico, entrevistas com os membros da banda e do pessoal de produção, fez uma minuciosa investigação que começa no gênese da banda com todas as pirações produzidas por Syd Barrett, sua trágica saída e a penosa “volta por cima” da banda, até chegar a “The Dark Side Of The Moon”, o auge de toda a loucura que o Pink Floyd esteve envolvido. 

Eu ainda nem terminei de ler o livro, mesmo porque, eu fiz o favor de perdê-lo em alguma sala de espera de algum maldito aeroporto, mas já estou de posse de outro, pois havia parado em um momento importante da história da banda e a vontade de saber o desfecho era muito grande, portanto, adquiri o segundo exemplar sem muito drama.

Em geral em minha mente, eu considero que estes músicos mais célebres, são pessoas mais que humanas, tem alguma coisa a mais que nós simples mortais, entretanto, logo nas primeiras páginas, eu reconheço o meu engano e descubro o quanto são frágeis, medrosos, reativos, engraçados, inteligentes e capacitados de diversas qualidades como qualquer ser humano. 

Chegar até onde chegaram, ate “TDSOM” e depois dele, com certeza foi com muito suor e lágrimas, talento e dedicação ao extremo, pois nada se materializa sem o esforço humano, pois não há geração espontânea no mundo das artes seja ela qual for, então, lendo este fascinante relato, a sucessão de acontecimentos que envolveram a banda e as pressões sofridas por diversas razões e de toda a ordem, criaram o ambiente necessário para a explosão de criatividade que é o Pink Floyd. 


Quarenta anos depois, “TDSOM”, vende em torno de 250 mil copias por ano, o que é uma verdadeira loucura e um mistério a ser explicado, um fenômeno mercadológico sem precedentes na história do rock batendo diversos recordes, que sem dúvidas, vai continuar assim por todo o sempre. 

É difícil explicar o porquê de fãs da época em que a banda dava seus primeiros passos, continuar a venerar a banda tanto tempo depois e mais difícil ainda, tentar entender por que as gerações mais novas compartilham do mesmo sentimento. 

Eu voltei a ler o livro nesta última sexta-feira, aproveitando o enorme tempo perdido na Ponte Aérea, quando retornava a Sampa para mais um final de semana, porém com um ingrediente a mais, escutando o bootleg, “Bowl de Luna”, gravado em 1972 que deu um toque especial a leitura, pois dois sentidos foram aguçados ao mesmo tempo fazendo-me mergulhar profundamente nesta intrigante história de vida, que vai muito mais além de uma simples história de uma banda de rock, pois envolve sentimentos, intrigas, poder, comédia, tristeza e muita loucura, portanto para os fãs da banda, é uma leitura indispensável.


ALTAMENTE RECOMENDÁVEL!!!!

LINK - Parcial do livro
LINK - PF - Bowl de Luna


Tracks:
CD 1

01 - Breathe
02 - The Travel Sequence
03 - Time
04 - Home Again
05 - The Great Gig in the Sky
06 - Money
07 - Us and Them
08 - Any Colour You Like
09 - Brain Damage
10 - Eclipse

CD 2
01 - One of These Days
02 - Careful with that Axe Eugene
03 - Echoes
04 - A Saucerful of Secrets
05 - Set the Controls




terça-feira, janeiro 08, 2013

PINK FLOYD - "Good Morning Folks" - 1970

Primeira resenha do ano tem que começar com um bom dia para quem é de bom dia, boa noite para quem é de boa noite, Saravá para quem é de Saravá, Shalom para quem é de Shalom, Aleluia para quem é de Aleluia, Amém para quem é de Amém e para todos os afins religiosos e raciais, que 2013, “o ano da mudança”, possa ser realmente fantástico para todos. 

Então, vamo que vamo, que o Pink Floyd tá vindo ai gente!!!! Calma!!! Não é uma Turnê da banda pelo Brasil. É apenas mais um magnífico bootleg, intitulado “Good Morning Folks”, para deliciar nossos jurássicos e exigentes ouvidos com músicas imortalizadas pela história do rock. 

O ano da gravação é o de 1970 (tão jurássico quanto nós, não???) e as músicas são de uma época em que a banda primava em ser o mais visceral possível, dependendo apenas dos seus notáveis cérebros musicais e de toda a emoção que era transferida para seus instrumentos musicais, deixando de lado qualquer tipo de apoio pirotécnico ou visual, pois o show eram eles próprios. 

A banda como um todo era e ainda é genial, mesmo com todos os problemas que passaram ao longo destas quatro décadas de brigas e desentendimentos e todos que por lá passaram, eram individualmente gênios, não da física ou da medicina, mas da música e das artes, pois cada um sem exceção, deu sua contribuição de forma pragmática, sem misticismos ou vaidades, apenas doando suas almas em nome da música. 


To certo que o Sid Barrett deu uma despirocada geral, mas não foi por conta do sucesso que fazia e sim por conta das drogas que consumiram e fritaram o seu cérebro que era tão genial ou mais que os demais companheiros de banda, sem dúvidas uma lástima e uma perda irreparável para o mundo da música. 

Eu não canso de repetir que fazer música na década de setenta, era uma tarefa titânica, o que não permitia dar espaço ao surgimento de aventureiros, pois no terceiro acorde, já estaria morto e enterrado, portanto, inteligência, criatividade e talento em doses cavalares, eram os ingredientes básicos para se criar e executar as músicas que como imãs, nos atraem até hoje. 

Isto tudo, sem o uso de equipamentos de ultima geração, digitais e inteligentes, que acabam por substituir a capacidade e a inteligência humana, por chips com trilhões de micro-circuitos que tudo simulam e então, com apenas um dedo e um “arpegiato” em modo “on”, temos uma orquestra inteira encantando multidões e se usarmos mais um ou dois dedos para executar um medíocre acorde, a catarse e a admiração coletiva estará completa, pois é exatamente o que faço, quando vai alguma visita em minha casa e perguntam sobre o que um simples teclado caseiro da Yamaha faz. 

O pior de tudo é que as pessoas saem com a impressão que eu sei tocar alguma coisa (só rindo), pois a tecnologia empregada em um equipamento como este é tão grande, que engana mesmo, por isso, reverenciar e comemorar a existência de um Sid Barrett (in memorian), Rick Wright (in memorian), David Gilmour, Roger Waters e o Nick Mason, antes mesmo de ser um prazer, é uma obrigação minha como consumidor e adorador da música do Pink Floyd, que em sua maior parte valeu-se de equipamentos analógicos e do talento de seus criadores. 

Comentar as músicas de “Good Morning Folks” é chover no molhado, então eu apenas farei menção às músicas, "Pink Blues" e "Biding My Time (Part II)" que se não me engano, não figuram nos álbuns de estúdio, apenas aparecendo eventualmente nos shows e logicamente a música “Atom Heart of Mother” que mesmo sem o aparato de um coro e a orquestra de metais continua me cativando a cada audição. 

ALTAMENTE RECOMENDADO !!!!

Pink Floyd:
Rick Wright 
David Gilmour,
Roger Waters
Nick Mason

Tracks:
01 - Astronomy Domine
02 - Fat Old Sun
03 - Atom Heart Mother
04 - Cymbaline
05 - Embryo
06 - Biding My Time (Part II)
07 - Pink Blues



domingo, setembro 02, 2012

PINK FLOYD - "Before The Fire - The Fireman Tapes III" - 1970

Como o blog está chegando à marca dos 500.000 acessos de página, conforme o contador a direita, isto logicamente por obra e graça de todos que aqui frequentam, me bateu aquela dúvida na hora de postar algo para comemorar o feito, que não é meu, mas sim de todos nós, pois banda boa e representativa é o que não falta em nossa tribo para fazer a trilha comemorativa.

Resolvi fazer uma pesquisa de clima em diversos outros blogs, inclusive nos de Heavy Metal, que por sinal eu também gosto muito, e daí amigos, brotou um nome, “Pink Floyd”, quase uma unanimidade, difícil encontrar alguém que não goste. 

Não muito satisfeito, comecei a encher o saco dos amigos, principalmente os que não são muitos chegados em rock, mas com uma pequena estimulada, o primeiro nome que surgia na maioria dos casos, era o do Pink Floyd, figurando acima até dos “Beatles”, sem dúvidas um feito e tanto, mas como estamos falando de um fenômeno, nada muito fora do esperado. 

Mas esse fenômeno tem um nome, aliás, um não, vários, como, “The Dark Side of the Moon”, “Wish You Were Here”, “The Wall” e ainda teve um maluco que se lembrou do “disco da Vaca”, que traduzindo para uma linguagem compreensível, passa a se chamar, “Atom Heart of Mother”, para mim, disparado o melhor e mais visceral álbum que produziram, mas isto é uma impressão pessoal, sem valor técnico algum. 

Refleti um pouco sobre esta breve pesquisa e a conclusão que chego, é que o Pink Floyd é uma das bandas mais populares do planeta, independente do gosto musical e principalmente da idade, pois até a galerinha mais nova, dá um valor muito grande ao trabalho da banda, basta lembrar os shows memoráveis que a lenda viva, Roger Waters deu aqui no Brasil muito recentemente, deixando do netinho ao vovô, todo mundo de queixo caído. 

Bem, já que o nome é o Pink Floyd, vamos a fundo até o ano de 1970, ano da gravação de “Before The Fire - The Fireman Tapes III”, no Altes Casino, Montreux, Suíça, em um simples palco, contando apenas com a garra, a emoção e um talento imensurável que aqueles quatros jovens, disponibilizaram neste show. 

Dá gosto de ver e ouvir quatro figurinhas, municiadas de seus instrumentos musicais, apontando para uma plateia totalmente hipnotizada e indefesa diante de uma música envolvente, tocada sem caretas ou trejeitos, apenas valendo-se de suas habilidades individuais, que quanto misturadas, produzem a química perfeita, provocando reações imprevisíveis na mente, literalmente carregando-nos para a tão sonhada “viagem” que gostamos de fazer quando estamos em contato com nossos heróis. 

A simplicidade é o maior trunfo do Pink Floyd, pois apesar de toda a sofisticação que eles impõem em sua música, tudo é feito de forma simplória, harmoniosa e muito bem dosada em todos os aspectos que as envolvem e basta dar uma olhada para a capa deste bootleg, para entender o que estou querendo dizer, pois não há nada de mais, além dos quatro músicos em um minúsculo palco, e numa escala inversamente proporcional, nos brindam com a grandiosidade que conseguem conferir às suas músicas. 

Eu não tinha pensado em comentar as músicas, mas não posso me calar diante da guitarra de David Gilmour, que está simplesmente “matadora” e da atuação do querido, Rick Wright e seu teclados, permeando o enredo da música, “Atom Heart of Mather”, a qual, só ouso botar lado-a-lado de músicas de mesma grandeza, como, “Superas Ready” do Genesis, “Tarkus” do ELP e a íntegra “Tales From Topgraphics Oceans” do Yes, que são marcos históricos do rock progressivo, verdadeiras sinfonias do mundo moderno, com um grau de complexidade e virtuosismo fora do normal. 

Finalizando, só resta agradecer muito a todos que por aqui passaram e fizeram deste espaço, uma sala de estar, um ponto de encontro, com comentários e críticas sempre muito bem vindas, pois através delas, novos conceitos e conhecimentos chegaram até aqui, proporcionando a evolução natural do blog desde a época de sua criação a pouco mais de dois anos atrás, portanto amigos, mais uma vez, obrigado!!! 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!!

Pink Floyd:
David Gilmour — vocal, guitarra, baixo, teclado, efeitos especiais
Roger Waters — vocal, baixo, guitarra, percussão, programação
Richard Wright — teclado, vocal, órgão, piano, sintetizador, mellotron
Nick Mason — bateria, percussão, programação

Tracks:
01 Astronomy Domine [10:33]
02 Fat Old Sun [13:56]
03 Atom Heart Mother [18:19]
04 Cymbaline [11:43]
05 Embryo [13:00]
06 Blues [9:11]


"Pink Floyd - Live - Altes Casino , Montreux Festival"

segunda-feira, julho 23, 2012

PINK FLOYD - "Mutinae" - 1994

Como a Internet é muito generosa e guarda surpresas muito bem escondidas, bastando apenas procurá-las com atenção, eu por um mero acaso, acabei por me deparar com um bootleg chamado “Mutinae” do Pink Floyd, gravado em setembro de 1994 em Modena na Itália, obviamente sem a presença de Roger Waters, que a esta época, já havia abandonado a banda. 

O Pink Floyd é um raro caso de uma banda ter sido sua própria substituta, apenas modificando sua maneira de se apresentar, mas principalmente modificando no modo de compor suas músicas e canções em relação ao seu passado recente.

Diferentemente de bandas como Yes, Genesis, ELP e outras, que de alguma forma tiveram suas estruturas internas modificada pelo entra e sai de músicos, mesmo assim, mantiveram a sua essência criativa e suas apresentações na mesma linha por algum tempo e como estamos nos referindo a bandas nascidas na década de setenta, não foi incomum ver seu “modus-operandi” mesmo que de forma bem discreta, aderir às novas ordens musicais, até mesmo por questões de sobrevivência e em alguns casos pela escassez de criatividade. 

O Pink Floyd até antes da saída de Roger Waters quando se apresentava, naturalmente era mais visceral, pois contava somente com os quatros músicos, que tinham como principal arma, o talento e nada mais, sem o uso exagerado de parnafenálias eletrônicas e pirotecnias de palco.

Quando o Pink Floyd passou para a sua versão mais show e menos virtuosismo individual, e que fique bem claro que seus músicos remanescentes não perderam o talento, apenas passaram a usá-los de forma mais comedida, talvez até por conta da idade, mas isso não vem ao caso, um novo Pink Floyd surgiu, mais light, com músicos adicionais, backing vocals, pirotecnia de palco de dar inveja até na NASA e tudo mais que um show de rock tem direto hoje em dia, promovendo uma verdadeira  re-engenharia musical, até mesmo para justificar a sua continuidade. 

Se me perguntarem se eu acho que este novo formato ficou ruim ou a banda regrediu no tempo, eu acho que não, apesar de que eu valorize mais a questão técnica individual dos músicos, que nesta configuração evidentemente ficou em segundo plano, pois há espaço para a nossa atenção ser preenchida com outras distrações que não a música, mesmo assim, considero um excelente trabalho. 

Sei que existe uma ala mais radical de fãs que repudia não só a saída de Roger Waters, bem como desconsidera esta nova concepção de ordem estrutural e musical instalada na banda após sua saída, e eu entendo, compartilho até com certa simpatia em alguns pontos, mas verdade seja dita e ela não é minha, foi fundamental para o rock, o racha dentro da banda, pois analisando alguns fatos históricos podemos chegar a algumas conclusões. 

Roger Waters estava emocionalmente abalado e deprimido por conta de pensamentos e/ou visões que envolviam a morte de seu pai, e isto não é novidade para ninguém, e está claramente estampado no álbum “Final Cut” lançado em 1982, sendo considerado como o trabalho mais obscuro, indo além de “The Wall” e que só não se transformou em um álbum solo, pois os demais membros da banda participaram também de sua gravação apenas como músicos, uma vez que letra e música, são todas de Roger Waters. 

No fundo, sua saída promoveu uma revolução dentro e fora da banda, pois se por um lado, passamos a identificar um novo Pink Floyd, por outro, passados alguns anos, Roger Waters surgiu “curado???” de sua loucura, lançando excelentes álbuns solo, promovendo shows épicos (vide “The Wall” em Berlim, 1990) e que até hoje envolvem centenas de músicos; técnico; atores; muita pirotecnia e eletrônica aplicada às músicas, com toda a “Pompa e Circunstância” que ele tem de direito, pois mesmo sendo um louco, sempre foi e sempre será um gênio. 

No final das contas, os maiores ganhadores fomos nós, pois por muito tempo houve certa disputa de público entre o Pink Floyd e Roger Waters, o que os obrigou a investir em música e tecnologia, mas que graças aos bons Deuses da Música, agora todos estão em paz, com planos de um show conjunto, pelo menos ao que parece, mas infelizmente se acontecer, será desfalcado de “Rick Wright” que nos deixou órfãos de seu talento e carisma em setembro de 2008, mas isto faz parte da vida e temos que aprender a lidar com isto. 

Voltando ao bootleg, “Mutinae”, faço apenas algumas considerações, pois seu elenco de músicas é mais do que conhecido, pois são todas do gosto popular, com direito a “The Dark Side of the Moon” na íntegra e demais músicas de álbuns mais contemporâneos como “The Divison Bell” e “A Momentary Lapse of Reason” e algumas poucas preciosidades mais antigas extraídas de “Meddle” e “The Wall”, com um áudio claro e cristalino, beirando a perfeição, ou seja, está recomendado por estas e outras razões não mencionadas, mas certamente por sua origem e berço de ouro.    

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Pink Floyd:
David Gilmour 
Nick Mason 
Richard Wright

Guest Musicians:
Tim Renwick 
Jon Carin 
Gary Wallis 
Guy Pratt 
Dick Parry 
Durga McBroom 
Sam Brown 
Claudia Fontaine 

Tracks:  


CD 1
1. Intro
2. Shine on You Crazy Diamond (Pt.1)
3. Learning to Fly
4. High Hopes
5. Take It Back
6. Coming Back to Life
7. Sorrow
8. Keep Talking
9. Another Brick in the Wall (Pt.2)
10. One of These Days
CD 2
1. Speak to Me
2. Breathe in the Air
3. On the Run
4. Time
5. The Great Gig in the Sky
6. Money
7. Us and Them
8. Any Colour You Like
9. Brain Damage
10. Eclipse
11. Wish You Were Here
12. Comfortably Numb
13. Run Like Hell

LINK

"High Hopes"

sábado, junho 09, 2012

PINK FLOYD - "Mr. Pig" - 1977

O álbum, “Mr. Pig”, gravado em 1977, é um bootleg do Pink Floyd, que faz uma dobradinha no mínimo espetacular, pois traz na íntegra, dois álbuns, “Wish You Were Here” e “Animals”, ou seja, dois dos melhores álbuns da discografia oficial de estúdio, com umas duas horas de puro rock progressivo. 

Como a cada bootleg, uma história é contada, “Mr. Pig” marca um importante momento do Pink Floyd, pois como, “Wish You Were Here” é o álbum de estúdio imediatamente posterior a “The Dark Side of the Moon”, que é um marco na história do rock, a banda em um esforço conjunto teria que produzir um álbum com o mesmo padrão de qualidade musical que seu antecessor e mesmo sendo uma tarefa muito difícil, ela acabou acontecendo, uma vez que, “Wish You Were Here” é um álbum absolutamente amado por todos os fãs da banda. 

O álbum “Animals”, que veio em sequência, acabou por desempenhar o mesmo papel que “Wish You Were Here” no passado, pois a esta altura da carreira do Pink Floyd, não seria tolerado por seus fãs e a crítica musical da época que era voraz,  qualquer deslize no padrão musical da banda e neste sentido, “Animals”, cumpriu com muita facilidade esta missão. 

Este álbum em pouquíssimo tempo, tornou-se altamente cultuado pelos fãs da banda em todo o mundo, pois com uma forte temática  que criticava as péssimas condições sociais e políticas existentes na Inglaterra na década de setenta, fez ele ter uma grande aceitação em toda Europa e EUA, inclusive obtendo a marca de quatro discos de platina no continente americano.  

Complementando as músicas destes dois álbuns, foram apresentadas as músicas, “Money”, “Us and Them” e “Careful With That, Eugene”, que fecham este bootleg com muita propriedade.

Um show que reúne um material com tamanha qualidade musical, como este, registrado em “Mr. Pig” merece toda a credibilidade e por consequência tem que chegar aos ouvidos de todos que como eu, estão sempre à procura destas pérolas do rock progressivo.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Pink Floyd:
David Gilmour;
Roger Waters;
Rick Wright;
Nick Mason

Tracks:
CD1
01. Sheep
02. Pigs On The Wing (part 1)
03. Dogs
04. Pigs On The Wing (part 2)
05. Pigs (3 Different Ones)
06. Shine On You Crazy Diamond (part 1-5)
07. Welcome To The Machine
CD2
01. Have A Cigar
02. Wish You Were Here
03. Shine On You Crazy Diamond (part 6-9)
04. Money
05. Us And Them
06. Careful With That Axe, Eugene


"Sheep"

"Shine on you crazy diamond"

sexta-feira, maio 18, 2012

PINK FLOYD - "Nick Mason, David Gilmor e Roger Waters, juntos novamente" - 2011


Para um encontro como este, ser melhor do que já é, só ressuscitando o Rick Wright que prematuramente nos deixou, porém, depois de tantas confusões, brigas judiciais e tudo mais, ver agora, estes três senhores juntos novamente, totalmente descontraídos e com um belo sorriso no rosto, é muito gratificante e o ao mesmo tempo, pode ser uma esperança que o Pink Floyd possa voltar à cena rock mundial. 

 "Nick Mason,  David Gilmor  e Roger Waters, juntos novamente" - 2011

segunda-feira, maio 07, 2012

VÍDEO DA NOITE - Alunos do Conservatório de Paris - "Atom Heart Mother" - 2003

Já havia postado este vídeo em quatro partes há algum tempo atrás, mas eles foram deletados pelos autores, porém, há agora este vídeo em versão full, que mostra o talento de jovens músicos, apresentando o seu "TCC". Com certeza seus criadores ficaram tremendamente emocionados e envaidecidos com esta homenagem.   

IMPERDÍVEL!!!!!

terça-feira, abril 17, 2012

PINK FLOYD - "Live In Montreux" - 1971

Algumas semanas atrás, Roger Waters passou pelo Brasil fazendo um estardalhaço danado, quando apresentou na íntegra, sua opera rock, The Wall, que encantou a todos, principalmente o público mais jovem, não só pelo seu ineditismo musical, mas também por toda a teatralidade empregada. 

Mas como poderia um “velhote” de quase setenta anos, empunhando seu baixo, lotar os estádios por onde passou e atrair tanta gente jovem, que talvez em sua maioria, nunca tenha se dado conta de sua existência? 

Acontece que o “velhote”, além de ser um gênio por natureza, tem uma origem chamada Pink Floyd, e só para refrescar a memórias dos mais desavisados, ele iniciou suas experiências musicais ao final da década de sessenta, ao lado de outro gênio, Sid Barrett, que de tanta genialidade associada às drogas, acabou por enlouquecer completamente, sendo substituído pelo não menos genial, David Gilmour. 

O Pink Floyd foi para todos os músicos que por lá passaram em seus primórdios, uma escola de música experimental, onde a liberdade de criação era a única regra a ser cumprida, obviamente associada ao talento de cada um. 

Se não fosse assim, álbuns legendários e emblemáticos como, “Atom Heart of Mother”; “Meddle”; “The Dark Side of The Moom”, “Wish You Were Here”; “Animals“ e lógico, o tão afamado “The Wall” de autoria exclusiva de Roger Waters, sequer teriam existido. 

Para entender o fenômeno Roger Waters no Brasil, basta olhar para trás, pelo menos uns quarenta anos e escutar o que faziam quando eram tão jovens como os de hoje, que ficaram encantados pelo show de música, teatro e pirotecnia proporcionado por Roger Waters, portanto, o bootleg, “Pink Floyd Live In Montreux", gravado entre os dias 18 e 19 de setembro de 1971, durante o “Montreux Jazz Festival” na Suíça, servirá como um bom exemplo. 


Este bootleg de apenas seis faixas duração mostra a transição da fase psicodélica para o rock progressivo com muita propriedade e isto pode ser facilmente percebido nas músicas, “Atom Heart of Mother” e “Echoes”, onde o nível de experimentação já não é tão presente e uma temática bem definida é inserida em seus contextos, mostrando o início do amadurecimento da banda que até aquele momento já havia produzido todo o tipo de loucura musical, sendo o que, o ápice da loucura viria em 1972 com o filme documentário, “Live at Pompeii”, postado recentemente, que sintetizaria toda a cena Pinkfloydiana produzida até aquele momento. 

Roger Waters, Nick Mason, David Gilmour e  Rick Wright   
Particularmente, minha preferência entre as dezenas de músicas produzidas pelo Pink Floyd, é justamente a música, “Atom Heart of Mother”, uma mega suíte de mais de vinte minutos de duração, que de tudo tem um pouco, mesclando o jazz com o psicodelismo, ritmando a música com pegadas bem hard rock, mas com o eruditismo do rock progressivo e da própria música clássica, criando uma nova dimensão musical diferente de tudo que eu já havia escutado e pela reação do público ao final desta música, acho que o sentimento foi o mesmo. 

Acredito que com esta breve resenha e principalmente com este bootleg, o entendimento de quem não viveu a cena progressiva dos anos setenta e não acompanhou de perto a carreira de Roger Waters, fique aclarado e entendido o porquê, de tanto espanto e admiração por “The Wall”, que foi lançado em novembro de 1979.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Pink Floyd:
Roger Waters
David Gilmour
Rick Wright
Nick Mason

Tracks:
CD1:
1. Echoes 24:52
2. Careful With That Axe, Eugene 13:14
3. Set The Controls For The Heart Of The Sun 14:52
CD2:
1. Cymbaline 13:05
2. Atom Heart Mother 31:49
3. A Saucerful Of Secrets 21:12

LINK

"Echoes"

"Atom Heart Mother Suite Part1 Live at Montreux Jazz Festival"

"Atom Heart Mother Suite Part2 Live at Montreux Jazz Festival"

"Atom Heart Mother Suite Part3 Live at Montreux Jazz Festival"

"Atom Heart Mother Suite Part4 Live at Montreux Jazz Festival"

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

PINK FLOYD - "Live At Pompeii" - 1972

Tanto tempo depois, como um álbum/filme, no caso, o “Live At Pompeii”, do Pink Floyd, pode gerar ainda tantos questionamentos sobre o seu processo de criação e porque quatro jovens músicos conseguiam mobilizar e convencer um gigante da indústria fonográfica a seguir um projeto desta monta, que em tese estava calcados apenas em um sentimento coletivo e no alto poder de criatividade do grupo? 

A década de setenta foi marcada por diversos movimentos culturais, dentre os quais, o rock progressivo, onde a tônica era a liberdade de criação e expressão, portanto, os interesses comerciais de gravadoras e rádios estavam em perfeita sintonia com os ideais de seus artistas, uma vez que, o público da época exigia uma música de altíssima qualidade, com conteúdo complexo e/ou temático e que fosse no mínimo viajante per si e que eram consumidas em progressões geométricas a cada novo lançamento, portanto, a química era perfeita para todos os lados, principalmente para nós, os consumidores. 

O Pink Floyd atende a estes e a quaisquer outros requisitos com muita folga, principalmente no que se diz respeito às “viagens”, fato é que, o filme, “Live At Pompeii”, sob todos os aspectos é uma viagem muito louca desde a sua concepção até a sua própria execução, tendo em vista o local escolhido, o elenco de músicas, a baixíssima produção empregada, pois o talento e a criatividade estavam acima de qualquer efeito pirotécnico ou coisa que o valha, tanto é que, nem plateia teve. 

Fazendo um paralelo entre o que era fazer música naquelas condições e pilotar um Fórmula 1, seria o que comumente dizemos que o piloto logrou êxito no braço, pois a máquina estava em segundo plano e com o Pink Floyd, não foi muito diferente, pois eram quatro músicos com uma garra fora do comum, dotados de um virtuosismo que ia muito além do que qualquer equipamento sofisticado de ultima geração poderia oferecer. 

Esta versão do áudio apresentada, além do set original, traz também, parte das seções de gravação de “The Dark Side Of the Moon” com as músicas “Brain Damage” e “Us And Them” que foram inseridas em uma versão lançada em 1974 

O filme, “Live At Pompeii” é um marco histórico da música contemporânea, um exemplo de coragem e ousadia a ser seguido, mas acima de tudo, um ato de celebração da música pela música, totalmente visceral, expondo ao mundo o que é fazer e tocar uma música que vem do fundo da alma, dando literalmente “a cara à tapa”, pois o que estava em jogo naquele momento era a essência da música e não a vaidade de quatro “rock stars”, título que faziam questão de fugir. 

Finalizando, qualquer trabalho do Pink Floyd, sempre é altamente recomendável, mas em especial por tudo o que representa este trabalho, “Live At Pompeii”, é o marco do antes e do depois da música de vanguarda da década de setenta, abrindo as portas para que mais bandas do gênero surgissem, pois com certeza, a música nunca mais seria a mesma. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Band:
Roger Waters
David Gilmour 
Rick Wright 
Nick Mason

Tracks:
01. Pompeii
02. Echoes (Part 1) 
03. Careful With That Axe, Eugene
04. A Saucerful Of Secrets I 
05. A Saucerful Of Secrets II
06. One Of These Days - I'm Going To Cut You Into Little Pieces 
07. Set The Control For The Heart Of The Sun 
08. Brain Damage
09. Us And Them 
10. Mademoiselle Knobs
11. Echoes (Part 2)

LINK REMOVIDO PELOS FDP's DA DMCA



"Echoes"

"One Of These Days"

sexta-feira, dezembro 23, 2011

PINK FLOYD - "More Blues - Archives 1970"


Depois de uma fantástica overdose de Yes, com praticamente uns cinco álbuns em seqüência  e muita discussão sobre o futuro da banda, chegou à hora de tomar um fôlego e seguir em frente, portanto, vamos até este bootleg que originariamente foram feitas apenas quinhentas cópias, intitulado, “More Blues - Archives 1970” do Pink Floyd, que coincidentemente faz uma referência a décima música do álbum, “Music from the Film More” de 1969.

Ele está repleto de delícias musicais da era psicodélica da banda, saidas dele próprio, de "Ummagumma", de "The Piper at the Gates of Dawn" e do álbum “Atom Heart Mother”, para quem não lembra, é o álbum da vaca. 

Para mim este bootleg é perfeito, pois traz duas versões da música que mais gosto da banda, lógicamente, “Atom Heart Mother”, sendo uma versão, só com a banda e a outra mais que completa, com orquestra de metais e coro, praticamente como a versão de estúdio, um verdadeiro primor de execução.


Além de, “Atom Heart Mother”, tem também, “Fat Old Sun”; “Cymbaline”; “The Embryo”; e “Just Another Twelve Bar Original”,  que formam o CD1, gravado em vinte e um de novembro de 1970 no "Altes Cassino", Montreaux, na Suiça.

 No CD2, vem à música título, “More Blues” gravada em vinte e um de novembro de 1970 no "Altes Cassino", Montreaux, na Suiça,  e em seguida de “Green Is The Color”; “Carful With That Axe Eugene”; “If” e “Atom Heart Mother Suite - (Full Orchestra)”, gravadas na apresentação da banda no "Paris Theater" em Londres, Inglaterra, no  dia dezesseis de julho de 1970. 


Eu tenho pensado em montar um bootleg, só com “Atom Heart Mother” em suas diversas aparições, juntamente com uma pesquisa que explore o que levou seus criadores a conceber esta suite tão importante na discografia do grupo. 

Quando fico frente a um bootleg como este, com músicas feitas a mais de quarenta anos e mesmo assim, sinto-me tocado por elas, não de forma melancólica e saudosista, mas sim por um agradável sentimento de prazer, misturado com a sensação de escutar algo novo.


Muitas vezes eu fico na duvida se parei no tempo e não dei conta que o mundo mudou com novas tendências musicais ou se como são peças de vanguarda, totalmente atemporais, criadas com uma inteligência anos luz a frente de seu próprio tempo, elas vão se perpetuando e por gerações futuras ainda vão provocar este tipo de questionamento que só uma obra como a do Pink Floyd pode provocar. 

Pode parecer até bobagem, mas recentemente toda a obra do Pink Floyd foi remasterizada e não é primeira vez que isto ocorre, portanto isto pode ser um indicio que a banda além de manter seus velhos e fieis fãs, ainda estão agregando novos fãs a cada dia e em quantidade suficiente para fazer com que a gravadora tenha se estimulado a produzir tal feito, pois afinal de contas, estamos falando de mais de quinze álbuns, o que me leva a crer que eu não estou parado no tempo, mas sim continuo a correr em busca de algo que realmente valha a pena ser escutado. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!


Band:
David Gilmour – guitarra; voz,
Roger Waters – baixo; violão, voz,
Richard Wright – teclado, piano, orquestração,
Nick Mason – bateria, percussão



Tracks:
CD1
01. Astronomy Domine
02. Fat Old Sun
03. Atom Heart Mother Suite (Small Band Version)
04. Cymbaline
05. The Embryo
06. Just Another Twelve Bar Original
CD2
01. More Blues
02. Green Is The Color
03. Carefull With This Axe Eugene
04. If
05. Atom Heart Mother Suite (Full Orchestra)



NOVO LINK

"Atom Heart Mother Suite (Small Band Version)"

"The Embryo"