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domingo, maio 18, 2014

RICK WAKEMAN - "Wakeman With Wakeman - The Official Bootleg" - 1993

Hoje, dia 18 de maio de 2014, estamos comemorando o sexagésimo quinto ano do nascimento do mago dos teclados, Rick Wakeman, com um interessante álbum em que junto a seu filho Adam Wakeman, ele mostra o que é uma música de verdade, que transcende seu próprio tempo e continua a nos emocionar. 

“Wakeman With Wakeman - The Official Bootleg", não chega a ser um bootleg, levando se em conta que é uma gravação oficial de um show de Rick Wakeman, em Buenos Aires, Argentina, feita no ano 1993, que contou com a companhia o seu filho Adam Wakeman nos teclados, Alan Thompson no baixo e também de seu grande amigo e fiel escudeiro, Tony Fernandez, no comando da bateria.

O clímax do show fica por conta de uma versão instrumental que trás na integra, “Journey to the Centre of the Earth", executada por dois Wakeman's, Rick e Adam, que deslizam com toda a segurança pelos teclados, o que em alguns momentos fica difícil saber quem está no comando, mas em geral o que se percebe é a natural presença do todo poderoso Wakeman Pai.




Existem diversas gravações muito conhecidas, desde o lançamento do álbum original, que também foi gravado a partir de uma apresentação, diga-se de passagem, antológica, inigualável e inimitável, entretanto, a versão contida neste show é suficientemente diferente para ser levada em consideração, independente de não ter aquela aura mágica que envolveu a versão primogênita desta peça clássica, sem dúvidas um grande momento deste show.

Outra peça épica, também muito conhecida por todos nós, está em um formato que mais parece uma colagem musical, extraída do álbum “The Myths And Legends Of King Arthur & The Knights Of The Round Table " , em versão totalmente instrumental, com duração de quase treze minutos, onde a dupla de Wakeman’s, se completa muito bem, para criar a atmosfera necessária para suprir a falta de uma orquestra que tanto é exigida por esta Epopeia Bretã.

O show é complementado por músicas do álbum "Six Wives of Henry VIII", sendo o que a música, “Catherine Howard" é executada praticamente de forma fiel ao original, entretanto o mesmo não acontece na música, "Catherine Parr", que ganha uma longa improvisação em um formato um pouco rápido do que o original, em quase dez minutos de música absolutamente viajante.

Em meio aos tradicionais épicos, temos também, “Past and Present” e mais duas músicas que não são de autoria de Rick Wakeman, complementando o set-list do show com “Eleanor Rigby”, uma canção clássica dos Beatles, executada sob o foco e a cena progressiva, assim como a música "Paint it Black" dos “Rolling Stones" que sempre é muito bem explorada por Rick Wakeman.

A única música gravada originalmente pela dupla de tecladistas, “Wakeman & Wakeman” é "Lure of the wild" que abre de forma brilhante e flamejante, o espetáculo, sendo ela um retrato bem fiel das características de ambos os tecladistas. 

Que os Deuses da Música, proteja e ilumine ainda por muito tempo, uma das figuras mais queridas e brilhantes que a História do Rock conhece!!!!

Vida longa a “Rick Wakeman”!!!! 

Wakeman & Wakeman
Rick Wakeman - Keyboards
Adam Wakeman - Keyboards
Alan Thompson - Bass
Tony Fernandez - Drums


Tracks:
01 Lure of the Wild
02 Catherine Howard
03 Eleanor Rigby
04 Past and Present
05 The Myths & Legends of King Arthur & The Knights of the Round Table
06 Catherine Parr
07 Journey to the Centre of the Earth
08 Paint It Black




domingo, outubro 27, 2013

RICK WAKEMAN - “Live at BBC” - 1976

Para exorcizar definitivamente deste blog os últimos e nefastos acontecimentos, nada melhor do que o viajar para bem longe, porém, sem sair do lugar e para tanto eu evoquei o Mestre dos teclados e agora também meu exorcista, Rick Wakeman, com um bootleg, intitulado “Live At BBC” com gravações entre abril e junho de 1976, no Hammersmith Odeon e no Maltingsin Farnham. 

Nosso Mestre dispensa qualquer tipo de apresentações por razões óbvias, entretanto, é sempre muito gratificante, lembrar os seus feitos, que não são poucos, levando-se em uns de cento e cinco álbuns de estúdio se é que contei certo, doze compilações, quinze singles, vinte e quatro vídeos e DVDs, um número bem expressivo de bootlegs, fora sua discografia junto ao Yes, The Strawbs e as diversas participações que teve com grandes nomes da música como, Ozzy Osbourne, Brian May, Elton John, Black Sabbath, David Bowie, Lou Reed (falecido em 27/10/2013), Alice Cooper e ate um inusitado encontro dele com Jon Lord em 2011, um fato tão raro e especial, como o alinhamento dos planetas com o Sol, dado a magnitude destas duas grandes figuras e estrelas da música. 

Eu considero até questionável, se com uma discografia tão extensa, é possível ou não para um artista manter o mesmo padrão de criatividade musical, pois haja inspiração para tantos álbuns, o que no caso de Rick Wakeman, levando-se em consideração apenas a sua discografia pessoal que começou em 1971, daria ao longo destes quarenta e dois anos, uma média geral de dois a três álbuns por ano, o que é muito, se considerarmos toda a produção que é envolvida para se materializar um álbum e lançá-lo ao mercado. 

Lembro ainda que além de sua carreira solo a qual sempre deu muito valor, suas várias entradas e saídas do Yes, bem como sua participação junto às bandas e a outros artistas, o obrigavam a uma série de compromissos entre as fazes de estúdio e os shows propriamente ditos, portanto, para se ter um material com qualidade é preciso muita competência, apesar de que neste requisito, Rick Wakeman o tenha de sobra e seu talento musical, vai muito além da nossa imaginação. 

Eu estou conjecturando a respeito deste assunto, pois é quase impossível conhecer ou pelo menos ter escutado uma única vez todos os álbuns de estúdio que ele produziu, pois mesmo eu que achava que tinha muitos, não passo de quarenta e cinco álbuns oficiais, fora os bootlegs que também não são poucos. 

Entretanto eu não posso me qualificar a responder este questionamento com um grau de confiabilidade aceitável, uma vez que eu conheço apenas, menos da metade da obra de Rick Wakeman, todavia, o que eu posso afirmar é que dos álbuns que eu possuo e conheço, a grande maioria me agrada muito. 

Rick Wakeman desde muito cedo, ganhou notoriedade, reconhecimento e prestígio, por ter sempre feito um trabalho original, sério, com uma carga de dedicação muito grande, o que o exime de qualquer possibilidade de ter produzido álbuns caça-níqueis, pois dinheiro nunca foi um grande problema para ele. 

O bootleg, “Live At BBC”, que cobre a turnê do álbum, “No Earthly Connection”, foi o pretexto para se chegar até Rick Wakeman e poder tecer alguns comentários sobre este artista que é muito querido no meio artístico, por ser extremamente bem humorado, um grande gozador e principalmente um amigo para qualquer eventualidade, sendo sempre muito bem recebido por onde passa e quanto a seus fãs, o sentimento é o mesmo, pois ele realmente é muito querido por todos. 

Rick Wakeman é uma figura iluminada não só por suas características pessoais como um homem comum, mas também por conta de sua sensibilidade, criatividade, talento e por sua destreza ao manusear seus incontáveis teclados, que estão sempre a seu dispor para encantar sua plateia. 

O álbum “No Earthly Connection” foi um dos seus últimos trabalhos conceituais produzidos na década de setenta e por conta disto, carrega em seu DNA, conceitos e fundamentos musicais que em um futuro próximo iriam ser substituídos por uma nova ordem musical e de certo modo isto pode ser sutilmente percebido nos álbuns seguintes, “White Rock” e “Criminal Record”, sendo o primeiro uma trilha sonora de um documentário sobre jogos de inverno e o segundo, uma referência a fatos e pessoas do mundo do crime, mas é exatamente em “No Earthly Connection”, que eu tenho o sentimento do fim de uma era que jamais será esquecida.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians
Rick Wakeman / keyboards
Ashley Holt / vocals
John Dunsterville / guitar
Martyn Shields / trumpet
Reg Brooks / trombone
Tony Fernandez / drums

Tracks:
Disc One:

1. Music Reincarnate-Part III, The Spaceman
2. Catherine Howard
3. Sir Lancelot And The Black Knight
4. Arthur
5. Music Reincanate-Part IV, The Realisation
6. The Forest
7. Catherine Parr
8. Prisoner, The
9. Merlin The Magician
Disc Two:
1. Recollection
2. Music Reincanate-Part IV, The Realisation
3. Sir Lancelot And The Black Knight
4. Music Reincarnate-Part III, The Spaceman
5. Catherine Parr
6. The Prisoner
7. Merlin The Magician



quarta-feira, julho 31, 2013

RICK WAKEMAN - “In The Nick Of Time” - 2003

Já tem um bom tempo que eu não posto absolutamente nada do nosso velho mestre dos teclados, Rick Wakeman, portanto, o álbum, “In The Nick Of Time”, gravado em 2003, onde ele ressuscita a sua “The New English Rock Ensemble”, logicamente trazendo de volta o poderoso vocal de Ashley Holt, que o acompanhou em seus maiores sucessos, vem ser um bom motivo para trazê-lo de volta ao blog.

O grande destaque deste álbum fica por conta da liberdade de expressão musical, que os músicos tiveram, em poder deixar registrado a sua marca ao executarem os grandes clássicos de Rick Wakeman e do Yes.

O show é curto, entretanto, muito marcante e estimulante, pois por apenas contar com oito músicas, ao final da audição, fica a sensação de “quero mais”, então, o jeito é começar tudo de novo, pois o elenco de músicas é executado de forma altamente contagiante, levando-se em conta que elas foram um tanto alongadas por conta das incríveis performances meticulosamente inseridas nos arranjos.

Performances espetaculares não surgem por geração espontânea, portanto nada mais justo do que dar nomes aos bois, digo, aos músicos que acompanharam Rick Wakeman e começo logo por “Tony Fernandez”, a fera da bateria e fiel escudeiro, mas antes de tudo um grande amigo de longa data que o acompanha em praticamente toda a sua carreira. 

Poder ouvir novamente a potente e afinada voz de “Ashley Holt” é sempre um prazer, pois nos remete a fase mais gloriosa da carreira do mestre e mesmo passado tanto tempo sua voz permanece inalterada.

No baixo, "Lee Pomeroy", que já tocou com as bandas, Archive, Genaside 2, Jemina Price e varias outras, simplesmente da um show e uma aula de como se deve manusear um baixo e na mesma linha, "Ant Glynne", que já esteve ao lado de grandes nomes como, Asia, Mike Oldfield, AC/DC, Albert Collins, Carl Palmer, Steve Howe, Clive Burr, Nico Macbrain e mais penca de gente, transforma sua guitarra em uma  mortal Katana, com seus solos afiados e precisos. 

O show começa pela dobradinha Catherine Parr/Beware Your Enemies, que levanta qualquer defunto de plantão e, em seguida vem, Out There, No Eartly Conneccion; Dance Of the Thousand Lights; The Cathedral In The Skye, White Rock e para fazer a festa de todos nós ao final do espetáculo, uma sequência eletrizante de “Wurm”, parte de um dos maiores clássicos do Yes, “Starship Trooper”.

Para mim, o destaque musical foi certamente para a música, “Wurm”, que serviu de pano de fundo para que a banda pudesse externar ao público todo o seu talento e criatividade em extrapolar uma peça tão sofisticada e de certo ponto dogmática, com uma naturalidade pouco vista, mas sem no entanto, imacular a essência e a origem de um dos clássicos mais famosos do rock progressivo.

Quanto a Rick Wakeman, todo e qualquer comentário sobre sua performance, torna-se totalmente desnecessário por motivos óbvios, entretanto, é inegável que neste show, além da habitual e esperada execução, é muito claro que ele estava muito a vontade e livre para interferir nos arranjos de todas as músicas, o que deu uma nova tônica às composições, portanto, sem mais delongas, é lógico, que está mais que recomendado.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

The New English Rock Ensemble
Tony Fernandez
Ashley Holt
Lee Pomeroy
Ant Glynne
Rick Wakeman

Tracks:
01 Catherine Parr/Beware Your
02 Out There, 
03 No Eartly Conneccion; 
04 Dance Of the Thousand Lights; 
05 The Cathedral In The Skye, 
06 White Rock 
07 Wurm

"White Rock"


 "Wurm"
 

sexta-feira, maio 04, 2012

ANDERSON & WAKEMAN - "The Living Tree In Concert Part One" - 2011

Que encontro poderia ser mais mágico, senão, o de Jon Anderson e Rick Wakeman, que mesmo exilados de sua nação, o “Yes”, continuam a brilhar, e agora, mais que nunca, pois com a simplicidade dos gênios e dos iluminados, que ambos têm em sua aura, nos brindam com uma apresentação semi-acústica de musicas do Yes que há décadas nos acompanham e algumas novas canções do álbum de estúdio, “The Living Tree”, já postado aqui no blog. 

Este álbum, "The Living Tree In Concert Part One" foi gravado durante a turnê de 2010 e lançado no final de 2011, e como se diz na gíria, começaram com "as quatro patas no peito de quem escuta", pois abrem a apresentação com “And You And I”, que em minha tosca cabeça, jamais poderia imaginar ela sendo tocada apenas com a voz celestial de Jon Anderson  acompanhado de sua guitarra acústica e com a diminuta parnafenália eletrônica de Rick Wakeman, reduzida a um piano e uns dois ou três teclados e nada mais. 

Esta é sem dúvidas, uma das mais complexas e sofisticadas músicas do Yes, mas, no entanto, apesar da forma simplória com que foi executada, deu para ficar a uns dois metros acima do chão, pois é muito difícil não embarcar em seu enredo e começar mais uma viagem.

Não sou eu apenas que senti isso, pois ao final da música, a platéia devolveu calorosamente o estimulo que recebeu daquelas duas extraordinárias figuras, que estão acima do bem e do mal, anos-luz à frente do que se é possível imaginar sobre a vanguarda da música. 

Isto é apenas o começo, pois das peças do Yes, ainda temos, “Long Distance Runaround”; “Time And A Word” e “Southside of the Sky”, todas executadas com muita simplicidade, mas com o “coração” pulsando fortemente, “Yes”, como só poderia ser.

Jon Anderson assim como Rick Wakeman, já deixaram de ser considerados como “gente” há muito tempo (pelo menos, por mim), tornando-se entidades que habitam o espectro da música em uma dimensão que simples mortais como nós, não conseguimos enxergar ou mesmo entender, apenas sentimos e viajamos. 

O show não foi feito apenas com as músicas do Yes, mas principalmente com as músicas do álbum, “The Living Tree”, que contou com, “Living Tree (Part 1)”; “Morning Star”; “Garden”; “Living Tree (Part 2)”; “Just One Man”; “23-24-11”; “House Of Freedom” e “The Meeting” que faz parte do primeiro álbum solo de Jon Anderson, “Olias of Sunhillow”, fechando a primeira parte deste “Concerto”. 

Sim, um “Concerto”, não um “show de rock”, pois pela reação dos que assistiram a apresentação, ficou muito evidente a emoção de estar diante de dois Espíritos de Luz, “Vivos”, que são personagens marcantes da história do rock progressivo e da música, portanto, como de hábito, depois de tanta rasgação de seda, e só restando uma única alternativa, e em especial para este álbum, o recomendo a qualquer pessoa que goste de música, boa, é claro. 

RECOMENDADÍSSIMO!!!!!

Musicians:
Jon Anderson -  vocals and acoustic guitars
Rick Wakeman -  piano and keyboards

Tracks:
1. And You And I
2. Living Tree (Part 1)
3. Morning Star
4. Long Distance Runaround
5. Garden
6. Living Tree (Part 2)
7. Time And A Word
8. Just One Man
9. 23/24/11
10. Southside
11. House Of Freedom
12. The Meeting

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"And You And I"

"House of Freedom"

"The Meeting"

terça-feira, março 20, 2012

RICK WAKEMAN - “Tribute to THE BEATLES” - 1997

É muito difícil não se render aos encantos da música que os Beatles fizeram, pois com a simplicidade dos gênios, tiveram a capacidade de transformar todo um conceito de música, que influenciou diversas gerações de fãs, bandas de rock e artistas que isoladamente em algum momento de suas carreiras homenagearam os Reis do Rock. 

Rick Wakeman foi mais um que não resistiu à tentação em interpretar alguns dos maiores e melhores sucessos dos Beatles, portanto, prestou o seu tributo com o álbum, “Tribute to THE BEATLES”, lançado em 1997, aonde com sua visão futurista que vai além do alcance humano, deu a sua versão para onze músicas que de alguma forma até hoje nos acompanham,  pois ele, assim como os Beatles, é um gênio no que faz. 

É certo que pegar o que já é muito bom e produzir alguma coisa em cima, não é grande vantagem, mas como era de se esperar, Rick Wakeman não executou as músicas tal qual foram criadas, pois simplesmente ele criou novos arranjos, dando uma atmosfera um tanto setentista às músicas, que em alguns momentos nos faz esquecer as suas versões originais, mas não chega a ser um sacrilégio o que se escuta. 

Vale destacar algumas delas, como, “Norwegian Wood” que está uma delícia de se escutar pelo dinamismo de sua execução e outra que merece atenção também é “You've Got To Hide Your Love Away” que nas mão de Rick Wakeman mais parece uma sinfonia, levando-se em conta que o mago dos teclados literalmente “viajou na maionese” quando criou este arranjo e eu junto quando a escutei. 

“The Fool On The Hill” que originariamente tem um drama embutido em sua composição, pela sensibilidade de Rick Wakeman, esta carregada com uma dramaticidade maior ainda, o que torna seu envolvimento inevitável para quem a escuta. 

“Eleanor Rigby” é um passaporte para uma rápida viagem, pois ganhou feições progressivas com Rick Wakeman fazendo o que mais gosta de fazer, que é passear pelos teclados, indo da primeira a última oitava sem medir conseqüências, deixando que seu instinto fale mais alto do que a razão, tornando simplesmente fantástica esta versão sinfônica da música. 

Para mim a grande surpresa foi “Help”, que originariamente soa com o um grito de guerra, na versão do mestre, é tocada de modo funebre e solene, como se o “grito” não tivesse sido escutado, mas que de toda forma tem seus encantos e provavelmente foi o que Rick Wakeman sentiu e assim quis transmitir, assim eu suponho. 

As demais músicas também levaram a marca do seu interprete e sofreram algumas transformações muito interessantes e inovadoras que deram um novo sentido para estas canções que como já havia dito, fizeram ou ainda fazem parte da trilha sonora das nossas vidas. 

Eu até posso entender que os mais ou menos "Xiitas pró-Beatles" já devem talvez ter “quebrado o pau” em cima deste álbum por inúmeras razões, mas não posso deixar de registrar que mais uma vez, Rick Wakeman quebrou preconceitos, surpreendeu agindo livremente,  deixou fluir toda a sua inspiração para corajosamente intervir em músicas que levam em sua criação o sangue azul dos quatro besouros de Liverpool que revolucionaram o mundo, portanto, o álbum é extremamente recomendável, pois ao contrário de um duelo de Titãs, o que se escuta é fruto da união deles.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians:
Rick Wakeman / keyboards, synthesizers
Phil Laughlin / bass
Stuart Swaney / percussion programming
Fraser Thorneycroft-Smith / guitar


Tracks:
01- Norwegian Wood - 5:48
02- You've Got To Hide Your Love Away - 7:19
03- The Fool On The Hill - 5:13
04- Eleanor Rigby - 7:58
05- Come Together - 4:12
06- While My Guitar Gently Weeps - 6:01
07- We Can Work It Out - 3:52
08- The Help Trilogy - 4:43
09- Things We Said Today - 3:51
10- Blackbird - 2:15
11- She's Leaving Home 5:12



"Eleanor Rigby - Live Version"

"Blackbird"

"While My Guitar Gently Weeps"

domingo, fevereiro 26, 2012

VÍDEO DO DIA - Rick Wakemam - "Sir Lancelot and the Black Knight"


Vale a pena ver de novo......................


Sir Lancelot and the Black Knight

terça-feira, janeiro 03, 2012

“The Best Known Works of Rick Wakeman Performs By The Royal Philharmonic Orchestra” - 1978

Passado os festejos de Natal e Ano novo, é hora de voltar a escrever as minhas bobagens, portanto, mãos no teclado e para começar o ano, recebi uma indicação feita pelo “Sid”, que ontem me enviou um e-mail ,perguntando por um antigo álbum, ainda em vinil, lançado em 1978 pela gravadora “A&M” com a “The Royal Philharmonic Orchestra” executando as melhores peças de Rick Wakeman. 

Como, “missão dada é missão cumprida”, fiz uma rápida varredura na net e de cara encontrei, “The Best Known Works of Rick Wakeman Performs By The Royal Philharmonic Orchestra”, com capa, folders e tudo mais, completamente perdido nos zilhões de arquivos que rolam pela internet.

O melhor de tudo, é que, quem se deu ao trabalho de ripar o LP, fez um serviço de primeira, pois a gravação extraída do LP está muito boa, com pouquíssimos chiados, tão característicos dos vinis, bem como a parte gráfica que foi reproduzida, está muito legal também, portanto, um "muito obrigado" ao "Sid" por ter lembrado de peça tão rara e também ao "ilustre desconhecido" pelo serviço muito bem  feito de reprodução.

Confesso que não lembrava mais da existência desta preciosidade, que realmente traz na integra, ”Journey To The Centre Of The Earth”, boa parte de “The Myths & Legends of King Arthur & The Knights of the Round Table” e de quebra, temos ainda, “Catherine Howard” e “Anne Boleyn”  do álbum,  "The Six Wives Of Henry VIII" e para finalizar, “After The Ball” , extraída do álbum “White Rock”.

Escutando este álbum algumas vezes, ele me fez lembrar que na época de seu lançamento eu não dei muita importância a este trabalho, mas agora, mais de trinta anos passados e um pouco mais de juízo na cabeça, é que da para entender o valor e a expressividade que o trabalho de um jovem gênio, produzido no início da década de setenta, permanece tão vivo e atual depois de tanto tempo. 

Ta certo que na época do lançamento, Rick Wakeman estava na moda, assim como o Yes (bem, isto até hoje) e o rock progressivo como um todo, ainda tinha algum fôlego para chegar até a década (80) das trevas musicais que estava bem próxima e ainda iria fazer um estrago dos diabos no cenário musical internacional, que levaria mais de uma década para retomar o caminho do bem. 

Mas de qualquer forma, não é para qualquer um, ter sua obra orquestrada por tão afamada sinfônica, que a rigor, não deve ter tido muito trabalho em ajustar os arranjos, uma vez que, o autor da peça já havia feito as partituras para tal fim, restando apenas alguns ajustes para cobrir a falta da banda e dos teclados de Rick Wakeman, pois em alguns momentos nota-se claramente que a música da forma como está tocada,  soa como o acompanhamento da sinfônica nas versões originais, o que em nada tira o mérito do trabalho apresentado.  

Obviamente o álbum é dedicado e muito apropriado para as pessoas com gosto musical eclético, o que não era muito o meu caso no passado, mas agora, poder desfrutar de um álbum como este, é um prêmio, portanto, não resta alternativa, senão recomendá-lo muito, não só pelas peças musicais que estão sendo apresentadas, mas principalmente pela grande “Banda” que com sua competência, está proporcionando uma releitura destas músicas, criadas por uma "lenda viva" do rock progressivo, que está acima do bem e do mal.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians:
The Royal Philharmonic Orchestra
Richard Hartley -  conductor



Tracks:
01. Orchestral suite from "The myths and legends of King Arthur and the Knights of the Round Table"
  a: Arthur (3:10)
  b: Lady of the Lake (1:21)
  c: Merlin the Magician (3:01)
  d: The Last Battle (3:33)
02. The six wives of Henry VIII
  a: Catherine Howard (4:53)
  b: Anne Boleyn (3:26)
03. Orchestral Suite from "Journey to the centre of the Earth"
  a: The Journey (5:28)
  b: Recollection (1:56)
  c: The Battle (2:42)
  d: The Forest (4:33)
04. After the Ball (3:18)

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"Orchestral Suite from Journey to the centre of the Earth"

terça-feira, outubro 11, 2011

RICK WAKEMAN - "Live at Koseinenkin Hall, Osaka" - 1975

Em janeiro de 1975, Rick Wakeman excursionava, pelo Japão para divulgar seu último álbum, “Journey tho the Center of the Earth” e na cidade de Osaka, apresentou-se no “Koseinenkin Hall”, deixando a plateia boqueaberta. 

E não é para menos, pois afinal de contas, o que Rick Wakeman estava apresentando ao povo Japonês, era no mínimo uma novidade, tendo em vista a união de uma banda de rock com um coro e uma sinfônica, criando uma contagiante atmosfera nunca vista. 

Na época desta apresentação, Rick Wakeman e a sua banda, "English Rock Ensemble", estiveram lado a lado com “Chambre Symphoniette” e a “Tokyo Boadcasting Choir”, para dar vida a sua obra máxima, criada logo no inicio da sua brilhante trajetória. 


A narração foi feita por Terry Taplin, que tem uma voz bem caraterística, mas com uma pronúncia perfeita, totalmente conectada com a dramáticidade da história do célebre escritor, Julio Verne, editada em 1864 e imortalizada na música de Rick Wakeman. 

Este show começa com algumas músicas retiradas do álbum, “The Six Wives of Henry VIII” e já era possivel escutar as músicas “Guinevere” e “Merlin the Magician” do álbum, “The Myths and Legends of King Arthur and the Knights of the Round Table” que só seria lançado oficialmente em abril deste mesmo ano. 

Resumindo, este show não poderia ser melhor, pois o repertório era irrepreensível, a banda estava completa, Hashley Holt, com sua potente voz, acompanhado por Gary Pickford-Hopkins fazendo a segunda voz, por sinal muito afinada e logicamente o “Mestre” Wakeman fazendo o que mais sabe fazer, tocar, tocar, tocar…………., simplesmente mágico.


RECOMENDADÍSSIMO !!!


Band:
Rick Wakeman -  Keyboards;
Ashley Holt - Vocals;
Gary Pickford-Hopkins - Vocals;
Jeffrey Crampton - Guitars;
Roger Newell - Bass;
John Hodgson - Percussion;
Barney James - Drums;
Chambre Symphoniette;
Tokyo Boadcasting Choir;


Tracks:
DISC 1

1. Opening
2. Catherine Parr
3. Guinevere
4. Catherine Howard
5. Merlin the Magician
6. Anne Boleyn
DISC 2
1. Tuning
Journey to the Centre of the Earth
2. The Journey
3. Recollection
4. The Battle
5. The Forest


"Catherine Parr"

"Merlin the Magician"

quarta-feira, setembro 21, 2011

RICK WAKEMAN - "Ultimate Rick Wakeman Experience" - 2005

Rick Wakeman está sempre aprontando e desta vez não foi diferente, tendo em vista que "Ultimate Rick Wakeman Experience", editado em 2005, traz algumas gravações no mínimo, curiosas. 

E que bom que está assim, pois estamos diante de uma coletânea de três CDs, recheadas com o que há de melhor da extensa discografia do “Mestre”, muito provavelmente, extraídas de apresentações públicas, mas como não há uma ficha técnica, por exemplo, existem pelo menos umas três vozes, sendo que duas dá até para dar um palpite e seriam, Damien Wilson e Ashley Holt. 

Tem música para agradar a “Gregos e Troianos”, pois são oriundas de alguns dos melhores álbuns de Rick Wakeman e do Yes, e estão presentes, com novos e arrojados arranjos, em performances bem interessantes que prendem a atenção. 

A impressão que dá, é que são gravações extraídas dos shows, porém, sem o áudio de fundo do público ou aplausos, mas isso é apenas um pequeno detalhe, e o que mais importa, são as vinte e seis músicas que são um convite irresistível a escutar este CD-box do início ao fim. 


A bem da verdade esta coletânea é um tanto bizarra (no bom sentido), pois é sabido que Rick Wakeman, nunca sentiu muitos amores pelo álbum, “Tales from Topographic Oceans”, mas mesmo assim, há um registro de “Revealing Science Of God” (linda de morrer) com um vocal que não consegui identificar e que nunca havia escutado em seus shows. 

“Awaken” é uma musica maravilhosa, que já assisti o seu “Make off” e a imagem que me sempre vem a minha cabeça, é o “Mestre”, muito desconfortável, em roda com os demais, fazendo uma dança indígena, mas essa eu acredito que ele goste, apesar do mico. 


O que também chama um pouco a atenção, é que em uma produção de três CDs, não haja maiores informações, então fica muito confuso tentar dar sentido de tempo e espaço para o álbum, que justiça seja feita, é ótimo, pois é uma mistura de “b-sides” de shows e com música de estúdio, proporcionando uma variedade de enredos, sem levar em conta uma cronologia, pois está tudo rigorosamente misturado, um caos, o que ótimo, levando-se em conta que proporciona um dinamismo muito grande ao álbum. 

Cheguei a dar uma fuçada na Home Page Oficial - RW, mas nada encontrei e na “Amazon.com” não há informação alguma sobre este álbum, além do elenco de músicas, portanto, deve ser um trabalho oficial, feito por alguma gravadora, mas que não fez grande divulgação, tendo em vista que foi lançado em 2005 e só agora tomei conta de sua existência e para me certificar, tentei encontrá-lo em outros blogs, mas nada achei. 

No mais, fora toda esta confusão, o álbum é altamente recomendado, pela origem de seu criador e pelas músicas, que mesmo as mais conhecidas, estão renovadas pelas releituras apresentadas. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians:
Rick Wakeman + um monte de músicos super legais e competentes.....

Tracks:
CD1
01. Merlin The Magician
02. Catherine Of Aragon / A Crying Heart Part 1
03. Revealing Science Of God
04. The Myths And Legends Of King Arthur & The Knights Of The Round Table
05. Catherine Howard
06. America
07. Awaken 

   

CD2
01.The Realisation / ThePrisoner
02. Starship Trooper / Wurm 12:24
03. Jane Seymour / A Crying Heart Pt. 2
04. Lancelot And The Black Knight
05. Long Distace Runaround
06. Oriental Iceman
07. Elizabethan Rock
08. Paint It Black
09. Roundabout 


CD3
01. Journey To The Center Of The Earth
02. Stella Bianca  
03. A quatte mane
04. 'O Core
05. Ariel
06. Aria di te
07. Romance Napoli
08. Sologoccia
09. Carcere 'e San Francisco
10. A quatte mane (Atomic Gilda Remix) 


"Paint It Black"

"Starship Trooper"

domingo, maio 29, 2011

VÍDEO DO DIA - Rick Wakemam - "Arthur"

Melhor eu não falar nada, só ver as imagens e escutar a música......

terça-feira, maio 03, 2011

RICK WAKEMAN - "Always with You" - 2010

Positivamente, nosso grande mestre dos teclados, Rick Wakeman, resolveu dar um tempo, está em um momento de introspecção, voltado para si, talvez fazendo um balanço de tudo o que já tenha feito em sua vida e pensando no que ainda pode fazer, se é que já não fez de tudo. 

A bem pouco tempo atrás postei um álbum com ele e seu melhor amigo, Jon Anderson, chamado, "The Living Tree", muito introspectivo também e agora quando me deparo com este álbum, "Always with You", gravado em 2010, somente ele e um grande piano, com várias músicas clássicas populares como enredo, talvez seja uma outra forma que ele tenha vislumbrado de continuar seu inestimável trabalho, agora como um interprete musicista. 

Essa possível fuga dos holofotes é até muito compreensível, pois são praticamente quarenta anos de uma vida muito louca, de ensaios, gravações, shows, salas de espera dos aeroportos, uma correria soberba.

Se levarmos em conta que nosso mestre já não é mais aquele menininho de longos cabelos dourados e também é, de carne e osso, como todos nós, porém, em meu inconsciente, a imagem que mais guardo dele é exatamente quando era mais jovem, mas chega um momento em que temos que pensar mais em nós, do que nos outros e neste caso, pode ser que ele esteja pensando assim. 

Especificamente relativo a este álbum, não há muito que comentar pois Rick Wakeman esta fazendo o que mais sabe fazer, tocar piano e tendo em vista sua bagagem, que mal caberia em um Boeing 747 Cargo e levando-se em conta as músicas que escolheu, em grande parte muito conhecidas,  qualquer comentário torna-se absolutamente desnecessário. 

Faço apenas um destaque para a música, "Stairway To Heaven" do Led Zeppelin, em que a banda é homenageada com uma belíssima versão acústica de piano de sua música mais conhecida e nós simples mortais somos presenteados com este raro tributo. 

Eu realmente só fico na torcida que isto não signifique uma precoce aposentadoria, pois seria uma lástima ver uma lenda viva, simplesmente apagar os filamentos de sua última lâmpada incandescente da vida e deixar uma legião de fãs, órfãos de sua música e principalmente de sua iluminada presença. 

Mas isso, são apenas suposições conspiratórias (muito próprio de quem não tem o que fazer) de um grupo de poucos neurônios que diariamente se alimentam de música e que sempre estão à caça de um novo alimento musical, portanto o mestre pode simplesmente ter feito um álbum como este, apenas por prazer, somente porque sentiu vontade, pois ele não depende de mais ninguém para seguir em sua carreira. 

ALTAMENTE RECOMENDADO PARA OS AMANTES DA MÚSICA CLÁSSICA OU SIMPLESMENTE DA BOA MÚSICA!!!!

MUSICIANS:
Rick Wakeman - Grand piano

TRACKS:
01. Ave Maria
02. Glory
03. The Piano Messiah
04. The Granary Canon
05. Beautiful Saviour
06. Jesu, Joy Of Man's Desiring
07. My Redeemer
08. Moods Of Morning
09. Always With You
10. Kum-Ba-Ya
11. Gone But Not Forgotten
12. Stairway To Heaven        

"Glory"

quinta-feira, abril 07, 2011

RICK WAKEMAN - "Live On The Test" - 1976

Há dois dias, eu fiz uma resenha a respeito do álbum, "The Living Tree", da nova dupla de desempregados musicais, Anderson & Wakeman (não são sertanejos) e acabei lendo uma frase que faço questão de publicá-la na integra, feito pelo amigo Jose Carlos em seu comentário: "Realmente parece que os dois se encontraram e resolveram descansar, dar um tempo na doideira, duas lendas vivas da música, contidos, intimistas e realmente soa meio melancólico, mas como vc diz, quem sabe não é essa a mensagem que querem passar?" e isto ficou martelando  o dia inteiro os poucos neurônios que ainda estão em atividade. 

Tanto martelou, que ao final do dia, resolvi lembrar como era o "tempo da doideira", tão bem colocado por José Carlos e como diz o velho ditado, "quem procura, acha!!!!", eu achei um álbum bem interessante e de uma fase muito importante da carreira solo de Rick Wakeman,  "Live On The Test", gravado em 1976, fazendo parte da turnê de divulgação do álbum, "No Earthly Connection", talvez o último grande álbum conceitual de sua carreira, que por sinal, foi gravado em março de 1976 aqui no Brasil. 

E o interessante, é que Rick Wakeman nesta fase de sua carreira, ainda está acompanhado de alguns membros da sua antiga banda, a "English Rock Ensemble", especialmente na potente voz de Ashley Holt, que como sempre manda muito bem e esta nesta apresentação está impecável e irretocável e quando penso no álbum da dupla que citei a pouco, dá até frio na espinha pensar que ambos estão pensando em se aposentar ou algo parecido, mas que pode ser um indício, pode, pois afinal não dependem mais de nada para sobreviverem. 

A bem da verdade, este álbum não é o ápice da doideira, de forma alguma, a doideira aconteceu antes dele, quando a banda tocava com alguma sinfônica e um grande coro, ai sim, as coisas deviam complicar e muito, elevando os níveis de adrenalina e stress de todos os envolvidos, pois a dificuldade em produzir espetáculos desta natureza e ainda por cima ter que dar certo, teve ter tirado o sono de muitos nesta época. 

Mas teorias da conspiração a parte, o que importa mesmo, é que "Live On The Test", é um divertimento garantido, pois traz até nós, boa parte de "Journey to the Center of the Earth"; um faixa de "Herique VIII" e outra de "King Arthur" e praticamente todo o álbum, "No Earthly Connection" que não é muito fácil escutá-lo a partir de apresentações públicas e mesmo sendo um álbum corrente na internet, percebi que a maioria dos links estão quebrados, tornando-se uma boa opção para relembrar a fase da doideira de Rick Wakeman e amanhã penso em fazer o mesmo com Jon Anderson. 

ALTAMENTE RECOMENDÁVEL!!!! 

Musicians:
Rick Wakeman: Keyboards
Ashley Holt: Vocals
John Dunsterville: Guitars/Mandolin
Martyn Shields: Brass
Reg Brooks: Brass
Roger Newell: Bass/Vocals
Tony Fernandez: Drums

Tracks:
01. Recollection (13:50)
02. Music reincarnate - The realisation (5:12)
03. Sir Lancelot and the black knight (5:47)
04. Music reincarnate - The Spaceman (4:25)
05. Catherine Parr (10:17)
06. The prisoner (7:36)
07. Merlin the magician (7:29)

LINK.

"Music reincarnate - The realisation"

"Music reincarnate - The Spaceman"

"The prisoner"

terça-feira, abril 05, 2011

ANDERSON & WAKEMAN - "The Living Tree" - 2010

Como era de se esperar com a saída de Jon Anderson e Rick Wakeman do Yes, a possibilidade dos dois desempregados fazerem alguma coisa juntos, tinha uma tendência muito grande, o que acabou realmente acontecendo em 2010, com o lançamento do álbum "The Living Tree" que é totalmente composto de músicas inéditas. 

Eu sou fã de carteirinha dos dois incondicionalmente, porém eu achei as músicas melosas demais para o meu gosto, o que a rigor não significa nada, é apenas um sentimento meu em relação a um trabalho que está muito bem feito, simples por natureza, com um Rick Wakeman muito mais pianista do que tecladista, acompanhando Jon Anderson nas músicas que foram criadas hermeticamente e estruturadas para tirar o melhor de sua excepcional voz. 

Fica clara a intenção de produzir um trabalho diferente do que normalmente fariam no Yes e isto é absolutamente normal e justificável tendo em vista que o substituto de Jon Anderson, o jovem Benoit David, tem um timbre de voz muito semelhante e até em alguns momentos difícil de identificar a voz de um ou de outro. 

Por outro lado, Oliver Wakeman que substituiu seu próprio pai (o que é o destino) e obviamente não poderia ter melhor mestre, tem talento, personalidade e criatividade suficiente para no atual padrão musical da banda, cobrir a ausência de Rick Wakeman, que neste álbum pega leve em cima dos teclados, mas mesmo assim faz belas harmonizações com seu sintetizador, produzindo sons de flauta em alguns momentos e executando seu piano de forma soberba, aliás, como sempre.. 

No contexto geral é um álbum bem introspectivo, intimista, soando bem lírico e poético ao mesmo tempo, às vezes um pouco melancólico, mas não quer dizer que seja um reflexo da atual fase dos dois músicos, distantes de sua casa que é o Yes, onde são os legítimos proprietários e por razões que desconheço, de lá foram despejados ou simplesmente resolveram se mudar por questões pessoais ou profissionais, mas isto eu realmente não sei. 

Curiosamente surgiram algumas imagens a minha mente quando em um quarto escuro eu escutava estas músicas pela primeira vez e em sua maioria, eram visões de planícies vazias, um tanto desoladas, mas não eram sinistras, eram apenas tristes (coisa mais deprê, não???), isto talvez pela falta do restante dos instrumentos mínimos que compõem uma banda e certamente com este complemento de instrumentos,  as imagens seriam outras e é até possível que este seja realmente o efeito que estes dois gênios tenham pensado em causar, quem sabe?

Mas a despeito de qualquer crítica, sentimento, ou seja, o que for, é uma obrigação não só divulgar este álbum, bem como recomendá-lo muito, pois ele é fruto do trabalho de duas lendas vivas do rock progressivo, tem uma qualidade inquestionável e com certeza agradará a muitos que o ouvirem, pois apesar de tê-lo achado um pouco triste, não significa que não tenha gostado e mesmo que não tivesse sido do meu agrado, ele seria postado de mesma forma, pois uma opinião pessoal e principalmente a minha, não é suficiente para desmerecer um trabalho tão bem produzido como este.

ALTAMENTE RECOMEDÁVEL!!!

Musicians:
Jon Anderson
Rick Wakeman

Tracks:
1. Living Tree (Part 1) (4:04)
2. Morning Star (4:30)
3. House Of Freedom (5:38)
4. Living Tree (Part 2) (4:37)
5. Anyway And Always (3:51)
6. 23/24/11 (6:25)
7. Forever (5:33)
8. Garden (3:23)
9. Just One Man (4:46) (Music by Jeremy Cubert)


"Forever"

"Morning Star"

terça-feira, janeiro 25, 2011

RICK WAKEMAN - "A Unique Journey Live" - 2001

Como atualmente estou fora de meu domicilio, as postagens serão um pouco escassas até o final desta semana, voltando ao normal na próxima semana, portanto vamos ao que realmente interessa, muita música.

O Canadá teve o privilégio de ter uma apresentação de Rick Wakeman em 2001 na cidade de Quebec, onde apresentou na integra, "Return to the Centre of the Earth" sua pseuda continuação de "Journey to the Centre of the Earth", que a rigor não continua nada, mesmo sendo uma excelente peça, nunca existiu um elo que unisse as duas célebres obras ,o que não tem a menor importância, o que vale é o conteúdo.

Com a narrativa em francês que intercala as músicas, acompanhado pela "The Trois-Rivières Symphony Orchestra"; "The Vocalys Vocal Ensemble" e sua "The English Rock Ensemble", porém sem as estrelas que o acompanharam nos vocais quando da produção do álbum de estúdio, como Ozzy Osbourne, Justin Hayward, Katrina Leskanich, Tony Mitchell, Trevor Rabin e Bonnie Tyler que fechou o elenco desta epopéia musical.

Mas como o comandante das ações atende pelo nome de Rick Wakeman isto não foi um problema e ao contrário disto, temos um belo álbum que carrega todo o calor humano de músicos e contores de primeiríssima linha que sem muito esforço, levaram os canadenses ao delírio com uma apresentação irretocável, sem dúvida um primor.


Vale ressaltar que este bootleg não só está com um áudio muito bom, mas que carrega consigo um fartíssimo e rico encarte produzido com diversas fotos e textos que ilustram o que foi esta apresentação.

Musicians:
Rick Wakeman - Keyboards
Adam Wakeman - Keyboards
Tony Fernandez - Drums
Ant Glynne- Guitars
Lee Pomeroy- Bass Guitars
Luck Mervil- Male Lead Vocals
Fabiola Toupin- Female Lead Vocals
Rachel Fury- Backing Vocals
Margret Taylor- Backing Vocals
accompanied by:
The Trois-Rivières Symphony Orchestra under the direction of Stephane Laforest
The Vocalys Vocal Ensemble under the direction of Raymond Perrin
Narration : Bernard Fortin
French Translation : Marie-Andree Denis

Tracks:

CD1

1-1. Introduction 3:30
1-2. A Vision 2:28
1-3. The Return Overture 2:37
1-4. Mother Earth 3:56
1-5. Buried Alive 6:19
1-6. The Enigma 1:41
1-7. Anybody There ? 6:51
1-8. The Ravine 1:02
1-9. The Dance Of A Thousand Lights 6:08
1-10. The Shepherd 2:28
1-11. Mr. Slow 4:19
1-12. Bridge Of Time 1:19
1-13. Never Is A Long, Long Time 5:39
1-14. Tales From The Lidenbrook Sea 3:15
1-15. The Kill 5:42
1-16. Timeless History 1:27
1-17. Still Waters Run Deep 5:42
1-18. Time Within Time 2:45
1-19. Ride Of Your Life 6:30

CD2
2-1. Floating Globes Of Fire 1:43
2-2. Floodflames 3:54
2-3. The Volcano 2:23
2-4. The End Of The Return 6:45
The Encores
2-5. Buried Alive II 6:48
2-6. Ride Of Your Life II 6:44
2-7. The Volcano II 2:21
2-8. The End Of The Return II 5:52
Trois-Rivières FM Radio Material
2-9. Radio Concert Promo 1:00
2-10. Rick Wakeman Interview 10:46

NEW LINK

"Buried Alive"

"Still Waters Run Deep"