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quinta-feira, fevereiro 23, 2012

TANGERINE DREAM - "The Gate Of Saturn - Live At The Lowry" - 2011

O Tangerine Dream a mais quatro décadas vem surpreendendo seus fãs não só por sua música e por sua longevidade, mas principalmente por suas atitudes em relação ao seu público e agora mais uma vez, uma nova surpresa acontece. 

Em  um concerto feito em maio de 2011 no The Lowry Galery Theater, Inglaterra, o Tangerine Dream algumas semanas  após o show,  lançou no formato de mp3 a gravação do show para ser adquirido diretamente na Homepage oficial por apenas 7,90 Euros, por um espetáculo com três horas de duração, pois havia a preocupação com o alto custo de aquisição que seus fãs teriam para ter acesso a esta quantidade de material. 

The Lowry
Curiosamente, o site além de vender muito, estranhamente recebeu centenas de milhares de e-mails pedindo para que o show fosse produzido em CD, o que acabou acontecendo em agosto deste mesmo ano, sendo disponibilizado um álbum triplo, com um livreto de 16 páginas, muito bem elaborado, com fotos, do show, ficha técnica e tudo mais. 


O álbum em questão é o "The Gate Of Saturn - Live At The Lowry", que leva o nome de um dos álbuns de estúdio recentemente gravados e é apresentado juntamente com outros álbuns como, “Booster IV”; “The Island Of The Fay - Edgar Allan Poe”; “The Angel Of The West Window - Gustav Meyrink” e “Mona da Vinci“, formando um belíssimo elenco de músicas de rico enredo que deles foram retirados. 


Impressiona muito a gana e a facilidade que Edgar Froese tem em sempre estar produzindo novos trabalhos, dando vazão a sua criatividade que parece ser uma fonte inesgotável de inspiração e que a cada novo trabalho se reinventa e abre as portas para uma nova epopéia musical, pois somente no ano de 2011 foram lançados seis álbuns de estúdios o que é simplesmente, uma verdadeira loucura, levando se em consideração que em 2010 foram cinco lançamentos. 

Notadamente, o Tangerine Dream como banda, mas principalmente Edgar Froese, não demonstra mais aquela necessidade do lado mercantil, pois afinal de contas, este é o ofício e o trabalho que têm, portanto, nada mais justo do que cobrar por seus serviços.

Mas esta fase está totalmente ultrapassada, pois a essência do Tangerine Dream é a música e a arte como forma de extravasar suas necessidades culturais e seus anseios mais profundos, que são traduzidos por todos os gadgets eletrônicos aplicados às suas músicas. 

Logicamente os maiores beneficiados somos nós, fãs da banda, que constantemente estamos sendo brindados com trabalhos cada vez mais consistentes e viajantes que vão se renovando, transportando-nos a novas dimensões musicais, fruto da genialidade do mago da música eletrônica, Edgar Froese. 

Falar de música eletrônica é uma seara muito complexa e conflitante, portanto, emitir uma opinião especifica para um álbum como este, que está fartamente sedimentado de idéias e conceitos vindos de diversos trabalhos, seria muita presunção de minha parte, pois afinal, não tenho o conhecimento de causa que uma banda como o Tangerine Dream exige.

O que me atrevo dizer é que o que escutei é muito bom, é viajante e acima de tudo, apesar da presença humana não ser a tônica da música eletrônica, existe um calor humano muito forte em suas melodias, o que para mim, difere o Tangerine Dream das demais bandas que produzem este gênero musical.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!

The Band:
Edgar Froese,
Thorsten Quaeschning,
Linda Spa,
Iris Camaa,
Bernhard Beibl,
Hoshiko Yamane
Guest Musician:
Brian May (Queen) 

Tracks:
01 Marmontel Riding On A Clef [2011 live version]
02 Death In The Shadow [2011 live version]
03 Logos 2011 [2011 live version]
04 Culpa Levis 2010 [2011 live version]
05 Living In Eternity [2011 live version]
06 Calumet [2011 live version]
07 Cycle Of Eternity [2011 live version]
08 Ayumi's Butterflies [2011 live version]
09 Sally's Garden [2011 live version]
10 Darkness Veiling The Night [2011 live version]
11 Astrophel And Stella [2011 live version]
12 Mombasa Tuareg Remix [2011 live version]
13 Fire On The Mountain [2011 live version]
14 Carmel Calif [2011 live version]
15 Long Island Sunset [2011 live version]
16 A Snail's Dream [2011 live version]
17 Dominion 2010 [2011 live version]
18 Alchemy Of The Heart [2011 live version]
19 Morphing [2011 live version]
20 Kiev Mission [2011 live version]
21 Cool At Heart [2011 live version]
22 Fay Bewitching The Moon [2011 live version]
23 Blue Brige [2011 live version]
24 The Gate Of Saturn [2011 live version]
25 Dolphin Dance [2011 live version]


¨Logos 2011"

"Cool At Heart"

"Darkness Veiling The Night"

domingo, dezembro 11, 2011

TANGERINE DREAM - "Poland - The Warsaw Concert" - 1983

Em um show de música eletrônica, visceral ao extremo, o Tangerine Dream, encantou seus fãs na Polônia e dele foi possível extrair este álbum, “Poland - The Warsaw Concert”, gravado em dezembro de 1983 e que na época gerou alguns comentários sobre as tendências políticas da banda, o que levou a Edgar Froese a responder as críticas imediatamente dizendo, “fazer shows na Polônia e na Alemanha Oriental, era apenas um desejo de mostrar a música do Tangerine Dream aqueles povos, nada mais...”. 

Quando disse logo acima “visceral ao extremo”, é porque ele é composto de apenas quatro suítes que variam de treze a vinte e dois minutos, com o mais puro som eletrônico, onde a tônica esta calcada na genialidade de Edgar Froese em expressar seus sentimentos por um canal de comunicação, muitas vezes incompreendido, mas dotado de um lirismo e poesia que mesmo ao emaranhado de sons aparentemente desconexos, consegue revelar histórias que não são contadas por uma letra. 


Na época de seu lançamento, era um LP duplo, uma desgraça para indústria fonográfica, porém, um deleite para os amantes da música eletrônica, apenas quatro faixas, uma por lado, a primeira, uma homenagem ao país que os recebia, “Poland”, uma suíte que mescla momentos de pura reflexão com momentos frenéticos gerados por seqüenciadores e sintetizadores que dispostos em várias camadas, matematicamente nos transportam em uma viagem alucinante. 

Tangent que vem em seguida inicia sua jornada como uma nuvem que se aproxima, melodiosamente, com um ritmo um tanto sensual, misturando-se aos sintetizadores que dão uma atmosfera espacial, logo precedido por um coro de mellotrons e finalizado por uma fantástica orquestração de sintetizadores. 


Barbakane soa como um lamento, pois uma singela flauta eletrônica, amparada por sintetizadores e uma percussão que vai ganhando força com tempo, delineando uma linha temática, temporal e cíclica, findando-se com um seqüenciamento mais alegre, mais humano. 

Horizon fecha o concerto com uma sonoridade de um ambiente glacial, feita a partir de sons desarmônicos que entremeados a uma atmosfera melodiosa, tridimensionalizam uma expectativa no desenrolar do tema, ganhando força ao longo da peça. 

Este álbum é um marco, na carreira do Tangerine Dream, pois ele elevou a música eletrônica a um novo patamar na Europa Oriental, pois a Cortina de Ferro foi rompida por uma música que diretamente não dizia absolutamente nada, mas acabou virando um hino a liberdade de um povo oprimido por um sistema político que começou falido desde a sua instalação. 

Apesar de tudo conspirar contra este show que aconteceu em duas ocasiões em um mesmo dia, o Tangerine Dream, apresentou-se em condições climáticas totalmente adversas, pois o frio era ártico, com neve sendo despejada em abundância, mas todos da banda não mediram esforços para os shows acontecerem, pois objetivo maior do grupo era agradar os seus Fãs. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians:
Edgar Froese / Guitars, Synthesizers, Keyboards
Christopher.Franke / Synthesizers, Keyboards
Johannes Schmoelling / Synthesizers, Keyboards


Tracks:
01. Poland (22.00)
02. Tangent (19.52)
03. Barbakane (13.49)
04. Horizon (20.49)

LINK

"Poland"

"Tangent"

domingo, novembro 20, 2011

TANGERINE DREAM - "Under Cover Chapter One" - 2010

Quando soube que o Tangerine Dream havia lançado cinco álbuns em 2011, quase pirei, aliás, já estava pirado a muito tempo, pois esta é uma condição constante de quem não passa um dia sequer sem escutar alguma coisa que não esteja acompanhada de alguns instrumentos musicais e um a boa voz. 

Os álbuns a que me refiro são, “The Island Of The Fay”, “The Gate Of Saturn”, "Knights of Asheville", "Finnegan's Wake" e “The Angel From The West Window”, mas o garimpo tá difícil, pois são jóias raras e para piorar são muito recentes, portanto não ficam paradas muito tempo. 

Mas como sou um pouco teimoso e não canso de ficar fuçando, acabei por achar, outra gema, o álbum "Under Cover Chapter One", gravado em 2010, só de covers e que reúne uma coletânea de músicas originárias do pop, new wave, rock progressivo e mais algumas outras categorias que nem consigo classificar, mas de um modo ou de outro serão facilmente reconhecidas. 

E, diga-se de passagem, escolhidas a dedo, pois têm musicas de nomes como, Pink Floyd, Beatles, Eagles, David Bowe, “The Sisters of Mercy”, R.E.M., Depeeche Mode, Chris Isaak, Alphaville, Goo Goo Dolls e pasmem, tem até uma música tirada do filme Shrek, chamada "Halleluja". 


Em sua maioria, estas músicas são representantes da década de oitenta, uma década para mim medíocre musicalmente e que por várias vezes já mostrei minha falta de apreço, mas diante do belo, do irresistível e de um gênio do bem, chamado Edgar Froese, não tem jeito, o negócio é ficar de pé e aplaudir. 

Não esperem viagens cósmicas, pois desta vez, não terá, mas em contrapartida, com arranjos bem sólidos, um vocal muito bem empregado em todas as peças, temos, músicas simplesmente deliciosas de se ouvir, com certo tempero Alemão, que não nega a raça e nem o pedigree que têm e, com a simplicidade dos verdadeiros mestres da música deu uma nova leitura a peças do passado, sem descaracterizá-las mantendo sua essência e principalmente trazendo à tona uma linguagem musical que trinta anos atrás, por ignorância não tive a capacidade de compreendê-las e aceitá-las do jeito que foram concebidas. 

O álbum abre logo de cara com a música, “Cry Little Sister” do Sister of Mercy, com arranjo de tirar o fôlego, absolutamente impecável, brilhante e em seguida imaginem só, “Everybody Hurts” do R.E.M., igualmente interpretada como a anterior, outra pérola, que sempre rejeitei por puro preconceito. 

Não teria muito sentido ficar comentando todas as músicas, mas fiz questão de começar por estas, que para mim eram ilustres desconhecidas, mas que agora me encantaram logo na primeira audição, mas vale lembrar que têm também, Norwegian Wood dos Beatles, Wish You Were Here do Pink Floyd, Space Oddity do David Bowe, Hotel California do Eagles e outras preciosidades que o Tangerine Dream está fazendo o favor de nos lembrar. 

Este álbum foge do que estamos acostumados a escutar do Tangerine Dream, entretanto, esta fuga com certeza irá servir para a aquisição de novos fãs para a banda, pois este trabalho têm como principal qualidade, a proximidade com quem busca a simplicidade, sem estar preocupado com firulas e exibicionismos musicais, fora o fato de estar recheado de hits que embalaram a vida e os sonhos de muita gente.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Tangerine Dream Team:
Linda Spa - Flute, Keyboards, Backing Vocals;
Bernhard Beibl - Guitar 
Thorsten Quaeschning - Keyboards, Drums, Engineer, Backing Vocals –
Iris Camaa - Percussion, Drums, Backing Vocals
Edgar Froese - Producer, Keyboards, Engineer, Backing Vocals
Chris Hausl - Vocals on tracks: 1 to 7, 9 to 11, 
Thorsten Quaeschning - Vocals on tracks: 8, 12 to 14,

Tracks:
01. Cry Little Sister
02. Everybody Hurts
03. Precious
04. Space Oddity
05. The Model
06. Wicked Game
07. Hotel California
08. Suzanne
09. Heroes
10. Forever Young
11. Iris
12. Norwegian Wood
13. Hallelujah
14. Wish You Were Here

LINK

"Cry Little Sister"

"Wish You Were Here"

"Everybody Hurts"


quarta-feira, outubro 12, 2011

TANGERINE DREAM - "Goblins' Club" - 1996

Chega um momento em que fica muito difícil falar algo a respeito de uma banda, principalmente se é uma que está a muito na estrada, no caso, o Tangerine Dream que tem uma discografia centenária ou muito próximo disto e para se ter uma idéia,  só neste de ano de 2011, foram lançados três álbuns (já estou à caça!!!). 

A impressão que dá quando tento escrever algo, é que tudo já foi dito em outras postagens minhas, mas realmente fica impossível não ser repetitivo, diante de um álbum como, “Goblins Club”, onde Edgar Froese, muito a vontade e bem acompanhado, externa sua criatividade em meio a sintetizadores, samplers, seqüenciadores, eletronic drums, balalaicas, acordeons, trombone, guitarras e tudo mais que tem direito. 

O resultado final é surpreendente, pois mesmo sendo música eletrônica, um tanto cibernética, é possível perceber lirismo e poesia em músicas que em sua maior parte não é cantada, tendo em vista que a frieza pura da eletrônica é minimizada por arranjos estruturados de forma a humanizar o tema, criando um cenário acolhedor para quem esta apreciando este trabalho. 

Vou até me atrever a destacar algumas músicas que realmente chamaram a minha atenção, pela sua grandiosidade musical, parecendo em alguns momentos, trilha sonora de filmes épicos futuristas e uma que enfatiza bem este sentimento, é “At Darwin's Motel”, uma pequena suite de um sete minutos, que se tivesse mais de vinte ou trinta ia agradar do mesmo jeito com certeza, pois ela deixa aquele sentimento de "quero mais". 

A música que abre este álbum, (aliás, esta já valeria o álbum todo), é “Towards the Evening Star”, que tem algo de especial, talvez pela tendência africana em seu ritmo e voz que lembra um “lamento negro” ou algo parecido, mas que com certeza deu um toque todo especial a esta peça e que também se faz presente em parte da música, “Rising Haul in Silence”, outra joia de deste álbum. 

Este álbum deixa uma dupla leitura sobre a banda, pois Edgar Froese mais uma vez apresentou-se com o Tangerine Dream praticamente todo reformulado, o que de certo modo reforça uma tendência em poder afirmar que a alma e o cérebro da banda sempre foi e sempre será ele próprio. 

Por outro lado, ninguém faz nada sozinho e nestes mais de quarenta anos de trabalho, músicos de altíssimo nível profissional passaram pela banda, para que toda a genialidade de Edgar Froese pudesse emergir e ficar a mostra para todos nós, portanto, ele não é só um excelente músico, mas acima de tudo, mostrou-se um verdadeiro “mestre”, formando músicos, que com certeza após sua passagem pelo Tangerine Dream, passaram a enxergar a música eletrônica sob uma nova ótica, muito mais rica e criativa. 

Apenas para finalizar, logicamente tenho que recomendar este álbum, pois o seu formato agradará até os mais céticos em relação a este tipo de música e para quem já é amante do gênero, vai ficar diante de gema de vinte quatro quilates e se deliciar com tamanha criatividade, distribuídas entre às oitos emocionantes músicas de “Goblins Club”. 

RECOMENDADÍSSIMO!!!!

Musicians
Edgar Froese / drumming, keyboards and 12 string & lead guitar
Jerome Froese / drumming, lead and rhythm guitars & keyboards
Gerald Gradwool / acoustic & lead guitar
Mark Hornby / acoustic guitar, slide & 12 string guitar
Linda Spar / keyboards & horn
Roul Miller & Dean Clarke / trombone
Dimitri Chiganioff / Balalaika
Anou d' Merian / voice
Walton Everding / Gizmo
Larry Hamilton / accordion
Pawel Nyrouda / acoustic harp
Vienna Boys Choir
The Royal Buckminster Choir

Tracks:
01. Towards the Evening Star (6:20)
02. At Darwin's Motel (7:25)
03. On Cranes' Passage (4:31)
04. Rising Haul in Silence (7:36)
05. United Goblins Parade (5:47)
06. Lamb With Radar Eyes (8:42)
07. Elf June and the Midnight Patrol (4:43)
08. Sad Merlin's Sunday (10:52)

LINK

"Towards the Evening Star"

"Rising Haul in Silence"

Trecho de "At Darwin's Motel"

sexta-feira, setembro 23, 2011

TANGERINE DREAM - "Antique Dreams" - 2000

O nome do álbum vem bem a calhar, "Antique Dreams", tendo em vista, que desta vez, o Tangerine Dream de Edgar Froese, foi ao fundo do baú e nos brinda com músicas muito raras, na maioria apresentadas em um programa para a TV Alemã nos anos oitenta e algumas outras que foram apresentadas apenas nos shows nesta mesma época. 

Logo de cara, nota-se a importante influência que a musica do Pink Floyd em sua fase mais psicodélica exerceu nos primeiros anos de vida do Tangerine Dream, espelhadas nas músicas "Oedipus Tyrannus Overture" e "Ultima Thule- Part One", no mínimo inspirador. 

Também há a forte presença de Johannes Schmoelling, que também é um fenômeno de inspiração, um músico de primeiríssima categoria e que contribuiu muito nos anos oitenta e noventa, faz se presentes nestas músicas, que simplesmente ignoravam as fortes tendências que ditavam as regras musicais da época, “Graças a Deus”. 

O “cover” em versão eletrônica para a música, “House Of The Rising Sun”, é fantástico, um primor, mas sei que tem muita gente que torce o nariz, dizendo que a música não tem nada a ver com Tangerine Dream, mas acredito que assistindo o vídeo abaixo esta impressão seja desfeita. 

Eu respeito a opinião, mas não concordo, pois encaro este tipo de atuação, como um ato de coragem, pois afinal de contas, a música é fruto do trabalho de uma banda muito querida por muitos, o “The Animals”. 

A música, “Phaedra Of Nottingham”, é uma releitura do clássico álbum, “Phaedra”, feita especialmente para uma turnê pela Inglaterra que acontecia em 1990 e "Sorcerer And Thief", tinha sido apresentada no “San Francisco Mill Valley Film Festival” e nunca editada oficialmente. 

Outra curiosidade contida neste álbum fica por conta da música “Cool Breeze de Brighton” que foi feita a partir de extratos e idéias retiradas de álbuns anteriores e foi apresentada de forma inédita na Turnê Anglo-Saxônica de 1986. 

Em resumo, este álbum está repleto de novidades (...pelo menos para mim...) e registra de forma definitiva um importante período da trajetória do Tangerine Dream, com músicas que em sua maioria estavam no limbo, portanto, recomendar este álbum, antes de qualquer coisa é uma obrigação, pois mais uma vez, Edgar Froese mostrou a que veio. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians
Edgar Froese,
Peter Baumann,
Chris Franke,
Johannes Schmoelling,
Paul Haslinger,
Ralf Wadephul

Tracks:
01. Oedipus Tyrannus Overture (5:36)
02. Ultima Thule, Part One (Remix) (3:23)
03. Calymba Caly (Section Ancient Part, including Thermal Inversion) (9:50)
04. Flock Of Bluebirds (3:34)
05. Speed Dragon (3:16)
06. Edinburgh Castle (8:46)
07. Moorland (Remix) (4:02)
08. Sorcerer And Thief (6:32)
09. Southend Mall (4:29)
10. Cool Breeze Of Brighton (10:19)
11. Phaedra Of Nottingham (5:22)
12. House Of The Rising Sun (4:41)

LINK

"Cool Breeze Of Brighton"

"Calymba Caly"

"House Of The Rising Sun"

sexta-feira, agosto 19, 2011

TANGERINE DREAM - "Cyclone" 1978

Cyclone é o nono álbum do Tangerine Dream e sexto dos “Virgin Years”, sendo lançado em 1978 e segundo reza a lenda, tomando muita pedrada, inclusive com reações um tanto agressivas por parte dos fãs, somente porque Edgar Froese experimentou a inserção da voz humana neste trabalho. 

Muito me espanta esta reação, se é que realmente ela aconteceu, pois este álbum é excelente, traz em seu DNA fortes influências Pinfloydianas que muito bem caracterizam sua escência, fazendo-o fugir um pouco do “eletrônico visceral”, aproximando-o do rock progressivo e ao mesmo tempo humanizando sua música. 

Este trabalho trata-se de uma suíte dividida em apenas três faixas, mas com muita movimentação e lirismo, com momentos quase poéticos e um tanto pscicodélicos, o que em meu entendimento estreita as relações entre a obra e o ouvinte, pois é sabido que, a música do Tangerine Dream em geral não é para qualquer um, tendo em vista que ela exige boa dose destreza auditiva e pre-disposição ao mundo da música eletrônica. 

Se levarmos em conta os mais de quarenta anos de trabalho de Edgar Froese à frente do Tangerine Dream, pode-se chegar à conclusão que ele é um cientista da música eletrônica, por isso é considerado um gênio, portanto as experimentações fazem parte de sua rotina de criação, sendo totalmente justificada a sua atitude em adicionar a voz humana como mais um elemento em seu trabalho. 

Outros astros consagrados da música eletrônica, como o Kraftwerk, no passado o fizeram e que eu saiba, nunca houve o menor problema, daí o meu espanto em relação a esta possível recepção negativa que este trabalho teve quando foi lançado, já que é uma peça com características que a tornam abrangente, a ponto de agradar inclusive quem não é muito familiarizado com a música do Tangerine Dream. 

Eu o recomendo muito, sem restrições de qualquer espécie, pois realmente Edgar Froese estava naquele momento se reinventando em sua nona criação e como isso aconteceu com apenas uns dez anos de estrada, fica muito evidente o potencial, a coragem e principalmente a genialidade de um músico incomparável e inimitável que estava aflorando e em muito ainda ia contribuir para o engrandecimento  e disseminação da música eletrônica. 


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!!

Musicians
Edgar Froese: Oberheim eight voice polyphonics synth, Twin keyboard Mellotron Mark V, Arp digital soloist synth, Moog modular synth & projekt electronic time control system, Gibson Les Paul custom guitars, Korg PS 3100 polyphonic synth, Roland GS 500 guitar & GR 500 controller, Solina string ensemble, ovation acoustic guitar

Christoph Franke: Moog modular synth, projekt electronic sequencer, computer studio digital sequencer, Loop, Mellotron, Mellotron M 400, Arp soloist synth, Elka string synth, electronic percussion, Oberheim sequencer, Oberheim eight voice polyphonic synth, OBY One

Steve Jolliffe: Vocals, bass flute, C-flute, piccolo, COR Angelas, bass clarinet, Hohner clarinet, Elka string synth, Grand piano, Fender Rhodes, Roland System-100 synth, Tenor & Soprano horns, lyricon by computone

Klaus Krieger: Polyester custom built drums with multi trigger unit, electronic percussion, Paiste cymbals, Bubims, Burma Gong set

Tracks:
01. Bent Cold Sidewalk (13:00)
02. Rising Runner Missed By Endless Sender (4:55)
03. Madrigal Meridian (20:32)
"Bent Cold Sidewalk"

"Madrigal Meridian - pt.1"

"Madrigal Meridian - pt.2"

"Madrigal Meridian - pt.3"

quarta-feira, maio 25, 2011

TANGERINE DREAM - "Book Of Dreams" - 1995

Esta compilação chamada de "Book Of Dreams" cobre de forma resumida, parte da obra do Tangerine Dream em um período entre 1970 a 1973 e outro período que vai de 1983 a 1988, chamados respectivamente de anos Pink e anos Blue.

A primeira fase é considerada como a fase psicodélica, pois elementos pinkfloydianos da era Barrett são encontrados nas músicas produzidas nesta fase, onde podemos destacar um álbum duplo de vinil, extremamente conceitual, chamado "Zeit", considerado como uma sinfonia espacial e uma outra boa referência desta nesna época, o álbum, "Alpha Centauri", que estiveram muito próximos do rock progressivo. 

Eu só não entendi porque a fase mais importante da banda que vai de 1974 a 1982, não foi considerada nesta compilação, pois ela é considerada como a mais criativa, onde álbuns consagrados como Stratosfear, Phaedra, Tangram, Force Majeure e Rubycon que são os que me lembro agora, pois tem mais, são altamente cultuados até hoje por terem uma beleza musical fora do comum.

A fase Blue, considerada por muitos como o inicio do fim, por ser o momento em que a banda, no caso leia-se, Edgar Froese, dá uma guinada no seu modo de compor, deixando de lado suas adoráveis e longas suítes, por musicas mais curtas e com uma sonoridade mais amigável, tornando-as mais aceitáveis e, portanto com uma aparência mais comercial, foi muito criticada pelos entendidos(????existe isso????).

Eu não concordo com essa teoria, tendo em vista, a genialidade de Edgar Froese, que simplesmente acompanhou a evolução dos tempos, pois ele é, sem dúvidas alguma, um musico de vanguarda e um visionário, que apenas adequou suas composições ao momento em que estava vivendo e justamente por isso que ele ainda está na ativa e tem um público cativo que sempre o acompanha.

Alguns álbuns desta fase como, "Le Parc", "Tyger" e "Green Desert" são boas referências deste momento e revelaram músicas belíssimas e muito agradáveis de escutar, que só aumentaram a sua imensa legião de fãs, pois neste momento ele se colocou muito mais próximo de seus antigos e novos seguidores.

Considero que "Book Of Dreams" independente de algumas falhas na escolha das músicas, deixando seu período mais fértil de fora e desfigurando algumas das escolhidas, pois foram encurtadas (aberrações do mundo fonográfico), é ainda uma ótima opção como porta de entrada para novos apreciadores a conhecer o mundo do Tangerine Dream.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!! 

Musicians
Edgar Froese,
Conrad Schnitzler, 
Klaus Schulze, 
Chris Franke, 
Steve Schroyder, 
Peter Baumann, 
Johannes Schmoelling, 
Paul Haslinger, 
Udo Dennebourg, 
Roland Paulyck, 
Florian Fricke, 
Christian Vallbracht, 
Jochen von Grumbcow, 
Hans Joachim Brüne, 
Johannes Lücke, 
Robert Kastler, 
Clare Torry, 
Jocelyn 
Bernadette Smith

Tracks:
Disc One
01. Journey Through A Burning Brain (Remixed excerpt) (3:04)
02. Alpha Centauri (Remixed excerpt) (3:22)
03. Birth Of Liquid Plejades (Remixed excerpt) (4:48)
04. Zeit (Remixed excerpt) (3:35)
05. Fauni-Gena (Remixed excerpt) (4:02)
06. Wahn (Remixed excerpt) (3:24)
07. Green Desert (Remixed excerpt) (5:31)
08. Poland (Remixed excerpt) (9:22)
09. Barbakane (Remixed excerpt-The Smuggler) (6:00)
10. Barbakane (Remixed excerpt-Downtown Yam) (4:18)
11. Song Of The Whale, Part One: From Dawn... (Excerpt) (5:02)
12. Song Of The Whale, Part Two: ...To Dusk (Remixed excerpt) (5:58)
Disc Two
01. Alchemy Of The Heart (Excerpt) (8:45)
02. London (Remixed excerpt-The Dungeon Cry) (7:12)
03. London (Remixed excerpt-Rotten Row Patriot) (4:54)
04. Tyger (5:37)
05. Livemiles, Part One (The Albuquerque Concert) (Excerpt) (9:02)
06. Gaudi Park (Guell Garden Barcelona) (5:20)
07. Bois de Boulogne (Paris) (5:17)
08. Le Parc (L.A. - Streethawk) (3:21)
09. Yellowstone Park (Rocky Mountains) (6:10)

LINK
"Alpha Centauri"

"Le Parc (L.A. - Streethawk)"

"Green Desert"

domingo, maio 01, 2011

TANGERINE DREAM - "Ricochet" - 1975

Mais de trinta e cinco anos depois de lançado, o álbum, "Ricochet", do Tangerine Dream, gravado em 1975, continua tão atual, como se fosse um lançamento dos tempos atuais, não tem o ranço de coisa antiga ou ultrapassada, é uma música de vanguarda que o tempo não conseguiu destruir ou mesmo descaracterizar. 

Sem dúvida, uma obra prima, absoluta, trabalho de um mestre, Edgar Froese, que é incansável a procura da perfeição, que em dados momentos chega a ser matemática e simétrica, mas sem deixar de ser lírica e poética ao mesmo tempo, fruto da dedicação e da capacidade em doar seu talento e sua criatividade. 

Esse material é oriundo de apresentações feitas pelo trio Peter Bauman, Chris Franke e Edgar Froese na França e na Inglaterra, porém foram editados, reorganizados e masterizados, possibilitando esta continuidade musical fabulosa como se fosse uma longa sinfonia, com as manifestações públicas sendo presenciadas apenas no ínicio e depois somente ao final da apresentação. 

É um álbum, fácil de escutar, pois não é tão experimental como seus antecessores e porque possui um padrão harmônico muito inovador garantindo uma viagem através de uma sonoridade única.

Esta sonoridade leva o ouvinte a uma dimensão psicodélica dentro de um cenário que beira a música clássica com uma atmosfera espacial muito característica do loucos anos setenta e do rock progressivo. 

Mesmo com uso constante de seqüenciadores e loops produzidos por Moogs, sintetizadores ou equipamento que o valha, esta música não cansa, mesmo sendo dividida em apenas duas longas faixas.

Existe um dinamismo harmônico muito bem aplicado e que na dose certa,  propicia um convite constante a adentrar cada vez mais em seu intrínseco labirinto musical que é permeado por sentimento de perfeição característica das máquinas, mas que ao mesmo tempo tem o toque da  humanidade.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!! 

MUSICIANS:
Edgar Froese / synthesizer, bass, guitar, keyboards, composer
Peter Bauman / keyboards, drums
Christoph Franke / keyboards

TRACKS:
1. Ricochet Pt. 1 (17:03)
2. Ricochet Pt. 2 (21:11)


"Ricochet Pt. 1 (1/2)"

"Ricochet Pt. 1 (1/2)"

"Ricochet Pt. 2 (1/2)"

"Ricochet Pt. 2 (2/2)"

quinta-feira, março 03, 2011

TANGERINE DREAM - "Optical Race" - 1988

A esta altura da trajetória do Tangerine Dream, tendo passado por diversas tendências musicais e comerciais, lançado vinte um álbuns de estúdio, fora compilações e apresentações públicas, o que poderia ainda criar, Edgar Froese, levando em conta que teria que conviver entre interesses comerciais, seu voraz apetite para o experimentalismo eletrônico e um público que como uma onda, de tempos em tempos, vem havido por uma sonoridade que representa uma época ou mesmo uma geração? 

A resposta para esta difícil equação musical está muito bem resolvida e demonstrada com o lançamento do álbum, "Optical Race", gravado em 1988, produzido por um velho amigo, Peter Baumann, que no mesmo ano fundara uma nova gravadora, a "Private Music", em Los Angeles, Califórnia, USA e tendo como parceiro musical neste novo projeto, o conceituadíssimo músico tecladista, Paul Haslinger. 

Este é um álbum bem introspectivo, beirando a New Age, tem alguma coisa de Philiph Glass em suas composições, pois praticamente todas as músicas são intimistas e poderiam encaixar-se em diversas situações e vez por outra tendem a ser uma trilha sonora para um filme de ficção científica ou coisa parecida. 

Por conta disto, é um álbum muito agradável de ser escutado e tem uma qualidade importante, que é seu poder de atrair qualquer tipo de público, pois desta vez Edgar Froese, abriu mão de longas suítes, mas nem por isso desqualificou ou deturpou suas composições, pois soube dosar na medida certa sua genialidade musical em um raro momento de serenidade, dando uma mostra de sua maturidade como compositor. 

Finalizando, este pode ser considerado como um álbum de entrada para novos apreciadores de sua música, para então aventurar-se no mundo do Tangerine Dream que há quarenta anos vem desafiando o tempo, mantendo-se sempre na vanguarda da música, surpreendendo a cada novo trabalho, nunca se repetindo, sempre se reinventando.

Musicians:
Edgar Froese / synthesizer, guitar
Paul Haslinger / synthesizer, Grand piano, guitar


Tracks:
01. Marakesh (8:17)
02. Atlas Eyes (4:04)
03. Mothers Of Rain (5:13)
04. Twin Soul Tribe (4:28)
05. Optical Race (3:13)
06. Cat Scan (5:35)
07. Sun Gate (4:44)
08. Turning Off The Wheel (6:11)
09. The Midnight Trail (6:54)
10. Ghazal (Love Song) (5:00)

LINK

"Mothers Of Rain"

"Sun Gate"

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

TANGERINE DREAM - "Tyger" - 1987

Temos aqui hoje, mais um excepcional trabalho do Tangerine Dream de Edgar Froese, o álbum, "Tyger", lançado em 1987 e posteriormente remasterizado em 1992, quando ganhou uma faixa bônus, "Vigour", por sinal muito boa.  

Na sua quase maioria os trabalhos de Edgar Froese são muito ricos e este não escapou da estatística e faz parte da terceira fase discográfica, a citada como "comercial", mas creio há controvérsia nesta afirmação feita por "especialistas???" da obra do Tangerine Dream, pois não há nada de comercial nas musicas.  

O que ocorre é que ele impôs uma música menos experimental e que tranquilamente poderia ser inserida como trilha de um filme, comerciais, musica ambiente e etc..., mas a qualidade musical do álbum é incontestável e são músicas que podem agradar a qualquer um, pois estão fortemente solidificadas em arranjos muito bem estruturados e que em alguns casos ganhou a doce voz de Jocelyn B. Smith, dando uma atmosfera New Age às músicas em que teve participação, aliás, as letras podem ser encontradas nas obras do célebre escritor e poeta Inglês, William Blake.  

A rigor este álbum tem tudo para agradar, levando-se em conta que é muito harmonioso e a presença da voz humana quebrou um pouco a impressão fria que instrumentos absolutamente eletrônicos provocam em nossos sentimentos quando a música é criada a partir destes elementos, deixando-a muito impessoal em determinados casos, portanto, fica o convite a experimentar esta fase mais humana na música do Tangerine Dream e ao mesmo tempo confirmar a genialidade de Edgar Froese que há quatro décadas nos oferece uma música de altíssima qualidade.

Musicians:
Edgar Froese / synthesizer, guitar
Christoph Franke / synthesizer, electronic percussion
Paul Haslinger / synthesizer, Grand piano, guitar
Jocelyn B. Smith / vocals
Christian Gstettner / sound sampling

Tracks:
1. Tyger 
2. London 
3. Alchemy Of The Heart 
4. Smile 5. 21st Century Common Man Part I
6. 21st Century Common Man Part II
7. Vigour

LINK



"Tyger"


"London"

segunda-feira, janeiro 10, 2011

TANGERINE DREAM - "Tangents" - 1994

Com praticamente trinta anos de estrada, o Tangerine Dream, edita o álbum, "Tangents", uma compilação de suas melhores criações, produzida em 1994, cobrindo parte de sua história entres os anos de 1973 a 1983, período este que marca o fim da de sua primeira era do grupo, a fase Pinkfloydiana, muito calcada nos loucos trabalhos de Sid Barrett.

A rigor, este álbum explora uma nova era dentro da banda, considerada por muitos a fase de ouro, onde algumas longas suítes ainda são encontradas e uma nova sonoridade é proposta por Edgar Froese, culminando com uma aceitação maior da banda perante um público exigente e que ao final da década de setenta, apresentava um apetite maior para uma sonoridade mais simples e direta.

Neste período, muito produtivo, foram lançados doze álbuns e entre eles temos, "Atem"; "Phaedra"; "Rubycon"; "Stratosfear"; "Sorcere"; "Cyclone"; "Force Majeure"; "Tangram"; "Exit"; "Thief"; "White Eagle" e "Hyperborea", ou seja, uma divisão Panzer de álbuns para arrasar qualquer expectativa negativa sobre a música do Tangerine Dream.

Esta coletânea com muita competência revela um dos períodos mais férteis e criativos que a banda e principalmente seu mentor intelectual, Edgar Froese produziram nestes anos de ouro e por ser um álbum triplo, a oferta de músicas está muito grande e variada, extremamente instigante, um convite irresistível a quem não conhece o trabalho do Tangerine Dream e uma grande oportunidade a quem já está familiarizado com a obra, de relembrar grandes peças musicais que sem dúvida marcaram uma época. 

Finalizando esta resenha, cheguei à conclusão que existem mais dois álbuns que complementam esta compilação e que não fazem parte do LINK abaixo e tão logo eu consiga os demais arquivos, complemento esta postagem.

Musicians
Edgar Froese;
Chris Franke;
Peter Baumann;
Johannes Schmoelling;
Klaus Krüger;
Eduard Meyer

Tracks Listing

Disc One
1. Mojave Plan (Desert Part) (7:44)
2. No Man's Land (Remixed excerpt) (7:29)
3. Kiew Mission (Remixed excerpt) (4:57)
4. Ricochet, Part Two (Remixed excerpt) (7:17)
5. Force Majeure (Remixed excerpt) (5:31)
6. Logos (Blue Part) (5:56)
7. Stratosfear (Remix) (10:46)
8. Mysterious Semblance At The Strand Of Nightmares (7:05)
9. Cinnamon Road (Remix) (4:14)
10. Tangram (Solution Part) (3:36)

Disc Two
1. Das Mädchen auf der Treppe (Remix) (4:14)
2. Phaedra (Re-Recording) (4:51)
3. Logos (Red Part) (6:12)
4. Sphinx Lightning (Remixed excerpt section 4 and 5) (4:54)
5. Desert Dream (Re-Recording) (4:02)
6. Invisible Limits (Remixed excerpt) (8:51)
7. Exit (Remix) (5:52)
8. Mojave Plan (Canyon Part) (5:59)
9. Tangram (Puzzle Part) (8:02)
10. Monolight (Re-recorded excerpt) (4:52)
11. Rubycon (The Decision) (9:30)

Disc Three
1. Cloudburst Flight (Remix) (7:13)
2. Pilots Of Purple Twilight (Remix) (4:49)
3. Logos (Velvet Part) (5:06)
4. Monolight (Yellow Part) (7:15)
5. Tangram (Future Part) (6:00)
6. Rubycon (Dice Part) (6:02)
7. Hyperborea (Re-Recording) (8:37)
8. Force Majeure (Remixed excerpt) (4:38)
9. Rubycon (Crossing Part) (9:30)
10. Dominion (Remixed excerpt) (4:49)
11. Pergamon (Piano Part) (4:59)

LINK

"Tangerine Dream - Tangent (Excerpt)"

terça-feira, novembro 16, 2010

TANGERINE DREAM - "Turn of The Tides" - 1994

Na busca de um material para outra postagem, "mirei no que vi e acertei no que não vi" e com este ato falho, deparei-me com esta obra prima, "Turn of The Tides" de 1994 do Tangerine Dream que confesso que não o conhecia, uma lástima, pois é um magnífico trabalho produzido a mais de uma década e eu na minha ignorância desconhecia a sua existência.

Com uma sonoridade diferente e especial, talvez por não estar tão eletrônico como de costume, pois os instrumentos de sopro e os vocais de fundo inseridos nas músicas dão a medida certa para uma música que funde diversos estilos musicais em um só, muitas vezes ocorrendo em uma única música, são alguns dos elementos que diferenciam este álbum.

Como ouvi pouquíssimas vezes, posso estar enganado nos meus sentimentos, mas esta é a impressão inicial que tive, pois a música de abertura, "Pictures at an Exhibition" de Modest Mussorgsky, muito bem explorada pelo ELP e aqui tocada de forma solene, indicava os rumos que este álbum poderia estar seguindo.

Ledo engano, todas as músicas estão surpreendentes, pois sob uma leve atmosfera eletrônica e em alguns momentos com batidas jazzísticas e vez por outra com batidas bem rock, somando-se em determinados momentos a  alguns rifs de guitarra muito característicos da música espanhola, que soam como o dedilhar de Al Di Meola em seu violão, foram alguns dos ingredientes que consegui captar, além é claro da inserção dos instrumentos de sopro que humanizaram as músicas.

A música título que fecha o álbum, "Turn of The Tides" possui tantos elementos musicais que fica difícil descrevê-la, mas em poucas palavras, ela começa com uma batida bem disco, acompanhada de uma potente guitarra que navega suavemente sobre a atmosfera eletrônica dos sintetizadores de fundo durante sua execução, para ao final terminar com um canto e percussão de características africanas que arrepia e emociona a qualquer um, basta ter um ouvido em  funcionamento. 

Considero esta diversidade musical, coisa de gênio e como no caso, o gênio é Edgar Froese, o resultado não poderia ser outro, pois mais uma vez, somos brindados com o talento e genialidade de um músico como poucos, que em quatro décadas, soube acompanhar a evolução musical imposta por novas tendências sem perder sua personalidade e identidade musical.

Realmente não me resta muito mais a dizer, a não ser que recomendo muito este álbum, pois para mim foi uma gratíssima surpresa ao escutá-lo pela primeira vez e com certeza será para outros que por ventura ainda não o conheçam.

Musicians
- Edgar Froese / keyboards, lead guitar, drumming
- Jerome Froese / keyboards, drumming, lead guitar
- Zlatko Perica / lead guitar, rhythm guitar
- Linda Spa / Alto saxophone, Tenor saxophone, Soprano saxophone
- Jamie Klimek / backing vocals
- Julie Ocean / backing vocals
- Roland Braunstein / trumpet

Tracks Listing
1. Pictures at an Exhibition  (3:01)
2. Firetongues (6:32)
3. Galley Slave's Horizon (7:47)
4. Death of a Nightingale (5:30)
5. Twilight Brigade (9:45)
6. Jungle Journey (6:34)
7. Midwinter Night (4:38)
8. Turn of the Tides (7:40)

LINK.

"Jungle Journey"

"Midwinter Night"