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terça-feira, outubro 07, 2014

VA - “Celebration Jon Lord The Rock Legend & Celebration Jon Lord The Composer” - 2014

Aguardando algum novo lançamento, e ai leia-se, o “Pink Floyd” ou a “Anderson Ponty Band”, resolvi dar uma desacelerada na frequência das resenhas, pois o cenário atual é de uma mesmice sonolenta que já há algum tempo nos assola, portanto postar álbuns que no fundo só mudam a capa e têm praticamente o mesmo conteúdo musical, para mim perdeu totalmente o sentido.

Entretanto, meu velho cérebro e ouvidos, recebeu um fortíssimo estimulo ao escutar um merecidíssimo tributo feito para homenagear Jon Lord, o Mago dos Hammonds, que junto ao Deep Purple encantou multidões com suas performances absolutamente fantásticas.

Depois de sua saída da banda, passou a compor e executar suas próprias peças voltadas para a música clássica, até seu momento derradeiro que aconteceu no dia 16 de julho de 2012, data em que o mundo da música ficou um pouco menor, mais pobre e triste por conta desta perda irreparável.


A rigor são dois tributos distintos, sendo um voltado para o rock, intitulado, “Celebration Jon Lord The Rock Legend”, aliás, um título digno de sua grandeza e o segundo tributo voltado para a música clássica, intitulado, “Celebration Jon Lord The Composer”.

Este evento está lançado em diversos formatos, então,  “Celebration Jon Lord The Composer” e “Celebration Jon Lord The Rock Legend” estão distribuídos em CD, DVD e Blu-ray, separadamente ou pode ser adquirido na forma de um box set de luxo que reúne muitos desses formatos em um único pacote.

Os tributos foram gravados em abril deste ano no Royal Albert Hall e contou com a participação da atual formação do Deep Purple e os demais músicos especialmente convidados como, Glenn Hughes, Bruce Dickinson, Ian Paice, Rick Wakeman e Paul Weller, bem como a Orion Orchestra, conduzida pelo maestro Paul Mann para o tributo “Rock Legend”, ou seja, um time de músicos a altura da carismática figura de Jon Lord.

Para dar vida ao tributo, “The Composer”, foram convidados, a Orion Orchestra, sob a regência do maestro Paul Mann, além dos músicos, Rick Wakeman, Jeremy Irons (ator), Steve Balsamo, Neil Murrey e Micky Moddy para dar o tom certo às composições de Jon Lord.

É extremamente gratificante poder sentir a miscigenação musical envolvendo nomes do mundo do rock progressivo e do metal, bem como da música clássica e porque não dizer das artes cênicas também, com a presença do ator Jeremy Irons, aliados a também grandes nomes do hard rock, dando uma mostra de humildade e amor à música que teve como objetivo, homenagear a memória de Jon Lord.

Esse sentimento bateu forte ao assistir o vídeo e ver cantando lado a lado Ian  Gillan com Bruce Dickinson e este com Glenn Hughes, que está com sua voz muito bem preservada, bem como ver Rick Wakeman fazendo um solo viajante na música "Hush" como se estivesse executando "Journey To The Center Of The Earth" em um clima de altíssimo astral, muito bem acompanhados pela não menos animadíssima orquestra.

Cabe ressaltar que Don Arey que teve a  difícil e ingrata missão de substituir Jon Lord frente ao teclados, está se saindo muitíssimo bem, honrando a posição e se colocando com muita naturalidade entre os melhores da categoria, assim como Steve Morse que se adaptou a banda de tal forma que impressão que deixa, é de que ele é o que mais de diverte quando está no palco pela sua espontaneidade.     

“Rock Legend” homenageia Jon Lord, com diversos clássicos do Deep Purple como as músicas, Burn, Soldier Of Fortune, Lazy, Perfect Strangers, Black Night, Hush e vários outros sucessos da banda.

O tributo “The Composer”, nos brinda com músicas, Sarabande, Fantasia, Picture Within e outras que fecham este ciclo de homenagens para o músico que antes de qualquer coisa, era uma grande figura humana, muito querido no meio artístico e sem dúvidas um dos poucos homens que conseguiu domar os legendários Hammonds. 

Fica o convite a todos se deliciarem com a música de Jon Lord e do Deep Purple, na companhia de grandes músicos do mundo rock que doaram seu talento para este justo e merecido tributo.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

CELEBRATING JON LORD THE ROCK LEGEND
CD1 
01. Things Get Better (
With Paul Weller)
02. I Take What I Want (
With Paul Weller and Micky Moody)
03. Silas And Jerome (
With Phil Campbell from The Temperance Movement, Ian Paice, Bernie Marsden)
04. I'm Gonna Stop Drinking (
With Phil Campbell from The Temperance Movement, Ian Paice, Bernie Marsden)
05. Soldier Of Fortune (with Steve Balsamo, Sandi Thom and Micky Moody)
06. You Keep On Moving (with Glenn Hughes, Bruce Dickinson, Ian Paice, Don Airey and Micky Moody)
07. Burn (with Glenn Hughes, Bruce Dickinson, Ian Paice, Don Airey and Rick Wakeman)
08. This Time Around (with Glenn Hughes)
CD2
01. Uncommon Man (Deep Purple)
02. Above And Beyond (Deep Purple)
03. Lazy (featuring Stephen Bentley - Klein, Violin / Deep Purple)
04. When A Blind Man Cries (Deep Purple)
05. Perfect Strangers (Deep Purple)
06. Black Night (Deep Purple)
07. Hush (feat. Bruce Dickinson, Rick Wakeman, Phil Campbell, Bernie Marsden, Micky Moody / Deep Purple) 


CELEBRATING JON LORD THE COMPOSER 
01 - Fantasia
02 - Durham Awakes
03 - All Those Years Ago (With Steve Balsamo And Micky Moody)
04 - Pictured Within (With Miller Anderson)
05 - Sarabande (With Rick Wakeman)
06 - One From The Meadow (With Margo Buchanan)
07 - Bourree
08 - Afterwards (With Jeremy Irons And Paul Mann)



quarta-feira, janeiro 29, 2014

V. A. - COLOSSUS PROJECTS - "The Tales of Edgar Allan Poe: A SyNphonic Collection" - 2010

Existe um dito popular que diz que: “Quem tem padrinho, não morre pagão!”, e eu já complementei este dito algumas vezes aqui no blog com: “E quem tem amigos, também não!!”, pois esta postagem só está sendo possível, graças ao amigo, “Ricardo LDR” que sempre que pode, dá seus “pitacos” aqui e em outros blogs, com o intuito de enriquecer as resenhas e recentemente me presenteou com este álbum que eu já estava atrás há algum tempo, mas sem sucesso em obtê-lo.

Entretanto, esse mesmo amigo, passa por um momento um tanto difícil e nestas horas uma palavra amiga é sempre uma luz no final do túnel e só para que possam ter uma ideia do significado da palavra “amizade”, eu fui alertado por “Breu”, um integrante da Tropa de Elite do VALVULADO, um blog irmão, sobre o que estava acontecendo com “Ricardo LDR”.

Apenas um pequeno detalhe, pois acredito que nenhum de nós em sua maioria já tenha tido contato pessoal, ou seja, é uma amizade virtual, que tomou forma a partir de um interesse em comum, a “música” e que de alguma forma nos uniu e os laços de amizade se formaram, portanto a preocupação foi a mesma de uma amizade pessoal.

Senogul
Portanto, esta postagem que de qualquer forma seria para ele em agradecimento ao presente que recebi, ganha dimensão maior, portanto, peço a liberdade de em nome de todos os demais amigos do “boteco”, dedicá-la a “Ricardo LDR”.

Meu velho, neste momento uma grande “corrente” de pensamentos positivos de fé e de esperança já esta formada com o objetivo de te dar ânimo e forças para que possa ir em frente, seja qual for a adversidade que esteja enfrentado, pois não cabe expô-la aqui.

Velhão, conte conosco, pois todos estão torcendo por você!!!! Tenha fé nisto!!!!

Quanto ao presente que citei acima, trata-se do álbum, “The Tales Of Edgar Allan Poe (A SyNphonic Collection)", uma iniciativa do Colossus Projects, lançada em 2010, que reúne várias bandas e músicos isolados, em torno da obra de Edgar Alan Poe que é um verdadeiro objeto de desejo para bandas de rock, levando-se em conta a complexidade e a riqueza de seus contos, uma fonte inesgotável de inspiração para compositores e músicos, levando-os a criar viagens musicais alucinantes.

Marco Lo Muscio
Um bom e conhecido exemplo a ser lembrado é o de Alan Parsons com seu álbum, “Tales of Mystery & Imagination”, onde alguns contos deste mesmo escritor foram musicados em 1976, no auge do rock progressivo, transformando este álbum em um dos seus mais bem sucedidos projetos musicais.

Caracteristicamente, o Colossus Project, trabalha com bandas das gerações mais recentes do rock progressivo com resultados surpreendentes e como não poderia deixar de ser, neste álbum não foi diferente, onde a tônica deste projeto girou em torno da musica instrumental com poucas passagens cantadas.

Das bandas presentes, a única de meu conhecimento, ficou por conta de Anima Morte, banda Sueca, que tem como estilo de compor, a linha filosófica de bandas como, Anglard, Samla Mammas Manna, Par Lindh Project, Goblin e outros e provavelmente é por essa questão que este projeto é tão atraente, pois sempre está dando oportunidade para que novas bandas possam mostrar seu trabalho.

As músicas que mais chamaram a  minha atenção foram “The Cask of Amontillado”/ Magnetic Sound Machine; “The Purloined Letter”/Jukka Kulju; “The Premature Burial”/Anima Morte e “Hop Frog”/Areknames, lembrando que esta é uma pequena amostra e o álbum se bem explorado, pode ainda trazer grandes surpresas.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Convidados:
Anima Morte
Areknamés
Armalite
Blank Manuskript
Chansonoir
Daal
Dunwich
Guy LeBlanc
Jinetes Negros
Jukka Kulju
Karda Estra
La Théorie des Cordes
Little Tragedies
Magnetic Sound Machine
Marco Lo Muscio
N.O.T.
Oracle
Senogul


Tracks:
CD-1
01 Intro (Marco Lo Muscio)
02 The Black Cat (Senogul)
03 A Descent Into the Maelström (La Théorie des Cordes)
04 The Tell-Tale Heart (Oracle)
05 The Sphinx (N.O.T.)
06 The Oblong Box (Dunwich)
07 The Oval Portrait (Guy LeBlanc)
08The Masque of the Red Death (Jinetes Negros)
09 The Pit and the Pendulum (Karda Estra)

CD-2
01 The Purloined Letter (Jukka Kulju)
02 The Premature Burial (Anima Morte)
03 The Gold-Bug (Blank Manuskript)
04 Hop-Frog (Areknamés)
05 The Man of the Crowd (Little Tragedies)
06 The Murders in the Rue Morgue (Armalite)
07 Ligeia (Chansonoir)
08 The Cask of Amontillado (Magnetic Sound Machine)
09 The Fall of the House of Usher (Daal)

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domingo, novembro 17, 2013

V. A. - “Kalevala - A Finnish Progressive Rock Epic” - 2003

Sempre estamos em busca de algo novo e interessante para postar e consequentemente poder resenhar algo a respeito de algum bom trabalho e deste modo acabei por me deparar com o álbum, “Kalevala - A Finnish Progressive Rock Epic”, lançado em 2003 pela Musea Records.

Kalevala era um nome que já tinha visto e/ou escutado em alguma oportunidade, mas não tinha a menor ideia do que poderia significar e para minha surpresa, trata-se de uma epopeia finlandesa, baseada em poemas populares, publicada em 1835 por Elias Lönnrot e reeditada pelo mesmo autor em 1849 quando foram inseridos novos poemas à obra com a colaboração de amigos que o ajudaram a coletar novos poemas e desde então é a edição base para a tradução de outras línguas.

Esta obra é um conjunto de baladas, velhas canções e um grande número de lendas finlandesas que já serviram de inspiração, para o célebre escritor inglês, J R R Tolkien, criador do não menos célebre épico, “O Senhor dos Anéis” e ao compositor de música clássica, Jean Sibélius que também se serviu desta mesma obra para criar diversas peças musicais.

Elias Lönnrot
Então, eis que chegou a vez do rock progressivo dar o ar de sua graça sobre esta intrigante peça e por conta da intervenção da revista finlandesa de rock, Colossus Magazine, com seu Colossus Project, trouxe nada menos do que trinta bandas que em quase quatro horas de música, revelaram o encanto e o lirismo desta (agora para mim) célebre obra.

Para dar maior veracidade e o clima necessário que a obra assim o exige, foram selecionados propositadamente instrumentos analógicos utilizados na década de setenta e bandas que também flertam com diversos segmentos do rock progressivo, como o neoprog, rock sinfônico, metal sinfônico e outros que segundo se comenta, de forma sadia competiram entre si para que o resultado fosse o melhor possível.

Alguns nomes de peso como, MUSEO ROSENBACH, AARDVARK, SIMON SAYS, LEVIATHAN MALIBRAN, MAGENTA, HAIKARA e CLEARLIGHT, fazem parte do elenco estelar composto por trinta bandas que deram vida a esta obra tão rica, complexa e envolvente.

Esta epopeia chega a nossos ouvidos de forma muito marcante e realmente emociona a cada música, pois em cada uma delas há uma particularidade que não se repete nas demais pelo fato de que cada música teve um tratamento especial dado por uma banda exclusiva sem a perda da sua unidade e  ao esmo tempo de sua continuidade, transformado esta epopeia em um verdadeiro épico musical.

Algumas músicas se destacam naturalmente, entretanto podem variar de pessoa a pessoa, dependendo da sensibilidade de cada um e no meu caso, eu destaco apenas como exemplo, uma única música retirada de cada cd: "The Boat Builder / Searching For the Lost Word", executada pelo Clearlight, "Fiore di Vendetta (The Flower of Revenge)" executada pelo Museo Rosenbach e finalmente, "Uusi kantele (new kantele)" do Aardvark, que são as que mais chamaram a minha atenção, mas vale ressaltar que a totalidade deste álbum agrada facilmente pelo seu denso conteúdo, tornando-o um bom motivo para escutá-lo e também por ser uma excelente oportunidade para se conhecer novas bandas. 

Em geral todos os trabalhos da série Colossus Project, são muito bem produzidos e este não fugiu à regra, pois são quase quatro horas de música de altíssima qualidade, divididas em três CDs que com certeza encantarão os amantes da boa música com peças instrumentais e cantadas muito envolventes. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Tracks:

DISC 1 (81:32)
01. HAIKARA (Finland) - The Creation / The Sowing (11:27)
02. OVERHEAD (Finland) - Wainamoinen and Youkahainen / The Fate of Aino (8:00)
03. SIMON SAYS (Sweden) - Som Floden Flyter (As the river runs) (7:00)
04. SINKADUS (Sweden) - Trubadurens kval (The Minstrel's Cry) (5:36)
05. MOONGARDEN (Italy) - Maiden of the Bow (10:18)
06. IL CASTELLO DI ATLANTE (Italy) - Ilmarinen Forges the Sampo (6:59)
07. MAGENTA (Uk) - Lemminkainen's Lament (6:53)
08. SUBMARINE SILENCE - (Italy) (7:34)
09. METAPHOR (Usa) - Raking the Bones (7:45)
10. CLEARLIGHT (Usa-Fra) - The Boat Builder / Searching For the Lost Word (10:00)

DISC 2 (71:00)
01. ORCHARD (Norway) - 3 (7:30)
02. GREENWALL (Italy) - The Wedding (14:27)
03. REVELATION (Italy) - Uninvited Guest (10:00)
04. SCARLET THREAD (Finland) - Pimeästa Pohjolasta (5:01)
05. MAD CRAYON (Italy) - Il Suono Dei Ricordi (The Sound of Memories) (6:19)
06. MUSEO ROSENBACH (Italy) - Fiore di Vendetta (The Flower of Revenge) (6:37)
07. LEVIATHAN (Italy) - Filo di Lama (Edge of a Blade) (10:32)
08. MALIBRAN (Italy)- Strani Colori (Strange Colors) (5:12)
09. SOFIA BACCINI (Italy) - Malvagio Per Le Stelle (Mean because of the stars) (5:25)
10. ELEGANT SIMPLICITY (UK) Ilmarinen's Bride Of Gold (5:02)

DISC 3 (76:19)
01. QADESH (Uk) - Ilmarinen's Fruitless Wooing (11:30)
02. CANTINA SOCIALE (Italy) - Kantele (6:00)
03. GRAND STAND (Sweden) - Stormen (Tempest) (7:07)
04. GERMINALE (Italy) - La Battaglia per il Sampo (The Battle for the Sampo) (8:14)
05. AARDVARK (Finland) - Uusi Kantele (New Kantele) (5:57)
06. THONK (Switzerland) - Kapittu 45/46 (Chapter 45/46) (6:37)
07. GROOVECTOR (Finland) - Tuletta (Fireless) (5:29)
08. WHOBODIES (Finland) - Pine (5:41)
09. RANDONE & TEMPORE (Italy) - Runo 49 (9:00)
10. CAFEÏNE (France) - Way is open (11:44)


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segunda-feira, novembro 11, 2013

V. A. - "The World Of Krautrock Vol. 1 e 2" - 1997/2006

Ao final dos anos 60 na Alemanha surgia um movimento musical, que experimentalmente fundia o rock com a música eletrônica e ficou conhecido como o Krautrock, nome criado a partir de uma referência feita pela imprensa Britânica na época de seu surgimento que a principio foi considerada pejorativa, por conta da sua derivação da palavra alemã, "sauerkraut", que traduzido para o português, torna-se, “chucrute”, entretanto a brincadeira acabou por ganhar forte identidade e passou a nominar oficialmente o estilo musical alemão.

Escutando as bandas ditas de Krautrock, como o Popol Vuh, Ash Ra Tempel, Holderlin, Amon Düül II, Faust, Guru Guru, Birth Control e mais uma enormidade de bandas, é possível entender o processo criativo e o que se passava na cabeça de músicos de bandas mais tardias e que começavam a delinear os primórdios do que viria ser o rock progressivo.

Um bom exemplo é o Pink Floyd, que teve no seu início musical, a sua fase mais louca (psicodélica) agregada à genialidade lisérgica de Sid Barrett, nos permitiram chegar a álbuns espetaculares como, The Piper at the Gates of Dawn, A Saucerful of Secrets, Ummagumma (esse experimental de mais) e até mesmo Atom Heart Mother que é uma obra prima, são álbuns intimamente ligados aos conceitos básicos musicais do Krautrock.

Os álbuns, The World Of Krautrock vol. 1 de 1997 e The World Of Krautrock vol. 2 de 2006, possibilitam uma interessante panorâmica sobre esta obscura vertente musical, que neste dois álbuns são representados pelas bandas, Birth Control, Wallenstein, Broselmaschine, Witthuser & Westrupp, Holderlin, Walpurgis, Guru Guru, Popol Vuh, Floh De Cologne, Broselmaschine, Mythos, Walpurgis, Annexus Quam e Emtidi, que fazem parte da nata do Krautrock.


Particularmente, gostei da banda Popol Vuh e especificamente da música, Im Garten Der Gemeinschaft, pois de alguma forma ela me remeteu diretamente a suíte, “Atom Heart of Mother” do Pink Floyd, talvez por conta de um coral de vozes bem característico, mesmo tendo sido criada dez anos após a suíte Pinkfloydiana. 

De um modo geral, as bandas e as músicas do Krautrock, representam a síntese de diversas influências musicais e também o sinônimo da quebra de alguns paradigmas musicais, como por exemplo, "vejam o quão rápido podemos tocar", sendo substituído por "vejam o quão longe podemos ir", e realmente com este conceito forma longe mesmo..

A quebra de um paradigma como este, significava simplesmente  a aplicação de um novo conceito filosófico musical, onde a criatividade era colocada acima da velocidade de execução, para a criação de uma música mais viajante e em geral desenvolvida a partir de compassos de 4/4, que são mais lentos e permitem uma melhor percepção da música.

O Krautrock tem algumas particularidades e dentre elas, uma chama muito a  minha atenção, pois algumas bandas, excelentes por sinal, curiosamente só produziram um único álbum em sua carreira e isso eu pude perceber frequentando bastante o blog, PROGROCKVINTAGE da nossa querida amiga, Luciana Aun, que é uma especialista neste assunto e também possuidora de um dos maiores acervos deste gênero musical, senão o maior, portanto quem quiser se aprofundar neste assunto, ai está a dica, pois lá é uma parada obrigatória para aquisição de conhecimento sobre o Krautrock.

Recomendo estes dois álbuns duplos, por serem um bom motivo e um passaporte a adentrar ao mundo do Krautrock e com eles, conhecer uma boa parte das doutrinas que deram origem ao rock progressivo dos anos setenta.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!



01. Work Is Done
02. Lunetic
03. Schmetterling
04. Der Rat Der Motten
05. Requiem Fur Einen Wicht
06. Queen Of Saba
07. Electric Junk
08. Im Garten Der Gemeinschaf
09. Priestess
10. Stop Little Lady
11. Der Lsd-Marsch
12. Marvellous Child
13. Dracula
14. Bo Diddley
15. Mother Universe
16. Just Before The Sun Will

The World Of Krautrock vol. 2

01. When The Night Falls
02. Wir Brauchen Keine Millionare
03. Old Man's Song
04. Golden Antenna
05. Traum
06. Hero's Death
07. Disappointment
08. Space Ship
09. Osmose 1
10. Stone In
11. Braintrain
12. Die Schlusselblume
13. Nossa Bova
14. Garden Of Gold
15. Saat
16. My Last Illusion
17. Waren Wir
18. Die Oberen Zehntausend



terça-feira, maio 21, 2013

V. A. - "Colossus Projects - The Stories of H.P. Lovecraft - A SyNphonic Collection" - 2012


O momento não poderia ser mais oportuno para postar, "Colossus Projects - The Stories of H.P. Lovecraft - A SyNphonic Collection", um projeto que reúne vinte bandas das gerações mais recentes do rock progressivo, tendo como tema, os contos de fantasia e terror gótico, de H.P. Lovecratf. 

Este momento é oportuno, uma vez que, temos discutido sistematicamente  sobre a existência ou não de novas bandas que promovessem uma renovação para o rock e no caso deste álbum triplo, somos brindados com este número tão expressivo de bandas, das quais eu particularmente só conheço “The Samurai Of Prog”, Glass Hammer e Aether. 

Para entender esta fusão entre os contos e a música, vale uma pequena pausa para saber quem foi H.P. Lovecratf, aliás, Howard Phillips Lovecraft, americano, falecido aos 47 anos em 1937, criador de um estilo literário, chamado de “Terror Cósmico” e teve como fonte de inspiração, a obra de “Edgar Alan Poe”, assim como sua obra serviu de inspiração para afamados escritores como, Stephen King e Robert Bloch, também grandes mestres do terror. 

Seus principais livros são “O Chamado de Cthulhu”, "Necromicon", “Nas Montanhas da Loucura”, “Sombras Perdidas no Tempo”, “O Horror de Dunwich” e "O horror sobrenatural na literatura", considerado até hoje o mais importante ensaio sobre este gênero literário, que abriu as portas para séries como, “The Twilight Zone”, “The X Files”, e “Fringe” que se não me falha a memória é uma série bem recente. 

Esta manifestação musical sobre sua obra não é inédita, pois bandas advindas do Heavy Metal como o Iron Maiden, Metallica, Black Sabbath, Mercyful Fate, Cradle Of Filth e várias outras se renderam a sua obra e agora chegou à vez do rock progressivo prestar suas homenagens. 

Isto posto, vamos até ao conteúdo deste ambicioso projeto, onde cada banda utilizou-se de um conto de H.P. Lovecratf como fonte de inspiração para a criação destas vinte inéditas músicas que foram reunidas em três CDs.

Por mais incrível que possa parecer, existe uma forte ligação entre as músicas que são o fruto da interpretação e do sentimento revelado por cada banda, com sinistros temas musicais que remetem a uma atmosfera cósmica e sombria retratando o universo alienígena que ele creditava em seus contos de terror.

Deve ser uma experiência bem interessante ler algum destes contos de terror, tendo como trilha sonora, estas músicas e poder imaginar como foi o processo de criação para chegar a este temas tão bem elaborados. 

Como tive pouco tempo para escutá-lo e a vontade de postá-lo logo, não seria muito nobre de minha parte ficar tecendo comentários ou dar algum destaque sobre as músicas, entretanto, escutei direto todos os CDs umas três vezes, sem ficar com vontade de pular alguma faixa.

Para mim este fato tem um significado muito importante, principalmente por serem vinte bandas com estilos e formas diferentes de compor, mas que de alguma forma agradaram bastante a minha imensa fome por algo realmente novo. 

As bandas e artistas que performaram neste este álbum, servirá de fonte de inspiração e futuras pesquisas, pois surpreendentemente este álbum reuniu músicas muito boas que fatalmente são um incentivo a conhecer melhor os seus autores.

RECOMENDADÍSSIMO!!!!

Bandas e Faixas:
CD1:
01. The Samurai of Prog - “The Case of Charles Dexter Ward”
02. Glass Hammer - "Cool Air”
03. Karda Estra - "The Haunter of the Dark”
04. Unitopia - "The Outsider”
05. Simon Says - "The Wailing Wall"
CD2:
01. Jinetes Negros - "Hypnos”
02. Blank Manuskript - "Beast in the Cave”
03. La Coscienza Di Zeno - "Colofonia”
04. Guy Le Blanc - "Beyond the Wall of Sleep”
05. Ars Ephemera - "The Other Gods”
06. Attilio Perrone - "Topi nel Muro”
07. Ciccada - "The Statement of Randolph Carter”
08. D'accord - "The Doom that Came to Sarnath”
CD3:
01. Sithonia - "Il Gatti di Ulthar”
02. Daal - "The Call of the Cthulu”
03. Kate - "Dream-Quest to the Unknown Kadath”
04. Nexus - "The Colour out of Space”
05. Safara - "Calendimaggio”
06. Aether - "Mountains of Madness”
07. Goad (Bonus Track)





sábado, abril 27, 2013

V. A. - "80's In Concert"- 2011

Essa resenha vem para complementar alguns pensamentos que acabaram por ficar de fora da resenha do “IQ”, pois afinal de contas, a música não se resume somente ao rock progressivo e as suas gerações posteriores que vieram na sequencia dos acontecimentos. 

Esta semana, dei de cara com esta coletânea chamada, “80’s In Concert”, com músicas da década de oitenta, cobrindo uma boa parte do cenário Pop, o que veio bem a calhar, em um momento de reflexões sobre um tipo de música, que ora é odiada por uns, ora adorada por outros, mas que chegou do jeito que chegou sem ser erudita e um tanto pobre no que se refere a sua concepção estrutural, mas afinal de contas, representou uma época e, portanto, deve ser respeitada, pois isto é histórico. 

The Cult
A interferência dos modismos musicais oitentistas, afetou de forma muito marcante o rock como um todo, devendo-se isso primeiramente ao surgimento do Punk Rock, em seguida da New Wave e de outros subprodutos que vieram na sequencia e fizeram um estrago danado em tudo o que já havia sido feito. 

Para quem viveu intensamente as músicas do final dos anos sessenta e dos anos setenta, se recente muito desta mudança de comportamento da sociedade, que passou a ser menos exigente e ser mais afeta a uma música menos sofisticada e mais dançante e isso forçou as bandas mais antigas a procurarem novos caminhos, que nem sempre chegaram a algum bom lugar, mas isso já esta sendo discutido em outro fórum. 

Toto
Tentando sair um pouco da esfera do rock progressivo e isolando a música Pop oitentista, de modo imparcial, será que ela é realmente tão pobre e mal elaborada a ponto de ser encarada como uma pária musical? 

Fazendo aqui e agora, uma revisão em meus conceitos, lembro que em paralelo ao meu universo progressivo que, aliás, me acompanha até hoje, eu bem que curti diversas bandas que estão nesta coletânea, como o The Cult, The Mission, Toto, Tears for Fears, The Church, Level 42, Killing Joke, Gary Numan e alguns outros que não estão presentes neste álbum como o B’52 (super divertido), Simple Minds (apadrinhado por Peter Gabriel) e algumas outras bandas que não consigo resgatar em minha memória. 

Tears For Fears
Ao que parece, para mim, caiu uma ficha muito importante, que é não querer criar paralelos entre movimentos musicais radicalmente opostos, pois não funciona, são incomparáveis, com pesos e medidas em unidades diferentes, causando muita confusão e julgamentos equivocados que ao final de tudo não tem grande valor, apenas prevalecendo um gosto pessoal por este ou aquele movimento. 

Essa coletânea está bem abrangente com um numero bem razoável de músicas divertidas, incluindo inclusive músicas do Asia e do Yes que em algum momento no meio desta tormenta, tiveram que se render a nova ordem musical, até mesmo por uma questão de sobrevivência. 

De forma alguma com esta resenha, tenho a pretensão de querer influenciar a opinião ou gosto pessoal de quem quer que seja, pois apenas estou externando alguns sentimentos que recentemente em função do que tem sido ostensivamente discutido nos bastidores do blog, o espaço dos “Comentários” em algumas resenhas anteriores, portanto, como este fórum é livre, qualquer opinião favorável ou não, sempre será muito bem vinda. 

DIVERSÃO GARANTIDA !!!!

Tracks 
CD1 
01 She Sells Sanctuary 
02 Everybody Wants to Rule the World 
03 Owner of a Lonely Heart 
04 Tainted Love/Where Did Our Love Go 
05 If You Leave 
06 Running in the Family 
07 Things Can Only Get Better
08 Ballet Dancer
09 Are Friends Electric
10 Lips Like Sugar
11 In a Big Country
12 Call Me
13 I Melt with You
14 I Want Candy
15 Rock This Town
CD2
01 Is She Really Going Out with Him?
02 Africa
03 Shout
04 Always the Sun
05 Leaving Me Now
06 Wishful Thinking
07 Close My Eyes Forever
08 Heart and Soul
09 King of Wishful Thinking
10 Bridge to Your Heart
11 Heat of the Moment
12 Chance
13 I Feel for You
14 Temptation
15 Tell It to My Heart
CD3
01 Walking on Sunshine
02 Something About You
03 What Is Love?
04 Ghost Town
05 Cars
06 Love Will Tear Us Apart
07 The Killing Moon
08 Sweet Jane
09 Only the Lonely
10 Love Like Blood
11 Words
12 Love Me Two Times 
13 Under the Milky Way 
14 Love Removal Machine
15 Sole Survivor


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quinta-feira, outubro 11, 2012

V. A. - “Tales From The Edge – A tribute to the Music of the Yes” - 2012

“Ousadia”, esta foi a primeira palavra que veio a cabeça quando pela primeira vez eu tomava contato com este álbum tributo, “Tales From The Edge – A tribute to the Music of the Yes”, tendo em vista que o elenco de bandas e músicos isolados que dele participaram eu não conhecia nenhum sequer. 

Ate ai tudo bem, pois os produtores do álbum não têm culpa que eu seja um ignorante e não conheça estes artistas, mas um tributo logo com a música do Yes, que tem toda uma história de vida e que envolve praticamente os melhores músicos do planeta, realmente foi um ato de muita coragem, pois novos arranjos foram feitos para adequar as músicas a seus novos e desconhecidos executores, vocais e instrumentais. 

Toda vez é a mesma história, bate aquele medo na hora de escutar as músicas pela primeira vez, entretanto neste caso, salvo raríssimas exceções, uma ou duas no máximo que acho que ficaram um pouco fora do contexto dos originais em um universo de vinte e seis músicas o que não chegou próximo de ser um sacrilégio musical, apenas não gostando do que escutei, portanto, sou obrigado a concordar que o álbum é muito bom e os ilustres desconhecidos (para mim), sem exceção, merecem todo o nosso respeito e consideração. 

Como só escutei apenas uma vez o álbum e imediatamente deu coceira não mão para escrever algo a respeito, seria uma grande injustiça e imprudência de minha parte ficar destacando esta ou aquela música, pois certamente a possibilidade de acerto nas conceituações das músicas nestas condições, beira a zero, mas posso afirmar que o álbum diverte, e muito. 

Quando eu tenho esta percepção do “divertimento” sedimentada na música, isto para mim é o primeiro e melhor “indício” de estar muito próximo de uma música de qualidade e neste caso, apenas pela origem da música, boa parte do indício já estava garantido e como a execução não decepcionou, isto de forma alguma, o álbum como um todo é muito melhor do que eu poderia esperar. 


De forma geral, músicos instrumentistas, vocalistas, surpreenderam de forma muito positiva, pois nitidamente não houve a preocupação de se imitar os originais, mas sim de dar uma nova leitura a inconfundível e inimitável discografia do Yes e neste momento enquanto escrevo este parágrafo, escuto a música, ”Time and a Word”, cantada lindamente em italiano pela banda “Armalite”, o que de imediato me fez lembrar o Premiata Forneria Marconi que anda um pouco esquecido aqui no blog, mas em breve eu corrijo esta injustiça. 

A tarefa de fazer um tributo a uma banda ou músico, é um grande problema e quando este problema leva o nome de “Yes”, ai o bicho pega e todo o cuidado é pouco, pois o resultado pode ser desastroso, mas graças aos bons “Deuses da Música”, isto não aconteceu de forma alguma com este álbum, portanto ele passa a ser uma excelente opção para começar este final de semana prolongado, que aqui no Rio de Janeiro vai ser estendido até a próxima segunda-feira, portanto amigos, sem medo, recomendo este álbum, pois ele ainda vai dar muito que falar.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!



ESPAÇO RESERVADO AOS AMIGOS:

Definitivamente fica aberto este espaço, uma vez que, em geral os comentários são mais ricos do que a própria resenha e ficam escondidos em um local pouco frequentável que é a página dos "comentários", portanto, sempre que houver uma colaboração enriquecedora, ela será imediatamente agregada a resenha, obviamente cedendo todos os créditos ao seu verdadeiro "Autor":

"Dead", meu irmão, valeu mais uma vez por estar aqui presente no blog com este depoimento:


"Vc não conhece todos e eu não coheço alguns. Uns bons sim outros nem tanto, o trabalho vou baixar, mas que tal a opinião de um cara que conhece quase todos, tocou com eles e conhece o Yes como ng?Espero ter contribuído.

On a surface level, a tribute album is all about the band being paid the tribute. Even if they themselves may never appear on the album, their compositions will be examined and executed from a different angle than what fans will have been familiar with. Keeping in mind that Yes are one of my all-time favourite bands (I myself have paid tribute to them with a cover or two), it's an exciting prospect to hear some fellow fans of the almighty Yes paying homage in their own way, even if I have heard of very few of the artists. Leading me to my next point; although I have been brought here for Yes, "Tales From The Edge" has also served as a comfortable way to be introduced to the passion of many lesser-known prog acts. Whether it's for Yes or a promising window-shop for talented prog artists, this is worth checking out.

Although I'm sure quite a few people reading this will have a greater knowledge of prog than I, I found myself very surprised by how few of the bands I recognized performing here. I was already familiar with The Samurai of Prog, 3RD Degree, and the Hungarian act Yesterdays, and I may have heard Italy's Conqueror name-dropped, but I was otherwise unaware of these bands. Though- for (hopefully) obvious reasons- the tribute does not demonstrate their own skill of composition, there are several artists here who impressed me to the point of wanting to check out their own work. Periplo offers a violin-rich rendition of "To Be Over" that develops upon the original. I had never heard of Italy's Vanilla Project before, but to hear their brilliant classical arrangement of "Heart of the Sunrise" is something to behold. With the occasional heavy metal kick, and vocals that betray their progressive heritage, Vanilla Project's contribution is among the very best here. While much of this tribute relies on intense, bombastic performance, Marco Mason's "Show Me" is subtle, acoustic and works wonderfully.

The Samurai of Prog deliver "Starship Trooper" in a way that recreates the energy of the original, although they don't go much beyond the call with it. Brazilian cover band Yessongs do much the same with "Siberian Khatru", and it's often uncanny how close to the true Yes they're able to sound. Tenmidnight do a version of "Tempus Fugit" from Yes' Trevor Horn "Drama" era, and while they par the original with skill and arrangement, it lacks the intense energy that made the original so cool. Greenwall's cover of the simple love song "Onward" even goes as far as to sound like smooth R&B, which- depending on where you stand with it- is either a good or bad thing. Truly, these and the rest of the performances on "Tales from the Edge" are all worthy of a listen, although some artists here take more of a welcome risk than others.

I'm not often a fan of bands doing covers to begin with, but a tribute album is a great way to hear a band's music transformed by different musicians, and there are few bands with as strong a career as Yes'. In truth, there are only a handful of tracks that really had me look at the songs in a new light, but to hear such a great amount of talent in one project is worth the admission alone. 

Review by Conor Fynes

Valeu "Dead" e Conor Fynes"......

Chegou mais um comentário, agora do amigo,  Carlos "The Ancient", para enriquecer o nosso papo de botequim, onde ele diz o seguinte:


"Preza Mano Véio e demais seguidores do Buteco...

Tentei dissecar este álbum o máximo que pude, e à medida em que ia tirando algumas informações, fui postando para que todos pudessem ter uma idéia da dimensão do trabalho que estava sendo postado!!!!

O Véio Dead ( cuja a presença tem sido bastante frequente no Boteco - acho isso ótimo -) também fez o mesmo.

E no meio deste vai e vem de informações, fiquei imaginado o que seria importante destacar no meu comentário....Seria o fato deste trabalho ter quatro músicas do Drama??? A incrível capacidade e talento de Jon Davison em Starship Trooper, que acabou despertando em Chris o desejo de ir novamente com a banda toda no estúdio para gravar um novo trabalho???

Ou a performance do The Samurai Of Prog que me levou a pesquisar sobre a banda na net e descobrir o fantástico Undercover ( já com o link divulgado acima )

...Pensei até em falar sobre o tupiniquim Yessongs que apesar do belo currículo de seus integrantes, errou ao limitar-se a fazer um cover sem maiores pretensões....

Pensei,,,Pensei,,,,, E achei sobre o que eu deveria escrever e destacar....

Temos discutido já a um bom tempo sobre a falência criativa que tem predominado no cenário musical,,,Falência generalizada em todos os segmentos...Existe quantidade, a qualidade é discutível, e a criatividade perde espaço para o óbvio.

De repente vemos 26 bandas desconhecidas com um talento acima da média executando um tributo para uma banda que indiscutivelmente detém os mais intricados e complexos arranjos elaborados na história musical do século XX.

continua,,,,

.......A pergunta que leva à seguinte reflexão é....Se existe tanto músico bom espalhado pelo mundo, porque então essa pobreza musical que estamos atravessando a décadas????

Por favor, não tentem me convencer que Nirvana, Oasis, Radiohead,U2, são ou estão à altura de tudo que foi produzido nos anos 60 e 70.

A pergunta é, porque hoje não existem trabalhos à altura?...A duras penas sabemos muito bem que tudo aquilo que a crítica denominava na época como vanguarda nunca foi, na verdade foi um breve instante de lucidez e brilhantismo.

Eu me lembro que nos anos 70, se quiséssemos ter notícias do Yes ou de qualquer outra banda, tínhamos que comprar a colorida e fútil Garota Pop,...Tínhamos menos informação, menos divulgação, menos canais, menos tecnologia, menos tudo,,,,, E a única coisa que sobrava era talento e o amor dos fãns..

Eu não tinha grana pra comprar um disco, mas viajava de trem até Americana em uma loja chamada Heavy Metal para conseguir um disco do Humble Pie.

Então não podemos dizer que é culpa das gravadoras que não divulgam trabalho, pois estamos no século XXI, onde o quarto poder é Comunicação.....

O que vimos, vimos! E jamais voltará a existir....Temos recursos ilimitados para divulgação e tecnologia de sobra........O que falta talvez seja algo que foi inerente de um tempo que jamais voltará...Um tempo que daqui a cem anos ficará marcado como o de maior riqueza e fartura de criatividade em todos os segmentos e vertentes musicais, mas que foi limado por outro movimento que era o oposto de tudo o que amamos....

Pior que o advento do Punk, foi a tentativa de domesticá-lo, e com isso surgiram bandas de butique como Adan and Ants, Classic Noveaux, Alphaville, as "cabeças" como The Smiths e The Cure ( já repararam que o timbre vocal de todas estas bandas são praticamente iguais???)...

O trabalho postado é acima da média, é fabuloso, porque foi calçado sobre verdadeiras obras de arte compostas a 40 anos passados.....

Mas a triste constatação, foi que nesta garimpagem que fiz pela net, também pude ver o currículo de muitos músicos que fazem parte deste post..Músicos espalhados pelo mundo, que em via de regra são formados em conservatórios, faculdades de música, letrados e acadêmicos...Muito estudo, muita educação, muita formação, muito equipamento....

Mas nossos heróis de verdade, vieram da pobreza, da humildade, dos corais das igrejas, dos escombros do pós guerra, de um tempo onde as gravadoras se interessavam apenas por divulgar compactos simples e se davam ao luxo de recusar bandas como os Beatles...De um tempo onde tudo era mais difícil

Jon Anderson...um simples lavador de pratos em um pub que se revesava na pia e no palco para conseguir um espaço, é a melhor forma de ilustrar o que estou tentando dizer.

Hoje as coisas estão muito fáceis demais, muita velocidade...A criatividade das gerações Y, Z, W, e o diabo a quatro cada vez mais são menos exigidas e os reflexos cada vez mais apurados...Resultado quem sabe destes videogames cada vez mais complexos e difíceis de serem vencidos..

Um texto um pouco longo Mano Véio...mas que precisava ser postado!!!!....E pela primeira vez, com um pouco de tristeza!!!!

Do Fundo do Meu Coração

ABRAÇO....FORÇA....SUCESSO!!!!!!!

...e mais uma vez..." Malditos sejam Malcom MacLaren e os Sex Pistols!!!"

Carlos "The Ancient""


Carlão, valeu por tudo.... mesmo!!!!

Aqui em nosso boteco, a nossa cachaça é a música e tudo de bom que ela traz e para mim um dos maiores benefícios que ela trouxe foi poder juntar tanta gente boa em prol da cultura e isso não tem preço......... MUITO OBRIGADO A TODOS!!!!! 

Como eu me considero amigo dos amigos que frequentam este botequim, vou tomar a liberdade de tecer alguns poucos comentários sobre a impressão que tive com deste álbum:

"Meus amigos,

Para mim, este será o melhor álbum de 2012, independente de ser um tributo, cover ou qualquer outra coisa que o valha.....

Produzir um álbum tributo com 26 músicas do Yes, já é um ato de coragem, somado a isso, bandas pouquíssimas conhecidas, mas com um talento inegável e incontestável e como tempero desta loucura toda, músicas de grosso calibre, que não é para qualquer um se meter com elas.... 

Ta certo que algumas pequenas mutilações apareceram, mas totalmente compreensíveis, levando-se em conta pelo menos dois fatores..... O primeiro pela dificuldade natural em executá-las e outro, por se tentar dar uma nova leitura a esses clássicos imortalizados na história da música, o que é muito natural...

Para minha surpresa,eu me deparei com arranjos muito bem elaborados e muito ricos o suficiente para que o código musical do Yes fosse identificado, portanto, a missão desses músicos teve êxito total....

O mais gratificante de tudo isto para mim, é saber que ainda tem muita gente com bom gosto musical, talento e coragem para entrar dentro de uma seara tão complexa e sofisticada como a que permeia a essência de um dos maiores expoentes da música dos anos setenta..... 

É muito bom dias de hoje, poder escutar estas músicas que a décadas eu persigo insistentemente, sem dar trégua um dia sequer e ter a certeza que cada vez mais elas estão vivas e presentes em minha vida.......

Um abraço a todos....

Gustavo"

E o papo continua:


Vou dar uma resposta pro Carlos que recebi décadas atrás: A transição dos 60 para os 70 foi um paradigma, um salto no tempo, não houve tempo pra adaptações e sim foi um tempo de transições.
Transitamos rapidamente do violão de cordasa de arame pra o de cordas de aço, da faluta de bambu pra transversal, das bateras de 4 peças com banquinho mais alto que os instrumentos pra montros de 24 peças como do Neil Peart por ex, e assim por diante um Page mete dois braços numa guita e o woodstock reúne mimhares de pessoas na chuva, na lama, fazendo sexo livre e tomando todo tipo de drogas que pudessem e essas pessoas somos nós ou foram nossos pais. Isso teve um custo, perdemos muita gente boa, morremos cedo, matamos e jogamos as regras pro espaço mas o Paradigma funcionou como funciona a velocidade mácima da Enterprise, ou o teletransporte e qdo nos vimos estávamos dentro do séc 20 vivendo como no 21 e o 21 ficou pra tráz prq ao invés de irmos mais além a geração vindoura se contentou com o que produzimos e foi descansar a sombra do trabalho alheio. Deu no que deu, prq vc ara a terra tantos anos e dá um ano pra ela descansar e depois volta senão não come, eles acharam ou nós que a comida não acabaria, acabou e hoje temos sim gÊnios como antes, só que tão misturados com lixo que esquecem que o lixo que produzimos como Sex Pistols era luxo perto do que se vê hoje.
Produzimos Cream, Sabath, BBKing, Placa Luminosa, Tim Maia, Sá Rodrizx e Guarabira e Elis, Tom e Gil, e etc e tal, e daí seus filhos, os nossos não conseguiram nem sequer se igualar e pouccos como Jason chega aos pés do MOby e qdo o Purple decide parar não tem uma abanda a altura que continue o legado, tem outra como o Govt Mule que nasceu do AB, mas qtas foram iguais?
Paradigma, saltamos no tempo e no espaço, adiantamos 100 anos em 10 e nem percebemos, e agora pagamos por isso.
Enjoy!!!!!!!!!!!!!!!!!





Sou obrigado a concordar com você Véio Dead!!!!!!!!!! O melhor da década de 70 avançou no tempo e foi parar em algum lugar do tempo e espaço e no lugar desse melhor, nasceu o Punk odioso do Sex Pistols que implodiu tudo o que havia sido criado!!!!!!!!

Hoje eu estava ouvindo a canção Circle of Hands do Uriah Heep....Como evoluir uma obra desta???? É empírico, etéreo, atemporal, nasceu pronta e perfeita!!! Aquilo é um mantra cantado por uma diva chamada Davis Byron...Há quem odeie o Uriah Heep, há quem ame....Naquela época você poderia se dar ao luxo de dizer, " Eu não gosto do Uriah Heep, prefiro o Camel, ou o Alan Parsons".....big deal!!!! So What???

E hoje????? É inegável que uma banda como o Uriah Heep já teria naufragado, assim como tudo o que foi produzido nos anos 60 e 70....Os ouvidos desta geração simplesmente não conseguem assimilar o conteúdo e arquitetura musical daquela época...

Estes dias no meu serviço, botei Beach Boys no meu PC para dar uma descontraída....O comentário geral foi "Que é isso????Que porcaria é essa????? Estavam falando de Beach Boys Meu....Uma heresia!!!!

Nós somos de uma geração diferenciada e privilegiada...eu não tenho problema nenhum em ouvir Odair José, Mauro Celso, Incríveis...Ouço Benito, ouço tudo que é bom!!!! E me arrepio com Kickstart my heart do Motley Crue e viajo no som do Gentle Giant.....Ouço Secos e Molhados e Destroyer do Kiss...E posso garantir que os Mutantes é a melhor banda de rock nacional de todos os tempos....Essa é a diferença de nossa geração!!!!!!!!!! Ouvimos de tudo, por isso temos propriedade para descer o cacete naquilo que não gostamos!!! Porque sabemos muito bem o que é lixo!!! 

E como o papo é sobre trabalhos tributos!!!

Deixo esse link abaixo .....é de arrepiar!!!

http://www.youtube.com/watch?v=WPZVXLiZPio&feature=fvsr

ABRAÇO....FORÇA....SUCESSO A TODOS !!!!

Carlos "The Ancient"

Mano Véio!!!! O Buteco pegou!!!! agora é cadeira cativa no seu blog!!!




Carlão, eu fico na torcida para que o buteco cada vez mais, tenha bebuns musicais.......

Abraços,

Gustavo



"Pois é amigo Gustavo, não é que a coisa fica cada vez melhor, com tanta gente boa servindo não dá para não vir aqui beber sempre, suas resenhas sempre foram excelentes e juntou tudo então! Para mim que tenho uma pequena tatoo estilizada do Pink Floyd no braço é uma tremenda alegria que a rapaziada adolescente de hoje quando vê identifica logo, então acredito que o mundo não tá tão perdido! O que é moda passa, só os bons ficam.
Abços José Carlos"


"Bicho,

Eu tô achando isso tudo muito legal, pois começou ao acaso.... sem querer mesmo e no fundo, é uma grande oportunidade para quem lê as resenhas, ver o que acontece na "Bat Caverna" (Comentários)que quase ninguém acessa, até mesmo porque, fica muito escondida......

Eu noto que, nos "comentários", sempre há um material cultural inestimável, pois é mais um "cérebro" pesquisando e/ou contando alguma particularidade que na grande maioria das vezes não está contida na própria resenha e como os acesso a este espaço são poucos, tudo fica perdido.........

O resultado de tudo isto é muito positivo, pois a resenha fica muito mais rica e acho que também serve de estímulo para os visitantes terem um pouco de coragem de deixar uma mensagem com alguma ideia, crítica e etc.......

O "Dead" fez isto também em uma resenha bem recente e ficou bem legal, pois o tema era bem polemico.........

Tomara que esta iniciativa dê certo.....

As bandas dos anos 70 são literalmente emblemáticas e legendárias, portanto, mesmo quando todos os seus membros não estiverem mais entre nós, eles serão reverenciados pelas gerações futuras por muito tempo.....

Não precisa ser nem do rock progressivo dos anos 70..... basta ver o que acontece em um show do AC/DC ou Iron Maiden.... é uma catarse generalizada, todo mundo sai de um show desse de alma lavada e olha que os caras já passaram e muito dos cinquenta anos..........

Você tem razão, nem tudo está perdido....

Abraços,

Gustavo"

Dead or Alive17 de outubro de 2012 15:34

"Tô ouvindo Paradise/Spell com o Shaw nos vocais daqueles tributos anuais que eles fazem e sabe qual a maior heresia? O camêra não sabe qdo o Shaw para de cantar e o Ken começa, fica um vazio nas imagens em busca de algo que o animal do editor não percebeu, o diretor tb não e os caras naõ viram. Ou seja nem quem produz os caras conhece o que tão fazendo e qtos shows vc viu assim? http://www.youtube.com/watch?v=HO4QKduVlvs tá aqui ò com Kem Hensley e tudo mas cade o Lee Kerslake qdo começa cantar? PQP, sta ignorãncia batmam ,rs http://www.youtube.com/watch?v=HO4QKduVlvs"


"Desculpe na pressa esvrevi Ken a primeira vez e Lee na segunda que é o certo, Lee o batera monstro do UH, aí que saudades, e a cena é em 03:05 mais ou menos depois eles se emendam,rs
Enjoy!!!!!!!!!!!!"



"Dead,

Esse show é "du caralho" (não tem outra expressão mais adequada), têm também a participação de "Thijs Van Leer" na música "Tales" que é no mínimo antológica.....
Vale a pena dar uma conferida se você não conhecer... Link: http://youtu.be/3cIBA9MLAJw

Esse é o registro do "The Magician's Birthday Party Live", para comemorar os trinta anos do álbum de estúdio.....

Muito legal você lembrar desse momento....

Abraços,

Gustavo"



"Ops.......!!!!!!! Estamos falando do Heep????? Sem querer descobri que ele é também amado por estas duas figuraças??? Sem querer descobri que não sou o único a ter esse DVD??? Será que dá para alguém postar algo do velho e grande Uriah Heep e assim abrirmos outra sessão no Buteco?????

The Ancient"



"Meu velho,

Nem só de "Prog" vive o homem (sábias palavras roubadas de Roderick Verden)........

Vou preparar algo do Uriah Heep em cima deste show .... aguarde......

Abraços,

Gustavo"

Anônimo18 de outubro de 2012 13:17

Hâ....Er....Ah...Então dá uma dose de Magician's Birthday Party please!!!!!!

The "Ancient"

Dead or Alive18 de outubro de 2012 19:25

http://sommutante.blogspot.com.br/2010/07/uriah-heep-revelations-uriah-heep.html
Serve essa?
rs
Enjoy!!!!!!!!!!!!!!

Gustavo18 de outubro de 2012 20:46

"Bora todo mundo pro SOM MUTANTE encher a cara por lá.... de música, rsrsrsrs"



Tracks:
CD1
01. The Samurai of Prog - Starship Trooper
02. Periplo - To Be Over
03. Aquael - Run Through the Light
04. Zero the Hero - The Fish (Schindleria Praematurus)
05. SETI - Machine Messiah
06. The Opium Cartel - Clear Days
07. Vanilla Project - Heart of the Sunrise
08. Ten Midnight - Tempus Fugit
09. Yessongs - Siberian Kathru
10. B612 - Long Distance Runaround
11. Aurora Lunare - Don't Kill the Whale
12. Greenwall - Onward
13. Yesterdays - White Car

CD2
01. Luca Scherani - Holy Lamb
02. Jay Tausig - Wonderous Stories
03. Raven Sad - Soon
04. Supernal Endgame - Parallels
05. Subterra - Shock to the System
06. Stefano Vicarelli - Mood for a Day
07. Conqueror - Lift Me Up
08. Armalite - Time and a Word
09. Spirits Burning - South Side of the Sky
10. 3r Degree - Going for the One
11. Alessandro Corvaglia featuring Matteo Nahum - And You And I
12. Marco Masoni - Show Me
13. Din Within - Changes


LINK


SPIRITS BURNING - "South side of the sky"  

ARMALITE "Time and a word"



ALESSANDRO CORVAGLIA featuring MATTEO NAHUM "And you and I"