Passado o Tsunami de emoções que vivemos intensamente nos últimos tempos, veio a calmaria, portanto chegou a hora de voltar a botar os velhos e cansados neurônios para trabalhar um pouco e nada melhor para isso do que desafiá-los com algo instigante, fora da zona de conforto, então o meu velho e amado Marillion mais uma vez, será a minha fonte de inspiração.
Apenas um detalhe, nada de “Fish” desta vez, pois senão não seria um desafio, seria um passeio em um Parque da Disney e para fugir do lugar comum, aleatoriamente sorteei um dos diversos álbuns da “Era Hogarth” que tenho e o vencedor deste sorteio foi o álbum “Radiation”, por sinal "um puta” álbum.
A princípio isso vai parecer mais um papo de “doidão” ou coisa parecida, mas o fato é que eu tenho este álbum desde o seu lançamento e mal o escutei sequer uma única vez, portanto para mim ele é agora um lançamento de 2014, mesmo tendo sido lançado há uns bons 16 anos.
É um fenômeno praticamente inexplicável, pois os membros da banda são os mesmos, apenas mudando o vocalista, que também é muito bom e prova disto é que está no grupo até hoje, então, tentando dar uma explicação bem primária ao caso, eu chego ao simples “preconceito” sem fazer muita força, agregado a certa dose de saudosismo “barato” em relação ao rock progressivo dos anos setenta, que eu adoro, admito, uma vez que, os álbuns iniciais do Marillion com Fish, sem a menor cerimônia, deram um “foda-se” literal para as tendências musicais dos anos oitenta e indo na contramão da história, marcaram seu território e formaram uma imensa legião de fãs.
Aparentemente tudo ia muito bem até que de uma hora para outra, eu vejo uma das minhas bandas prediletas, trocar Fish por Hogarth, pensei: “que porra é essa???”, lógico, na época foi um banho de água fria e por conta do preconceito, eu estou atrasado pelo menos há uma década e meia em relação aos trabalhos da banda, mesmo tendo adquirido praticamente todos os álbuns de estúdio, pois permanecem intocados.A rigor, meu ato não é uma implicância gratuita com o Marillion e/ou Hogarth, tendo em vista que eu já fiz isto até com o “YES” e seu álbum “Open Your Eyes”, sendo apenas um mau hábito que tenho em botar na geladeira e esquecer por um bom tempo uma banda ou um álbum que a princípio me parece “suspeito”.
Deixando a verborragia de lado, vamos ao que interessa que é dar uma pequena dissecada no excelente álbum, “Radiation”, lançado em 1998, tendo como atrativo extra, a voz de Steve Hogarth, que agora desprovido de qualquer sentimentalismo, sou obrigado a reconhecer que se ajustou perfeitamente a nova proposta musical da banda e que com sua inclusão, o Marillion distanciou-se definitivamente e por completo dos padrões musicais setentistas, passando a adotar uma postura musical mais moderna e adequada às novas tendências que exigem menos firulas e solicitam mais emoção, aproximando o artista de seu público.
Sem medo de ser feliz, posso assegurar que apenas a introdução da música “Cathedral Wall”, já valeria o álbum todo e ele está repleto de excelentes músicas que por pura arrogância e prepotência, deixei para trás e só agora estou me deliciando com elas, entretanto, como sou muito otimista, acredito que possa viver mais uns cinquenta anos se assim Deus quiser, portanto não vai faltar tempo para correr atrás do prejuízo deste e de outros álbuns do Marillion.
Caracteristicamente o Marillion sempre primou muito pela parte instrumental e neste álbum não foi diferente, pois os arranjos são extremamente complexos e sofisticados, obrigando os músicos a chegar ao limite da capacidade, ou seja, o produto final é música de altíssima qualidade.
Outra música em destaque neste álbum é a versão “Big Beat Mix” de “Memory of Water”, do álbum anterior a este, "This Strange Engine", simplesmente sensacional e envolvente, que gruda no cérebro com “Super Bonder”, difícil de escutar apenas umas dez vezes seguidas.
Não para por ai, tem muito mais e apenas para não me alongar muito, vou destacar também as músicas, “Under The Sun”; “The Answering Machine” e “Three Minute Boy”, riquíssimas em conteúdo, o que é muito difícil de escutar hoje em dia.Como é um álbum de catálogo e de fácil aquisição, fica o convite a quem ainda por ventura não o conhece e para aqueles que já são íntimos, fica o convite para relembrar as músicas de um excelente álbum.
ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!
Marillion:
Steve Hogarth – vocais
Steve Rothery - guitarra
Mark Kelly - teclado
Pete Trewavas - baixo
Ian Mosley - bateria
Steve Hogarth – vocais
Steve Rothery - guitarra
Mark Kelly - teclado
Pete Trewavas - baixo
Ian Mosley - bateria
Tracks:
01 - Costa Del Slough02 - Under The Sun
03 - The Answering Machine
04 - Three Minute Boy
05 - Now She'll Never Know
06 - These Chains
07 - Born To Run
08 - Cathedral Wall
09 - A Few Words For The Dead
Bonus Tracks:
10 - Estonia Acoustic Version
11 - Memory Of Water - Big Beat Mix














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Achei muito pop o som mas tinha uma música aqui e outra ali que "passavam" e tinham ainda algum valor. Mas apesar de ouvir muitos internautas dizerem que a fase com Steve Hogan é boa também, nunca tive tanto amor a banda assim que me fizesse escutar todo esse material com esse cara cantando.
Em 1997 fui num show do Mariliion em BH e foi um puta show para mim por terem tocado vários clássicos do Marilion era Fish. Mas atualmente os caras praticamente limaram quase que completamente do repertório as músicas com o Fish... Aí não animei em ir nessa última apresentação.
O que vocês pensam sobre o Marillion pós Fish?
Abraços
Luciano