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domingo, junho 23, 2013

NIACIN - "Krush" - 2013

Krush é o sexto álbum do Niacin após um jejum de sete anos afastados dos estúdios de gravação e mantendo seu habitual alto nível criativo, somos brindados com quatorze faixas eletrizantes oferecidas pelo mais famoso Power-trio do Fusion.

Procurando uma palavra única para descrever este trabalho, facilmente cheguei a “energia”, a melhor definição para a atuação de Billy Sheehan, Dennis Chambers e John Novello que mais uma vez esbanjam talento, virtuosismo e criatividade com uma sonoridade moderna que acompanha as atuais tendências musicais, mas sem perder o encanto do Fusion tradicional.

O álbum é aberto pela música título, "Krush", que é uma verdadeira pancada nos ouvidos, pois John Novello, um virtuoso do Hammond, simplesmente destrói ao manejar este tão complexo instrumento, objeto de desejo de muitos tecladistas, mas que só alguns poucos conseguiram realmente doma-lo, como Keith Emerson e Jon Lord o fizeram com maestria.

Krush é um álbum dinâmico na medida certa para os amantes da música instrumental, pois tem passagens muito bem estruturadas que vão da calmaria a tormenta e vice e versa em frações de segundos, sem perder o sentido ou que seja percebida alguma quebra rítmica abrupta, onde os três músicos praticamente solam as músicas o tempo todo e em muitos casos ao mesmo tempo.

Esse aparente caos musical é a tônica da musica do Niacin, que buscou no passado a inspiração para as suas músicas, que teve como foco central o Deep Purple, o ELP e o Led Zeppelin e desta miscigenação musical surgiu a “energia” necessária para potencializar o universo Niacin, o que os difere das demais bandas dessa vertente musical.

Eles mesmos se consideram uma banda de “Fusion Progressivo Retro”, por conta de se utilizarem de conceitos e modus operandi da música setentista, portanto, não é raro sentir a presença de Jon Lord ou de Keith Emerson e a força e o poder da música do Led Zeppelin nas pegadas mais pesadas da bateria de Dennis Chambers e do baixo de Billy Sheehan que o maneja como se fosse uma guitarra, fazendo solos absolutamente impossíveis e improváveis de serem feitos.

Balanço, swing, rock’n roll, rock progressivo e jazz, são os ingredientes presentes em Krush e provavelmente essa combinação musical seja a essência do “Fusion”, denominação muito usada para se referir à música do Niacin e o que torna este álbum absolutamente magnético e hipnótico, não permitindo qualquer possibilidade de se pular alguma faixa. 

As músicas deste álbum são realmente muito inspiradoras fáceis de agradar e em alguns momentos até dançantes, portanto um convite natural a serem escutadas e apreciadas, pois elas representam a maturidade musical destes três fantásticos músicos, que desde 1996 a cada álbum conquistam novos fãs com sua música frenética e contagiante.

O álbum mais aclamado da banda considerado por seus fãs e “críticos???”, é o “Live! Blood, Sweat & Beers”, gravado em 2000, onde ao vivo mostram do que são capazes de fazer sem as facilidades de um estúdio de gravação, realmente fantástico. 

Apenas a título de curiosidade, o nome da banda, Niacin é uma homenagem ao tão afamado orgão,  Hammond B3, a alma das músicas da banda, pois Niacin ou Niacina em português é o nome do composto químico da vitamina B3.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Niacin:
Billy Sheehan / bass
John Novello / B3, keys
Dennis Chambers / drums


Tracks:
01. Krush (4:19)
02. Tone Wheels (4:39)
03. Stormy Sunday (6:35)
04. Low Art (4:24)
05. Car Crash Red (4:12)
06. Electrocity (4:20)
07. Cold Fusion (6:41)
08. Majestic Dance (4:48)
09. Prelude & Funky Opus (7:04)
10. The Gnarly Shuffle (4:04)
11. Drifting (7:28)
12. Sly Voltage (4:52)
13. That's the One! (3:52)
14. Triple Strength (6:05)


segunda-feira, março 21, 2011

PASSPORT - "Cross-Collateral" - 1975

Com um estilo inovador, Klaus Doldinger com seu Passport, lança em 1975, "Cross-Collateral", obra prima do jazz-rock e do fusion onde ainda de quebra, mesclou alguns elementos da música eletrônica, produzindo em uma salada mista musical em um cenário bem futurista. 

Chegar a esta conclusão trinta e cinco anos depois de seu lançamento pode até soar mal, mas isso é o reflexo que um grande álbum provoca e ao mesmo tempo confirma a sua propriedade de auto-renovação, pois sua sonoridade continua moderna, instigante e com certeza é atrativa, conquistando novos adeptos a cada audição. 

Logicamente isso não é fruto do acaso, acontecendo quando há sintonia e harmonia muito bem dosada e equilibrada entre a música e seus executores, pois especificamente no caso do Passport, praticamente em toda a sua existência, as músicas e arranjos foram de Klaus Doldinger e obviamente ele não faz tudo sozinho, tendo que compartilhar seu produto com outros músicos, mas como sua inteligência é acima do normal, ele está sempre acompanhado de exímios músicos que dão o suporte e a graça necessária para dar vida às suas criações. 

Só para se ter uma idéia, Kristian Schulze quando entrou para o Passport em 1973, já tinha sua própria banda e já havia lançado em 1972 o álbum intitulado, "Overdrive", cultuado até hoje no meio Jazz Alemão e outro exemplo bem marcante, é a presença de Curt Cress, um afamado baterista que além de seus nove trabalhos junto ao Passport, participou de projetos com, Udo Lindenberg, Triunvirat, Saga, Scorpions, Meatloaf, Fred Mercury, Epsilon e tantas outras bandas e músicos isolados, comprovando seu talento como um baterista multi-estilos. 

Resumindo, a fusão da genialidade de Klaus Doldinger como compositor e dos músicos que o acompanham, geram um produto final com uma qualidade musical que vai além da própria audição, pois são verdadeiros tesouros da música que estão à espera de serem descobertos e apreciados.

Musicians:
Curt Cress / drums, electronic percussion
Klaus Doldinger / soprano & tenor saxes, Moog, electric piano, Mellotron
Wolfgang Schmid / bass, guitar
Kristian Schulze / electric piano, organ

Tracks:
01. Homunculus (6:09)
02. Cross-collateral (13:38)
03. Jadoo (3:03)
04. Will-O'the-Wisp (6:15)
05. Albatros song (5:18)
06. Damals (4:38)

"Homunculus"

"Jadoo"

terça-feira, março 01, 2011

JEAN LUC PONTY - "Le Voyage - Anthology" - 1996

Esta abrangente antologia, "Le Voyage", de Jean Luc Ponty, editada em 1996 é um convite a boa música e a oportunidade de conhecer o trabalho de um músico que a mais de quatro décadas presta um inestimável serviço a música. 

"Le Voyage" como o próprio nome diz, é uma viagem no tempo, tendo como veículo, suas músicas, muito bem escolhidas para representar os diversos momentos que passou ao longo dos mais de quarenta anos até o lançamento deste álbum. 

Até 1996, foram lançados vinte e nove álbuns, sem contar suas participações na Mahavishinu Orchestra, Stéphane Grappelli e com Frank Zappa com quem gravou cinco álbuns, ou seja, ele não tem uma influência única, pois já flertou com diversas tendências musicais, passando pelo Jazz tradicional, Fusion, Jazz-rock, rock e acredito que mais recentemente está de namoro com a World Music que é uma forma mais abrangente de música, onde ultimamente ele tem mais se expressado, contando suas experiências nas viagens que tem feito. 

Bem, relativo às músicas, sou suspeito para comentar, uma vez que gosto muito de todas e em especial de Cosmic Messenger que para mim, é uma música inigualável, uma mescla de rock progressivo com o jazz, que a diferencia das demais, portanto, esta tarefa fica para quem escutá-lo.

A resenha já estava pronta quando me lembrei da música "Caracas" e para não cometer uma injustiça, esta também é excelente, é de levantar defunto de caixão e para comprovar a tese, é só dar uma conferida no vídeo abaixo.

Quanto aos músicos, Jean Luc Ponty por natureza é um perfeccionista, sempre está acompanhado dos melhores que existem, não abre mão disto, portanto, ele escolhe diretamente quem vai acompanhá-lo em seus projetos e sempre nomes de peso estão em seu line-up, como Paulinho da Costa, Daryl Stuermer, Ray Griffin e Allan Zavod que o acompanha a mais de trinta anos. 

Este álbum é uma excelente oportunidade para um primeiro contato com o seu trabalho, tendo em vista a amplitude do alcance sobre a sua obra, recomendadíssimo.

Musicians:
Paulinho Da Costa - percussion
Daryl Stuermer
Jean-Luc Ponty - autoharp, violin, electric piano, organ, synthesizer, bass synthesizer, keyboard bass, electronic percussion
Ray Griffin - drums, percussion
Abdou Mboup - cowbells, shaker
Mark Craney - drums
Wally Minko - piano, keyboards
Allan Zavod - piano, Clavinet, organ, keyboards, synthesizer
Peter Maunu - guitar, guitar synthesizer


Tracks:
CD 1
01. Question With No Answer
02. Bowing-Bowing
03. Echoes Of The Future
04. Aurora, Part II
05. Waking Dream
06. Renaissance
07. New Country
08. Enigmatic Ocean, Part II
09. Enigmatic Ocean, Part III
10. Mirage
11. Egocentric Molecules
12. Cosmic Messenger
13. Ethereal Mood
14. I Only Feel Good With You
15. No Strings Attached (Live)

CD 2
01. Stay With Me
02. A Taste For Passion
03. Once A Blue Planet
04. Forms Of Life
05. Rhythms Of Hope
06. Mystical Adventures (Suite), Part IV
07. Mystical Adventures (Suite), Part V
08. Jig
09. Final Truth, Pt I
10. Computer Incantations For World Peace
11. Individual Choice
12. Nostalgia
13. Eulogy To Oscar Romero
14. Infinite Pursuit
15. In The Kingdom Of Peace
16. Caracas
17. Forever Together

NEW LINK


"Cosmic Messenger"

"Caracas"

terça-feira, fevereiro 22, 2011

FOCUS - "Live at BBC" - 1976

"Live at BBC", gravado em vinte e um de março de 1976, alguns dias após a saída de Jan Akkerman da banda, é a primeira apresentação pública do Focus, sem o seu Guitar Hero, o que poderia ser catastrófico para o restante do grupo, mas Thijs Van Leer, sabiamente escolheu um substituto a altura, Philip Catherine que com muita elegância resolveu o problema. 

Esta apresentação teve como suporte, músicas retiradas dos álbuns, Focus III; Moving Waves e "Focus con Proby", com as músicas, Maximum e Sneezing Bull que seria lançado somente em 1978, além de algumas músicas exclusivas deste álbum. 

Philip Catherine
Fugindo bastante das características iniciais da banda que era o rock progressivo e notadamente com um direcionamento voltado para o Jazz-rock e/ou Fusion, mais parecendo um Jam session ou "canja" como preferirem, com músicas claramente recheadas de improvisos, o que é ótimo, mesmo porque o curto espaço de tempo entre a saída de um guitarrista e a entrada de outro não possibilitaria uma quantidade de ensaios suficientes para esta fase de transição, provando que o que vale em um momento como este é o talento. 

Thijs Van Leer
A música "House of the King”, uma velha conhecida, está executada de forma impecável pela banda que não se ressentiu da falta que um guitarrista virtuoso como Jan Akkerman poderia fazer e ao contrário disto, conseguiu produzir um belo álbum que sem dúvida alguma teve uma importante participação que foi a presença ativa de Philip Catherine em praticamente todas as músicas. 

Este é o tipo de álbum que tem músicas suficientes em quantidade e qualidade musical para preencher qualquer ambiente e é lógico que a música, "Hocus Pocus" está presente como não poderia deixar estar e Thijs Van Leer, afinadíssimo como sempre, não perdeu a oportunidade e deu um show com sua flauta transversa. 

Todos os trabalhos do Focus em geral são altamente recomendáveis e este em especial, não foge a regra, principalmente por ter sido produzido em um momento tão difícil como o que estavam sendo submetidos quando da sua gravação. 

Musicians:
Thijs Van Leer / vocals, organ & flute
Bert Ruiter / bass, vocals
Philip Catherine / guitar
David Kemper / drums

Tracks:
1. Virtuous Woman (10:58)
2. Blues in D (3:46)
3. Maximum (14:01)
4. Sneezing Bull (7:46)
5. Sonata for Flute (2:48)
6. House of the King (3:15)
7. Angel Wings (5:39)
8. Little Sister/What You See (8:18)
9. Hocus Pocus (5:49)

LINK

"Virtuous Woman"

"House of the King"

"Hocus Pocus"

sábado, fevereiro 05, 2011

JEFF BECK - "There and Back" - 1980

Dando uma rápida pausa nos meus progressivos que tanto amo, veio a minha mente um nome, Jeff Beck, pois estava na última quinta feira no Rio de Janeiro em visita a uma obra, dentro de um velho taxi amarelinho que me levou do aeroporto até a filial na Praia de Botafogo, quando o motorista do taxi me questionou sobre botar uma música em seu também velho toca-fitas, isso mesmo, ele botou uma fita cassete em seu aparelho, que por sinal tinha um som muito bom.

Como ele foi muito gentil em perguntar, não tive outra saída e prontamente concordei com a solicitação já sabendo o que poderia esperar: um pagode, um funk, sabe lá o quê, que viria para me atormentar logo no início de um dia que tinha tudo para ser difícil, mas graças a Deus não foi.

Para minha surpresa, no primeiro acorde, veio o grande susto, "Star Cycle" com aquela abertura que é inconfundível, dando até arrepios, pois não a escutava há muito tempo e ao mesmo tempo eu internamente estava morrendo de vergonha, pois já tinha pensado horrores do cidadão que dirigia o taxi.

Daquele momento em diante eu tinha virado um fã dele, pois conversando com ele poucos minutos, eu descobri que estava diante de uma verdadeira biblioteca do rock ambulante, que sabia de histórias mirabolantes do mundo rock que dariam para escrever um livro tão grosso quanto um catálogo telefônico.

Só para testar "o cara", pensei em um nome de banda bem complicado para ver no que dava e de sacanagem citei o "Grobschnitt" e mais uma vez quebrei a cara, pois ele sabia muito sobre a banda, aliás, muito mais que eu, o que também não é muita vantagem, mas ele citou praticamente toda a discografia da banda com nome dos músicos em Alemão e tudo mais, ou seja, estava diante de um visionário musical, morador de algum bairro do suburbio Carioca que provavelmente vai morrer sem deixar registrado tudo o que sabe sobre o mundo do rock.

Isto tudo aconteceu em apenas 20 minutos de conversa, portanto resolvi postar este álbum do Jeff Beck, que a bem da verdade é o único que tenho e na minha santa ignorância a principio quando eu o comprei há uns vinte anos atrás, eu achava que ele fazia parte de alguma banda de rock progressivo e este seria um álbum solo sem saber que a praia dele era outra.

Mas como Jeff Beck é um guitarrista virtuoso, que milita no jazz-fussion, hard rock, blues e é muito chegado a uma música instrumental, se fosse de uma banda progressiva, com certeza iria produzir uma química perfeita para este tipo de música.

"There and Back" é o tipo de álbum que agrada da primeira a última faixa, a começar por "Star Cycle" que é uma viagem lisérgica garantida, pois não há quem não saia da realidade quando a escuta e outra que gosto muito é "You Never Know" pois tem um swing muito gostoso de se escutar e a rigor todas as demais músicas tem suas particularidades que as fazem um atrativo a mais.

Em especial este álbum traz dois excelentes tecladistas, Jam Hammer e Tony Hymas que contribuíram muito na criação dos arranjos em todas as faixas, ficando para Beck a difícil tarefa de transformar o conteúdo das partituras em realidade, o que foi feito com muita categoria, pois talento sobra nas mãos deste exímio guitarrista.

Na bateria, Simon Phillips dá um show à parte e Mo Foster com seu baixo, não fica nem um pouco atrás, portanto o resultado final não poderia ser outro senão um grande álbum que o tempo me fez esquecer e que graças a um taxista carioca, me colocou a frente mais uma vez de Jeff Beck e sua maravilhosa música, então, quem estiver atrás de música instrumental de primeiríssima qualidade, não tenha dúvida em escutá-lo, pois certamente não irá se arrepender.

Musicians:
Jeff beck - Guitar
Jam Hammer - Keybords
Tony Hymas - Keybords
Simon Phillips - Drums
Mo Foster - Bass 

Tracks:
1."Star Cycle" (Jan Hammer) – 4:56
2."Too Much to Lose" (Hammer) – 2:55
3."You Never Know" (Hammer) – 4:03
4."The Pump" (Tony Hymas, Simon Phillips) – 5:43
5."El Becko" (Hymas, Phillips) – 3:59
6."The Golden Road" (Hymas, Phillips) – 4:55
7."Space Boogie" (Hymas, Phillips) – 5:04
8."The Final Peace" (Beck, Hymas) – 3:36

LINK.


"The Pump"

"Jeff Back - Live in Japan - Star Cycle - 1986"

domingo, outubro 24, 2010

PASSPORT - "Running In Real Time" - 1985

 Como as coisas andam bem tensas para o meu lado, nos poucos momentos que restam, nada como descontrair com uma boa música, uma boa companhia e um bom vinho e para isso, nada melhor do escutar um Passport, no caso o álbum, "Running In Real Time" gravado em 1985, lógico, mais uma obra prima de Klaus Doldinger.

Este álbum é interessante, pois Klaus Doldinger conseguiu dar uma sonoridade bem característica dos anos oitenta, dando uma escapadinha do jazz-fusion e flertando de leve com algo em torno do "New Age" em alguns momentos, soando um pouco também como uma "World Music", o que é fantástico, pois ele consegue abrir mais ainda o seu leque de possibilidades musicais.

Coisa muito rara em sua música, a voz foi inserida e integrou-se perfeitamente ao contexto musical criado, proporcionando uma atmosfera intimista em alguns casos e envolvente em outros, servindo de ingrediente para apimentar sua musica, que está desta vez está bem dançante, tendo em vista o balanço que conseguiu aderir a suas composições.

Já escutei de algumas pessoas e li alguns comentários contrários a respeito deste álbum por conta desta nova faceta musical apresentada por Klaus Doldinger, mas isso é uma questão de opinião e temos sempre que respeitar, mesmo que não concordemos, o que é meu caso, pois considero este um de seus melhores trabalhos, inclusive por conta desta rápida fuga do seu padrão musical habitual, aventurando-se por outros ritmos e estilos musicais, ecletizando mais ainda seu vasto e rico currículo musical.

Klaus Doldinger mais uma vez, prova a todos qual é a sua missão aqui na Terra, simples, nos encantar e entrever com sua criatividade e talento que estão à disposição da humanidade, bastando apenas direcionar os ouvidos para sua maravilhosa música, o resto ele se encarrega de fazer.

Músicos:
- Curt Cress / drums, percussion
- Klaus Doldinger / alto, soprano & tenor saxes, bamboo flute, keyboards
- Victoria Miles / vocals
- Kevin Mulligan / guitar
- Dieter Petereit / bass
- Hermann Weindorf / keyboards

Convidados:
- Bill Lang / guitar (1-3-4-5-6)
- Claus Reichstaller / trumpet (8)
- Franz Weyerer / trumpet (8)
- Roykey Wydh / guitar(7-8)

Track-list:
1. At large (4:46)
2. Auryn (5:34)
3. Talisman (7:29)
4. Help me (4:12)
5. Joy riding (6:36)
6. Slap shot (5:45)
7. Mr. Mystery (4:14)
8. Running in real time (3:42)

LINK.
    
"Auryn"

quinta-feira, outubro 07, 2010

JEAN LUC PONTY - "Live at Semper Opera" - 2002

A única palavra que encontrei para descrever este show não poderia ser outra se não, fantástico, também pudera, com Jean Luc Ponty no comando das ações, o resultado não poderia ser outro e como é um perfeccionista em todos os sentidos está sempre muito bem acompanhado em seus shows e nos trabalhos de estúdio.

Afinal estamos falando de um mestre da música que a cada novo trabalho nos surpreende com uma novidade musical que extrai de suas experiências de vida, de suas viagens e de seu talento que é indiscutível como compositor, arranjador, produtor e principalmente violinista, realmente uma figura impar no cenário musical contemporâneo.

Mais um álbum perfeito para ser escutado do princípio ao fim, tendo em vista que não há a preocupação de Jean Luc Ponty em criar arranjos para suas musicas que o favoreçam com solos intermináveis que podem tornar-se facilmente insuportáveis e ao contrário disto, produz uma música que beneficia a todos os membros da banda, dando oportunidade para que todos tenham um mesmo destaque e neste álbum isto fica muito claro.

Obviamente isto é uma atitude não mais de uma pessoa comum, mas sim de uma entidade musical despojada de vaidades e preocupações em ser melhor que a própria música e que leva em conta em primeiríssimo lugar a excelência da música, repartindo seu talento com quem está a sua volta o apoiando, pois Jean Luc Ponty sempre esteve e sempre estará a frente de seu tempo.

Contando com quatro exímios instrumentistas para com ele transformar as sete notinhas musicais muito bem distribuídas em suas músicas em momentos de sonho e viagem, o álbum "Live at Semper Opera" guarda surpresas para quem ainda não o conhece e uma pós-graduação em jazz e fusion para todos que o escutarem.

Para não haver a perda da qualidade de gravação deste show que está excelente, eu mantive os arquivos com os padrões de qualidade do Ogg Vorbis que facilmente podem ser convertidos em MP3.

Músicos:
Moustapha Cisse / Percussion
Guy Nsangué Akwa / Bass (Electric)
Thierry Arpino / Drums
Jean-Luc Ponty / Violin, Main Performer, Digital Editing
William Leconte / Keybords

Track-list:
1. Imaginary Voyage - Infinite Pursuit
2. Jig
3. Forever Together
4. No Absolute Time
5. Mirage
6. Enigmatic Ocean, Pts. 1 & 2
7. Band Introduction
8. Mouna Bowa
9. Caracas


"Jig"
"Caracas"
"No Absolute Time"

quinta-feira, setembro 16, 2010

PASSPORT - "Move" - 1998

É com muito prazer que posto mais um espetacular álbum do Passport, intitulado "Move", tendo sido gravado em 1988,  mais uma superprodução de Klaus Doldinger para nos entreter e nos maravilhar com seu talento, carisma e inspiração que neste álbum transborda em cada faixa.

O que se nota é que independente da formação da banda, o altíssimo nível musical se mantém constante dando a impressão que basta entrar para o Passport, que o músico se transforma em um super astro musical, pois tenho mais de vinte álbuns e não consigo lembrar de um que tenha deixado a desejar ou seja fraco musicalmente.

"Move" é uma delícia de álbum para se escutar e é difícil alguém não gostar, pois é extremamente variado, existindo uma alternância de ritmos a cada faixa, impossibilitando qualquer possibilidade de monotonia e mais o interessante neste álbum é a presença de um Hammond C3 dando uma ginga muito especial às músicas em que é solicitado.

Como há muito não o escutava, antes de começar a escrever a resenha eu o escutei novamente, pois a memória não ajuda mais e a impressão que tive é que era uma espécie de música ambiente de algum lugar sofisticado, chique, um aeroporto ou coisa parecida e foi quando me dei conta que na capa tinha um avião indo diretamente de encontro com o que havia sentido, mas sem estar colocando este trabalho como algo trivial.

Se não estiver enganado, este é o quinto álbum do Passport que posto e para falar a verdade, chego a conclusão que  Klaus Doldinger não é mais uma surpresa para mim, pois como ele é uma unanimidade musical, um gênio da música, eu não consigo achar um defeito em sua música, então conforme vou postando seus trabalhos escuto atentamente suas músicas para ver se algo anormal acontece, mas como ele sempre está na vanguarda da modernidade com tudo perfeitamente encaixado em seus devidos lugares com uma perfeição Suíça, fica muito dífícil encontrar alguma falha ou inconssistência em seu trabalho.

Falei um monte de abobrinhas acima e nada a respeito do álbum "Move" que como não poderia deixar de ser é fabuloso, super recomendado e em meu conceito um dos melhores álbuns já produzidos por Klaus Doldinger que está muito bem amparado pelos extraordinários músicos que completaram a banda, ou seja, é só escutar e se deliciar com mais uma pérola do Jazz-rock alemão.

Músicos:
Klaus Doldinger /saxophones & flute
Biboul Darouiche / percussion
Robert Di Gioia / keyboards
Wolfgang Haffner / drums
Peter O'Mara / guitar
Patrick Scales / bass
Ernst Ströer / percussion

Track-list:
01. Tranceport (5:00)
02. Mr. Handy Man (5:49)
03. Inside Out (6:31)
04. Lunatic Dancing (5:04)
05. Isar Valley Crocodile (5:23)
06. Move (8:15)
07. Lucky Loser (5:25)
08. Wanderlust (4:23)
09. Echoes Of Yesterday (5:57)
10. One Size Fits All (5:03)
11. For The Ones I Love (5:02)
12. Had To Have (6:07)

LINK.

"One Six Fits All"

segunda-feira, agosto 30, 2010

NIACIN - Niacin - 1997

Já começo indo diretamente para o resumo da história e dizendo o seguinte, o Niacin é um super Power trio, formado pelo que há de melhor do mundo do Jazz-fusion, e esse melhor tem três nomes, Billy Sheehan no baixo, John Novello no órgão Hammond e teclados e Dennis Chamber na bateria, que simplesmente dão uma aula de música e virtuosismo com seus maravilhosos instrumentos.

Como eu gosto muito de teclados, fiquei fã de carteirinha do John Novello que usa um timbre e afinação muito parecida ao que Keith Emerson usava em seu Hammond, sendo uma delícia de escutar esse som tão único, tão característico e, diga-se de passagem, tão bem tocado, com muita propriedade e personalidade não se parecendo com nada que já eu tenha escutado.

Para os amantes das cordas, no caso o baixo, Billy Sheehan dispensa maiores apresentações, pois nas primeiras dedilhadas nas cordas, ele mostra a que veio, pois também dá um show à parte sem estar fazendo algum tipo de exibicionismo desnecessário, é virtuosismo mesmo.

Dennis Chambers em sua bateria, completa este maravilhoso elenco, aplicando a energia necessária para compassar e ritmar as musicas de forma brilhante e impecável dando o swing necessário às musicas que cativam a qualquer um que escute este álbum de nome homônimo a banda, "Niacin".

Este álbum contém quinze músicas totalmente escutáveis, pois seu experimentalismo, improvisações e modernidades não afrontam a nossa audição com sons paralelos entre os instrumentos o que ocasionalmente pode acontecer neste tipo de música se não houver uma unidade entre os músicos e no caso do Niacin, a coesão entre eles é absoluta, pois não há a necessidade de um ou outro estarem em destaque, pois o conjunto da banda se encarrega desta tarefa.

São músicas com uma duração muito adequada, em torno de quatros minutos, não permitindo com isto que o álbum fique cansativo ou entediante e a única musica acima dos seis minutos, "Klaghorn" é excelente, muito boa mesmo, uma jóia preciosa.

A rigor não há uma música em especial a ser destacada, pois o álbum como um todo é muito bom, extremamente homogêneo entre suas músicas, deixando-o em uma condição de álbum altamente recomendável para qualquer apreciador de música de extrema qualidade, independente de qualquer tribo que faça parte.

Track-list:
1. No Man's Land (4:58)
2. Clean-Up Crew (1:07)
3. Do a Little Dirty Work (5:49)
4. I Miss You (Like I Miss the Sun) (4:54)
5. One Less Worry (4:12)
6. Three Feet Back (5:31)
7. Bullet Train Blues (4:53)
8. Hell to Pay (4:35)
9. Alone on My Own Little Island (4:53)
10. For Crying Out Loud (3:30)
11. Klaghorn (6:29)
12. Spring Rounds (2:36)
13. Spring Rounds Squared (3:00)
14. Pay Dirt (4:14)
15. Fudgesicle (1:40)

Link.
"No Man's Land "
"Klaghorn"

quarta-feira, julho 28, 2010

JEAN LUC PONTY - "The Acatama Experience" - 2007

Em geral para acalmar os ânimos e poder dar uma respirada, nada como um pouquinho de jazz ou um jazz-rock, que são em geral músicas mais descontraídas, sem aquela tensão e pressão que nosso amado rock progressivo nos proporciona em determinados casos (pelo menos para mim), talvez porque estejamos sempre esperando certo virtuosismo musical ou mesmo pelas temáticas muito extensas, então às vezes eu dou uma parada técnica no rock progressivo, só para dar uma ajustada nos neurônios, botar a cabeça no lugar e retornar a minha realidade musical que é o rock progressivo.

Para tanto, desta vez eu elegi o álbum "The Acatama Experience", que é mais uma pérola que o gênio Frances, Jean Luc Ponty que nos presenteia, como sempre cercado de feras do jazz-rock e desta vez turbinado com convidados muito especiais como Allan Holdsworth e Philip Catherine reforçando o time com guitarras que já algum tempo não eram mais escutadas nos trabalhos anteriores, proporcionando sempre fantásticas sensações com suas composições que com o passar do tempo vão ficando cada vez melhores e atuais.

E neste álbum como era de se esperar, recheado de excelentes musicas, Jean Luc Ponty, retrata de forma brilhante sua experiência ao conhecer o Deserto do Atacama, após um de seus concertos no Chile, dando-se a oportunidade de experimentar improvisações eletrônicas que haviam ficado estacionadas nos anos oitenta e com uma nova roupagem seriam um desenvolvimento de ideias musicais que há algum tempo o perseguia.

Realizar uma peça musical apenas com um violino acústico era outra ideia que também passava por sua cabeça e o próprio JLP em confessa que esta experiência seria um desafio e exigiria coragem dele como se realmente fosse atravessar um deserto e esta experiência está espelhada na música "Desert Crossing".

Com esta oposição entre o acústico e o eletrônico o álbum "The Acatama Experience" nos dá um ótimo momento de reflexão pela sua leveza e simplicidade, mas ao mesmo tempo nos remetendo a uma grandiosidade melódica e rítmica proporcionada por conceitos musicais tão distintos que graças à genialidade de JLP em saber unir as diferenças, e transformou este recente álbum em um clássico do jazz ou do jazz-rock como queiram.

Apenas a título de mais uma curiosidade musical, o título do álbum bem como o de uma das faixas saiu errado, por conta de um engano de algum funcionário da gravadora, pois o nome correto é "Atacama" e não "Acatama" como acabou saindo, deixando Jean Luc Ponty furioso, mas na época quando o engano foi descoberto, já era tarde demais pois um lote inteiro já havia sido produzido e retirá-lo do mercado ia ser um prejuízo muito grande para ser assumido pela competente gravadora.

Músicos:
Jean-Luc Ponty / violin, 5-string electric violin, 5-string acoustic violin, keyboards;
William Lecomte / piano, keyboards;
Guy Nsangué Akwa / bass;
Thierry Arpino / drums;
Taffa Cissé / percussion;

Músicos Convidados:
Allan Holdsworth / guitar (4)
Philip Catherine / guitar (2, 5, 12)

Track-list:
1. Intro
2. Parisian Thoroughfare
3. Premonition
4. Point Of No Return
5. Back In the 60's
6. Without Regrets
7. Celtic Steps
8. Desert Crossing
9. Last Memories Of Her
10. The Acatama Experience
11. On My Way To Bombay
12. Still In Love
13. Euphoria
14. To and Fro

Os links abaixo estão disponíveis originariamente no blog GOOGLEFEST, especializadíssimo em Jazz, Fusion e Jazz-rock, tornando-se uma parada obrigatória, pois há um acervo inestimavel de álbuns por lá.   

Parte 1   
Parte 2
Pass: googlefest

"Desert Crossing"
"Point Of No Return"

quarta-feira, junho 30, 2010

PASSPORT - "Doldinger Jubileé '75"

Como prometido, ai está "Doldinger Jubileé '75", o outro álbum que havia esquecido a muito tempo na prateleira que comentei na postagem de 28/06/2010 sobre o álbum "Doldinger Jubileé Concert de 1973".

Com um elenco de primeiríssima linha, é só dar uma conferida na seleção de músicos no final da postagem, o resultado como não poderia deixar de ser é surpreendente e isso por tratar-se de um álbum que é resultado de uma apresentação ao vivo.

Acredito que as músicas incorporem a alma, o sentimento e principalmente o talento dos músicos no momento de sua execução, perdendo (graças aos Deuses da música ao vivo) aquela sonoridade muito exata, cristalina, quase matemática, de um som que foi trabalhado até a exaustão para atingir a perfeição sonora que tantos engenheiros de som procuram para obter a curva perfeita em um maldito osciloscópio ou equipamento que o valha.

Com músicas que foram escolhidas a dedo, retiradas dos álbuns "Hand Made", "Looking Thru” e “Cross Colateral” a diversão está garantida, principalmente com a sequência de “Albatross Song”, “Abracadabra” e “Jadoo”.

Talvez como uma das missões que Klaus Doldinger tem em vida, seja a de nos surpreender, além de compor e tocar muito bem, pois por acaso descobri uma parceria dele com Giorgio Moroder para a trilha sonora de "Never Ending Story", um filme de 1984, valendo uma postagem futura, pois é bem interessante o trabalho desta dupla.


Musicians:
Kristian Schultze / Organ, Piano, Keyboards, Fender Piano
Pete York / Percussion, Drums
Arthur Levy / Liner Notes
Wolfgang Schmid / Bass
Curt Cress / Drums
Philip Catherine / Guitar
Johnny Griffin / Tenor Saxophone
Les McCann / Piano, Keyboards, Fender Piano, Vocals
Klaus Doldinger / Keyboards, Soprano & Tenor Saxophone, Moog Synthesizer
Buddy Guy / Guitar

Tracklisting:
1. Compared to What (5:02)
2. Albatross Song (7:46)
3. Abracadabra (7:44)
4. Jadoo (5:04)
5. I Just Want to Make Love to You (6:20)
6. Ready for Takeoff (7:22) (Bonus Track)
7. Angel Wings (8:54)

Link.

"Albatross Song"
"Abracadabra"
"Jadoo"

segunda-feira, junho 28, 2010

PASSPORT - Doldinger Jubileé Concert - 1973

Como há muito tempo eu não dava uma fuçada na minha coleção de cd's não é raro descobrir algumas preciosidades que ficam esquecidas nas prateleiras por tanto tempo, que quando as encontramos parece que é algo novo e neste caso foi uma gratíssima surpresa em se tratando do Passport.

E melhor de tudo é que além deste, o "Doldinger Jubilee Concert" eu encontrei o "Doldinger Jubileé '75", tão bom quanto este que o postarei assim que for possível.

"Doldinger Jubilee Concert"  dispensa qualquer tipo de comentários  a respeito de suas músicas, pois é oriundo dos álbuns anteriores de estúdio do Passport, tendo sido gravado ao vivo em uma de suas apresentações pela Alemanha em 16 de outubro de 1973.

O negocio é falar muito pouco e escutar muito este álbum, verdadeira pérola do jazz-rock, como sempre com uma apresentação impecável da banda e de seus convidados. 

Este álbum foi executado por um verdadeiro time de feras do jazz entre os membros efetivos da banda e os músicos convidados para este show e nele estiveram presentes para esta apresentação os seguintes músicos:

- Buddy Guy / guitar
- Philip Catherine / guitar
- Johnny Griffin / saxophone, saxophone (Tenor)
- Les McCann / piano, keyboards, vocals
- Klaus Doldinger / keyboards, saxophone, saxophone (Soprano & Tenor), Moog synthesizer
- Wolfgang Schmid / bass, guitar, bass (electric)
- Curt Cress / drums
- Kristian Schultze / organ, piano, keyboards
- Pete York / percussion, drums

Track List:
1. Handmade
2. Freedom Jazz Dance
3. Schirokko
4. Rockport
5. Rock Me Baby
6. Lemuria's Dance



"Handmade"
"Lemuria's dance"

quinta-feira, abril 15, 2010

EUMIR DEODATO - "Prelude"

Como já havia comentado há algum tempo atrás, Eumir Deodato fez um arranjo jazzístico para "Also Sprach Zarathustra" de Richard Strauss que está no álbum "Prelude" gravado em 1973.

Eu me sinto obrigado a fazer um "mea culpa", pois na postagem de 04/04/2010  para o álbum "Deodato In Concert Airto" eu havia citado que este álbum havia sido gravado em 1972, o que não está correto.

Não vou nem perder tempo em ficar fazendo elogios ou coisa parecida para Eumir Deodato porque é chover no molhado. O cara é gênio e pronto.

Acredito até que cada vez que "Also Sprach Zarathustra" é tocada, Richard Strauss dentro de seu ataúde se vira puto da vida porque nasceu uns 200 anos antes desta versão.

E brincadeiras a parte, se esta versão é fantástica, é porque a sua origem e essência partiu também de outro gênio da música que é Richard Strauss.

Justiça feita para os dois gênios muisicais, então vamos falar de "Prelude" que é um álbum belíssimo, recheado de músicas de primeiríssima qualidade, sem dúvidas um belo presente aos nossos ouvidos.

É tipo de álbum que é um bom motivo para reunir os melhores amigos e amigas e promover uma noite de queijos e vinhos, regada a base de "Romanée-Conti", escutado em ambiente de home-theater 7.1 para não se perder um único detalhe.

Este álbum é coisa muito fina, não pode ser acompanhado por vinho "Sangue de Boi" pelo amor de Deus.

Quando digo isto tudo, não é a toa, pois vejam  só a seleção de músicos que produziram este álbum:
Eumir Deodato: Electric Piano
John Tropea: Guitars (Solos)
Ron Carter: Electric & Acoustic Bass
Stanley Clarke: Electric Bass
Jay Berliner: Guitar
Billy Cobham: Drums
Airto Moreira : Percussions
Hubert Laws: Flutes
Marvin Stamm: Trumpet

Este grupo forma uma constelação de estrelas que merecem todo o nosso respeito, carinho e admiração.
Set-list:
1. Also Sprach Zarathustra
2. Spirit Of Summer
3. Carly & Carole
4. Bubbles, Bangles & Beads
5. Prelude To The Afternoon Of A Faun
6. September 13



Como fiquei na dúvida de qual vídeo postar, ai estão dois vídeos que encontrei no Youtube da mesma música tocados em épocas bem diferentes mas com resultados surpreendentes.  

Eumir Deodato & The Heritage Orchestra - "Also Sprach Zarathustra"

TV Cultura - "Also Sprach Zarathustra"