Tony Banks é a figura mais discreta do rock progressivo, pois nada o abala, ele é sempre muito introspectivo e mesmo nos momentos mais loucos de sua vida que passou nos anos de ouro do Genesis, era como se não estivesse lá, sempre muito concentrado em seus teclados, não importava o tamanho do show, sua imagem era sempre a mesma, de absoluta paz.
Isto é apenas uma observação de uma característica pessoal de quem o acompanha a algumas décadas, mas importante mesmo são seu talento como músico e compositor que são inegáveis e uma prova contundente é o seu álbum solo de estréia, "A Curious Feeling", lançado em 1979.
Para este projeto, Tony Banks convocou, Kim Beacon para os vocais e Chester Thompson que depois da saída de Peter Gabriel do Genesis, passou a ocupar a bateria nos shows da banda para aliviar Phill Collins que passou a fazer os vocais e a bateria ao mesmo tempo.
Como é seu primeiro trabalho, considero muito normal haver alguma semelhança com seu trabalho no Genesis, principalmente na era Phill Collins, onde a sonoridade dos novos álbuns lentamente foi perdendo um pouco da teatralidade imposta por Peter Gabriel e proporcionalmente foi aproximando-se com o pop, que era uma tendência que proporcionava músicas mais simples de escutar e por conta disto um número maior de ouvintes.
Como é seu primeiro trabalho, considero muito normal haver alguma semelhança com seu trabalho no Genesis, principalmente na era Phill Collins, onde a sonoridade dos novos álbuns lentamente foi perdendo um pouco da teatralidade imposta por Peter Gabriel e proporcionalmente foi aproximando-se com o pop, que era uma tendência que proporcionava músicas mais simples de escutar e por conta disto um número maior de ouvintes.
A rigor não é muito o caso deste trabalho, que tem momentos altamente progressivos que são mesclados com essa nova sonoridade que o Genesis fazia, o que o torna um álbum eclético e abrangente, que agrada a gregos e troianos e ao mesmo tempo mostra a importância que Tony Banks teve para a manutenção do Genesis após a saída de Peter Gabriel.
Considero injusto que o nome dele apareça tão pouco, quando são feitas enquetes ou pesquisas para apontar os grandes nomes dos teclados, mas talvez isto aconteça por conta de sua característica mais marcante que é a discrição, mas isso para mim não importa, considero-o tão especial quanto os demais magos dos teclados que tão bem conhecemos.
Neste projeto, ele não só compôs e tocou seus teclados, mas também se revelou como um multi-instrumentista, pois tocou o baixo e guitarra, mostrando que as cordas não foram um problema, tendo em vista que se saiu muito bem.
Neste projeto, ele não só compôs e tocou seus teclados, mas também se revelou como um multi-instrumentista, pois tocou o baixo e guitarra, mostrando que as cordas não foram um problema, tendo em vista que se saiu muito bem.
Ele se mostra nesta época, final dos anos setenta, como um compositor e arranjador de mão cheia, com um futuro brilhante, pois em 1983 ele começou a se dedicar a criação de trilhas sonoras para diversos filmes que abrilhantaram ainda mais a sua extensa biografia.
ÁLBUM ALTAMENTE RECOMEDÁVEL!!!!!
ÁLBUM ALTAMENTE RECOMEDÁVEL!!!!!
Musicians
Kim Beacon / vocals
Chester Thompson / drums, percussion
Tony Banks / keyboards, guitars, basses, percussion
01. From The Undertow (2:46)
02. Lucky Me (4:26)
03. The Lie (4:58)
04. After The Lie (4:49)
05. A Curious Feeling (3:58)
06. Forever Morning (6:02)
07. You (6:28)
08. Somebody Else's Dream (7:50)
09. The Waters Of Lethe (6:31)
10. For A While (3:38)
11. In The Dark (2:58)
02. Lucky Me (4:26)
03. The Lie (4:58)
04. After The Lie (4:49)
05. A Curious Feeling (3:58)
06. Forever Morning (6:02)
07. You (6:28)
08. Somebody Else's Dream (7:50)
09. The Waters Of Lethe (6:31)
10. For A While (3:38)
11. In The Dark (2:58)
"After The Lie"


