Mostrando postagens com marcador Krautrock. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Krautrock. Mostrar todas as postagens

domingo, fevereiro 16, 2014

NOVALIS - "Konzerte" - 1977

Tinha muito tempo que eu não escutava um trabalho do Novalis e também notei que só tinha postado um único álbum, o que configura uma falha de minha parte, portanto, para limpar minha barra, apresento o álbum “Konzerte”, gravado em abril de 1977.

Como o Novalis não teve uma grande projeção internacional, até mesmo porque a velocidade das comunicações na década de setenta não eram lá essas coisas, acho válido passar algumas poucas informações para situar a banda no contexto do mundo do rock progressivo.

O Novalis, de origem Germânica, foi criado e fundado a partir de anuncio de um jornal de Hamburgo em 1971, por iniciativa de Heino Schünzel e Jürgen Wentzel, que queriam formar uma banda de rock progressivo, o movimento musical que começava a dar seus primeiros passos e bandas na maioria dos países da Europa começavam a aparecer em escala progressiva, seguindo os passos de Pink Floyd, King Crimson, Yes, ELP que começaram um pouco antes.

Seu primeiro trabalho, Banished Bridge, foi lançado somente em 1973, por sinal um excelente álbum, era cantado em inglês, mas por orientação de seu produtor, o Novalis passou a cantar suas músicas em sua língua natal, o alemão e talvez este seja um dos problemas que não permitiram a banda ter a projeção que realmente merecia e merece até hoje, pois não há o menor problema em coloca-los lado-a-lado com o Grobschnitt, Jane, Eloy, Triumvirat e outras, pois talento eles tem e de sobra.

De estilo sinfônico, o Novalis agrada mesmo em suas músicas cantadas em alemão, onde a pronúncia germânica soa um tanto estranho em relação ao inglês que é mais comumente é escutado, mas isso não atrapalha, tendo como único desconforto no meu caso, não poder entender o que está sendo dito. 

A banda possui fortes fundamentos do rock progressivo em seus teclados e guitarras tornando suas composições harmoniosas e muito equilibradas, o que per si, é um irrecusável convite, fora isso, sem exageros pirotécnicos, conseguiu ter a favor em seu em seu currículo, uma significativa e consistente discografia  para coloca-la em pé de igualdade com outras bandas.

A banda passou por algumas mudanças internas, mais isso também não a descaracterizou a ponto de macular a sua essência e com o tempo, adquiriu personalidade própria com seu estilo de misturar música com a poesia e por conta deste amadurecimento, tiveram o mérito em atravessar metade da década de oitenta com muita dignidade e reconhecimento, pois foram seis bons álbuns lançados neste período, o que não deve ter sido nada fácil levando-se em conta as novas tendências que começavam a se instalar já no final dos anos setenta, entretanto, sucumbiram ao final do ano de 1985, engolidos pela revolução cultural instaurada na década de oitenta.

O álbum “Konzerte” sinaliza a vocação progressiva do Novalis, nos brindando com músicas do calibre de “Sommerabend”, uma linda suíte de quase dezenove minutos; as viajantes e instrumentais, “Es Färbt Sich Die Wiese Grün” e "Impressionen" e “Wunderschätze” que é simplesmente uma pérola, portanto, fica o convite a todos para se deliciarem ao som do Novalis que há muito tempo estava esquecido por mim e pelo blog.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!

Novalis:
Hartwig Biereichel - drums, gongs
Detlef Job - electric guitar, vocals
Fred Mühlböck - vocals, acoustic & electric guitars, flute
Lutz Rahn - Hammond H100 organ, PPG synth, Mellotron, electric piano, clavinet, Solina strings
Heino Schünzel - bass, vocals

Tracks:
01. Bolero (00:52)
02. Dronsz (01:53)
03. Es Färbt Sich Die Wiese Grün (08:46)
04. Impressionen (09:31)
05. Wer Schmetterlinge Lachen Hört (09:08)
06. Wunderschätze (Originaltext von Novalis um 1798) (11:20)
07. Sommerabend (18:53)
....a) Wetterleuchten
....b) Am Strand
....c) Der Traum
....d) Ein neuer Tag
....e) Ins Licht

LINK

segunda-feira, novembro 11, 2013

V. A. - "The World Of Krautrock Vol. 1 e 2" - 1997/2006

Ao final dos anos 60 na Alemanha surgia um movimento musical, que experimentalmente fundia o rock com a música eletrônica e ficou conhecido como o Krautrock, nome criado a partir de uma referência feita pela imprensa Britânica na época de seu surgimento que a principio foi considerada pejorativa, por conta da sua derivação da palavra alemã, "sauerkraut", que traduzido para o português, torna-se, “chucrute”, entretanto a brincadeira acabou por ganhar forte identidade e passou a nominar oficialmente o estilo musical alemão.

Escutando as bandas ditas de Krautrock, como o Popol Vuh, Ash Ra Tempel, Holderlin, Amon Düül II, Faust, Guru Guru, Birth Control e mais uma enormidade de bandas, é possível entender o processo criativo e o que se passava na cabeça de músicos de bandas mais tardias e que começavam a delinear os primórdios do que viria ser o rock progressivo.

Um bom exemplo é o Pink Floyd, que teve no seu início musical, a sua fase mais louca (psicodélica) agregada à genialidade lisérgica de Sid Barrett, nos permitiram chegar a álbuns espetaculares como, The Piper at the Gates of Dawn, A Saucerful of Secrets, Ummagumma (esse experimental de mais) e até mesmo Atom Heart Mother que é uma obra prima, são álbuns intimamente ligados aos conceitos básicos musicais do Krautrock.

Os álbuns, The World Of Krautrock vol. 1 de 1997 e The World Of Krautrock vol. 2 de 2006, possibilitam uma interessante panorâmica sobre esta obscura vertente musical, que neste dois álbuns são representados pelas bandas, Birth Control, Wallenstein, Broselmaschine, Witthuser & Westrupp, Holderlin, Walpurgis, Guru Guru, Popol Vuh, Floh De Cologne, Broselmaschine, Mythos, Walpurgis, Annexus Quam e Emtidi, que fazem parte da nata do Krautrock.


Particularmente, gostei da banda Popol Vuh e especificamente da música, Im Garten Der Gemeinschaft, pois de alguma forma ela me remeteu diretamente a suíte, “Atom Heart of Mother” do Pink Floyd, talvez por conta de um coral de vozes bem característico, mesmo tendo sido criada dez anos após a suíte Pinkfloydiana. 

De um modo geral, as bandas e as músicas do Krautrock, representam a síntese de diversas influências musicais e também o sinônimo da quebra de alguns paradigmas musicais, como por exemplo, "vejam o quão rápido podemos tocar", sendo substituído por "vejam o quão longe podemos ir", e realmente com este conceito forma longe mesmo..

A quebra de um paradigma como este, significava simplesmente  a aplicação de um novo conceito filosófico musical, onde a criatividade era colocada acima da velocidade de execução, para a criação de uma música mais viajante e em geral desenvolvida a partir de compassos de 4/4, que são mais lentos e permitem uma melhor percepção da música.

O Krautrock tem algumas particularidades e dentre elas, uma chama muito a  minha atenção, pois algumas bandas, excelentes por sinal, curiosamente só produziram um único álbum em sua carreira e isso eu pude perceber frequentando bastante o blog, PROGROCKVINTAGE da nossa querida amiga, Luciana Aun, que é uma especialista neste assunto e também possuidora de um dos maiores acervos deste gênero musical, senão o maior, portanto quem quiser se aprofundar neste assunto, ai está a dica, pois lá é uma parada obrigatória para aquisição de conhecimento sobre o Krautrock.

Recomendo estes dois álbuns duplos, por serem um bom motivo e um passaporte a adentrar ao mundo do Krautrock e com eles, conhecer uma boa parte das doutrinas que deram origem ao rock progressivo dos anos setenta.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!



01. Work Is Done
02. Lunetic
03. Schmetterling
04. Der Rat Der Motten
05. Requiem Fur Einen Wicht
06. Queen Of Saba
07. Electric Junk
08. Im Garten Der Gemeinschaf
09. Priestess
10. Stop Little Lady
11. Der Lsd-Marsch
12. Marvellous Child
13. Dracula
14. Bo Diddley
15. Mother Universe
16. Just Before The Sun Will

The World Of Krautrock vol. 2

01. When The Night Falls
02. Wir Brauchen Keine Millionare
03. Old Man's Song
04. Golden Antenna
05. Traum
06. Hero's Death
07. Disappointment
08. Space Ship
09. Osmose 1
10. Stone In
11. Braintrain
12. Die Schlusselblume
13. Nossa Bova
14. Garden Of Gold
15. Saat
16. My Last Illusion
17. Waren Wir
18. Die Oberen Zehntausend



quinta-feira, junho 16, 2011

GROBSCHNITT - “Live At Dortmund - Rockpalast” - 1978

Por conta de um comentário recentemente feito por um internauta que disse o seguinte: “Bandas como o SOLARIS, GROBISCHNITT, WITTHÜSER & WESTRUPP, OMEGA e tantas outras NÃO deveriam de acabar NUNCA. Silvio Ramos2011", então, eu lembrei de um álbum muito interessante do Grobschnitt, intitulado, “Live At Dortmund - Rockpalast”, gravado em 1978, trazendo apenas três músicas, sendo uma, “Solar Music”, com quase sessenta minutos.

A banda se caracteriza, pelo seu modo irreverente de criar suas composições, bem como da maneira como se apresentam em seus shows, proporcionando momentos de descontração e irreverência e sempre que possível bem junto ao seu público, para que de alguma forma possa haver uma maior sinergia entre a banda e o público. 

Formado por exímios músicos, compositores e letristas, a banda consegue manter uma consistência muito grande em todos os seus trabalhos e cada apresentação pública há sempre uma novidade, uma reinvenção e uma oportunidade da qual não abrem mão, o improviso, às vezes muito sutil, mas com certeza sempre presenteem seus shows. 

Apesar de toda a qualidade que cerca a criatura e seus criadores, a banda nunca teve uma projeção ou reconhecimento na mesma proporção do valor do seu trabalho, pois é inegável que quando descobertos, o sentimento não seja como o do internauta “Silvio Ramos”, citado acima. 

Sem medo de errar ou estar cometendo alguma heresia, o Grobschnitt pode ser colocado ao lado dos grandes nomes do rock progressivo pela qualidade, constância e principalmente pela consistência das peças produzidas, que mesmo em um tom muito bem humorado e extrovertido e tendo tendo em vista que,  o rock progressivo por um dogma é considerado erudito e muitas vezes até um tanto marcial e mesmo não se enquadrando nestes preceitos e mesmo assim, sua obra tem um valor musical inestimável, incontestável e raro, portanto, sinto-me a vontade em considerá-los tão bons, quanto qualquer outra banda desta mesma geração e vertente musical.

Só pelo fato de terem produzido uma versão extendida para a música, “Solar Music”, praticamente transformando-a em uma “sinfonia rock”, é uma prova de competência, criatividade e talento, bem como de uma coragem imensurável, indicando que para o  Grobschnitt, a arte está acima de qualquer barreira ou preconceito, levando-se apenas em consideração o desejo de externar suas idéias e emoções sem estarem preocupados com convenções, críticas ou coisas deste tipo.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!

Musicians:
Stefan Danielak - guitar, vocals
Joachim H. Ehrig - synthesizer, drums, vocals
Wolfgang Jäger - bass
Volker Kahrs - keyboards, vocals
Gerd Kühn - guitar, vocals
Toni Moff  Mollo - vocals, lightning

Tracks:
01 - Vater Schmidt's Wandertag (13:16)
02 - Come On People (13:08)
03 - Solar Music (58:01)

LINK

"Vater Schmidt's Wandertag"

"Come On People"

"Solar Music - Pt.1"

"Solar Music - Pt.2"

"Solar Music - Pt.3"

quinta-feira, dezembro 23, 2010

GROBSCHNITT - "The History Of Solar Music" - Volumes 1 a 5 - 2001/2004

Como amanhã será um dia um tanto complicado e provavelmente não conseguirei acessar o blog, pois estaremos às vésperas do Natal, a postagem de hoje será especial, pelo menos para mim, tendo em vista que um material que já tenho guardado há muito tempo, é digno de ser repartido com todos nesta semana especial.

Estamos falando do Grobschnitt e seus álbuns, "The History Of Solar Music", volumes um a cinco que são uma síntese fantástica do que são capazes de fazer os músicos de uma das bandas mais loucas e criativas da história da música contemporânea e que muito precisa ser divulgada por todos os blogs e afins, levando-se em conta o alto valor musical contido em seus arranjos e letras.

Comentar a respeito da banda, seus músicos ou sobre ás músicas é totalmente desnecessário, pois existe farto material a respeito da história da banda disponível em diversos blogs, inclusive aqui no blog em postagens anteriores da banda. 

Para quem ainda não teve a oportunidade de ter contato com esta banda, será sem dúvida alguma uma grande descoberta e para os conhecedores de longa data, um bom motivo para relembrar as músicas mais bem humoradas do rock progressivo, krautrock ou como queiram classificá-las.

UM FELIZ NATAL A TODOS!!!!!!!











"Solar Music Live"