Saiu bem recentemente uma edição especial da revista Rolling Stone, trazendo “Pink Floyd - O Guia Definitivo”, com muitas histórias, entrevistas exclusivas, a discografia comentada, realmente muito bem produzida com diversas ilustrações ao preço de R$ 25,90, o que é uma quantia bem razoável para a qualidade do material ofertado.
Entretanto, que me desculpem os editores da revista, mas sou obrigado a discordar de um ponto, pois um ícone da música com a magnitude do Pink Floyd, jamais terá uma história “definitiva”, mesmo porque enquanto houver um único membro da banda vivo, mesmo fora dos estúdios e dos palcos com o logo do Pink Floyd, sua essência estará sempre entre nós e mesmo depois que os membros remanescentes se forem, sempre haverá um novo fato a respeito do Pink Floyd a ser revelado mantendo a chama acesa sobre a banda.
O Pink Floyd vai muito além de seus próprios criadores, pois não é o simples nome de uma banda ou grupo, por ter se tornado uma “entidade”, que está acima do bem e do mal, que é um fenômeno mercadológico sem precedentes na história da indústria fonográfica (mesmo que acéfala), atravessando décadas com todos os seus álbuns ainda em catálogo, sendo vendidos desde supermercados até as lojas mais especializadas do ramo.

O DNA do Pink Floyd foi construído à partir da história de vida de cinco seres humanos, com seus medos e angustias, momentos de arrogâncias e prepotência, mas acima de tudo com muita garra, inteligência, talento e inspiração, que com o desenrolar dos acontecimentos, foi se revelando e guiando a trajetória do grupo rumo a sucesso.
Não foi nada fácil chegar até onde estão merecidamente ainda estão chegando, uma vez que passaram por toda a sorte de acontecimentos, desde os problemas que prematuramente tiveram com a doença mental de Sid Barrett, muito provavelmente provocada pelo consumo maciço de drogas pesadas, o que culminou com a sua expulsão da banda, uma vez que não conseguia mais se controlar e consequente produzir e neste momento um cérebro privilegiado era vencido por uma das mais nefastas formas de desgraça que pode se abater sobre o homem, as drogas.
Este fato acontece logo nos primeiros anos de vida da banda, onde todos muito inseguros com o futuro da banda tocaram com muito sucesso a vida adiante até o momento da separação onde o ódio mútuo ficou evidente em meio a brigas judiciais intermináveis pelo direito de uso da marca Pink Floyd.

Para acompanhar esta leitura, recomendo a audição do bootleg, “Frankfurt Stop Over” com data de novembro de 1972, trazendo a integra do pré-álbum, “The Dark Side Of The Moon” que só seria lançado em março de 1973, mais algumas peças importantes como, “One Of These Days” e “Echoes” do álbum “Meddle” lançado em outubro de 1971; a música, "Set the Controls for the Heart of the Sun" do álbum, “A Saucerful of Secrets” e finalmente a música "Careful with That Axe, Eugene" do álbum “Ummagumma”.
Vale ressaltar que a versão da música “The Great Gig In The Sky” nesta apresentação está apenas em um formato embrionário instrumental, sem aquele vozeirão feminino que estamos tão acostumados a ouvir.
Curiosamente neste bootleg, não figura nenhuma música do álbum, “Obscure By Clouds”, lançado em junho de 1972, ou seja, com data anterior a deste bootleg que como consta na capa é de novembro de 1972, portanto este enigma Pinkfloydiano vai permanecer ecoando em nossas cabeças até o fim dos tempos.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!
Pink Floyd
Roger Waters
David Gimour
Nick Mason
Rick Wright
Tracks:
101 - Speak To Me
102 - Breathe In The Air
103 - On The Run
104 - Time
105 - Breathe Reprise
106 - The Great Gig In The Sky
107 - Money
108 - Us And Them
109 - Any Colour You Like
110 - Brain Damage + Eclipse
201 - One Of These Days
202 - Careful With That Axe, Eugene
203 - Echoes
204 - Set The Controls For The Heart Of The Sun
LINK
Neste Vídeo, está a imagem mais esperada que todo fã da banda gostaria de ver!!!
Foram quase 25 anos de espera por este momento!!!
Foram quase 25 anos de espera por este momento!!!
“Frankfurt Stop Over”
4 comentários:
Isso!!! E os melhores álbuns, definitivos: The Final Cut e The Wall.
Ô da net, nem só de progressivo vive o homem. Sabbath pra nós ou outros.
Buteco fechado perde a freguesia.Aqui sempre foi o melhor lugar pa beber. A gente bebe fiado e paga depois.
O melhor drink é daqui e quero mais um trago.
Bill Ward
Aí, Gus... Apenas para deixar um abraço...
Triste
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