terça-feira, agosto 12, 2014

THE ANDERSON PONTY BAND - 2014

Este ano está bem movimentado musicalmente, pois já tivemos o lançamento do novo álbum de estúdio do Yes, “Heaven & Earth”, o Pink Floyd como já divulgado aqui, após vinte anos longe dos estúdios, está na fase final de produção do álbum, "The Endless River", lastreado por material inédito que ficou de fora do álbum de 1994, “The Division Bell”.

Agora somos surpreendidos, com a formação da “Anderson Ponty Band” que para os mais jovens e alguns desavisados de plantão pode neste momento não estar significando absolutamente nada, portanto, vale um pequeno esclarecimento.

Esta nova banda representa conceitualmente a união de duas escolas musicais muito distintas que são o rock progressivo e o Jazz Fusion, espelhados nas figuras mais que carimbadas da história do Rock, ou seja, Jon Anderson ex-vocalista do Yes e o Mago dos Violinos, Jean Luc Ponty, duas lendas vivas que por onde passam arrancam intermináveis aplausos por seus trabalhos.


Depois de tantos anos acompanhando praticamente tudo o que aconteceu no mundo da música contemporânea, desde o início da década de setenta, eu em minha ignorância musical achava que já tinha visto de tudo, mas sou obrigado a reconhecer que cometi um ledo engano.

Esta fusão tem tudo para ser o acontecimento musical do ano e quem sabe da década, por inúmeras razões, que vão do ineditismo deste encontro, bem como e talvez principalmente, pelo brilhante passado musical que acompanha a mais quatro décadas a vida destes dois fabulosos músicos.

E pelo que já li, escutei e assisti a respeito deste novo projeto musical, o clima é de muito entusiasmo e otimismo por parte dos dois músicos e Jon Anderson em uma entrevista disse o seguinte: “A breakthrough feeling came as I sang with Jean-Luc’s music,”. “To be in a band again is very exciting on many levels, we will play and sing our way around the world and have fun, for music is pleasure, music is all that is, music is God”, que em uma tradução "macarrônica" feita por mim, fica mais o menos assim: "A sensação de descoberta veio enquanto eu cantava a música de Jean-Luc". "Estar em uma banda de novo é muito emocionante em diversos níveis e nós vamos tocar e cantar ao redor do mundo e se divertir, pois a música é o prazer, a música é tudo, a música é Deus".

Inicialmente estão programadas três semanas para setembro deste ano uma série de ensaios que vão acontecer no Wheeler Opera House, em Aspen, CO, o que inclui a gravação de um vídeo com registro dos ensaios e ao final  uma apresentação previamente anunciada para o dia vinte de setembro, com lançamento do primeiro álbum estimado para o primeiro trimestre de 2015. 

Isto está sendo possível graças a uma campanha lançada por eles para levantar algo em torno de cem mil dólares, onde os contribuintes poderão ser agraciados dependendo do montante ofertado, com downloads da gravação do álbum, CD, DVD e diversos "combos" que estão muito bem definidos na Home Page Kickstarter.com ou até mesmo ingressos para a área VIP da primeira apresentação da banda.


É lógico que eles não estarão sós para este evento e para completar o elenco da banda, foram convidados os músicos, Jamie Dunlap (guitarra), Wally Minko (teclados), Baron Browne (baixo) e Rayford Griffin (bateria e percussão) agregando diversidade musical e experiência ao projeto, pois são renomados músicos que tem transito livre em diversas áreas do show business internacional e para quem se interessar e conhecer melhor a carreira deles, logo abaixo estão disponibilizados os links de todos os músicos envolvidos neste projeto. 

Já existe alguns trechos musicais disponibilizados na home Page Kickstarter.com e o pouco que se escuta realmente agrada de primeira e pude reparar também que futuramente algumas músicas de JLP poderão ganhar a voz de Jon Anderson, transformando o que naturalmente já era muito bom em algo absolutamente inimaginável, pois pelo menos em uma das três gravações demo disponibilizadas, temos uma conhecida peça chamada, “Stay With Me" de Jean LucPonty que está no álbum “A taste for a Passion”, gravado em 1979.

Aparentemente em uma das gravações pude perceber alguns fragmentos da música "I've Seen All Good People" do álbum "Yes Album" gravado em 1971 , presente com uma nova leitura o que nos remete a mais um "revival", agora voltado para o lado de Jon Anderson, que pode render frutos positivos para este projeto, entretanto, eu  honestamente espero é haja bastante material inédito.

No momento o jeito é aguardar ansiosamente por este grande acontecimento, mas enquanto ele não acontece, vamos dar uma oportunidade aos mais jovens a conhecer um pouco do trabalho individual deste dois astros do rock/jazz fusion, portanto, como sugestões para um bom álbum de entrada ao mundo de Jon Anderson e Jean Luc Ponty, oferecemos respectivamente, “Songs of Seven”, gravado em 1980 e “Mystical Adventures” gravado em 1982 . 

Anderson Ponty Band
Jean Luc Ponty : http://www.ponty.com/
Rayford Griffin : http://rayfordgriffin.com/

Demos:
Link 1
Link 2
Link 3

Álbuns:









quarta-feira, agosto 06, 2014

ELOY - "Live in Stuttgart" - 1998

Estimulado por um múltiplo pedido feito por um leitor do blog para repostar alguns álbuns do Eloy, eu estava à procura dos referidos álbuns, acabei me deparando com o bootleg que estava perdido no meio de tantos álbuns, intitulado “Live in Stuttgart”, fruto de uma apresentação acorrida em dezembro de 1998.

Neste mesmo ano era lançado o álbum de estúdio “Oceans 2 – The Answer”, que botava um fim em um hiato de uns quatro anos longe dos estúdios, desde o lançamento do álbum, “The Tides Return Forever” acontecido em 1994.

Portanto o bootleg, "Live in Stuttgart", nos trás quase na integra o álbum de estúdio do momento, bem como ainda nos brinda com músicas extraídas dos álbuns, “Ra”, “The Tides Return Forever”; “Time to Turn”; “Metromania”; “Planets”; “Colours”; “Oceans” e “Down”, ou seja, tem música suficiente para agradar a Gregos e Troianos.

Frank Bornemann que de bobo não tem nada, como sempre está muito bem acompanhado, contando com a presença de Michael Gerlach nos teclados, Klaus-Peter Matziol no baixo e Bodo Schopf na bateria e percussão, fora os músicos convidados que sempre complementam a banda.

O Eloy como já foi dito inúmeras vezes aqui no blog, tem um surpreendente histórico de superação pelas constantes mudanças de músicos, praticamente acontecendo em todos os álbuns de estúdio, mas o interessante é que uma coisa não muda em sua trajetória que é a qualidade de seus álbuns, nas várias fases musicais que a banda passou ao longo de quatro décadas de trabalho quase que ininterrupto.

Logicamente o ponto notável deste fenômeno está diretamente associado à existência de uma das figuras mais carismáticas e marcantes do mundo do rock, Frank Bornemann, um músico incansável na busca da perfeição, que há bem da verdade nunca teve o merecido reconhecimento internacional por seus feitos e por sua complexa obra, talvez acontecendo por conta de uma fraca atuação na divulgação de seus trabalhos. 

Então, fica mais uma vez o convite a todos para se deliciarem com mais uma demonstração de amor à música feita pelo Eloy e principalmente pelo figuraça do Frank Bornemann e para o internauta que solicitou os álbuns, em breve serão disponibilizados na área de comentários desta resenha.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

ELOY 
Frank Bornemann - vocal e guitarra
Michael Gerlach - teclado e vocal de apoio
Klaus-Peter Matziol - baixo
Bodo Schopf - bateria e percussão

Tracks:
CD1
01 - Betwenn Future and Past
02 - Paralysed Civilisations
03 - Ro Setau;
04 - The Apocalipse
05- Awakening of Conseiousness
06- Generation of Innocense
07- Voyager of the Future Race
CD2
01 - Follow the Light
02 - Time to Turn
03 - All Life is One
04 - Mysterious Monolith
05 - Drum Solo
06 - Silhouette
07 - The Sung Song
08 - The Answer
CD3
01 - Poseidon's Creations
02 - The Tides Return Forever


quinta-feira, julho 24, 2014

PINK FLOYD - " Secret Rarities" - 2014

Em novembro próximo, o Pink Floyd, vinte anos depois de seu último trabalho de estúdio, “The Division Bell”, vai lançar um novo álbum que prematuramente está sendo intitulado como, “The Endless River”.

Este álbum vai reunir registros de sessões não utilizadas do álbum, “The Division Bell” que estão em fase de pré-produção e remasterizarão, incluindo a inserção de alguns vocais que a principio não iriam existir, pois o álbum seria totalmente instrumental, mas fontes jornalísticas informaram que esta mudança aconteceu por iniciativa de David Gilmour.

É importante lembrar que Rick Wright mesmo não estando mais entre nós, estará presente de forma marcante, pois há um farto legado deixado por ele nas sessões de gravação de "The Division Bell" que serão utilizadas em “The Endless River”.

Como falta muito tempo até este lançamento, o negócio é matar a vontade que é bem grande com algo que possa soar bem próximo a este novo álbum, portanto este bootleg, “Secret Rarities”, com gravações feitas entre 1983 e 1993, contemplando os momentos de estúdio anteriores e de “A Momentary Lapse Of Reason” e "The Division Bell", nos chega num momento mais que oportuno.

Se levarmos em conta que as músicas destes dois álbuns eram bem interessantes e no caso de "The Division Bell", que até quebravam alguns paradigmas existenciais e mercadológicos dos anos noventa, acredito que esta nova criação, feita a partir de um fruto sadio, que como um bom vinho, amadureceu por vinte anos, acredito que tenha tudo para nos agradar, fora o fato que este novo trabalho possa representar a possibilidade de novos shows e quem sabe até, chegar a terras tupiniquins, pois não custa sonhar alto.

Enquanto esse sonho não acontece, vamos voltar ao nosso bootleg, que trás uma curiosa versão de “Like A Rolling Stone”, muito conhecida na voz de Bob Dylan, bem como algumas versões para as músicas, Learning To Fly, The Dogs Of War e Signs Of Life do álbum, “A Momentary Lapse Of Reason”, bem como, Wearing The Inside Out, Cluster One e Marooned do álbum, "The Division Bell".

O que chama a atenção neste bootleg são as faixas demo, “Untitled #1” a “Untitled #4” e mais dois outtake’s, sendo que todas estas faixas são instrumentais e foram gravadas durante a temporada das sessões de produção de "The Division Bell", ou seja, podemos estar mais próximo do novo álbum do que podemos supor.

Entretanto, isto não passa de uma “teoria da conspiração” de minha parte, portanto não deve ser levada a sério, mas que seria muito legal ter uma destas demos no novo álbum, isto seria mesmo, pois gostei muito da faixa 11, Untitled #1 (outtake 1993), pois tem uma batida interessante e algo que me fez lembrar de alguns momentos de “The Wall”

No momento, só nos resta ficar babando na gravata e contando os dias para que novembro chegue logo e finalmente aconteça o lançamento de “The Endless River”, portanto, como sempre, fica o convite a todos a se deliciarem com este bootleg para aliviar a ansiedade da espera deste acontecimento que muito provavelmente será o mais importante do ano.

RECOMENDADÍSSIMO!!!!

Pink Floyd:
David Gilmour - guitarras, voz, baixo, teclas e programação
Nick Mason - bateria e percussão
Richard Wright – teclas e voz (in memorian)

Demos & outtakes 1983-1993
01. Like A Rolling Stone (David Gilmour demo 1983)
02. Like A Rolling Stone (David Gilmour demo 1983 - FM source)
03. Learning To Fly (Jon Carin demo 1986)
04. Learning To Fly (Jon Carin demo 1986 - FM source)
05. The Dogs Of War (demo 1986)
06. Signs Of Life (outtake 1986)
07. Untitled #1 (demo 1993)
08. Untitled #2 (demo 1993)
09. Untitled #3 (demo 1993)
10. Untitled #4 (demo 1993) (incl. What Do You Want From Me)
11. Untitled #1 (outtake 1993)
12. Wearing The Inside Out (outtake 1993)
The Instrumental Suite (outtake 1993):
13. - Cluster One
14. - Marooned
15. - Untitled (incl. High Hopes)


domingo, julho 13, 2014

IRMANDADE DOS BLOGS - Postagem Especial do Dia Mundial do Rock: TANGERINE DREAM - “Great Wall of China” - 2000


Hoje dia mundial do rock está sendo feita a primeira postagem da ''Irmandade dos Blogs''. A irmandade dos blogs é uma página criada no facebook que tem o objetivo de fazer a união de donos de blogs brasileiros, com os objetivos de haver uma maior divulgação desses blogs, de fazer postagens especiais em conjunto em épocas distintas, além de fazer com que os donos das páginas façam o intercâmbio entre si, se conhecendo, realizando parcerias entre os blogs e fazendo amizades.

Até o momento 23 blogs estão fazendo parte desta associação que foi criada recentemente, e que encontra-se em fase de estruturação funcional.

O grupo também foi aberto para os membros e visitantes de cada blog participante, que terão a oportunidade de interagir com os blogueiros, fazendo pedidos, dando sugestões, ou simplesmente fazendo amizade com os mesmos.

Abaixo está a lista de blogs que estão participando dessa postagem inicial de estréia, com cada blog fazendo a abordagem em cima de um disco ou banda diferente. Visitem!

Armazém do Rock Nacional
Bárbaro do Sul
Baú do Mairon
Blog Neanderthal
Contramão Brasil
Contramão Progrock
Discos Fundamentais
Krautrock Maniac
Le Grand Grotesque Circus
Macrocefalia Musical
Metal Truth
Nas Ondas da Net
Pérolas do Rock 'n' Roll
Por Trás da Vitrola
Roxx 2 Download (Portugal)
Som Mutante
Som Trimado
Som Valvulado
Toca do Shark
Venenos do Rock
World Progressive & Classical Rock

TANGERINE DREAM - “Great Wall of China” - 2000

Dia 13 de julho, data emblemática que comemora o Dia Mundial do Rock e que hoje ganhou um sabor todo especial, pois coincidiu com o jogo final da Copa do Mundo no Brasil, onde a Alemanha sagrou-se merecidamente Campeã sobre o time dos “Hermanos”, portanto nada mais justo do que escolher uma banda Alemã para representar esta data.

Banda alemã para representar esta data é o que não falta, mas a escolha do Tangerine Dream tem um forte motivo, que é o da sua longevidade sem a perda da qualidade, pois esta legenda começou sua trajetória no final da década de sessenta, mas precisamente no ano de 1967 em Berlim, Alemanha.

O primeiro álbum, intitulado “Eletronic Meditations”, foi lançado me 1970 e seu último álbum de estúdio, pasmem, são dois álbuns, “Chandra - The Phantom Ferry Part II” ‎ e “The Cinematographic Score GTA 5”, ambos lançados em março de 2014 e neste intervalo de tempo, somam-se nada menos do que cento e trinta e três álbuns de estúdio e de shows, setenta e cinco compilações, fora um sem número de bootlegs e discos piratas que rolavam nos anos setenta e oitenta, portanto.

Edgar Froese
O Tangerine Dream com mais de quatro décadas na estrada, continua a produzir viagens musicais em cada álbum que lança e logicamente com este, “Great Wall of China”, lançado no ano 2000, não poderia ser diferente, pois está recheado de belíssimas composições que foram feitas especialmente para um programa de TV sobre a Muralha da China.

Totalmente instrumental, repleto de sequenciadores, sintetizadores e bateria eletrônica, Edgar e Jerome Froese, dão uma pós-graduação em música eletrônica, bom gosto e rara inteligência em um álbum característico de música “easy listening”, de uma simplicidade Franciscana, coisa de gênio, ou melhor, coisa de Edgar Froese, uma mente brilhante a serviço da arte e da música.

Para facilitar sua compreensão sobre este álbum, podemos situar suas músicas no cenário New Age, pois seu formato é muito relaxante, mas não é monótono, levando-se em conta que cada música, sugere uma imagem grandiosa, o que faz todo o sentido em se tratando de um País como a China, onde tudo realmente é monumental.

A música eletrônica em geral, não é de fácil audição e no caso específico do Tangerine Dream, em alguns casos pode se tornar bem complexa, mas neste caso o álbum, “Great Wall of China”, foge totalmente deste estereótipo, sendo muito amigável até para quem não é familiarizado com gênero, portanto fica o convite a todos para a audição deste álbum.

ALTAMENTE RECOMENDADO !!!!

TANGERINE DREAM:
Edgar Froese - keyboards, producer
Jerome Froese - keyboards, mastering

Tracks:
01 - Meng Tian
02 - Summer In Shauxi
03 - The South Gate Knight
04 - Silence The Barking Monk
05 - Zhu Zhanji
06 - Stranded Whitout Shade
07 - No More Candles Burning
08 - Lights of Beijing
09 - Snow on Dragon's Peak
10 - Cradle of Prodigies
11 - Tiger Forest


segunda-feira, junho 30, 2014

V. A. - "A Classic Rock Salute To The Doors - Light My Fire" - 2014

Eu não poderia imaginar que o “The Doors”, fosse tão cultuado por ilustres nomes do mundo rock, como Rick Wakeman, Keith Emerson, Tony Kaye, Patrick Moraz, Jordan Rudess, Geoff Downes, Steve Howe, Ian Gillan, Thijs van Leer, Billy Sherwood, Steve Hillage, Ken Hensley, Ted Turner, Roye Albrighton, Todd Rundgren, Joe Lynn Turner e mais uma penca de gente muito boa, que se traduzido em bandas, teríamos o Yes, ELP, Focus, Uriah Heep, Deep Purple, Rainbow, Asia, Dream Theater, Ambrosia, Gong, Wishbone Ash, Moody Blues e diversas outras bandas a fazer este tributo.

Esse fenômeno é muito fácil de explicar, pois este álbum tributo, intitulado, "A Classic Rock Salute To The Doors - Light My Fire", não é apenas uma reverencia ao “The Doors” de “Jim Morrison”, mas principalmente é uma justa homenagem a Ray Manzareck, o homem dos teclados da banda, que deixou sua marca registrada em músicas como “Light my fire”, “Riders On The Storm” e tantas outras e que veio falecer no ano passado.

Ele realmente é o “cara”, pois não é para qualquer um reunir tantos astros de peso da música a seu favor e, diga-se de passagem, que se as músicas já eram muito boas em sua origem, neste álbum ganharam um apelo extra pela presença de músicos tão ilustres e um tom de modernidade que naturalmente foi imposto pelos seus executores e arranjadores.

Descobri por acaso o álbum no Facebook com a música com a música “Light my fire”, que logo chamou a atenção pela introdução do órgão, muito caraterística da forma de tocar de Rick Wakeman, então começou a saga por busca de informação sobre a música e o álbum e no caso desta, tive a grata surpressa de acusar a presença de Ian Gillan e Steve Howe, portanto um triunvirato inesperado estava formado e “Light my fire” acabava de ganhar pelo menos mais uns quinhentos anos de vida, pois uma música tão brilhante em sua essência, uma vez mais foi lapidada e polida, se transformando em uma das mais preciosas gemas que o mundo rock já produziu.

Alguém poderia imaginar um Thijs van Leer (Focus) com Lou Gramm (Foreigner) executando, “Love me to Times” ou mesmo, “Riders On The Storm” tendo a frente, Tony Kaye e Joe Lynn Turner que deram um toque todo especial à música e esta meus amigos, é tônica em torno deste tributo, que a cada música revela uma combinação diferente de músicos, no mínimo inusitada e surpreendente, pois deu certo em todas elas.

As musicas escolhidas sem exceção são excelentes e os músicos que tiveram o privilégio de participar deste álbum, não pouparam esforços para fazer o melhor, portanto o resultado final não poderia ser outro, senão de um excelente álbum, longe dos caça niqueis do gênero, pois a química entre as músicas do “The Doors” e seus executores foi perfeita, proporcionando um equilíbrio total entre os músicos e as músicas.

Vale salientar que este álbum é mais uma inteligente iniciativa de Billy Sherwood que ultimamente tem se envolvido em diversos projetos musicais de sucesso e provavelmente este seja o seu mais ambicioso e de maior sucesso, portanto fica o convite a todos para escutarem este fabuloso álbum que tem tos os ingredientes para agradar a qualquer amante da boa música.

RECOMENDADÍSSIMO!!!!!

Tracks & Personnel:

01. L.A. Woman – Jimi Jamison (Survivor), Ted Turner (Wishbone Ash) e Patrick Moraz (Moody Blues)
02. Love Me Two Times – Lou Gramm (Foreigner), Thijs van Leer (Focus) e Larry Coryell
03. Roadhouse Blues – Leslie West (Mountain), Brian Auger e Rod Piazza
04. Love Her Madly – Mark Stein (Vanilla Fudge) e Mick Box (Uriah Heep)
05. Riders On The Storm – Joe Lynn Turner (Rainbow), Tony Kaye (Yes) e Steve Cropper (Booker T. & The M.G.’s)
06. The Crystal Ship – Edgar Winter e Chris Spedding
07. Intro (People Are Strange) – Keith Emerson, Jeff “Skunk” Baxter e Joel Druckman (John Fahey)
08. People Are Strange – David Johansen (New York Dolls) e Billy Sherwood (Yes)
09. Touch Me – Robert Gordon, Jordan Rudess (Dream Theater), Steve Morse (Deep Purple) e Nik Turner (Hawkwind)
10. The Soft Parade – Graham Bonnet (Rainbow), Christopher North (Ambrosia) e Steve Hillage (Gong)
11. Hello, I Love You – Ken Hensley (Uriah Heep) e Roye Albrighton (Nektar)
12. Spanish Caravan – Eric Martin (Mr. Big) e Elliot Easton (The Cars)
13. Alabama Song (Whiskey Bar) – Todd Rundgren and Geoff Downes (Yes / Asia) e Zoot Horn Rollo (Captain Beefheart)
14. Break On Through (To The Other Side) – Mark Farner (Grand Funk Railroad) e Chick Churchill (Ten Years After)
15. Light My Fire – Ian Gillan (Deep Purple), Rick Wakeman (Yes) e Steve Howe (Yes)
16. The End – Pat Travers e Jimmy Greenspoon (Three Dog Night)


 

quinta-feira, junho 26, 2014

YES - "Heaven & Earth" - 2014


Só mesmo o YES para tirar exílio e me fazer voltar a escrever, uma vez que acaba de lançar mais um álbum de estúdio, intitulado “Heaven & Earth”, com a capa desenhada pelo mago do design, Roger Dean, que já está disponível em alguns blogs e agora o faço por aqui, com certo receio, pois ela será elaborada apenas com a primeira impressão de uma única audição, que na verdade, é a que realmente fica.

Interessante, pois desde a entrada de Jon Davison em substituição a Benoit David, eu devo ter escutado uma ou duas músicas do YES com o novo vocalista, até mesmo por preconceito, mas principalmente pela palidez que uma legenda tão importante como YES estava se encontrando ao final da turnê de divulgação de “Fly From Here” que não foi um mau álbum.

Jon Davison
“Heaven & Earth”, surpreendeu ao remeter a uma situação que para mim a principio era irreversível, eu explico, pois seus músicos veteranos, Chris, Howe e White, apresentavam visíveis sinais de cansaço, melhor dizendo, falta de saco mesmo para tocar suas músicas novas e até mesmo as antigas, executando-as de forma burocrática e protocolar, o que me deixava muito incomodado em ver a decadência da banda.

Desta vez, algo inesperado aconteceu, mas não esperem que tenha sido algum milagre e que “Heaven & Earth” seja um revival de um “Fragile” ou coisa parecida, pois não é mesmo, mas é possível sentir certa alegria, leia-se "TESÂO", por parte dos músicos com este trabalho que de certo modo tira a banda do marasmo reinante que há muito tempo os assolava.

Jon Davison tem a seu favor o fato de ter talento e uma personalidade forte o suficiente para fugir dos falsetes vocais, afim de, igualar a sua voz a de Jon Anderson, o que seria uma estupidez sem tamanho, pois tendo como exemplo o que aconteceu com Benoit David que ousou além de suas possibilidades e detonou suas cordas vocais.

Geoff Downes
Geoff Downes têm um estilo musical completamente diferente de seus antecessores, inclusive preferindo o que há de mais moderno e sofisticado em termos de equipamentos e programação, entretanto, neste trabalho ele se mostrou bem mais sinérgico em relação ao grupo e ao espírito da banda, fazendo uma boa integração entre o vocal de Jon Davison e às cordas de Steve Howe, arriscando até alguns solos interessantes, como por exemplo, o que há na música, “Step Beyond”.

Em geral o álbum mostra consistência em sua proposta temática em todas as suas oito músicas, que aparentemente estão entrelaçadas contando uma história que ainda não tive tempo de traduzir para ter realmente certeza do que estou dizendo, lembrando que este álbum só foi escutado uma única vez até este momento.

Classificá-lo musicalmente agora não seria conveniente e um tanto imprudente de minha parte, mas acredito que ele possa estar inserido em uma nova linhagem progressiva do século 21, menos densa e até por conta disto, mais humana, portanto, esta missão é solitária e intransferível, cabendo a cada um que escutá-lo tirar suas próprias conclusões. 

De todo modo um novo álbum do YES é sempre uma boa notícia, um alento em tempos musicais tão sombrios, mesmo ele tendo a supressão da presença de Jon Anderson e Rick Wakeman que são duas entidades humanas que fazem parte de uma esfera musical superior que vai além de uma simples explicação, então, fica o convite a todos a experimentarem o mais novo trabalho do YES.

APRECIÁVEL!!!!

YES:
Steve Howe / Electric Guitar, Acoustic & Steel Guitars, Backing Vocals
Chris Squire / Bass Guitar, Backing Vocals
Alan White / Drums, Percussion
Geoff Downes / Keyboards, Computer Programming
Jon Davison / Lead & Backing Vocals, Acoustic Guitar on tracks 1, 4 & 6



TRACKS:
01 – Believe Again (Davison/Howe)
02 – The Game (Squire/Davison/Johnson)
03 – Step Beyond (Howe/Davison)
04 – To Ascend (Davison/White)
05 – In A World Of Our Own (Davison/Squire)
06 – Light Of The Ages (Davison)
07 – It Was All We Knew (Howe)
08 – Subway Walls (Davison/Downes)




sexta-feira, junho 06, 2014

ILÚVATAR - “From The Silence” - 2014

Que notícia boa, muito boa mesmo!!! O Ilúvatar está de volta na estrada com seu novo álbum, o quarto de estúdio, intitulado, “From The Silence”, que acaba de sair do forno, com a mesma vitalidade e criatividade dos álbuns anteriores, fechando um ciclo de quinze fora dos estúdios. 

Com a mesma formação do álbum anterior, “A Story Two Days Wide”, o Ilúvatar com sua nova criação nos remete diretamente ao rock progressivo doas anos noventa, que aquela altura já representava a terceira geração desta tendência musical que é tão controversa e que há anos a fio caminha em uma linha tênue entre o ódio e o amor, pois quem gosta, não gosta pouco e quem odeia idem.

Entretanto é curioso que tanto tempo depois de sua origem, ainda existam de ambos os lados, músicos e público, dispostos a investir em um segmento musical que muitas vezes é tão criticado duramente, por representar algo que aparentemente está morto e ultrapassado, mas que na verdade, ainda possui muito fôlego e um grande público fiel às suas origens e que de alguma forma ainda consegue agregar mais e novos adeptos a cada geração que vai surgindo. 


O Ilúvatar é uma banda extremamente constante, sóbria, nunca esteve próxima de uma situação de estrelismo como aconteceu com o IQ, Pendragon e tantas outras bandas, porém a qualidade de seus trabalhos é inegavelmente impecável, beirando quase a perfeição, mas por força do destino e/ou mesmo da falta de um marketing a altura de suas reais possibilidades a banda nunca teve o devido reconhecimento que outras bandas de mesmo calibre tiveram nos anos noventa.

Enfatizo isso por conta deste álbum, “From The Silence”, pois no atual momento em que nos encontramos, em meio a esta crise cultural sem precedentes na história, este trabalho para mim representou um oásis no meio do deserto, pois com raríssimas exceções, nada de novo que realmente valha a pena investir foi feito, pois o numero de bandas e artistas isolados que estão surgindo em escala geométrica nos diversos segmentos da música chegam até nós travestidos de clichês musicais e performances que beiram o ridículo, vide nossa atual MPB e o Pop internacional que perdeu inexplicavelmente sua inteligência.

Que bela surpresa o Ilúvatar está nos proporcionando com este instigante álbum, que está repleto de dinamismo, poesia e lirismo apresentados de forma tão simples e ao mesmo tempo tão profunda que atinge com um tiro certeiro a alma de quem gosta de rock progressivo.

A banda está com a mesma formação do seu álbum anterior, portanto não há grandes novidades por este aspecto, mas para a minha surpresa, a voz de Glenn McLaughlin, apresenta-se esta muito preservada, não demonstrando o menor sinal de cansaço, o que é uma coisa muito boa, levando-se em consideração que sua voz é um diferencial positivo que agrega muito valor à obra.

Jim Rezek, o homem dos teclados, não chega a ser um “virtuose” nesta disciplina, entretanto, também manteve em dia seus fundamentos básicos, criando atmosferas bem interessantes e disparando alguns solos bem viajantes o suficiente para matar as saudades do grupo e confirmar que ainda há vida inteligente na música.

Dennis Mullin, também está muito bem no comando de sua guitarra, já que manteve sua habitual segurança e alegria ao tocar, surfando com muita tranquilidade pelas cordas de suas guitarras, demonstrando que ainda possui muita habilidade com o instrumento.

Dean Morekas e Chris Mack, respectivamente o baixista e baterista, dão conta da cozinha da banda com muita competência e talento, portanto tornando o conjunto como um todo, muito harmônico e integrado, o que proporciona um ganho de escala muito grande para a banda que é formada apenas por bons músicos, mas que em conjunto se tornam gigantes.

As musicas estão formatadas com uma curta duração para este gênero musical, mas isso não é um problema de forma alguma, pois realmente estão na medida certa para atender as novas demandas de mercado e dentre elas, inicialmente as que mais chamaram a minha atenção por sua criatividade, são as músicas ”Open The Door”; “The Storm”; “Between”; ”The Silence!” e “Until”, isto logo na primeira audição do álbum, portanto, para aceitar a totalidade do álbum,  não será difícil, uma vez que eu praticamente já tenho meio caminho andado.

Fica o convite a todos para a audição de mais um excelente trabalho do Ilúvatar que corajosamente lança um trabalho inédito após quinze anos de recolhimento, produzindo-o com tanta criatividade e sabedoria.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Ilúvatar
Glenn McLaughlin / vocals, percussion
Dennis Mullin / guitars
Jim Rezek / keyboards
Dean Morekas / bass, bass pedals, backing vocals
Chris Mack / drums, percussion

Tracks
01. From The Silence (0:53)
02. Open The Door (4:49)
03. Resolution (7:03)
04. Le Ungaire Moo-Moo (3:29)
05. Across The Coals (7:56)
06. The Storm (4:01)
07. Favorite Son (4:15)
08. Between (7:01)
09. The Silence! (6:22)
10. Older Now (3:19)
11. Until (6:02)


sexta-feira, maio 30, 2014

YES - "Captured Live!" - 1984

Eu passei um bom tempo torcendo o nariz para o álbum, “90125” do YES, quando de seu lançamento em 1983, mas hoje em dia quando o escuto, sou obrigado a concordar que eles estavam com a razão naquela época.

O álbum “Drama” anterior ao álbum “90125”, apesar de ser um bom trabalho, a rigor foi um desastre mercadológico em todos os sentidos por conta da ausência de Jon Anderson e Rick Wakeman que haviam sido substituídos por duas figurinhas, bem anos oitenta, no caso, Trevor Horn e Geoff Downes, aliás, excelentes músicos.

O fato é que isso contribuiu fortemente para um hiato de uns três anos até a banda se reunir e chegar a “90125”, uma vez que o álbum anterior foi muito mal interpretado pela crítica e por grande parte de seus fãs, tendo o seu valor reconhecido muito tempo depois, inclusive por mim.

Queiram ou não, o álbum “90125”, fez a banda ressurgir das cinzas totalmente renovada em seu "core" musical , mas o principal é que ela estava de volta à cena, contando com o retorno de Jon Anderson nos vocais e com um reforço extra, com a presença de Travor Rabin, um conceituado guitarrista que ainda por cima cantava muito bem, em substituição a Steve Howe que só retornaria a banda somente no final de 1989 para o inicio das gravações do álbum "Union" que só foi lançado em abril de 1991. 

A renovação foi tanta, que teve até música (leia-se: Owner of a Lonely Heart) estourando nas rádios FM’s  em todo o planeta, bem como atingindo índices de popularidade nunca alcançados nas paradas de sucesso dos EUA, vendendo mais de três milhões de cópias, com direito a apariçôes na MTV, premiação no Grammy para a música "Cinema" e tudo mais.

Portanto, a conclusão que se chega é que eles estavam certos para aquele momento, independente do desejo e da vontade dos fãs mais Xiitas que na verdade gostariam de ver no máximo umas quatro ou cinco músicas com maior duração e com bastante exibicionismo instrumental, ao contrário das nove músicas de menor duração, mais simples de se escutar e com uma batida bem mais pop para atender as necessidades da nova ordem musical que imperava nos anos oitenta.

Quando eu escutei o álbum pela primeira vez, fiquei muito puto, pois como me situava mais próximo da ala clássico-conservadora da banda, aquelas “musiquetas” dançantes nem por decreto conseguiam preencher o vazio musical de meu cérebro, que aos 22 anos de idade era um vazio só, entretanto, com o passar do tempo e raiva diminuindo, algumas músicas começaram a ganhar espaço, como “Changes”, ”Hearts”, a instrumental “Cinema” e “Hold on”, que realmente são muito boas músicas.

Enquanto o novo álbum de estúdio do YES que está no forno, mais uma vez sem a presença de Jon Anderson e Rick Wakeman, provavelmente intitulado “Heaven and Earth” como sugere a imagem ao lado, com lançamento previsto para as próximas semanas, vamos nos contentando com o álbum, “Captured Live!”.

Este álbum é uma audição quase que na íntegra de “90125”, faltando apenas a música “Hearts” e que ainda nos brinda com alguns grandes sucessos do passado progressivo da banda, como as músicas “Soon”; “Yours Is No Disgrace” e “Starship Trooper”.

Esta gravação data de 24 de junho de 1984, feita no “Westfalenhalle Arena”, em Dortmund na Alemanha, sendo que posteriormente transformou-se em um álbum em "vinil" e que foi transmitido via rádio FM em 27 de agosto do mesmo ano para o público americano, pela rádio "RKO", ou seja, mais um feito a ser creditado na conta de “90125”.

Não cabe nenhum comentário a respeito dos músicos ou mesmo das músicas, pois são de conhecimento público, cabendo apenas recomendar a audição deste álbum que é o registro marcante de uma época. 


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Yes:
Jon Anderson – vocals
Tony Kaye – keyboards
Trevor Rabin – guitars, vocals, additional keyboards
Chris Squire – bass, vocals
Alan White – drums, percussion, backing vocals

Tracks:
01. Intro
02. Cinema
03. Leave It
04. Yours Is No Disgrace
05. Owner of a Lonely Heart
06. It Can Happen
07. Hold On
08. Changes
09. Soon
10. City of Love
11. Bass Solo
12. Starship Trooper

LINK

domingo, maio 18, 2014

RICK WAKEMAN - "Wakeman With Wakeman - The Official Bootleg" - 1993

Hoje, dia 18 de maio de 2014, estamos comemorando o sexagésimo quinto ano do nascimento do mago dos teclados, Rick Wakeman, com um interessante álbum em que junto a seu filho Adam Wakeman, ele mostra o que é uma música de verdade, que transcende seu próprio tempo e continua a nos emocionar. 

“Wakeman With Wakeman - The Official Bootleg", não chega a ser um bootleg, levando se em conta que é uma gravação oficial de um show de Rick Wakeman, em Buenos Aires, Argentina, feita no ano 1993, que contou com a companhia o seu filho Adam Wakeman nos teclados, Alan Thompson no baixo e também de seu grande amigo e fiel escudeiro, Tony Fernandez, no comando da bateria.

O clímax do show fica por conta de uma versão instrumental que trás na integra, “Journey to the Centre of the Earth", executada por dois Wakeman's, Rick e Adam, que deslizam com toda a segurança pelos teclados, o que em alguns momentos fica difícil saber quem está no comando, mas em geral o que se percebe é a natural presença do todo poderoso Wakeman Pai.




Existem diversas gravações muito conhecidas, desde o lançamento do álbum original, que também foi gravado a partir de uma apresentação, diga-se de passagem, antológica, inigualável e inimitável, entretanto, a versão contida neste show é suficientemente diferente para ser levada em consideração, independente de não ter aquela aura mágica que envolveu a versão primogênita desta peça clássica, sem dúvidas um grande momento deste show.

Outra peça épica, também muito conhecida por todos nós, está em um formato que mais parece uma colagem musical, extraída do álbum “The Myths And Legends Of King Arthur & The Knights Of The Round Table " , em versão totalmente instrumental, com duração de quase treze minutos, onde a dupla de Wakeman’s, se completa muito bem, para criar a atmosfera necessária para suprir a falta de uma orquestra que tanto é exigida por esta Epopeia Bretã.

O show é complementado por músicas do álbum "Six Wives of Henry VIII", sendo o que a música, “Catherine Howard" é executada praticamente de forma fiel ao original, entretanto o mesmo não acontece na música, "Catherine Parr", que ganha uma longa improvisação em um formato um pouco rápido do que o original, em quase dez minutos de música absolutamente viajante.

Em meio aos tradicionais épicos, temos também, “Past and Present” e mais duas músicas que não são de autoria de Rick Wakeman, complementando o set-list do show com “Eleanor Rigby”, uma canção clássica dos Beatles, executada sob o foco e a cena progressiva, assim como a música "Paint it Black" dos “Rolling Stones" que sempre é muito bem explorada por Rick Wakeman.

A única música gravada originalmente pela dupla de tecladistas, “Wakeman & Wakeman” é "Lure of the wild" que abre de forma brilhante e flamejante, o espetáculo, sendo ela um retrato bem fiel das características de ambos os tecladistas. 

Que os Deuses da Música, proteja e ilumine ainda por muito tempo, uma das figuras mais queridas e brilhantes que a História do Rock conhece!!!!

Vida longa a “Rick Wakeman”!!!! 

Wakeman & Wakeman
Rick Wakeman - Keyboards
Adam Wakeman - Keyboards
Alan Thompson - Bass
Tony Fernandez - Drums


Tracks:
01 Lure of the Wild
02 Catherine Howard
03 Eleanor Rigby
04 Past and Present
05 The Myths & Legends of King Arthur & The Knights of the Round Table
06 Catherine Parr
07 Journey to the Centre of the Earth
08 Paint It Black




domingo, maio 04, 2014

MARILLION - "Radiation" - 1998

Passado o Tsunami de emoções que vivemos intensamente nos últimos tempos, veio a calmaria, portanto chegou a hora de voltar a botar os velhos e cansados neurônios para trabalhar um pouco e nada melhor para isso do que desafiá-los com algo instigante, fora da zona de conforto, então o meu velho e amado Marillion mais uma vez, será a minha fonte de inspiração.

Apenas um detalhe, nada de “Fish” desta vez, pois senão não seria um desafio, seria um passeio em um Parque da Disney e para fugir do lugar comum, aleatoriamente sorteei um dos diversos álbuns da “Era Hogarth” que tenho e o vencedor deste sorteio foi o álbum “Radiation”, por sinal "um puta” álbum.

A princípio isso vai parecer mais um papo de “doidão” ou coisa parecida, mas o fato é que eu tenho este álbum desde o seu lançamento e mal o escutei sequer uma única vez, portanto para mim ele é agora um lançamento de 2014, mesmo tendo sido lançado há uns bons 16 anos.

É um fenômeno praticamente inexplicável, pois os membros da banda são os mesmos, apenas mudando o vocalista, que também é muito bom e prova disto é que está no grupo até hoje, então, tentando dar uma explicação bem primária ao caso, eu chego ao simples “preconceito” sem fazer muita força, agregado a certa dose de saudosismo “barato” em relação ao rock progressivo dos anos setenta, que eu adoro, admito, uma vez que, os álbuns iniciais do Marillion com Fish, sem a menor cerimônia, deram um “foda-se” literal para as tendências musicais dos anos oitenta e indo na contramão da história, marcaram seu território e formaram uma imensa legião de fãs.

Aparentemente tudo ia muito bem até que de uma hora para outra, eu vejo uma das minhas bandas prediletas, trocar Fish por Hogarth, pensei: “que porra é essa???”, lógico, na época foi um banho de água fria e por conta do preconceito, eu estou atrasado pelo menos há uma década e meia em relação aos trabalhos da banda, mesmo tendo adquirido praticamente todos os álbuns de estúdio, pois permanecem intocados.

A rigor, meu ato não é uma implicância gratuita com o Marillion e/ou Hogarth, tendo em vista que eu já fiz isto até com o “YES” e seu álbum “Open Your Eyes”, sendo apenas um mau hábito que tenho em botar na geladeira e esquecer por um bom tempo uma banda ou um álbum que a princípio me parece “suspeito”.

Deixando a verborragia de lado, vamos ao que interessa que é dar uma pequena dissecada no excelente álbum, “Radiation”, lançado em 1998, tendo como atrativo extra, a voz de Steve Hogarth, que agora desprovido de qualquer sentimentalismo, sou obrigado a reconhecer que se ajustou perfeitamente a nova proposta musical da banda e que com sua inclusão, o Marillion distanciou-se definitivamente e por completo dos padrões musicais setentistas, passando a adotar uma postura musical mais moderna e adequada às novas tendências que exigem menos firulas e solicitam mais emoção, aproximando o artista de seu público.

Sem medo de ser feliz, posso assegurar que apenas a introdução da música “Cathedral Wall”, já valeria o álbum todo e ele está repleto de excelentes músicas que por pura arrogância e prepotência, deixei para trás e só agora estou me deliciando com elas, entretanto, como sou muito otimista, acredito que possa viver mais uns cinquenta anos se assim Deus quiser, portanto não vai faltar tempo para correr atrás do prejuízo deste e de outros álbuns do Marillion.

Caracteristicamente o Marillion sempre primou muito pela parte instrumental e neste álbum não foi diferente, pois os arranjos são extremamente complexos e sofisticados, obrigando os músicos a chegar ao limite da capacidade, ou seja, o produto final é música de altíssima qualidade.

Outra música em destaque neste álbum é a versão “Big Beat Mix” de “Memory of Water”, do álbum anterior a este, "This Strange Engine", simplesmente sensacional e envolvente, que gruda no cérebro com “Super Bonder”, difícil de escutar apenas umas dez vezes seguidas. 

Não para por ai, tem muito mais e apenas para não me alongar muito, vou destacar também as músicas, “Under The Sun”; “The Answering Machine” e “Three Minute Boy”, riquíssimas em conteúdo, o que é muito difícil de escutar hoje em dia.

Como é um álbum de catálogo e de fácil aquisição, fica o convite a quem ainda por ventura não o conhece e para aqueles que já são íntimos, fica o convite para relembrar as músicas de um excelente álbum.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Marillion:
Steve Hogarth – vocais
Steve Rothery - guitarra
Mark Kelly - teclado
Pete Trewavas - baixo
Ian Mosley - bateria

Tracks:
01 - Costa Del Slough
02 - Under The Sun
03 - The Answering Machine
04 - Three Minute Boy
05 - Now She'll Never Know
06 - These Chains
07 - Born To Run
08 - Cathedral Wall
09 - A Few Words For The Dead
Bonus Tracks:
10 - Estonia Acoustic Version
11 - Memory Of Water - Big Beat Mix




domingo, abril 20, 2014

Confraria dos Blogs: Som Mutante

Mais uma vez a Confraria dos Blogs se reúne para uma homenagem póstuma, desta vez não para homenagear um músico ilustre, mas para homenagear um simples e incorrigível amante da música, o “Dead”, um velho conhecido da Blogosfera, mentor intelectual do blog SOM MUTANTE.

Ao longo de uns seis anos, compartilhou o que tinha de melhor em termos musicais e por conta seu incansável e gratuito trabalho, colheu muitos frutos, como ter reconhecidamente um dos principais e mais ativos blogs de música da internet, bem como formar uma grande legião de seguidores e amigos virtuais e até a fama dentro e fora do país, mas com isto também teve que carregar o ônus de alguns poucos desafetos que não souberam entender a complexidade de sua persona.

Com uma personalidade forte e marcante, sempre expunha suas opiniões calcadas em argumentos muito bem embasados tecnicamente e também pelo conhecimento musical adquirido ao longo de sua vida e muita das vezes em tom polêmico, lançava seus argumentos e então, o caos estava formado e como consequência, as confusões foram muitas, mas no final, na maioria dos casos tudo acabou bem.

Para quem não conheceu com mais profundidade este ser humano, dificilmente entenderá que por trás daquela aparente capa de arrogância que seus desafetos sempre vociferavam, estava um ser humano com um coração maior que o próprio corpo, pois sua mão estava eternamente estendida para quem estivesse necessitando de ajuda e posso assegurar que existiram diversos casos que comprovam isto que estou dizendo.

Este foi o “Dead” que eu conheci!!!! 

A escolha do álbum postado no dia 21-04-2013 no SOM MUTANTE e agora aqui publicado, tem um sabor muito especial para mim, pois foi uma indicação minha totalmente desprovida de qualquer pretensão e que acabou por agradá-lo muito conforme seu texto.

Velho “Dead", como sempre te dizia, fica na Paz e em Paz meu irmão!!!

GARY MOORE - Blues For Jimi




Tá aí uma coisa que pensei, pensei e pensei (dá pra perceber que o raciocínio anda mais lento né?) antes de ouvir.

O Gustavo é um camarada que nos conhecemos como muitos através dos blogs e trocamos emails e idéias, e fazendo sempre o que gosto que é sem a pessoa saber roubar um post que gostei muito e postar aqui prq gostaria eu tê-lo feito,rs

Daí pra frente os laços foram se estreitando e junto vieram outros e já existiam alguns prq meu círculo de amizades não é muito extenso mesmo, não faço questão de quantidade e sim de qualidade e tudo isso nos aproximou mais ao ponto de irmos ao blog dele debater assuntos dos mais variados e quase nunca sobre os posts própriamente ditos.

Em resumo recebo um email dele me enviando um link e esse álbum e com um conversa mole de preguiçoso se referindo que seria mais minha praia e tal e se quisesse postar ótimo, senão ficaria como presente.

Bom aqui tem um fator muito interessante, prq não sou fã de nenhum dos dois (ohhhhhhhh!!!!!) mesmo, respeito a história deles é óbvio, sei o valor que cada um tem mas não significa que tenha a discografia completa de um dos dois.

Hendrix sempre foi muito barulhento pra mim que sou mais baladeiro e Gary enquanto não aprendeu a cantar cada disco tinha uma linha e vc não sabia bem o que ele queria com aquilo.

Só que com o tempo filtrei o que gosto do Hendrix e descobri muita coisa mesmo e forma de arte pura e no caso do Gary se deu o mesmo fato, acho que envelhecemos e aprendemos juntos, ele compor e cantar e eu a ouvi-lo e entendê-lo e nosso relacionamento vem até a sua partida que me foi muito sentida.

Ao pegar um tributo de um recém partido para um eterno partido, que o que não faltam são tributos pra render dim-dim, dei uma olhada assim meio de lado, mas como veio de fonte confiável abri o som e me deixei levar e confesso, ouvi no mínimo umas 10 vz seguidas, prq coloquei tb no cel e nas caminhadas ia ouvindo mas não conseguia deixar de repetir e repetir e repetir.

Poderia ter postado só com essas palavras: "PQP"!!!!!!!!!! que puta disco lindo......mas não, tinha que dar um pitaco sim pra repetir que esse é um dos melhores discos do Hendrix que não foi feito por ele e um dos melhores do Gary Moore que não foi feito por ele.

Duvido quem gosta e é fã não gostar e duvido quem não curte muito os dois ou um deles somente não se envolver na aura desse som, uma puta de uma homenagem aos dois e não de um pra outro, dois monstros em suas épocas e estilos fazendo o que faziam de melhor, música.

Valeu Gustavo, pra quem diz só comprar ofertas de prog em supermercado vc tá saindo melhor que a encomenda, simplesmente um dos melhores discos que já ouvi, agora é com vcs.


Blues for Jimi is a live album and Blu-ray/DVD by the Northern Irish, Blues-Rock guitarist and singer, Gary Moore. 

The live performance was originally recorded on the 25th of October, 2007 at the London Hippodrome.

The performance features Gary Moore playing a selection of Jimi Hendrix classics.

The concert was part of the launch for the Jimi Hendrix Live at Monterey program.

It features a special guest appearance by Billy Cox and Mitch Mitchel


Both Jimi Hendrix and Gary Moore played guitar and sang with the soul of bluesmen and the drive of hard rockers.

So who better to pay tribute to Hendrix at an August 2007 London Experience Hendrix launch of Hendrix's Live at Monterey reissued DVD than the veteran Moore?

And to add more gravitas to the post-DVD presentation concert, Experience drummer Mitch Mitchell and Band of Gypsys bassist Billy Cox joined Moore for three tunes near the end of the 80-minute-long set.

The DVD, Blu-Ray, and CD (all available separately) capture the amped-up excitement of the night as Moore and his regular touring duo tear though some of Hendrix's biggest hits with the ferocity that Moore brings to every gig.

The only criticism is the set list, which trots out the usual suspects of Hendrix's early catalog ("Fire," "Foxy Lady," "Purple Haze," "The Wind Cries Mary") which are overplayed.

Whether Moore had control over that or was instructed to play tunes that hewed closely to those from the Monterey Hendrix performance is unclear.

But even though he doesn't exactly make them his own, the Irish guitarist brings plenty of sweat and intensity to those warhorses.

He also adds the less well-known "I Don't Live Today," which, in light of Moore's untimely 2011 passing, is strangely and sadly prophetic


An emotional six-minute reading of "Angel," prefaced by a frantic guitar improv instrumental oddly named "My Angel" that displays Moore's chops, gives him a chance to get sensitive on one of Hendrix's most ghostly and beautiful tunes.

The "blues" in the album's title is spotlighted as Mitchell and Cox kick off their 25-minute guest appearance with a fiery, 11-minute "Red House," arguably the night's highlight.

Cox's basslines find a deep groove (he also sings the song) and Moore is clearly in his element, whipping off solos that shift from sweet and jazzy to biting and raw.

The threesome had only rehearsed once the day before, and that lack of preparation nearly sinks "Stone Free," also sung by Cox, where things get a little too ragged.

But they bounce back for a punchy, nine-minute "Hey Joe" that captures the spirit of Hendrix's version while providing Moore a platform for his own six-string acrobatics that organically build to a crescendo even Hendrix would have applauded.

The DVD shows how much the trio is enjoying itself, but even the audio is evidence that Moore is in his natural habitat with this material, and playing with Hendrix's sidemen is clearly a thrill.

He brings back his own band for a closing ten-minute "Voodoo Child (Slight Return)" that puts an exclamation point on an already outstanding performance.

Why it stayed in the vaults for five years until its 2012 release is unclear, but this is a lightning-in-a-bottle treat to be savored by both Moore and Hendrix fans.


Personnel
Gary Moore - Lead Vocals, lead and rhythm guitar
Dave Bronze - Bass guitar (Tracks 1-8, 12)
Darrin Mooney - Drums (Tracks 1-8, 12)
Special Guests
Billy Cox - Bass guitar and vocals (Tracks 9-11)
Mitch Mitchell - Drums (Tracks 9-11)