sábado, março 15, 2014

GENESIS - "Live at the Rainbow Theatre" - 1973

Quando a música é boa, tem essência, tem uma história, ela fatalmente se perpetua e quanto mais o tempo vai passando, mais forte e presente vai ficando e essa percepção é muito fácil de entender, pois quando comecei a me interessar por música, há uns quarenta anos passados, meu pai além de MPB e Jazz escutava muita música clássica, que teoricamente em meu entendimento naquela época, era um hábito musical de gente “velha”.

Legal né, além do rock progressivo que eu tanto amo, eu também escuto muito a musica clássica, então, por conseguinte eu também sou um “velho”, certo? Não, errado!!!

Eu escuto a música clássica por conta de sua qualidade, da sua história, das suas origens, e este fenômeno está se repetindo com o rock progressivo, que já é um quarentão, que na sua puberdade quase sucumbiu por razões diversas, mas foi inteligente o suficiente, para “se fingir de morto” por um pequeno espaço de tempo e poder continuar sua trajetória.


Essa é uma questão que me persegue, porque para alguns pareço um louco por estar escutando sempre as mesmas “velhas” músicas e canções, mas o que muitos não conseguem compreender é que por não serem descartáveis, nem representantes de um momento específico (e.g. “Carnaval”), elas realmente se perpetuam em nossas vidas de tal forma, que quando escutadas por nós que realmente às amamos, parece que sempre escutamos algo novo.

O caso é tão sério, que se notaram, há bem pouco tempo coloquei um “Plug-in” de uma Rádio, no topo da página e a primeira “música” que começa a tocar, é a íntegra do álbum, “Tales From Topographics Oceans”, do Yes e o resultado é que ainda não consegui chegar ao álbum seguinte, pois não tenho coragem de pular o álbum, por razões óbvias, mesmo sabendo que há uma interessante seleção musical a minha espera na sequencia.

Há quem torça o nariz para as gerações seguintes que sucederam as bandas do rock progressivo clássico dos anos setenta, mas tudo bem, gosto é algo pessoal, intransferível e merece todo o nosso respeito, entretanto, estas gerações seguintes foram o esteio necessário para a longevidade de seus antecessores, portanto, só resta agradecer a bandas como o Marillion, IQ, Pendragon, Pallas, Procupine Tree, Glass Hammer, Citizen Cain e tantas outras que por também amarem o rock progressivo, proporcionaram aos seus ídolos a longevidade eterna.

Se não fosse assim, eu não poderia estar publicando mais uma vez, algo sobre o Genesis, um fenômeno musical, que nos anos setenta, junto a bandas como o Pink Floyd, Yes, ELP, Camel, Jethro Tull, Eloy, PFM e mais um sem numero de outras bandas de mesma grandeza, que promoveram uma nova ordem e um renascimento musical que até hoje influencia o nascimento de novas bandas que seguem o estilo e modifica outros, como no caso do mundo do “metal”, com o surgimento de novas bandas de metal sinfônico.

Muito bem, desta vez a gravação é de um show feita em fevereiro de 1973, no legendário Rainbow Theatre, palco de grandes e antológicas apresentações e desta feita, o personagem principal foi o Genesis, com sua clássica formação frente aos seus instrumentos e microfone.

Quanto às músicas, até então já haviam sido lançados os álbuns, Trespass, Nursery Crime e Foxtrot, com o álbum “Selling England By The Pound” ainda no forno, pois só seria lançado oficialmente em outubro deste mesmo ano, portanto, as músicas, Dancing With The moonlit Knight, “I Know What I Like”, “Firth Of Fifth”, “More Fool Me” e “The Battle Of Epping Forest”, estavam sendo colocadas à prova antecipadamente e junto delas mais dois super clássicos, “Watcher Of The Skies” e “Supper's Ready", sendo esta última para mim, simplesmente inigualável, inimitável e indestrutível, pois nem Phil Collins conseguiu destruí-la quando assumiu o controle da banda após a saída de Peter Gabriel.

Comentar as músicas ou seus músicos, nem pensar, pois existem centenas de milhares de blogs que já devem ter escrito de tudo e eu mesmo em outras ocasiões também escrevi bastante sobre o Genesis, no entanto gostaria que este álbum, “Genesis Live At the Rainbow Theatre”, servisse como um bom exemplo do que é uma música perpetuada.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Genesis:
Peter Gabriel
Steve Hackett
Mike Rutherford
Tony Banks
Phil Collins

Tracks:
01 - Watcher Of The Skies
02 - Dancing With The moonlit Knight
03 - I Know What I Like
04 - Firth Of Fifth
05 - More Fool Me
06 - The Battle Of Epping Forest
07 - Peter Gabriel & Phil Collins - Green Grass Tale (Duo Performance)
08 - Supper's Ready



sábado, março 08, 2014

FONYA - "Perfect Cosmological Principle" - 1998

Continuando a minha saga para encontrar bandas de rock progressivo fora do eixo convencional da Europa como a Inglaterra, Alemanha, Itália e outros, eu indico agora a banda Fonya,  originária dos EUA, a princípio um duo formado pelos irmãos Fournier, Chris e Phil, sendo o primeiro multi-instrumentista e o segundo o vocalista.

O Fonya produziu sete álbuns de estúdio entre os anos de 1992 e 2000, entretanto resolvi começar pelo quarto álbum, "Perfect Cosmological Principle" lançado em 1998, pois além das músicas inéditas, nele está contida uma homenagem ao YES, com uma pequena parte de “The Gates of Delirium” extraída da gravação álbum ao vivo, "Yesshows" e que está refletida na  música, “Delerium's Gate”, última faixa deste álbum.

Aproveitando a oportunidade, coloquei duas faixas bônus, onde mais uma vez o Fonya surpreende pela coragem e competência em executar as musicas do Premiata Forneria Marconi e do Camel, que foram extraídas dos álbuns, “Zarathustra’s Revenge”, um álbum tributo ao rock progressivo Italiano e do álbum “Harbour of Joy”, um tributo ao Camel, ambos postados aqui no blog anteriormente.

Falar em Fonya chega até ser engraçado, pois é uma banda de um só músico, no caso Chris Fournier, pois seu irmão Phil, apenas participou do primeiro álbum emprestando sua voz, com Chris executando todos os instrumentos neste e nos demais álbuns.


Chris tem uma formação musical invejável, pois muito cedo começou a ter aulas de baixo e quando começou a aprender a ler música, foi capaz de aprender guitarra, teclados e bateria sozinho e após sua primeira graduação,  na Maine's Cheverus High School, ele passou por cerca de seis anos, animando festas junto com seu irmão, o que permitiu que pudesse sobrevier neste período, mas como era e é um amante do rock progressivo, ele comprou um gravador de quatro pistas e começou a compor suas próprias músicas de teor progressivo.

Para ele isto era muito pouco, pois sua sede de saber era muito grande, então ele se formou em eletrônica pelo Southern Maine Technical College e em seguida cursou o curso de engenharia eletrônica na University of Maine e com toda essa bagagem acadêmica, associada a sua inteligência musical, finalmente ele pode por em prática seu sonho de ser um músico completo e poder externar sua satisfação através da sua música.

Caracteristicamente é um som eletrônico, que lembra o Tangerine Dream, entretanto menos experimental e mais voltado para o rock progressivo sinfônico, uma vez que consegue produzir várias camadas harmônicas pelo diversos teclados que são acionados simultaneamente produzindo a atmosfera e o cenário característico deste tipo de música.

"Perfect Cosmological Principle" é um álbum altamente viajante, dinâmico, lembrando uma trilha sonora de filme de ficção científica por conta da riqueza estrutural de suas composições que realmente nos remetem ao rock progressivo dos anos setenta.

O álbum conta com duas suítes, Flight of the Rigel Orion e Uniform Expansion and the Perfect Cosmological Principle que revelam esta fantástica experiência, assim como a música, “Delerium's Gate”, que é uma prova de admiração e respeito por uma das obras mais importantes do YES.

A rigor o álbum inteiro é muito bom, completamente envolvente, em momento algum, no meu caso deu aquela maldita vontade de pular uma faixa sequer e ao contrario disso, tive que em alguns casos voltar uma faixa, pois a atração pela música foi imediata. 

Portanto, fica o convite para quem ainda não conhece a obra do Fonya, a ter contato com um novo universo musical, muito rico, inteligente e inspirador, que revela um talento musical pouco conhecido, que tem por nome “Chris Fournier” e para aqueles que já conhecem seu trabalho, fica o convite para relembrar de sua adorável música. 


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Fonya:
Chris Fournier / all instruments; all music, except for track 7 (by YES)

Tracks:
01. Tetrabiblos (Ptolemy, 200 AD) (9:36)
02. Spiral Structure in Virgo (4:50)
03. Flight of the Rigel Orion (14:02)
     a) Approaching Arctana (4:22)
     b) Compression (5:51)
     c) Spirit of Sunshine (3:41)
04. Mare Nektaris (6:27)
05. Flash Spectrum Scanning Helium Horizon (9:13)
06. Uniform Expansion and the Perfect Cosmological Principle (19:43)
     a) One Hundred Million Years (5:31)
     b) Expansion (5:31)
     c) So Many Parsecs, So Little Time (6:07)
     d) We've Been Here Before 2:13
07. Delerium's Gate (7:36)
Bonus "Ondas":
Fonya plays PFM - Medley
Fonya plays Camel - Eye of the Storm

sexta-feira, fevereiro 28, 2014

A Confraria dos Blogs Apresenta: BANCO DEL MUTUO SOCCORSO - "Come in Un'Ultima Cena" - 1976

Nada acontece sem uma motivação e neste caso, a motivação necessária começou pelo meu total desconhecimento sobre a música do “Banco Del Mutuo Soccorso”, então para suprir esta enorme deficiência musical, fui presenteado pelo amigo Breu Branco, um membro emérito do blog VALVULADO com esta joia rara produzida em 1976 e que se chama, "Come in Un'Ultima Cena".

Entretanto, a motivação infelizmente ganhou um peso extra com o falecimento de “Francesco Di Giacomo”, o homem da poderosa e afinadíssima voz, deixando um tremendo vazio na história do rock progressivo, bem como uma imensa legião de fãs órfãos de sua marcante presença.

Pode parecer até estranho minhas palavras, levando-se em que só tenha escutado algumas vezes um único álbum da banda, porém, quando estamos diante de uma unanimidade musical como o Banco Del Mutuo Soccorso, que nos primeiros acordes impõe sua personalidade e revela a sua vocação para a música, não restam dúvidas de que o que disse não seja apenas uma conjectura, é sim um fato.

“Francesco Di Giacomo”
Diante deste fato, a “Confraria dos Blogs” vai se reunir novamente para prestar uma homenagem conjunta ao Banco Del Mutuo Soccorso que passa por momento inusitado e terrível com a morte prematura de “Francesco Di Giacomo”, divulgando diversos álbuns de sua extensa discografia.

Como pode haver ainda alguns desavisados, assim como eu, do que significa a obra do Banco Del Mutuo Soccorso,  não custa lembrar que seu primeiro álbum é de 1972 e que eles receberam influência direta de bandas como o Genesis, king Crimson, Pink Floyd e o ELP e que até hoje já lançaram mais de quarenta trabalhos entre álbuns de estúdio, gravações de shows em CD’s e DVD’s, compilações e boxset’s, ou seja, não devo estar muito enganado a respeito das qualidades desta banda.

Como toda banda que atravessa décadas trabalhando, não é incomum que as formações se alterem com o passar do tempo e com o Banco Del Mutuo Soccorso não foi diferente e o que pude apurar é que pela banda já teve pelo menos uns quinze músicos diferentes em sua formação, mas não tenho como afirmar se esta alternância de músicos causou algum impacto, seja ele positivo ou negativo sobre as peças musicais que foram surgindo ao longo de sua trajetória.

 "Come in Un'Ultima Cena"
Como navegante de um só álbum, vou me ater ao álbum, "Come in Un'Ultima Cena", muito bom por sinal, para mim uma gratíssima surpresa que infelizmente veio acontecer com certo atraso, algo em torno de 38 anos, mas o que importa é que aconteceu.

O italiano por natureza é muito passional e um tanto trágico e eu pude sentir claramente estas características nas músicas deste álbum o que me obrigou a fazer uma analogia direta com outro grande nome do rock italiano, o Museo Rosembach com seu magnifico álbum Zarathustra, onde a musica é cantada com muita emoção e teatralidade, portanto, não foi difícil gostar deste primeiro encontro com música do Banco Del Mutuo Soccorso.

A sonoridade deste álbum remete diretamente aos anos setenta e nem poderia ser diferente, pois seus músicos atendem a todos os requisitos necessários para que consigam transmitir essa sensação, pois mostraram neste álbum serem exímios instrumentistas e quanto a isso não há a menor dúvida.

Escutar música de uma banda com dois tecladistas foi outro fato que me chamou muito a atenção por não ser comum, mas o resultado foi muito positivo, pois a música ficou mais encorpada o que possibilitou um melhor equilíbrio nos momentos mais densos em que “Francesco Di Giacomo” soltou sua poderosa e teatral voz.

As informações que dei sobre o Banco Del Mutuo Soccorso são poucas, entretanto como a banda será homenageada em diversos blogs ao mesmo, acredito que toda a história dessa banda vá ser contada em mínimos detalhes, portanto, fica o convite a todos a se deliciarem com a obra desta magnífica banda de rock Italiana.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

BMS
Francesco Di Giancomo / lead vocals
Vittorio Nocenzi / organs, synthesizers, harpsichord
Gianni Nocenzi / el. and ac. piano, synthesizers, clarinet, recorder
Rudolfo Maltese / el. and ac. guitars, trumpet, French horn and vocals
Pierluigi Calderoni / drums and percussion
Renato D'Angelo / bass, acoustic guitar
Guest musician:
Angelo Branduardi / violin

Tracks:
01. ...a cena, per esempio (6:20)
02. Il ragno (4:55)
03. È così buono Giovanni, ma... (3:32)
04. Slogan (7:23)
05. Si dice che i delfini parlino (5:50)
06. Voilà Mida (Il guaritore) (6:14)
07. Quando la buona gente dice (1:57)
08. La notte è piena (4:14)
09. Fino alla mia porta (4:30)





Confraria dos Blogs ( roubartilhado do VALVULADO):
Contramão Prog Rock - BMS - Garofano Rosso
Som Trimado - Discografia
Som Mutante - Gli Anni Setenta
Nas Ondas da Net - "Come in Un'Ultima Cena" - 1976
Valvulado - Banco Del Mutuo Soccorso (Uma homenagem a Franceso di Giacomo)
(Por enquanto...)

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

ILÚVATAR - "Children" - 1995

Agora bem recente, nosso amigo Luciano, frequentador deste blog, lançou uma pergunta no ar, que botou a moçada, inclusive eu, para queimar alguns neurônios para responder qual o país que ofereceu as melhores bandas de rock progressivo e logicamente a respostas foram as variadas o possível, pois depende da preferência de cada um independente da nacionalidade, mas o continente todo mundo acertou em cheio, pois só os países da Europa foram citados, mesmo porque o movimento musical começou por aquele continente, portanto nada mais justo a concentração de bandas.

Entretanto, existe vida musicalmente inteligente fora da Europa, portanto a proposta desta resenha é a de trazer uma banda fora do eixo europeu e eu imediatamente pensei nos caipiras progressivos do “Kansas”, mas esta banda é um ponto fora da curva, é excelente por natureza e já conta com o devido reconhecimento internacional, então, por que não pensar em algo mais alternativo como o “Ilúvatar”, uma banda tão americana quanto à anteriormente citada só que bem menos conhecida, mas que carrega um fortíssimo DNA progressivo em suas músicas.


Este blog teve o início das suas atividades em fevereiro de 2010 e em março deste mesmo ano eu postei um álbum do “Ilúvatar”, intitulado “Children”, mas só que nesta época a frequência do blog não passava de uns cinco acessos diários, então a resenha teve como resultado, um fracasso total, uma verdadeira lástima, não para o blog, mas sim para o álbum e para banda, que são muito bons, mas se perderam no deserto em que se encontrava este espaço.

O “Ilúvatar” foi criado em Baltimore, Maryland, USA, em 1992, lançando quatro álbuns oficiais que são o “Ilúvatar” em 1993; “Children” em 1995, “Sideshow” em 1997 e finalmente em 1999 lançaram, “A Story Two Days Wide” completando a curta, mas excelente discografia, desta banda tardia, praticamente situando-se na terceira geração do rock progressivo ou como gostam de classificar, uma banda de Neoprog.

Apesar de contar com toda a discografia da banda, fiz questão de retornar ao álbum “Children”, por considera-lo um de seus melhores trabalhos, que merece ser conhecido e explorado, por conta de suas características progressivas em plena metade dos anos noventa, um verdadeiro ato de coragem e ousadia destes músicos.

Apenas para situar a banda no contexto musical da década de noventa, cabe lembrar que Neoprog nos USA em plena ascensão do movimento Grunge chega ser uma situação surreal para aquela época e por isso tenho a maior consideração e respeito pelo trabalho do  “Ilúvatar”.

A banda buscou na obra do Pink Floyd, Marillion, IQ, Pendragon, Yes e Genesis a inspiração para poder com muita personalidade e criatividade ter sua própria obra, que tem como marca registrada, belos arranjos e um vocal pitoresco, que muitos teorizam como “influenciado” por Peter Gabriel, mas honestamente não consigo fazer esta analogia, pois nem no modo de cantar e muito menos no tipo de timbre vocal eles se parecem.

Os arranjos são muito sofisticados e bem elaborados onde se nota claramente o dueto guitarra e teclados dando a tônica da essência da banda no modo de compor, que é feita de forma muito harmoniosa e equilibrada, proporcionando longos momentos viajantes que são quebrados por solos de guitarra e teclado que claramente mostram a vocação dos músicos, aliás, todos muito bons músicos.

As musicas deste álbum não soam monotônicas isoladamente e nem entre elas, o que por si é uma qualidade rara, pois em muitos casos é possível escutar alguns álbuns de bandas mais recentes que dão a impressão que só tem uma única música divida em atos, por serem muito repetitivas estruturalmente, mas isso talvez seja uma característica musical do início dos anos setenta que foi sendo suprimida ao longo das décadas seguintes por razões óbvias já exaustivamente discutidas.

Neste álbum, a formação da banda sofreu uma pequena alteração em relação ao álbum anterior com a saída de Mick Trimble e a entrada de Dean Morekas no baixo, permanecendo Gary Chambers na bateria, Glenn McLaughlin nos vocais e percussão, Dennis Mullin nas guitarras e Jim Rezek nos teclados. 

São apenas oito músicas neste álbum e apenas para pontuar, assim como fiz na primeira resenha, novamente elejo “The Final Stroke” como a música que mais me chamou atenção, portanto, fica o convite a todos para realizar uma interessante viagem musical na nave “Ilúvatar” rumo ao desconhecido.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians:
Gary Chambers / drums, percussion, back vocals
Glenn McLaughlin / lead vocals, percussion
Dean Morekas / bass, back vocals
Dennis Mullin / guitars
Jim Rezek / keyboards

Tracks:
01. Haze (6:43)
02. In Our Lives (6:35)
03. Given Away (6;39)
04. Late Of Conscience (8:56)
05. Cracker (5:59)
06. Eye Next To Glass (4:56)
07. Your Darkest Hour (5:04)
08. The Final Stroke (12:29)

domingo, fevereiro 16, 2014

NOVALIS - "Konzerte" - 1977

Tinha muito tempo que eu não escutava um trabalho do Novalis e também notei que só tinha postado um único álbum, o que configura uma falha de minha parte, portanto, para limpar minha barra, apresento o álbum “Konzerte”, gravado em abril de 1977.

Como o Novalis não teve uma grande projeção internacional, até mesmo porque a velocidade das comunicações na década de setenta não eram lá essas coisas, acho válido passar algumas poucas informações para situar a banda no contexto do mundo do rock progressivo.

O Novalis, de origem Germânica, foi criado e fundado a partir de anuncio de um jornal de Hamburgo em 1971, por iniciativa de Heino Schünzel e Jürgen Wentzel, que queriam formar uma banda de rock progressivo, o movimento musical que começava a dar seus primeiros passos e bandas na maioria dos países da Europa começavam a aparecer em escala progressiva, seguindo os passos de Pink Floyd, King Crimson, Yes, ELP que começaram um pouco antes.

Seu primeiro trabalho, Banished Bridge, foi lançado somente em 1973, por sinal um excelente álbum, era cantado em inglês, mas por orientação de seu produtor, o Novalis passou a cantar suas músicas em sua língua natal, o alemão e talvez este seja um dos problemas que não permitiram a banda ter a projeção que realmente merecia e merece até hoje, pois não há o menor problema em coloca-los lado-a-lado com o Grobschnitt, Jane, Eloy, Triumvirat e outras, pois talento eles tem e de sobra.

De estilo sinfônico, o Novalis agrada mesmo em suas músicas cantadas em alemão, onde a pronúncia germânica soa um tanto estranho em relação ao inglês que é mais comumente é escutado, mas isso não atrapalha, tendo como único desconforto no meu caso, não poder entender o que está sendo dito. 

A banda possui fortes fundamentos do rock progressivo em seus teclados e guitarras tornando suas composições harmoniosas e muito equilibradas, o que per si, é um irrecusável convite, fora isso, sem exageros pirotécnicos, conseguiu ter a favor em seu em seu currículo, uma significativa e consistente discografia  para coloca-la em pé de igualdade com outras bandas.

A banda passou por algumas mudanças internas, mais isso também não a descaracterizou a ponto de macular a sua essência e com o tempo, adquiriu personalidade própria com seu estilo de misturar música com a poesia e por conta deste amadurecimento, tiveram o mérito em atravessar metade da década de oitenta com muita dignidade e reconhecimento, pois foram seis bons álbuns lançados neste período, o que não deve ter sido nada fácil levando-se em conta as novas tendências que começavam a se instalar já no final dos anos setenta, entretanto, sucumbiram ao final do ano de 1985, engolidos pela revolução cultural instaurada na década de oitenta.

O álbum “Konzerte” sinaliza a vocação progressiva do Novalis, nos brindando com músicas do calibre de “Sommerabend”, uma linda suíte de quase dezenove minutos; as viajantes e instrumentais, “Es Färbt Sich Die Wiese Grün” e "Impressionen" e “Wunderschätze” que é simplesmente uma pérola, portanto, fica o convite a todos para se deliciarem ao som do Novalis que há muito tempo estava esquecido por mim e pelo blog.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!

Novalis:
Hartwig Biereichel - drums, gongs
Detlef Job - electric guitar, vocals
Fred Mühlböck - vocals, acoustic & electric guitars, flute
Lutz Rahn - Hammond H100 organ, PPG synth, Mellotron, electric piano, clavinet, Solina strings
Heino Schünzel - bass, vocals

Tracks:
01. Bolero (00:52)
02. Dronsz (01:53)
03. Es Färbt Sich Die Wiese Grün (08:46)
04. Impressionen (09:31)
05. Wer Schmetterlinge Lachen Hört (09:08)
06. Wunderschätze (Originaltext von Novalis um 1798) (11:20)
07. Sommerabend (18:53)
....a) Wetterleuchten
....b) Am Strand
....c) Der Traum
....d) Ein neuer Tag
....e) Ins Licht

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terça-feira, fevereiro 04, 2014

DEEP PURPLE - "Live At Montreux" - 2011

Existem bandas de rock que parece que vieram ao mundo para se perpetuar, e uma delas, é o Deep Purple, foco desta resenha, que desta vez não tem a pretensão de simplesmente levantar questões a respeito do álbum e de suas musicas, pois a qualidade das mesmas é inquestionável, mas principalmente destacar o amor pela música que fica muito evidente na expressão de dor ao cantar, quando Ian Gillan precisa soltar a voz, pois isso sim chamou minha atenção neste álbum que revela gratíssimas surpresas.

Escutando o CD e depois assistindo o DVD, Deep Purple – Live At Montreux – 2011, esse sentimento fica muito claro, pois as imagens dizem tudo e evidenciam o esforço, quase que sobre-humano em alguns momentos, pois o poderoso vozeirão de Ian Gillan perdeu-se com as décadas de uso feroz a que submeteu suas cordas vocais e também com os problemas mais graves de saúde que teve que enfrentar.

Ian Gillan
Mas ao contrário de se fechar e desistir da vida e da música, lá está ele ao lado de seus companheiros de banda, com uma pequena orquestra ao fundo, em pleno Festival de Montreux, Suíça, se expondo, dando a cara à tapa para qualquer um bater, mas quem teria coragem de criticá-lo após tantas décadas de dedicação à música?

Ele não está ali por dinheiro, pois essa fase já foi ultrapassada há muito tempo e nos quesitos vaidade e fama, não acredito que um homem aos sessenta e sete anos a época deste show, tendo feito o que já fez pela música, tenha ainda algum problema com este tipo de sentimento menor, muito característico dos fracos, o que não combina com a personalidade de Ian Gillan, restando apenas o prazer e o amor em servir a música, como argumento para justificar seu esforço.

Don Airey
Neste álbum é possível extrair outras grandes e gratificantes situações, pois pela primeira vez pude assistir a Don Airey, a frente dos teclados, mais precisamente à frente de um Hammond, tarefa esta, que por anos a fio esteve sob o comando de Jon Lord, o mago dosd Hammonds e que sempre a falta de sua presença será sentida por todos os fãs da banda, mas a integração de Don Airey ao grupo é evidente e que seu talento é indiscutível, portanto merece todo o respeito, pois um Hammond não é para qualquer um, pois ele toca com muita naturalidade tranquilidade.

Steve Morse é outro músico que também está totalmente sedimentado ao espírito da banda, não é um músico convidado, é um membro efetivo do grupo e que especialmente neste show, esbanjou simpatia e talento, dando um show particular quando solicitado.

Roger Glover e Ian Paice, duas tremendas figuraças, mais que antológicas e legendárias, partes integrantes da história do rock, como sempre, com muito bom humor, levaram ao delírio a heterogênea plateia que os assistia, pois nota-se gente de toda idade, indo do netinho ao vovô, embaladas pelos mais incríveis hits do Deep Purple.

Neue Philharmonie Frankfurt
Como se não bastasse, foi inserida uma pequena, mas eficiente e animada orquestra, a Neue Philharmonie Frankfurt,  regida pelo maestro, Stephen Bentley-Klein, bem jovem ainda e certamente um fã da banda, pois em alguns momentos ele dá uma aloprada geral, chega até a fazer um duelo de violino x guitarra, com o não menos aloprado, Steve Morse, pois o contexto “banda-orquestra”, mostrou-se muito estimulante para todos, o mesmo ocorrendo com os músicos da orquestra que também se mostraram muito entusiasmados com a vibração da música, deixando a postura clássica de lado e assumindo uma postura bem mais rock’n roll.

Esse conjunto de fatos dá uma dimensão diferenciada para este espetáculo, fugindo do que seria mais um simples show de uma banda de rock, transformando literalmente este evento em uma celebração à música, dada ao conjunto da obra apresentada pelo Deep Purple, por seus incansáveis músicos, da animadíssima orquestra e do público presente que teve o privilégio de estar neste evento. 

Terminando esta resenha, estava escutado o novo álbum do Deep Purple, “What Now!”, um presente do "Véio", lançado no segundo semestre de 2013, um excelente álbum e que revela uma boa notícia em relação à voz de Ian Gillan, que se mostrou bem mais saudável e consistente do que neste show resenhado, ou seja, por muito tempo ainda vamos ter grandes apresentações do Deep Purple.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Deep Purple
Ian Gillan - vocals, harmonica
Steve Morse - guitar
Roger Glover - bass
Ian Paice - drums
Don Airey - keyboards


Neue Philharmonie Frankfurt
Stephen Bentley-Klein - conductor

Tracks:
Disc 1
01 "Deep Purple Overture" (Bentley-Klein, Bruce, Brown, Clapton, Blackmore, Gillan, Glover, Lord, Paice) – 1'39
02 "Highway Star" – 6'54
03 "Hard Lovin' Man" – 6'08
04 "Maybe I'm a Leo" – 4'30
05 "Strange Kind of Woman" – 6'19
06 "Rapture of the Deep" (Gillan, Morse, Glover, Airey, Paice) – 5'44
07 "Woman From Tokyo" – 6'18
08 "Contact Lost" (Morse) – 4'28
09 "When a Blind Man Cries" – 3'50
10 "The Well Dressed Guitar" (Morse) – 2'42
Disc 2
01 "Knocking At Your Back Door" (Blackmore, Gillan, Glover) – 6'07
02 "Lazy" – 8'45
03 "No One Came" – 5'40
04 "Keyboards Solo" (Airey) – 5'45
05 "Perfect Strangers" (Gillan, Blackmore, Glover) – 6'05
06 "Space Truckin'" – 4'55
07 "Smoke on the Water" – 8'32
08 "Green Onions" (Cropper, Jackson, Steinberg, Jones) / "Hush" (Joe South) / "Bass solo" (Glover) – 8'18
09 "Black Night" – 7'10


LINK

quarta-feira, janeiro 29, 2014

V. A. - COLOSSUS PROJECTS - "The Tales of Edgar Allan Poe: A SyNphonic Collection" - 2010

Existe um dito popular que diz que: “Quem tem padrinho, não morre pagão!”, e eu já complementei este dito algumas vezes aqui no blog com: “E quem tem amigos, também não!!”, pois esta postagem só está sendo possível, graças ao amigo, “Ricardo LDR” que sempre que pode, dá seus “pitacos” aqui e em outros blogs, com o intuito de enriquecer as resenhas e recentemente me presenteou com este álbum que eu já estava atrás há algum tempo, mas sem sucesso em obtê-lo.

Entretanto, esse mesmo amigo, passa por um momento um tanto difícil e nestas horas uma palavra amiga é sempre uma luz no final do túnel e só para que possam ter uma ideia do significado da palavra “amizade”, eu fui alertado por “Breu”, um integrante da Tropa de Elite do VALVULADO, um blog irmão, sobre o que estava acontecendo com “Ricardo LDR”.

Apenas um pequeno detalhe, pois acredito que nenhum de nós em sua maioria já tenha tido contato pessoal, ou seja, é uma amizade virtual, que tomou forma a partir de um interesse em comum, a “música” e que de alguma forma nos uniu e os laços de amizade se formaram, portanto a preocupação foi a mesma de uma amizade pessoal.

Senogul
Portanto, esta postagem que de qualquer forma seria para ele em agradecimento ao presente que recebi, ganha dimensão maior, portanto, peço a liberdade de em nome de todos os demais amigos do “boteco”, dedicá-la a “Ricardo LDR”.

Meu velho, neste momento uma grande “corrente” de pensamentos positivos de fé e de esperança já esta formada com o objetivo de te dar ânimo e forças para que possa ir em frente, seja qual for a adversidade que esteja enfrentado, pois não cabe expô-la aqui.

Velhão, conte conosco, pois todos estão torcendo por você!!!! Tenha fé nisto!!!!

Quanto ao presente que citei acima, trata-se do álbum, “The Tales Of Edgar Allan Poe (A SyNphonic Collection)", uma iniciativa do Colossus Projects, lançada em 2010, que reúne várias bandas e músicos isolados, em torno da obra de Edgar Alan Poe que é um verdadeiro objeto de desejo para bandas de rock, levando-se em conta a complexidade e a riqueza de seus contos, uma fonte inesgotável de inspiração para compositores e músicos, levando-os a criar viagens musicais alucinantes.

Marco Lo Muscio
Um bom e conhecido exemplo a ser lembrado é o de Alan Parsons com seu álbum, “Tales of Mystery & Imagination”, onde alguns contos deste mesmo escritor foram musicados em 1976, no auge do rock progressivo, transformando este álbum em um dos seus mais bem sucedidos projetos musicais.

Caracteristicamente, o Colossus Project, trabalha com bandas das gerações mais recentes do rock progressivo com resultados surpreendentes e como não poderia deixar de ser, neste álbum não foi diferente, onde a tônica deste projeto girou em torno da musica instrumental com poucas passagens cantadas.

Das bandas presentes, a única de meu conhecimento, ficou por conta de Anima Morte, banda Sueca, que tem como estilo de compor, a linha filosófica de bandas como, Anglard, Samla Mammas Manna, Par Lindh Project, Goblin e outros e provavelmente é por essa questão que este projeto é tão atraente, pois sempre está dando oportunidade para que novas bandas possam mostrar seu trabalho.

As músicas que mais chamaram a  minha atenção foram “The Cask of Amontillado”/ Magnetic Sound Machine; “The Purloined Letter”/Jukka Kulju; “The Premature Burial”/Anima Morte e “Hop Frog”/Areknames, lembrando que esta é uma pequena amostra e o álbum se bem explorado, pode ainda trazer grandes surpresas.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Convidados:
Anima Morte
Areknamés
Armalite
Blank Manuskript
Chansonoir
Daal
Dunwich
Guy LeBlanc
Jinetes Negros
Jukka Kulju
Karda Estra
La Théorie des Cordes
Little Tragedies
Magnetic Sound Machine
Marco Lo Muscio
N.O.T.
Oracle
Senogul


Tracks:
CD-1
01 Intro (Marco Lo Muscio)
02 The Black Cat (Senogul)
03 A Descent Into the Maelström (La Théorie des Cordes)
04 The Tell-Tale Heart (Oracle)
05 The Sphinx (N.O.T.)
06 The Oblong Box (Dunwich)
07 The Oval Portrait (Guy LeBlanc)
08The Masque of the Red Death (Jinetes Negros)
09 The Pit and the Pendulum (Karda Estra)

CD-2
01 The Purloined Letter (Jukka Kulju)
02 The Premature Burial (Anima Morte)
03 The Gold-Bug (Blank Manuskript)
04 Hop-Frog (Areknamés)
05 The Man of the Crowd (Little Tragedies)
06 The Murders in the Rue Morgue (Armalite)
07 Ligeia (Chansonoir)
08 The Cask of Amontillado (Magnetic Sound Machine)
09 The Fall of the House of Usher (Daal)

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domingo, janeiro 19, 2014

ELOY - "Reincarnation on Stage" - 2014

Mais de quatro décadas se passaram desde a sua criação e o Eloy ainda esta na ativa, comportando-se como se ainda estivesse na década de setenta, com o mesmo empenho e criatividade, entretanto, agora no corpo de músicos que em sua maioria devem estar com mais de sessenta anos, mas que ainda mandam muito bem e agora como decanos de uma universidade dão uma aula de música.

Esta aula, está contida no álbum, "Reincarnation on Stage", lançado 17 de janeiro de 2014, que é uma verdadeira declaração de amor à música feita pela banda e principalmente por parte de Frank Bornemann que incansavelmente procurou chegar o mais próximo ao possível dos álbuns de estúdio para garantir a fidelidade dos originais, portanto em uma declaração que fez no site oficial da banda, ele nos faz entender o porquê de ter duas guitarras e dois teclados, bem como trazer alguns vocais adicionais que fizeram parte de álbuns anteriores.

Frank Bornemann como sempre, esteve muito bem acompanhado nas inúmeras formações que a banda teve e agora manteve ao seu lado a formação do último álbum de estúdio, “Visionary” de 2009, figuras mais que conhecidas e que já estiveram ao seu lado há tempos atrás como Michael Gerlach e Hannes Folberth a frente dos teclados; Klaus-Peter Matziol no comando do baixo e Bodo Schopf responsável pela bateria e percussão.

Ele trouxe também convidados para complementar o grupo, os músicos, Steve Mann na guitarra, Alexandra Seubert e Tina Lux nos vocais e Anke Renner para o backing vocals.


Com o time montado, vamos ao show onde às músicas elencadas fazem parte da longa história da banda, todas grandes clássicos do rock progressivo e neste caso, extraídas a partir do álbum “Power and the Passion”, passando por ”Down”; “Oceans”; “Colours”; “Planets”; “Time to Turm”; “Metromania”; “The Tides Return Forever”; “Oceans 2” e por último, o álbum “Visionary” que ao que parece deu um fôlego extra à banda, permitindo que pudessem chegar tão longe.

Aliado a este álbum, que oficialmente é o segundo gravado “Ao vivo” da banda, foi lançado anteriormente um DVD intitulado, “Live Impressions” com os shows de Mainz de 2012 e Loreley de 2011, fruto de um projeto para documentar a história e os feitos da banda.

Acredito que tudo já tenha sido dito a respeito do Eloy e de Frank Bornemann aqui e em outros blogs do gênero, entretanto, ainda cabe ressaltar a coragem e a determinação destes músicos que tem suas origens muito bem definidas em outras épocas, mas que sem se preocupar com os modernismos das tendências musicais atuais, ainda conseguem nos transportar no tempo e nos levar a uma incrível viagem ao passado.

Em se tratando de Eloy, eu sou extremamente suspeito, pois sou um amante confesso de sua música e como não poderia ser diferente, eu o recomendo a todos que gostem de uma boa música, independente serem fãs ou não da banda.




ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

ELOY
Frank Bornemann / lead vocals, guitar
Michael Gerlach / keyboards
Hannes Folberth / keyboards
Klaus-Peter Matziol / bass
Bodo Schopf / drums, percussion
Guests musicians:
Steve Mann / guitar
Alexandra Seubert / vocals
Tina Lux / backing vocals
Anke Renner / backing vocals

Tracks
CD01
01. Namaste (2:49)
02. Child Migration (5:26)
03. Paralized Civilization (7:56)
04. Mysterious Monolith (6:40)
05. Age Of Insanity (7:12)
06. The Apocalypse (11:09)
07. Silhouette (3:58)
08. Poseidon's Creation (11:24)
09. Time To Turn (4:20)
10. The Sun-Song (5:11)
11. Horizons (4:09)
12. Illuminations (6:30)

CD02
01. Follow The Light (8:00)
02. Awakening Of Consciousness (5:55)
03. The Tides Return Forever (7:03)
04. Ro Setau (7:02)
05. Mystery (8:58)
06. Decay Of Logos (8:20)
07. Atlantis' Agony At June 5th 8498,13 p.m. Gregorian Earthtime (7:55)
08. The Bells Of Notre Dame (5:49)
09. Thoughts (1:40)

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segunda-feira, janeiro 06, 2014

RUSH - “Universe Divided” - 1979

Todo inicio de ano bate uma puta ressaca de tudo o que aconteceu no ano anterior e realmente fica difícil dar o “start” para começar o ano e então, igual a um carro velho, é preciso um empurrão para pegar no tranco, portanto o RUSH será o meu empurrão para iniciarmos os trabalhos de 2014.

O RUSH é uma banda que nos oferece uma música diferenciada e que na maioria dos casos é feita para levantar defunto, pois é intensa e vigorosa por essência, aliás, duas das muitas qualidades da banda que sempre primaram pelo virtuosismo individual que quando somados se transformam em um dos maiores Power Trios do planeta.

Querer definir um estilo musical para a banda que melhor retrate o conteúdo de sua música é uma tarefa um tanto complicada, pois eles como camaleões, foram se adaptando às modernidades musicais que foram surgindo ao longo das décadas, portanto, seja o que for isso não tem a menor importância e somente RUSH já basta, pois virou uma marca registrada de um estilo único de criar música. 

Dando uma conferida nos arquivos, acabei por encontrar uma das várias preciosidades da banda, um bootleg intitulado “Universe Divided”, gravado em maio de 1979 em Offenbach, Frankfurt, Alemanha, no momento em que realizavam a “Hemispheres Tour” para a divulgação do álbum de nome homônimo, sem dúvidas um dos melhores produzidos nos anos setenta pela banda, praticamente uma continuação do álbum antecessor, “A Farewell to Kings” que sem dúvidas é uma obra prima.

Além das músicas de “Hemispheres” que são ótimas por sinal, do álbum “Rush” temos as músicas, “Working Man” e “In the Mood”; do álbum “Fly By Night” temos as músicas, “Anthem“ e “By_Tor and The Snowdog”; do álbum, “Caress of Steel“ temos a música, “Bastille Day” e do álbum “2112” temos as músicas, “Passage To Bangkok”, “Something for Nothing” e “2112”; do álbum “A Farewell to Kings” temos as músicas, “Xanadu”, “Closer To The Heart”, “A Farewell To Kings” e “Cygnus X-1”, ou seja, somente clássicos retirados dos álbuns anteriores a "Hemispheres" e como não poderia ser diferente, ficaram de fora desta seleção, diversas outras músicas que aqui poderiam estar sem o menor problema.

Do álbum “Hemispheres” ficou apenas de fora a música “Circumstances” e logicamente o destaque deste álbum fica por conta da música, "Cygnus X-1 Book II Hemispheres", uma suíte de uns dezoito minutos, onde Power Trio mostra todo seu potencial com o vigor que lhe é característico em seus álbuns de estúdio e em suas apresentações públicas.

A música “Xanadu”, não perde o seu encanto nunca e mesmo hoje em dia, escutá-la provoca o mesmo prazer que eu tinha a mais de trinta anos, pois foi criada em um momento mágico em que todos os estilos musicais passavam independente de sua origem.

Generalizando, este bootleg passa pelo hard rock, heavy metal e por que não, pelo rock progressivo, oferecendo um leque de opções musicais muito eclético o que pode agradar a uma massa de ouvintes muito grande, portanto, por estas e outras razões óbvias só resta recomendar a audição deste álbum a todos.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

RUSH
Geddy Lee - Lead Vocals, Bass Guitars and Keyboards
Alex Lifeson - Lead Guitars 
Neil Peart - Drums and Percussion

Tracks
Disc 1
101. Anthem 4:16
102. Passage To Bangkok 3:55
103. Bytor and The Snowdog 5:36
104. Xanadu 12:13
105. The Trees 5:06
106. Hemispheres 19:31
107. Closer To The Heart 3:21
108. Something For Nothing 3:58

Disc 2
201. A Farewell To Kings 5:45
202. La Villa Strangiato 10:33
203. 2112 19:27
204. Working Man 3:34
205. Bastille Day 1:42
206. In The Mood 2:41

207. Drum Solo 5:08
208. Cygnus X-1 9:16




terça-feira, dezembro 24, 2013

A Confraria dos blogs apresenta: Gentle Giant - "Playing The Fool Live" - 1977

Homenagear uma “banda” em “cadeia internacional”, envolvendo blogs do Brasil e de fora, foi uma iniciativa que partiu por conta dos membros da Tropa de Elite do “VALVULADO” e no caso o SV me contatou por e-mail propondo a escolha de uma banda para que fosse preparada uma resenha com o um álbum da banda escolhida por diversos blogs ao mesmo tempo.

Sem dúvidas alguma, foi uma proposição brilhante que foi aceita de imediato por mim e acredito que tenha sido acolhida por todos os convidados, pois mais importante do que a homenagem à banda escolhida é a demonstração de união e amizade entre os “blogueiros” que está sendo dada, pois todos nós que nos dedicamos a esta atividade, sabemos das dificuldades em se manter um blog de pé com dignidade, com todo o tipo de problema que surge diariamente e que temos que nos desvencilhar com muita sabedoria para que o controle da situação não seja perdido.

Acredito que o momento, provavelmente inédito no universo blog, seja uma oportunidade única para zerar qualquer rusga, desavença ou o que seja, não só entre os blogueiros, mas principalmente nas relações entre blogs e o publico frequentador, pois constantemente observo conflitos de toda a ordem, não só aqui, mas em diversos outros blogs, o que nos obriga muitas vezes a tomar atitudes nefastas, como por exemplo, ter que fazer censura nos comentários, uma vez que alguns são impublicáveis e que às vezes podem nos levar para fora de uma curva de normalidade em nosso comportamento social.

O problema não são as críticas ou a não concordância de opiniões em relação às resenhas, pois isso faz parte de nosso ofício pela exposição constante a que nos submetemos a cada resenha, mas sim as agressivas ofensas que surgem por divergência de opiniões, links quebrados, bit rates de arquivo, formato de conversão de áudio e toda sorte de besteiras que se possa imaginar, como se fossemos empregados de uma empresa diante de um patrão, mas com um detalhe, sem receber salários, lembrando que nosso ofício não é remunerado, portanto amigos vamos ficar na Paz e em Paz com todos e aproveitar este momento de confraternização. 

Saindo da minha habitual verborragia, vamos ao que interessa que é a banda escolhida pela “Confraria dos Blogs”, o Gentle Giant e no meu caso coube preparar a resenha para o álbum “Playing the Fool Live”, gravado no ano 1977, onde estão reunidos diversos clássicos da discografia da banda.

O Gentle Giant foi formado em 1970 pelos alucinados irmãos Shulman, Derek, Ray e Phil que se associaram a Martin Smith, Kerry Minnear e Gary Green formando sua base inicial com algumas pequenas mudanças ao longo do tempo e chegaram produzir doze álbuns até 1980 quando infelizmente houve a dissolução do grupo. 

O Gentle Giant faz uma música diferenciada dentro do universo progressivo, em que a essência de seus arranjos baseia-se em tons desarmônicos o que em um primeiro momento, para um ouvido despreparado pode até causar certo desconforto inicial, mas que com a medida do tempo vai se dissipando, mas alerto que em especial esta música não admite concessões de espécie alguma para ouvintes casuais, ainda mais nos dias de hoje, lembrando que suas origens datam de mais de quatro décadas de existência.

A bem da verdade, isso não é problema algum para quem está disposto a ouvir algo diferente, fora do convencional, que extrapola e transgride conceitos e dogmas e que comunga com o bom humor e com uma maneira inédita de encarar a arte.

Esse álbum, “Playing The Fool” foi o passaporte para me introduzir neste interessante universo musical, que confesso que a princípio, muito jovem ainda, tive dificuldade em compreendê-la, entretanto, logo percebi a grandeza e a magia que cercava estas músicas e a possibilidade de estar próximo de algo diferente do que estava habituado.

Levando-se em conta que a proliferação de bandas de rock progressivo que começaram a surgir no início dos anos setenta teve crescimento exponencial até a metade da década, ou banda era muito especial como um Pink Floyd, Yes, Genesis, ELP, PFM e Cia...., ou teria que produzir algo realmente diferenciado, o que por sinal foi muito bem feito pelo Gentle Giant, o que permitiu juntar-se aos grandes nomes do rock já citados anteriormente e não ser mais uma daquelas bandas que produziram apenas um único título, mesmo sendo de altíssima qualidade.

Esta gravação “Live” é uma prova contundente do que estes músicos eram capazes de realizar diante de sua hipnotizada plateia, pois depois que se conhece a obra deles, é simplesmente impossível não entrar no clima da música e viajar.

Particularmente eu gosto muito da música “I Lost My Head” e justamente nesta gravação está a versão que mais me identifico com a banda, porque acho que quando os músicos estão diante de seu público, a vontade de superar o que foi feito em estúdio, passa a ser um desafio irresistível e muito interessante para o artista, então alguns ingredientes a mais sempre são inseridos nas músicas que por essência já são muito boas e nestas ocasiões ficam muito melhores.

Como havia dito anteriormente, o álbum está repleto de clássicos como Just the Same; Proclamation; Funny Ways; The Runaway; So Sincere; Free Hand; Experience e alguns outros, portanto amigos, o negócio é som na caixa neste Natal, com muitas alegrias, paz e harmonia para todos, lembrando que aqui é uma pequena lembrança natalina e que os demais blogs que compõem a “Confraria”, vão nos presentear com muitos outros álbuns do Gentle Giant, fazendo deste Natal um divisor de águas nas relações virtuais.

UM FELIZ NATAL A TODOS!!!!

Gentle Giant:
Gary Green: electric and acoustic guitar, 12 string guitar, vocals, percussion;
Kerry Minnear: keyboards, cello, vibes, tenor recorder, vocals, percussion;
Derek Shulman: vocals, alto sax, descant recorder, bass, percussion;
Ray Shulman: bass, violin, acoustic guitar, descant recorder, trumpet, vocals, percussion;
John Weathers: drums, vibes, tambour, vocals, percussion;

Tracks:
01. Introduction (0:37)
02. Just the Same (5:20)
03. Proclamation (3:41)
04. Valedictory (1:38)
05. On Reflection (Rearranged) (6:27)
06. The Boys In The Band (15:38)
07. Funny Ways (8:31)
08. The Runaway (3:54)
09. Experience (5:37)
10. So Sincere (5:15)
11. Drum And Percussion Bash (5:03)
12. Free Hand (7:39)
13. Sweet Georgia Brown (1:19)
14. Peel The Paint (1:33)
15. I Lost My Head (5:57)



Aqui estão os links (roubartilhado diretamente do APONCHO ROCK) com os demais blogs que formaram a "Confraria dos Blogs":


APONCHO ROCK com Free Hand
 
Som Mutante com Interview

Som Valvulado com Giant for a Day y Hollywood Bowl
 
PROG ROCK VINTAGE com King Alfred´s College Winchester

  • PIRATA DO ROCK com Capitol Studios

    NAS ONDAS DA NET com Playing The Fool Live
  • TheRedHippie com Acquiring The Taste
     
    A Casa de Roderick com Octopus

    SOM TRIMADO com a Discografía da Banda