quarta-feira, janeiro 11, 2012

CAMEL - “Golders Green”¨- 1977

Quanto mais nos distanciamos da década de setenta, mais ela é presente e imprescindível para saciar nossa sede de elementos musicais de qualidade, tendo em vista que as décadas subsequentes não conseguiram produzir um material que pudesse se manter vivo por tanto tempo. 

Digo isto sem pensar apenas no rock progressivo, mas no rock em geral, pois bandas como o Led Zeppelin, Deep Purple, Uriah Heep, Iron Maiden e tantas outras excelentes bandas que são escolas a serem seguidas, curiosamente por razões não muito precisas e/ou desconhecidas, não tiveram bandas seguidoras no mesmo nível artístico, capazes de desbancá-las ou mesmo a igualá-las. 

O movimento Grunge surgiu no finalzinho da década de oitenta, talvez a única coisa boa daquele período no cenário internacional, firmando-se a partir dos anos noventa, fazendo um estardalhaço danado, mas agora está reduzido a praticamente nada, ou seja, “Pearl Jam”, “Red Hot Chilli Peppers” e algumas poucas bandas que não lembro o nome agora, mas sem o mesmo gás do passado, já cheirando a mofo pela inconsistência musical. 

Por outro lado, curiosamente, tudo que envolve o final dos anos sessenta e propriamente dito os anos setenta, de alguma forma se mantém intacto, preservado, principalmente muito respeitado e em alguns casos mais extremos, idolatrados, inclusive por pessoas que não viveram o momento, gente muito jovem que são atraídas por uma sonoridade complexa e teatral, que para os padrões do atual cenário musical são totalmente incompatíveis, mas a rigor é  oque está acontecendo. 

Não posso negar que atualmente há uma expectativa em se resgatar o clima psicodélico/progressivo dos anos setenta, isto é fato, pois algumas bandas absolutamente desconhecidas para mim, como, “The Danglers”, “Quantun Sphere”; “Verbal Delirium”; “Heroine”, “Absente H”; “Agora Forte”; “Nevada Arcana”; “Intensity” e “Frost Valley”, têm seguido o meu perfil no Twitter, onde apenas divulgo o que é postado aqui no blog, inclusive me mandando links com as músicas, sendo até algumas bem interessantes, com valor agregado, numa mostra direta do que alguns jovens estão esperando do futuro da música. 

Todo este “imbróglio”, apenas para tentar entender o sentido da existência de tantos blogs voltados para o rock progressivo, onde a tônica é divulgar álbuns de um passado tão longínquo, chegando a alguns casos, com mais de quarenta anos de lançados, mas com a expressividade e a jovialidade de um novo álbum e o porquê de cada vez mais o numero de adeptos desta modalidade musical cresce, mais isso é um tema muito complexo e merecedor de uma pesquisa mais profunda, portanto vamos ao que realmente interessa. 

Se há uma banda muito querida de todos, esta é sem dúvidas o Camel, que é um grande representante, que o cenário progressivo da década de setenta teve e para tanto, trago o álbum, “Golders Green”, gravado em outubro de 1977 no Hippodrome em Londres, com sua formação praticamente intacta, apenas acusando a saída de Doug Ferguson e a entrada de Richard Sinclair. 

O Camel não necessita de muitas apresentações ou mesmo explicações de como atua, uma vez que, é de conhecimento geral o seu “modus operandi” nos estúdios e nos palcos, mas cabe resaltar a importância da banda no contexto internacional, por apresentar um trabalho muito bem elaborado e muito generoso para quem o aprecia. 

Acredito que o Camel, tenha sido a banda que conseguiu apresentar o rock progressivo de uma maneira mais simplificada, mas, contudo, sem comprometer os seus diversos dogmas e principalmente por não ter banalizado o estilo ou mesmo sem ter criado um subgrupo dentro do movimento. 

Este álbum faz um rápido passeio pela trajetória da banda, com exceção do legendário emblemático álbum, “Mirage”, obviamente focando as atenções para divulgar o álbum “Rain Dances”, que por sinal é mais uma excelente cria da banda. 

A dupla Bardens/Latimer é no mínimo sensacional e este álbum prova isto com a maior facilidade, portanto por esta dupla e pelo conteúdo deste álbum, não resta alternativa senão recomendá-lo muito a todos que realmente gostem de uma música diferenciada.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Band:
Richard Sinclair:  Bass, Vocals
Andy Ward: Drums, Percussion
Andy Latimer: Guitar, Flute, Vocals
Peter Bardens: Keyboards
Mel Collins: Saxophone, Flute



Tracks:
01. First Flight
02. Metrognome
03. Unevensongs
04. The Snow Goose
05. Highway of the Sun
06. Lunar Sea
07. Never Let Go
08. One of these Days I'll Get an Early Night


LINK

"Highway of the Sun"

"One of these Days I'll Get an Early Night"

"Never Let Go"

domingo, janeiro 08, 2012

JON ANDERSON - "Songs of Seven" - 1980

A magia que envolve tudo o que diz respeito ao trabalho e a pessoa de Jon Anderson está intimamente ligada a sua despretensão em ser mais importante que a própria música, mas, sobretudo principalmente pela simplicidade com que faz o seu trabalho. 

Em 1976, ele lançou “Olias of Sunhillow”, uma mega obra prima que carregava a grandiosidade de “Tales From Topographic Oceans”, mas no fundo, era de uma simplicidade Franciscana, com cânticos xamânicos e percussão com tendências orientais, formando um dos mais belos cenários musicais do rock progressivo. 

Seu segundo álbum, “Songs of Seven”, gravado em 1980, é um conjunto de belas canções que acompanham uma linda suite que lava o nome do álbum, que é uma viagem literal a outra dimensão musical e como de costume, leva sua marca registrada, a simplicidade. 

Não há quem resista a “Songs of Seven”, pois há um acolhimento natural de sua melodia e de sua letra, que lembro que na época de seu lançamento eu não sabia praticamente nada de inglês, mas o que se escutava era muito bom de escutar, dava prazer, gerava um sentimento muito positivo mesmo sem saber o seu significado. 

Toda a obra de Jon Anderson, ou melhor, tudo o que faz, provoca em mim este mesmo sentimento de bem estar, pois mesmo em sua diminuta figura em um palco, parece um gigante, pois o seu semblante transmite uma serenidade muito grande, sua inimitável voz, é simplesmente hipnótica, um comando para o cérebro desestressar de qualquer incômodo e por alguns momentos embarcar em uma viagem com direito à volta, a uma realidade um pouco menos cruel e agressiva. 

Neste álbum, Jon Anderson veio acompanhado de alguns nomes bem conhecidos no meio musical como, “Ian Barinson” e “Chirs Rainbow”, que fizeram diversos trabalhos com Alan Parsons, e “John Giblin”, um baixista de primeiríssimo time, que entre outros, trabalhou com Peter Gabriel, John Lennon, Paul MacCartney, Alan Parsons e Fish. 

Como é uma figura muito “família”, Jon Anderson, convocou para este trabalho, “Deborah Leigh Anderson” sua filha e “Damian James Anderson”, seu filho para engrossar o time dos teclados. 

Para mim os destaques do álbum, fora a música título, são, “Some Are Born”, “For You For Me”, “Everybody Loves You” e “Don't Forget (Nostalgia)” que como disse logo no início da resenha, são belas canções que emocionam e cativam o coração.
ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians:
Jon Anderson /vocals, keyboards, acoustic guitar, harp
Ronnie Leahy / keyboards
Ian Barinson / guitar, bass, vocal
John Giblin / bass
Morris Pert / drums, percussion
Christopher Rainbow / vocals

Damian James Anderson -- Korg keyboards (5), countdown and countup (9)
Deborah Leigh Anderson -- harmony (5)
Petite Jade Anderson -- countdown and countup (9)
Jack Bruce -- bass (4)
Clem Clemson -- guitar (4,9)
Johnny Dankworth -- alto sax (3)
Delme String Quartet -- strings (9)
Mel -- bass (5)
Dick Morrisay (sic) -- sax (2,4)
Dave Ogden -- string arrangement (9)
Simon Phillips -- drums (4)
Mike Dunne -- engineer
Brian Gaylor -- electronics
John Martin -- coordination and instruments



Tracks:
01. For You For Me – 4:24
02. Some Are Born – 4:04
03. Don't Forget (Nostalgia) – 2:59
04. Heart Of The Matter (Anderson, Ronnie Leahy) – 4:19
05. Hear It – 1:48
06. Everybody Loves You – 4:01
07. Take Your Time – 3:11
08. Days – 3:29
09. Song Of Seven – 11:16


LINK
"Song Of Seven"

"Everybody Loves You"

terça-feira, janeiro 03, 2012

“The Best Known Works of Rick Wakeman Performs By The Royal Philharmonic Orchestra” - 1978

Passado os festejos de Natal e Ano novo, é hora de voltar a escrever as minhas bobagens, portanto, mãos no teclado e para começar o ano, recebi uma indicação feita pelo “Sid”, que ontem me enviou um e-mail ,perguntando por um antigo álbum, ainda em vinil, lançado em 1978 pela gravadora “A&M” com a “The Royal Philharmonic Orchestra” executando as melhores peças de Rick Wakeman. 

Como, “missão dada é missão cumprida”, fiz uma rápida varredura na net e de cara encontrei, “The Best Known Works of Rick Wakeman Performs By The Royal Philharmonic Orchestra”, com capa, folders e tudo mais, completamente perdido nos zilhões de arquivos que rolam pela internet.

O melhor de tudo, é que, quem se deu ao trabalho de ripar o LP, fez um serviço de primeira, pois a gravação extraída do LP está muito boa, com pouquíssimos chiados, tão característicos dos vinis, bem como a parte gráfica que foi reproduzida, está muito legal também, portanto, um "muito obrigado" ao "Sid" por ter lembrado de peça tão rara e também ao "ilustre desconhecido" pelo serviço muito bem  feito de reprodução.

Confesso que não lembrava mais da existência desta preciosidade, que realmente traz na integra, ”Journey To The Centre Of The Earth”, boa parte de “The Myths & Legends of King Arthur & The Knights of the Round Table” e de quebra, temos ainda, “Catherine Howard” e “Anne Boleyn”  do álbum,  "The Six Wives Of Henry VIII" e para finalizar, “After The Ball” , extraída do álbum “White Rock”.

Escutando este álbum algumas vezes, ele me fez lembrar que na época de seu lançamento eu não dei muita importância a este trabalho, mas agora, mais de trinta anos passados e um pouco mais de juízo na cabeça, é que da para entender o valor e a expressividade que o trabalho de um jovem gênio, produzido no início da década de setenta, permanece tão vivo e atual depois de tanto tempo. 

Ta certo que na época do lançamento, Rick Wakeman estava na moda, assim como o Yes (bem, isto até hoje) e o rock progressivo como um todo, ainda tinha algum fôlego para chegar até a década (80) das trevas musicais que estava bem próxima e ainda iria fazer um estrago dos diabos no cenário musical internacional, que levaria mais de uma década para retomar o caminho do bem. 

Mas de qualquer forma, não é para qualquer um, ter sua obra orquestrada por tão afamada sinfônica, que a rigor, não deve ter tido muito trabalho em ajustar os arranjos, uma vez que, o autor da peça já havia feito as partituras para tal fim, restando apenas alguns ajustes para cobrir a falta da banda e dos teclados de Rick Wakeman, pois em alguns momentos nota-se claramente que a música da forma como está tocada,  soa como o acompanhamento da sinfônica nas versões originais, o que em nada tira o mérito do trabalho apresentado.  

Obviamente o álbum é dedicado e muito apropriado para as pessoas com gosto musical eclético, o que não era muito o meu caso no passado, mas agora, poder desfrutar de um álbum como este, é um prêmio, portanto, não resta alternativa, senão recomendá-lo muito, não só pelas peças musicais que estão sendo apresentadas, mas principalmente pela grande “Banda” que com sua competência, está proporcionando uma releitura destas músicas, criadas por uma "lenda viva" do rock progressivo, que está acima do bem e do mal.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians:
The Royal Philharmonic Orchestra
Richard Hartley -  conductor



Tracks:
01. Orchestral suite from "The myths and legends of King Arthur and the Knights of the Round Table"
  a: Arthur (3:10)
  b: Lady of the Lake (1:21)
  c: Merlin the Magician (3:01)
  d: The Last Battle (3:33)
02. The six wives of Henry VIII
  a: Catherine Howard (4:53)
  b: Anne Boleyn (3:26)
03. Orchestral Suite from "Journey to the centre of the Earth"
  a: The Journey (5:28)
  b: Recollection (1:56)
  c: The Battle (2:42)
  d: The Forest (4:33)
04. After the Ball (3:18)

NEW LINK

"Orchestral Suite from Journey to the centre of the Earth"

quinta-feira, dezembro 29, 2011

GENESIS - 'Live In Chicago" - 1978

!!!! UM FELIZ 2012 A TODOS !!!!


Muito bem, chegamos a mais um final de ano e esta será a última postagem que farei e para tanto, mais uma vez pude contar com a prestimosa colaboração que os amigos do blog tem feito, neste caso, o fornecedor de sta pérola foi o amigo, “Luciano” (estamos devendo mais uma a ele).

Vamos até o ano de 1978, com o Genesis, mesmo que já um tanto desfigurado de sua melhor formação, mas sem dúvidas, em uma excelente apresentação acontecida em Chigago, USA. 

Este bootleg, “Genesis Live in Chicago”, ainda carrega boas lembranças do que realmente foi e representou o trabalho da banda para o rock progressivo e em nossas vidas, pois mesmo não contando com as presenças de Peter Gabriel e Steve Hackett, que fazem falta em qualquer situação, o show foi bem sustentado, por Chester Thompson que é um grande baterista e que por duas vezes tive o privilégio de vê-lo tocar com Genesis no Brasil e nesta apresentação como era de se esperar, cumpriu seu papel de forma excepcional. 

Daryl Stuermer que é totalmente desprovido de carisma e empatia com  o público, tocou o suficiente para preencher a falta que a figura carismática e emblemática de Steve Hackett faz em um show como este, mas justiça seja feita, Daryl mandou muito bem. 

Phil Collins nos vocais nesta época, ainda estava com sua voz preservada, o que não chegava a incomodar muito, mas deixava a desejar em um quesito, pois simplesmente botava de lado a teatralidade que as músicas mais antigas solicitavam de Peter Gabriel que é um mestre na arte de cantar e representar. 

Mas por outro lado, Tony Banks nunca esteve tão solto, performando solos que caracteristicamente não faria, uma vez que, como sempre foi o maestro da banda, agregando os demais elementos musicais, sua postura sempre foi mais centrada e menos exibicionista, portanto, foi uma gratíssima surpresa escutá-lo atuando desta forma. 

Tirando estas pequenas observações, o bootleg é muito bom e esta com um elenco de músicas bem eclético, fazendo um pequeno apanhado do que o Genesis tinha feito de mais expressivo até então. 

Obviamente, o foco do show, foram os álbuns, “A Trick of the Tail”, “Wind and Wuthering” e “...And Then There Were Three”, o que seria de se esperar, uma vez que, quem estava no comando da banda era Phil Collins e ele por razões obvias, foi aos poucos eliminando os vestígios da fase de ouro que o Genesis teve no passado.

Eu só não perdôo, por não ter incluído neste show “Supper’s Ready”, para mim a melhor música que banda produziu, mas além desta, outros clássicos foram lembrados, como, “Dancing With The Moonlit Knight”, “The Cinema Show” e “I Know What I Like”. 

Este show aconteceu em novembro de 1978 e provavelmente foi um dos últimos shows, antes de entrarem para uma fase mais pop, que foi alavancada com o álbum “Duke”, gravado em 1980, enterrando definitivamente a fase progressiva do Genesis. 

Encerrando o ano e esta resenha, só resta dizer que, este álbum vale o download e muitas audições, pois afinal de contas, o Genesis faz parte de um seleto grupo de bandas de rock progressivo e independente dos problemas internos que acabaram culminando com a saída de membros históricos e fundamentais que elevaram a banda aos mais altos patamares do rock, continua nos encantando até hoje.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Genesis:
ChesterThompson;
Daryl Stuermer;
Mike Rutherforth;
Phil Collins
Tony Banks


Tracks:
CD1
01 Eleventh Earl of Mar 8'45 
02In the Cage 7'51
03 Burning Rope 7'38
04 Dancing With the Moonlit Knight 5'07
05 Ripples 9'53
05 Deep In The Motherlode 5'55
05 One for the Vine 10'41
08 Squonk 7'04 

CD2
01 Say It's Alright Joe 6'45
02 The Lady Lies 6'06
03 The Cinema Show (inc. In That Quiet Earth) 11'26
04 Afterglow 4'34
05 Follow You Follow Me 3'54
06 Dance on a Volcano 4'18
07 Los Endos 6'16
08 I Know What I Like 9'15
09 Phil Collins interviewed by John Platt 7'54



"Burning Rope"

"Cinema show / Afterglow"

sábado, dezembro 24, 2011

!!!!!!!! FELIZ NATAL !!!!!!!!

A todos os amigos que por aqui passaram e ajudaram este espaço musical ser muito melhor, a família Nas Ondas da Net, deseja a todos um FELIZ NATAL, coberto de muitas alegrias, felicidades e logicamente muito Rock'n Roll............

sexta-feira, dezembro 23, 2011

PINK FLOYD - "More Blues - Archives 1970"


Depois de uma fantástica overdose de Yes, com praticamente uns cinco álbuns em seqüência  e muita discussão sobre o futuro da banda, chegou à hora de tomar um fôlego e seguir em frente, portanto, vamos até este bootleg que originariamente foram feitas apenas quinhentas cópias, intitulado, “More Blues - Archives 1970” do Pink Floyd, que coincidentemente faz uma referência a décima música do álbum, “Music from the Film More” de 1969.

Ele está repleto de delícias musicais da era psicodélica da banda, saidas dele próprio, de "Ummagumma", de "The Piper at the Gates of Dawn" e do álbum “Atom Heart Mother”, para quem não lembra, é o álbum da vaca. 

Para mim este bootleg é perfeito, pois traz duas versões da música que mais gosto da banda, lógicamente, “Atom Heart Mother”, sendo uma versão, só com a banda e a outra mais que completa, com orquestra de metais e coro, praticamente como a versão de estúdio, um verdadeiro primor de execução.


Além de, “Atom Heart Mother”, tem também, “Fat Old Sun”; “Cymbaline”; “The Embryo”; e “Just Another Twelve Bar Original”,  que formam o CD1, gravado em vinte e um de novembro de 1970 no "Altes Cassino", Montreaux, na Suiça.

 No CD2, vem à música título, “More Blues” gravada em vinte e um de novembro de 1970 no "Altes Cassino", Montreaux, na Suiça,  e em seguida de “Green Is The Color”; “Carful With That Axe Eugene”; “If” e “Atom Heart Mother Suite - (Full Orchestra)”, gravadas na apresentação da banda no "Paris Theater" em Londres, Inglaterra, no  dia dezesseis de julho de 1970. 


Eu tenho pensado em montar um bootleg, só com “Atom Heart Mother” em suas diversas aparições, juntamente com uma pesquisa que explore o que levou seus criadores a conceber esta suite tão importante na discografia do grupo. 

Quando fico frente a um bootleg como este, com músicas feitas a mais de quarenta anos e mesmo assim, sinto-me tocado por elas, não de forma melancólica e saudosista, mas sim por um agradável sentimento de prazer, misturado com a sensação de escutar algo novo.


Muitas vezes eu fico na duvida se parei no tempo e não dei conta que o mundo mudou com novas tendências musicais ou se como são peças de vanguarda, totalmente atemporais, criadas com uma inteligência anos luz a frente de seu próprio tempo, elas vão se perpetuando e por gerações futuras ainda vão provocar este tipo de questionamento que só uma obra como a do Pink Floyd pode provocar. 

Pode parecer até bobagem, mas recentemente toda a obra do Pink Floyd foi remasterizada e não é primeira vez que isto ocorre, portanto isto pode ser um indicio que a banda além de manter seus velhos e fieis fãs, ainda estão agregando novos fãs a cada dia e em quantidade suficiente para fazer com que a gravadora tenha se estimulado a produzir tal feito, pois afinal de contas, estamos falando de mais de quinze álbuns, o que me leva a crer que eu não estou parado no tempo, mas sim continuo a correr em busca de algo que realmente valha a pena ser escutado. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!


Band:
David Gilmour – guitarra; voz,
Roger Waters – baixo; violão, voz,
Richard Wright – teclado, piano, orquestração,
Nick Mason – bateria, percussão



Tracks:
CD1
01. Astronomy Domine
02. Fat Old Sun
03. Atom Heart Mother Suite (Small Band Version)
04. Cymbaline
05. The Embryo
06. Just Another Twelve Bar Original
CD2
01. More Blues
02. Green Is The Color
03. Carefull With This Axe Eugene
04. If
05. Atom Heart Mother Suite (Full Orchestra)



NOVO LINK

"Atom Heart Mother Suite (Small Band Version)"

"The Embryo"

domingo, dezembro 18, 2011

YES - “Autumn Tour in Europe Live in Copenhagen” - 2011

Desastre!!!! Um verdadeiro desastre esta apresentação do Yes!!! É muito triste escrever estas duras palavras, mas por indicação do Carlão, o “The Ancient”, fui ao blog do Leonardinsky ler a sua brilhante resenha, baixar e escutar o bootleg, “Autumn Tour in Europe Live in Copenhagen”, gravado em seis de dezembro de 2011. 

Bem, quem for lá e ler a resenha e fazer o download do bootleg, vai entender ao que estou me referindo, pois a resenha é dramática, muito contextual e nos leva a profundas reflexões quanto ao Yes e sua continuidade, pois quando do lançamento de Fly From Here, que a princípio me mantive em cima do muro, um tanto reticente e depois reconhecendo o álbum como um bom trabalho que poderia estampar em sua capa um logo do “Yes” sem fazer vergonha à Instituição “YES”, não poderia imaginar uma tragédia destas proporções. 


Confesso que inicialmente, só escutei, “Roundabout” e foi mais que suficiente para entender o que está acontecendo, pois esta é uma música que não exige grandes malabarismos vocais e o que se escuta é deprimente, parecendo a voz de um péssimo calouro da “Buzina do Chacrinha”, uma decepção total e eu por várias vezes já elogiei a atuação de Benoit David, inclusive em álbum de show ao vivo, pois aparentemente tudo estava indo muito bem. 

Por outro lado, é possível entender que Fly From Here, foi meticulosamente adequado á sua voz, que é muito boa, ele têm talento, mas daí, alterar a concepção musical de clássicos do Yes para atender a sua demanda vocal, seria pedir muito e tenho certeza que seus membros remanescentes jamais mutilariam suas próprias músicas para tal fim. 


Escutar um Yes melancólico como o deste bootleg, parte o coração e provoca uma profunda tristeza, sendo preferível vê-lo fora dos palcos a ter que suportar tamanha vergonha em ver a banda em tal decadência, pois afinal são quatro senhores músicos sendo guiados por um jovem que mesmo tendo seus atributos e talento, jamais chegará a cinco oitavas abaixo de Jon Anderson. 

É preciso ficar muito claro e entendido que a voz de Jon Anderson, não é apenas uma voz, pois ela funciona como um instrumento qualquer dentro da banda é como se fosse uma "guitarra vocal" que além de contar as histórias, faz solo e tudo mais, é um fenômeno da humanidade, "coisa de Deus", que não está disponível para qualquer um e muito menos para Benoit David, que acredito que esteja com problemas em suas cordas vocais. 

Recentemente postei um bootleg da turnê de “Fly From Here” e o que se escuta é bem diferente do que está contido em “Autumn Tour in Europe Live in Copenhagen” e que me perdoem a todos que lerem esta resenha, mas desta forma, ou o Jon Anderson volta e pacifica a banda ou vamos ver o Yes chafurdando na lama da amargura e da desolação, o que seria um triste fim, para uma das bandas mais amadas do planeta. 

Antes de terminar esta resenha resolvi dar uma chance para mim e para o Yes e escutei, “We can fly from here”, simplesmente um pavor, uma decepção total, é lastimável, pois nem esta, ele conseguiu manter o bom padrão do álbum de estúdio e só serviu para reforçar meus sentimentos em relação ao sombrio futuro do Yes se continuar deste jeito. 

Obviamente não espero que todos concordem com tudo ou parte do que disse, deixando o espaço aberto para quem quiser se manifestar contrariamente ou favoravelmente a tudo que tristemente foi dito aqui. 

VOLTA JON ANDERSON, O YES PRECISA DE VOCÊ!!!!!

Yes:
Alan White
Benoit David,
Chirs Squire
Geoffrey Downes
Steve Howe

Tracks:
01. Intro: The Young Person's Guide to the Orchestra (2:41)
02. Yours Is No Disgrace (13:22)
03. Tempus Fugit (7:03)
04. I've Seen All Good People (7:33)
05. Life On A Film Set (6:00)
06. And You And I (11:55)
07. Steve Howe Solo: Solitaire (3:47)
08. Steve Howe Solo: Intersection Blues (3:23)
09. Fly From Here: Overture (1:53)
10. We Can Fly From Here (6:01)
11. Sad Night At The Airfield (7:30)
12. Madman At The Screens (5:06)
13. Bumpy Ride (2:15)
14. Fly From Here (Reprise) (2:37)
15. Wonderous Stories (4:52)
16. Into The Storm (8:17)
17. Heart Of The Sunrise (12:38)
18. Starship Trooper (14:09)
19. Roundabout (10:33)

O download deve ser feito diretamente no blog LEONARDINSKY  onde há o acesso para a resenha também.
  

Chega a ser constrangedor ver o o semblante de Chris Squire neste vídeo.....
"Wonderous Stories"

quarta-feira, dezembro 14, 2011

YES - "Yesshows part 2" - 1980

Por conta de mais uma colaboração dos amigos do blog, trago a tona, “Yesshows part 2”, um bootleg de primeiríssima qualidade musical, pois em um único álbum, temos a presença de Rick Wakeman e Patrick Moraz, talvez o único tecladista que tenha realmente conseguido preencher a lacuna deixada pela ausência de Rick Wakeman. 

“Yesshows part 2”, é o Yes celebrando o Yes, é uma festa, tendo em vista que três momentos mágicos da banda estão registrados, sendo o primeiro acontecido entre os anos de 1974 a 1976, período em que Patrick Moraz esteve à frente dos teclados e, diga-se de passagem, cumpriu sua missão muito bem, pois não é para qualquer um executar um álbum como “Relayer”, que está na integra no “CD 1” deste bootleg para nosso deleite. 


No “CD 2”, o foco é o álbum “Going For The One”, gravado em 1977, que comemora a volta do “Mestre”, Rick Wakeman aos teclados para felicidade de seus fãs, com direito a “Awaken” e tudo mais e, principalmente por contar com a formação dos sonhos de todo Yesfan, com tudo muito perfeito e com aqueles detalhes musicais que só o Yes consegue proporcionar quanto está sobre um palco. 


Chegando ao “CD 3” temos o álbum, “Tormato”, gravado em 1978 como o centro das atenções neste show acontecido em Chicago, USA que traz ainda, “Roundabout” e “Starship Trooper”, para finalizar esta epopéia musical que cobre um importante período passado pelo grupo, pois a seguir os anos seguintes seriam muito conturbados, mas isto é história para outra ocasião. 


Na verdade não há muito que falar, mas sim. muito a escutar, pois o bootleg é ótimo, levando-se em consideração que estamos diante de mais um abençoado álbum do Yes que com certeza vai embalar os sonhos de muita gente.

Tudo isto graças ao amigo, Carlos, o “The Ancient”, que passou esta pérola para ser postada aqui no blog, portanto, em nome de todos os amantes da banda...., Carlão..., aquele abraço, valeu mesmo!!!!

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Yes:
Alan White,
Chris Squire,
Jon Anderson,
Patrick Moraz,
Rick Wakeman,
Steve Howe

Tracks:

CD1
01 Opening
02 Sound Chaser
03 To Be Over
04 The Gates Of Delirium
05 Ritual Introduction
06 Ritual 1
07 Ritual 2
08 Sweet Dreams

CD2
01 Parallels
02  Heart Of The Sunrise
03. Going For the One
04 The Big Medley
05 Awaken
06 Wonderous Stories

CD3
01 Hello Chicago
02 Future Time Rejoice
03 Don't Kill the Whale
04 On the Silent Wings of Freedom
05 I've Seen All Good People
06. Roundabout
07 Starship Trooper


"Sound Chaser"

"Going for the One"

"On the Silent Wings of Freedom"

domingo, dezembro 11, 2011

TANGERINE DREAM - "Poland - The Warsaw Concert" - 1983

Em um show de música eletrônica, visceral ao extremo, o Tangerine Dream, encantou seus fãs na Polônia e dele foi possível extrair este álbum, “Poland - The Warsaw Concert”, gravado em dezembro de 1983 e que na época gerou alguns comentários sobre as tendências políticas da banda, o que levou a Edgar Froese a responder as críticas imediatamente dizendo, “fazer shows na Polônia e na Alemanha Oriental, era apenas um desejo de mostrar a música do Tangerine Dream aqueles povos, nada mais...”. 

Quando disse logo acima “visceral ao extremo”, é porque ele é composto de apenas quatro suítes que variam de treze a vinte e dois minutos, com o mais puro som eletrônico, onde a tônica esta calcada na genialidade de Edgar Froese em expressar seus sentimentos por um canal de comunicação, muitas vezes incompreendido, mas dotado de um lirismo e poesia que mesmo ao emaranhado de sons aparentemente desconexos, consegue revelar histórias que não são contadas por uma letra. 


Na época de seu lançamento, era um LP duplo, uma desgraça para indústria fonográfica, porém, um deleite para os amantes da música eletrônica, apenas quatro faixas, uma por lado, a primeira, uma homenagem ao país que os recebia, “Poland”, uma suíte que mescla momentos de pura reflexão com momentos frenéticos gerados por seqüenciadores e sintetizadores que dispostos em várias camadas, matematicamente nos transportam em uma viagem alucinante. 

Tangent que vem em seguida inicia sua jornada como uma nuvem que se aproxima, melodiosamente, com um ritmo um tanto sensual, misturando-se aos sintetizadores que dão uma atmosfera espacial, logo precedido por um coro de mellotrons e finalizado por uma fantástica orquestração de sintetizadores. 


Barbakane soa como um lamento, pois uma singela flauta eletrônica, amparada por sintetizadores e uma percussão que vai ganhando força com tempo, delineando uma linha temática, temporal e cíclica, findando-se com um seqüenciamento mais alegre, mais humano. 

Horizon fecha o concerto com uma sonoridade de um ambiente glacial, feita a partir de sons desarmônicos que entremeados a uma atmosfera melodiosa, tridimensionalizam uma expectativa no desenrolar do tema, ganhando força ao longo da peça. 

Este álbum é um marco, na carreira do Tangerine Dream, pois ele elevou a música eletrônica a um novo patamar na Europa Oriental, pois a Cortina de Ferro foi rompida por uma música que diretamente não dizia absolutamente nada, mas acabou virando um hino a liberdade de um povo oprimido por um sistema político que começou falido desde a sua instalação. 

Apesar de tudo conspirar contra este show que aconteceu em duas ocasiões em um mesmo dia, o Tangerine Dream, apresentou-se em condições climáticas totalmente adversas, pois o frio era ártico, com neve sendo despejada em abundância, mas todos da banda não mediram esforços para os shows acontecerem, pois objetivo maior do grupo era agradar os seus Fãs. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians:
Edgar Froese / Guitars, Synthesizers, Keyboards
Christopher.Franke / Synthesizers, Keyboards
Johannes Schmoelling / Synthesizers, Keyboards


Tracks:
01. Poland (22.00)
02. Tangent (19.52)
03. Barbakane (13.49)
04. Horizon (20.49)

LINK

"Poland"

"Tangent"

sexta-feira, dezembro 09, 2011

YES - "The Tour Of The Oceans" - 1974

O ano é 1974, a banda é o Yes, o foco do show é o álbum “Tales From Topographic Oceans” lançado em 1973 e mais uma vez, graças aos amigos do blog, vamos ficar diante de um brilhante espetáculo, chamado, “The Tour Of The Oceans”. 

O amigo chama-se, Carlos, o “The Ancient”, um grande colaborador que têm dedicado muito de seu precioso tempo ao deixar seus comentários aqui no blog e agora nos presenteia com este raro bootleg, portanto, nada mais justo do que dar os créditos à fonte e agradecer muito este presente, que faço questão de dividir com todos. 

“The Tour Of The Oceans”, obviamente vem para destacar e divulgar uma das maiores obras de arte musical de todos os tempos, onde cinco músicos no auge de suas carreiras doaram toda a sua criatividade e talento, produzindo a mais bem elaborada suíte do rock progressivo. 


É uma peça incomparável, sem a menor possibilidade de cópia e provavelmente nunca executada na íntegra por outra banda, pois sua complexidade e sofisticação afastam qualquer possibilidade de aventureiros chegarem até “Tales From Topographic Oceans”. 

Ta certo que, por conta deste álbum, Rick Wakeman deixou a banda e foi cuidar da vida, pois não concordava com formato e muito menos com o tema, mas o tempo passou, ele voltou e saiu mais alguma vezes e algum tempo atrás, reconheceu o valor que a suíte tem. 

Fora isto, o bootleg está recheado com várias outras pérolas da banda como, "And You and I"; “Siberian Khatru”, “Roundabout” e “Close to The Edge”, ou seja, um tesouro em forma de música para ser apreciado, portanto, com um “set list” como este, recomendá-lo é chover no molhado, mas como sou muito fã da banda, eu o recomendo muito a todos. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Yes:
Jon Anderson - vocal
Steve Howe - guitarra
Rick Wakeman - teclado
Chris Squire - baixo
Alan White - bateria



Tracks:
CD 1
01 - Siberian khatru
02 - And you and I
03 - Close to the edge
04 - The revealing science of God

CD 2
01 - The remembering
02 - The ancient
03 - Ritual
04 - Roundabout


NEW LINK
"The Tour Of The Oceans"

terça-feira, dezembro 06, 2011

domingo, dezembro 04, 2011

ELOY - "Burg Herzberg Festival" - 2011

Que satisfação poder postar um álbum do Eloy em uma apresentação tão recente e sentir que o tempo passou para todos nós, mas não para Frank Bornemann, que já está de cabelos brancos, mas tocando com a mesma vitalidade de quarenta anos atrás, com sua guitarra mais afiada do que nunca e com sua pitoresca voz praticamente preservada, nos remetendo aos grandes shows do passado em mais uma viagem cósmica que é marca registrada do Eloy. 

Este festival é ativo desde 1968 e é baseado nos preceitos do movimento hippie, mas hoje em dia, focados em mundo ecologicamente muito melhor, tendo como principal objetivo a “Paz & Amor” tão sonhada desde os primórdios do movimento, na década de setenta. 

Esta apresentação aconteceu no dia dezoito de julho do presente ano e foi gravado no “Burg Herzberg Festival”, mas infelizmente não consegui a ficha técnica deste bootleg, com os músicos que formaram o Eloy desta vez, pois outra característica marcante da banda, é o entra e sai de músicos.

Acredito que ele esteja baseado com a formação do último álbum de estúdio, “Visionary” de 2009, mas isto é apenas uma suposição e não tem o menor fundamento, portanto, se alguém souber o nome dos músicos que acompanharam Frank Bornemann neste show, por favor, me avisem para que eu possa complementar esta postagem, pois mesmo com a apresentação da banda na faixa quinze, fica muito difícil entender o que Frank Bornemann diz, pois o Alemão é uma língua muito complexa.

Independente de qualquer coisa e seja qual for a formação da banda desta vez, uma coisa é certa, é o Eloy que está se apresentando, com sua aura mágica e envolvente de sempre, pois sua sonoridade está mantida todos estes anos depois e que se faça justiça, por conta da genialidade de Frank Bornemann, um mestre no encantamento musical, uma lenda viva do rock progressivo da década de setenta e que até hoje consegue emocionar com sua música.  

O “set-list” não poderia ter sido mais eclético, pois tem música extraída de tudo quanto é álbum, como, “Time to Turn”, “Planets”, “The Tides Return Forever”; “Oceans”; “Silent Cries and Mighty Echoes”;  “Power and Passion” “Oceans 2”; “Down”; “Colors” e “Visionary”, ou seja, tem diversão garantida para todos, distribuídas nas vinte faixas musicais deste bootleg que com certeza vai agradar aos fãs da banda e amantes do rock progressivo em geral.

RECOMENDADÍSSIMO!!!!

Band:
Frank Bornemann (lead vocals, guitar)
Hannes Folberth (keyboards)
Michael Gerlach (keyboards)
Klaus-Peter Matziol (bass)
Bodo Schopf (drums, percussion)
Steve Mann (guitar)
Tina Lux (backing vocals)
Anke Renner (backing vocals)

Tracks:
01 Intro (Incomplete , Fades In) 01:01
02 Child Migration / Paralysed Civilization 13:26
03 Announcement 00:37
04 Mysterious Monolith 06:46
05 Age of Insanity 07:57
06 The Apocalypse 11:19
07 Silhouette 04:43
08 Poseidon's Creation 11:56
09 Time To Turn 04:22
10 Tuning 01:25
11 Sun Song 05:41
12 Illuminations 06:51
13 Follow the Light 08:14
14 Awakening of Consciousness 05:58
15 Band Introduction 02:18
16 The Tides Return Forever 07:08
17 Encore Break / Tuning 03:01
18 Ro Setau 08:08
19 Thoughts 01:24
20 Intermezzo 01:17
21 The Bells of Notre Dame 05:34
22 Outro 02:01

LINK

"Mysterious Monolith"

"The Apocalypse"

"Age of Insanity"

sexta-feira, dezembro 02, 2011

YES - "In The Present Live From Lyon" - 2011

Como costumo dizer, “Quem tem padrinho não morre Pagão” e eu sempre complemento com, “quem tem amigos também não”, pois esta postagem só está sendo possível, graças ao amigo “Luciano", que gentilmente passou a dica deste álbum, “In The Present Live From Lyon”, acontecido em 2009, ou seja, todos nós estamos em dívida com ele.

Lógico, é o Yes, tinha que ser, mas vai valer muito a pena escutá-lo, pois ele comemora mais de quarenta anos de palco de uma das bandas mais queridas do rock e apesar de estar um tanto desfigurado de seu elenco principal, o astral da banda é altíssimo, portanto o resultado final está excepcional.

Quando a gente para e pensa em alguns pequenos detalhes, fica clara a vocação da banda em se apresentar, em estarem junto aos seus fãs e ai neste momento, membros mais novos como Benoit David e Oliver Wakeman, fatalmente entram no clima, pois ele é contagiante.


Principalmente para Oliver Wakeman, que muito provavelmente acompanhou seu pai, Rick Wakeman, em diversas turnês e começou a ser influenciado ainda dentro do ventre da mãe nas seções de estúdio e palco do Yes, mostra uma serenidade e maturidade fora do comum, mesmo estando ao lado de lendas vivas como, White, Howe e Squire que são mais que mestres na arte da música. 


Benoit David, já havia declarado seu amor pela banda há muito tempo atrás, quando formou no Canadá uma banda “Cover Yes”, sendo descoberto por Chris Squire, via Youtube, deixando todos da banda muito bem impressionados com seu talento natural e por ter um timbre vocal tão próximo ao de Jon Anderson, culminando com o convite para fazer parte da banda e gravar “Fly From Here” que está vendendo mais do que água de côco na Bahia. 


Se me perguntarem se Wakeman e Anderson fazem falta a banda, sim, esta será sempre a minha resposta, porque para mim sempre farão falta em qualquer lugar, mas, no entanto, o esforço dos novos membros, esta traduzido neste álbum que com certeza vai agradar muito aos amantes do Yes e aos adoradores da boa música.

RECOMEDADÍSSIMO!!!!!

YES:
Alan White,
Oliver Wakeman
Benoit David
Chris Squire
Steve Howe

Tracks:
Disc One:
01 “Siberian Khatru”
02 “I’ve Seen All Good People”
03 “Tempus Fugit”
04 “Onward”
05 “Astral Traveller”
06 “And You and I”
07 “Corkscrew” (acoustic solo)

Disc Two:
01 “Owner of a Lonely Heart”
02 “Southside of the Sky”
03 “Machine Messiah”
04 “Heart of the Sunrise”
05 “Roundabout”
06 “Starship Trooper”


LINK

"Partes do Show"